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Oliver x Crafty!!:3

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 05/09/2026

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SombrioPsicológicoTragédiaViolência GráficaMorte de PersonagemCrack / Humor ParódicoCenário CanônicoHorror
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O Sacrifício Otaku de uma Morte Sugoi

A noite na Paper School e em seus arredores costumava ser silenciosa, mas para Oliver, o silêncio era apenas um convite para o caos. O rapaz de longos cabelos brancos, que chegavam a tocar seus tornozelos, movia-se com uma agilidade felina, apesar do braço esquerdo mecânico em formato de lápis. Ele ignorava o peso do rabo de cavalo baixo e a marca de "A+" que brilhava sob a luz da lua. Seu objetivo era simples: pregar uma peça em Crafty, a garota mais estranha e irritante que já pisara naquele colégio de papel.

Oliver escalava o muro da casa de Crafty com uma facilidade irritante. Ele não estava ali para roubar, mas sim para reafirmar seu domínio como o valentão supremo, acompanhado em espírito por seus amigos Zip e Edward, que certamente ririam daquela invasão mais tarde. Ao alcançar a janela do segundo andar, ele se apoiou no parapeito, pronto para dar um susto épico.

Lá dentro, o cenário era... peculiar. Crafty, com seu moletom preto de detalhes rosas e suas meias de gato, estava sentada diante do computador. O brilho da tela refletia no papel colado em seu olho direito, onde o desenho do pingente Akuma no Otto parecia vibrar. Ela soltava risadinhas agudas, completamente absorta em um episódio de um anime íntimo, com as bochechas vermelhas e um sorriso de puro deleite otaku.

Oliver franziu o cenho, sentindo uma mistura de nojo e tédio. Ele não esperou. Levantou seu braço de lápis e, com um movimento brusco, disparou um projétil de grafite afiado. O lápis atravessou o ar com um zunido e cravou-se na parede, a centímetros da cabeça de Crafty.

O susto foi tão grande que a garota perdeu o equilíbrio da cadeira e desabou no chão com um baque surdo. No processo, o cabo de energia do computador foi chutado, e a tela apagou instantaneamente, mergulhando o quarto em uma penumbra cortada apenas pela lua.

— Mas que diabos?! — Oliver exclamou, saltando para dentro do quarto, pronto para zombar da queda dela.

Crafty ficou caída por alguns segundos, recuperando o fôlego. Lentamente, ela levou as mãos ao rosto, cobrindo as bochechas que agora ardiam em um tom carmesim profundo. Ela soltou um suspiro trêmulo.

— Ooh... — O som saiu como um sussurro de pura surpresa e admiração.

Oliver, no entanto, não estava no clima para admiração. Ao aterrissar, ele tropeçou em um objeto que Crafty usava no peito: um pingente pesado e estranho. A ponta do objeto atingiu sua canela com força.

— Ai! Sua garota estúpida! — Oliver gritou, massageando a perna e lançando um olhar furioso para ela. — Que porcaria é essa que você está usando? Você quase quebrou minha perna com esse lixo de plástico! Você é completamente retardada ou o quê?

Crafty se levantou em um salto, ignorando os insultos. Seus olhos brilhavam com uma intensidade maníaca enquanto ela segurava o pingente com as mãos trêmulas.

— Não é lixo, Oliver-san! Este é o Akuma no Otto! — Ela exclamou, a voz subindo uma oitava. — Você não entende? No episódio 179 do meu anime favorito, a protagonista Setsuki recebeu este exato pingente para selar seu destino com o Rei dos Demônios! É o símbolo da entrega total, da transição entre o mundo mundano e o arco demoníaco!

Oliver piscou, confuso e genuinamente irritado.

— Do que você está falando, sua louca? Setsuki? Episódio 179? Eu não ligo para as suas esquisitices de desenho japonês! Eu vim aqui para acabar com a sua paz, não para ouvir palestra de nerd!

Crafty parou por um momento, inclinando a cabeça para o lado. O papel em seu olho balançou levemente.

— Espera... — Ela estreitou os olhos. — Você é... você é um valentão, não é? Um verdadeiro bully da Paper School?

— É claro que eu sou, sua idiota! — Oliver rosnou, batendo o braço de lápis contra a palma da mão direita. — Eu sou o pior pesadelo de qualquer um naquela escola.

A reação de Crafty não foi de medo. Ela levou as mãos à boca, os olhos arregalados em um drama digno de uma ópera.

