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Amor

Fandom: Swat

Criado: 06/09/2026

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RomanceFatias de VidaFofuraHumorHistória DomésticaCrimeCenário Canônico
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Entre Algemas e Berços

O sol da manhã entrava pelas janelas do quartel da SWAT em Los Angeles, refletindo no metal das armas e no brilho das viaturas. Mas, para Kuro Hatake, o brilho mais bonito do dia estava sentado bem na sua frente, tentando, sem muito sucesso, ajustar o cinto tático sobre a barriga de quatro meses que já começava a ganhar uma forma arredondada e adorável.

Kuro encostou-se no armário, cruzando os braços musculosos que preenchiam perfeitamente a camiseta preta do esquadrão. Com seus 1,80m de altura, pele alva e aquele cabelo branco repicado que sempre parecia ter acabado de sair de um furacão, ele exibia um sorriso ladino.

— Sabe, Tatsuyo... se você apertar mais esse cinto, o nosso pequeno recruta vai achar que já está em treinamento de contenção — brincou Kuro, a voz carregada daquele tom engraçadinho que sempre tirava Tatsuyo do sério, mas que ela secretamente amava.

Tatsuyo Hatake, com sua pele parda e os longos cabelos pretos ondulados presos em um rabo de cavalo prático, bufou, lançando um olhar mortal para o noivo com seus olhos escuros.

— Kuro, se você não calar a boca nos próximos cinco segundos, eu vou usar a minha última hora de serviço ativo para te dar uma rasteira que vai te deixar de licença médica antes da minha licença maternidade — rebateu ela, embora um sorriso estivesse lutando para aparecer no canto de seus lábios.

Kuro deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. Ele era uma montanha de músculos e tanquinho, mas perto dela, ele sempre parecia se derreter. Ele envolveu a cintura dela com as mãos grandes, puxando-a para perto.

— Você está linda, sabia? — sussurrou ele, a voz ficando subitamente rouca e um pouco "tarada", como Chris costumava dizer. — Grávida te deixa... especialmente perigosa para o meu autocontrole.

— Kuro! Estamos no QG! — Tatsuyo protestou, embora tenha descansado as mãos no peito dele.

— O que foi? É meu último dia tendo você aqui como parceira de campo por um longo tempo — ele fez um biquinho dramático. — Tenho que aproveitar cada segundo.

O momento foi interrompido pelo som de palmas vindas da entrada do vestiário. Hondo, Deacon, Luca, Street, Chris e Tan estavam parados ali, todos com sorrisos largos. Até Alfaro, que tecnicamente pertencia ao Esquadrão 50 mas passava tanto tempo com o 20 que já era considerado da família, estava presente.

— Muito bem, pombinhos, guardem isso para quando chegarem em casa — disse Hondo, aproximando-se com a autoridade natural de um líder, mas com o calor de um irmão mais velho. — Hoje é um dia especial.

— A última chamada da nossa Hatake preferida — Luca exclamou, carregando uma caixa de donuts que provavelmente desapareceria em dez minutos.

Deacon deu um passo à frente, entregando a Tatsuyo uma pequena caixa embrulhada.

— Um presente de todo o esquadrão. Para quando a correria começar de verdade.

Tatsuyo abriu a caixa, encontrando um pequeno macacão de bebê com o logotipo da SWAT e a frase "Papai é meu backup" escrita nas costas. Seus olhos brilharam.

— Obrigada, pessoal. Eu nem sei o que dizer. Vai ser estranho ficar longe de vocês por tanto tempo.

— Um ano e dois meses passa rápido, Tats — Chris disse, aproximando-se para abraçar a amiga. — E você sabe que vamos estar lá o tempo todo. Você não vai se livrar da gente só porque não está usando o distintivo.

— Exatamente — Tan acrescentou, dando um tapinha no ombro de Kuro. — E nós vamos ficar de olho no Kuro para garantir que ele não faça nenhuma besteira enquanto você estiver fora.

— Ei! Eu sou um exemplo de profissionalismo! — Kuro protestou, embora todos no QG soubessem que ele era o primeiro a contar uma piada inapropriada no meio de um briefing.

A manhã seguiu com uma pequena celebração improvisada na cozinha do QG. O clima era de alegria, mas também de uma leve nostalgia. Tatsuyo era uma das melhores operadoras que eles tinham, e a ausência dela seria sentida. No entanto, a ideia de um novo membro na "família SWAT" trazia uma esperança renovada a todos.

Hondo fez um brinde com café.

— À Tatsuyo. Que sua licença seja tranquila e que esse bebê venha com a força da mãe e... bom, esperemos que com o senso de humor do pai, mas só a parte boa.

Todos riram, enquanto Kuro abraçava Tatsuyo por trás, a mão repousando protetoramente sobre o ventre dela.

