
Oliver!
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 06/09/2026
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Reflexos de um Passado Distorcido
Oliver caminhava pelos corredores de papel da Paper School com a confiança de quem era o dono do lugar. Seus longos cabelos brancos, presos naquele rabo de cavalo baixo que quase tocava seus calcanhares, balançavam levemente a cada passo. O laço preto estava perfeitamente alinhado, e a marca de "A+" em seu cabelo brilhava sob as luzes artificiais. Ele levava à boca um pedaço de sabonete de lavanda, mastigando-o com um prazer que poucos entenderiam. Para ele, aquela era a iguaria perfeita para uma tarde de travessuras com Zip e Edward.
O braço de lápis de Oliver batia ritmicamente contra sua perna enquanto ele planejava a próxima pegadinha. O mundo era seu playground, e as regras eram apenas sugestões que ele adorava ignorar. No entanto, o ar ao seu redor subitamente esfriou. O cheiro de grafite e papel velho foi substituído por um odor metálico e sombrio.
Uma mão fria e pesada pousou sobre seu ombro esquerdo, bem acima da junção de seu braço mecânico. Oliver congelou instantaneamente. O sabonete caiu de sua mão, ricocheteando no chão sem fazer barulho. Ele sentiu uma presença que não deveria estar ali, algo que parecia uma versão distorcida de sua própria alma.
— Sentiu minha falta, irmãozinho? — Uma voz rouca e carregada de malícia sussurrou diretamente em seu ouvido.
Oliver sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ele conhecia aquela voz, embora tentasse enterrá-la nas camadas mais profundas de sua memória. Lentamente, ele virou a cabeça e deu de cara com Danger Oliver. Ele era quase uma cópia carbono, mas envolto em sombras, com um olhar que prometia nada além de caos e destruição. O "irmão perdido" que Oliver jurou nunca mais ver.
— Você... o que está fazendo aqui? — Oliver rosnou, a irritação começando a superar o choque inicial. — Vá embora, Danger. Ninguém te chamou nesta escola.
Danger Oliver soltou uma risada seca, aproximando-se ainda mais, o rosto a milímetros do de Oliver.
— Ora, Oliver, é assim que você recebe a família? — Danger provocou, passando a mão pelos próprios cabelos escuros e desgrenhados. — Eu vim ver como o meu pequeno prodígio está se saindo. E parece que você continua o mesmo moleque mimado.
— Eu não sou pequeno e não sou seu irmãozinho! — Oliver gritou, o rosto ficando vermelho de estresse. Ele tentou se afastar, dando as costas para Danger e apressando o passo para sair daquele corredor isolado.
Mas Danger era mais rápido. Com um movimento ágil e humilhante, ele esticou a mão e puxou a bermuda branca de Oliver para baixo com força. O choque de Oliver foi absoluto. Ele sentiu o ar frio atingir sua pele exposta, revelando sua intimidade de uma forma que ele nunca permitira a ninguém. A visão de seu próprio corpo, tão vulnerável diante daquele ser sombrio, o fez paralisar de vergonha.
— O que você pensa que está fazendo?! — Oliver gritou, o rosto agora em brasas, uma mistura de fúria e humilhação absoluta.
— Apenas vendo o que você esconde sob essa fachada de valentão — Danger riu, seus olhos brilhando com uma luxúria perversa. — Você treme tanto, Oliver. É patético.
Sem dar tempo para Oliver reagir ou puxar suas roupas de volta, Danger avançou. Ele inclinou a cabeça e cravou os dentes no pescoço de Oliver, não com força suficiente para tirar sangue, mas o bastante para deixar uma marca profunda e possessiva. Oliver soltou um arquejo sufocado, seus joelhos vacilando. O calor subiu por seu corpo, uma reação traidora que ele não conseguia controlar.
— Pare com isso... — Oliver murmurou, embora sua voz não tivesse a firmeza de antes.
Danger Oliver não deu ouvidos. Em um movimento ousado, ele desfez a própria calça, deixando-a cair no chão de papel. Ele se exibiu para Oliver, mostrando que, apesar das diferenças de personalidade, eles compartilhavam a mesma natureza física ambígua e complexa. Oliver desviou o olhar, traumatizado pela audácia e pela semelhança distorcida.
— Olhe para mim, Oliver — ordenou Danger, empurrando Oliver contra a parede e subindo sobre ele, prendendo-o com seu peso.
O contato físico era inevitável. Danger começou a roçar sua própria intimidade contra a de Oliver, um movimento lento e calculado para desestabilizar os sentidos do irmão. Oliver sentiu uma onda de dor pelo atrito súbito, mas, logo em seguida, uma descarga de prazer proibido percorreu seu sistema. Ele começou a suar, a respiração tornando-se curta e errática.
— Ah... não... Danger... — Oliver gemeu, fechando os olhos com força enquanto sua cabeça pendia para trás.
— Você gosta, não gosta? — Danger sussurrou, intensificando o ritmo. — Admita que você precisava disso. Que você precisava de mim para sentir algo de verdade.
Oliver continuou a emitir sons desconexos, uma mistura de protesto e entrega. A dor inicial havia se transformado em uma necessidade latente. Ele odiava Danger, odiava o que ele representava, mas seu corpo parecia ter uma vontade própria, clamando por mais daquele contato elétrico e perigoso. Ele estava corado, o peito subindo e descendo com violência.
— Mais... — O pedido saiu dos lábios de Oliver antes que ele pudesse raciocinar.
Danger sorriu, uma expressão vitoriosa que beirava o cruel. Ele segurou o rosto de Oliver com as mãos frias, forçando-o a abrir os olhos.
— Então peça direito, irmãozinho.
Em vez de responder com palavras, Oliver puxou Danger para um beijo. Foi um encontro de línguas desesperado e caótico, um selo de pecado entre dois seres que compartilhavam o mesmo sangue e a mesma loucura. Eles se beijaram com uma intensidade que parecia querer consumir um ao outro, ignorando a moralidade ou a lógica. Quando finalmente se separaram, um fio de saliva conectava suas bocas, brilhando sob a luz fraca do corredor.
Danger Oliver não parou por aí. Ele levou a mão ao peito de Oliver, apertando e acariciando a pele através da camisa preta listrada. Oliver estremeceu violentamente, soltando um gemido agudo que ecoou pelas paredes vazias da escola.
— Você é meu, Oliver — Danger declarou, sua voz agora baixa e possessiva. — Não importa o quanto você tente ser o valentão da Paper School, no fundo, você sempre pertencerá à escuridão que eu carrego.
Oliver não conseguiu responder. Ele estava perdido em um turbilhão de sensações, tremendo sob o toque do irmão, sentindo que, de alguma forma, aquela tarde mudaria para sempre a maneira como ele via a si mesmo e ao mundo de papel ao seu redor. A marca de "A+" em seu cabelo parecia agora uma ironia cruel diante da reprovação moral que ele acabara de abraçar.