— Oh meu Deus! — Ela exclamou, a voz carregada de uma emoção exagerada. — Então... então é isso? Você veio aqui para roubar a "gatinha" para o arco demoníaco? Você veio me levar para a escuridão, assim como o vilão fez com a Setsuki-chan?

— O quê? Não! Eu vim aqui porque você é irritante! — Oliver tentou corrigir, mas ela já estava em transe.

— Sugoi~ — Crafty suspirou, as bochechas ficando ainda mais coradas, quase emitindo vapor. — Isso é tão romântico e violento ao mesmo tempo! É como se o roteiro estivesse se escrevendo diante de mim!

— Do que diabos você está falando? — Oliver deu um passo para trás, sentindo que a loucura dela era contagiosa. — Você está delirando. Qual é o seu problema?

Crafty ignorou a pergunta e começou a girar pelo quarto, as mangas compridas do moletom balançando como fitas. Ela parou de costas contra o seu armário, fazendo uma pose dramática e olhando para ele por cima do ombro.

— Diga-me... qual é o seu nome, meu conquistador cruel? — Ela perguntou com uma voz aveludada e estranhamente calma.

— Você sabe meu nome, a gente estuda na mesma escola! É Oliver! — Ele gritou, perdendo a paciência.

— Oliver... Oliver-kun... — Ela saboreou o nome, fechando os olhos. — O nome perfeito para um carrasco de coração de papel.

— Pare de me chamar assim! É nojento! — Oliver avançou, apontando o lápis afiado para o pescoço dela. — Eu devia te dar uma lição agora mesmo por me fazer perder tempo com essa conversa de maluca.

Foi então que a expressão de Crafty mudou. O brilho brincalhão foi substituído por algo mais sombrio, mais intenso. Ela se inclinou para frente, encostando o pescoço deliberadamente na ponta do grafite. Um sorriso travesso e yandere surgiu em seus lábios.

— Então faça, Oliver-kun... — Ela sussurrou, a voz carregada de um desejo distorcido. — Mate-me. Complete o meu arco. Deixe que o seu lápis escreva o fim da minha história. Eu quero que seja você. Eu quero que a última coisa que eu veja seja esse seu olhar de raiva pura. Mate-me, Oliver-kun! Por favor!

Oliver sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ele era um valentão, adorava ver os outros sofrerem, adorava comer sabonete e fazer piadas cruéis, mas aquilo... aquilo era outro nível de perturbação.

— Você está pedindo para morrer? — Ele perguntou, a voz falhando por um segundo antes da irritação assumir o controle total. — Você é doente! Você quer ser uma mártir de anime? Pois bem! Se é isso que você quer para parar de falar, eu vou te dar o que deseja!

A raiva de Oliver explodiu. Ele não pensou nas consequências, não pensou na Paper School ou em Miss Circle. Ele apenas queria calar aquela voz que o chamava de "kun" e transformava sua agressividade em algum tipo de fantasia estranha.

Com um movimento rápido e violento, ele cravou o braço de lápis. Foi um golpe único, preciso e fatal, impulsionado pelo ódio e pelo choque de estar diante de alguém tão fora da realidade.

Crafty não gritou. Ela soltou um suspiro de satisfação, como se tivesse finalmente alcançado o clímax de sua série favorita. O sangue começou a manchar o moletom preto e rosa, mas ela ainda tinha forças para olhar nos olhos de Oliver uma última vez.

Ela estendeu a mão trêmula, tocando levemente a mecha arrepiada no topo da cabeça dele. Um sorriso fraco, mas genuinamente feliz, iluminou seu rosto enquanto a vida se esvaía.

— Aishiteru... Oliver-kun... — Ela sussurrou em japonês, as palavras saindo junto com seu último suspiro.

O corpo de Crafty escorregou pelo armário até atingir o chão, imóvel. O silêncio voltou a reinar no quarto, mas agora era pesado, sufocante.

Oliver recuou, limpando o braço mecânico na própria bermuda branca. Ele olhou para o corpo da garota, depois para o computador desligado e para o pingente Akuma no Otto que brilhava fracamente no peito dela.

— Maluca... — Ele murmurou, a voz rouca. — Absolutamente maluca.

Ele caminhou até a janela e saltou para a noite, deixando para trás o cenário de um arco que, para Crafty, tinha terminado de forma perfeita, mas que para Oliver, era apenas mais um dia bizarro na Paper School. Ele precisava encontrar Zip e Edward. E, acima de tudo, ele precisava urgentemente de um pedaço de sabonete para tirar o gosto amargo daquela noite de sua boca.

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