Quando o turno finalmente terminou e as papeladas foram entregues, o grupo de "novatos" — Kuro, Tatsuyo, Street, Tan, Alfaro e Chris — decidiu que a comemoração precisava de um segundo round, longe das paredes de concreto do QG.

Eles foram para um barzinho local, um dos favoritos do grupo, onde o som da música era baixo o suficiente para conversarem.

— Então, Kuro — Alfaro começou, dando um gole em sua bebida enquanto se acomodava na mesa circular —, como vai ser? Quatro meses de licença paternidade quando o bebê nascer? Você vai aguentar ficar longe da ação?

Kuro olhou para Tatsuyo, que estava saboreando um suco de frutas, e depois para os amigos.

— Honestamente? Acho que trocar fraldas vai ser mais perigoso do que desarmar uma bomba — brincou ele. — Mas eu não trocaria isso por nada. Só espero que o bebê não herde a teimosia da Tatsuyo.

— Se herdar a sua falta de vergonha, Kuro, a gente está perdido — Street rebateu, fazendo todos caírem na risada.

— Eu só acho — começou Kuro, aproximando-se do ouvido de Tatsuyo de um jeito que todos podiam ouvir —, que a gente devia começar a praticar a parte da "paternidade" hoje à noite. Sabe, a parte da fabricação foi ótima, mas a manutenção...

— Kuro Hatake! — Tatsuyo deu um tapa leve no braço dele, sentindo o rosto esquentar. — Você é impossível!

— Ele tem um ponto — Chris interveio, rindo da expressão de Tatsuyo. — Aproveitem agora, porque daqui a cinco meses, a única coisa que vocês vão querer fazer na cama é dormir.

— Ela tem razão — Tan concordou. — Aproveitem o silêncio enquanto durar.

A conversa fluiu leve, entre piadas sobre o trabalho e planos para o futuro. Eles falaram sobre quem seria o padrinho (uma disputa acirrada entre Street e Tan), sobre como o quarto do bebê estava ficando e sobre o medo constante que todos sentiam, mas que raramente admitiam.

— Sabe — Tatsuyo disse, sua voz ficando um pouco mais séria enquanto ela olhava para o grupo —, eu fico feliz que o bebê vá crescer cercado por vocês. No nosso mundo, é difícil saber em quem confiar. Mas eu sei que meu filho ou filha vai ter os melhores tios e tias do mundo.

Houve um momento de silêncio compartilhado, um entendimento profundo que só quem coloca a vida em risco todos os dias pode ter. Eles eram mais que colegas; eram uma unidade.

— Sempre, Tats — disse Street, levantando seu copo. — Backup para a vida toda.

Kuro apertou a mão de Tatsuyo por baixo da mesa. Ele olhou para ela, notando o brilho de felicidade em seus olhos escuros, e sentiu uma onda de gratidão. Ele era o cara engraçadinho, o musculoso que gostava de provocar, mas, no fundo, ele sabia que era o homem mais sortudo do mundo.

— Bom — Kuro disse, quebrando o clima emocional com seu sorriso característico —, já que a Tatsuyo está oficialmente de licença, isso significa que ela não pode me dar ordens como minha superior no campo, certo?

Tatsuyo arqueou uma sobrancelha, desafiadora.

— Tente a sorte, Hatake. Eu ainda posso te imobilizar em três movimentos, grávida ou não.

— Oh, eu conto com isso — ele piscou para ela, fazendo os amigos gemerem em uníssono diante da insinuação.

— Por favor, Kuro, guarde isso para o quarto! — Alfaro exclamou, cobrindo os olhos.

A noite continuou com risadas e promessas de visitas. Para Tatsuyo, aquele era o início de uma nova missão, talvez a mais difícil e recompensadora de sua vida. E para Kuro, era a chance de provar que, por trás dos músculos e das piadas, ele estava pronto para ser o porto seguro que sua família precisava.

Quando finalmente se despediram e caminharam em direção ao carro, o ar fresco da noite de Los Angeles envolveu o casal.

— Você está bem? — perguntou Kuro, abrindo a porta do passageiro para ela com uma cortesia que ele nunca deixava de ter.

— Estou ótima — Tatsuyo suspirou, acomodando-se no banco. — Só... um pouco assustada. É a primeira vez em anos que eu não vou acordar pensando no próximo chamado.

Kuro deu a volta, entrou no carro e ligou o motor, mas antes de sair, ele se inclinou e beijou a testa dela, descendo para os lábios em um selinho demorado.

— Não se preocupe, meu amor. Eu vou trazer todas as fofocas do QG para você. E se o Hondo ficar muito chato, eu te ligo para você dar uma bronca nele por telefone.

Tatsuyo riu, encostando a cabeça no ombro dele enquanto saíam do estacionamento.

— Eu te amo, Kuro. Mesmo você sendo um tarado idiota.

— Eu também te amo, futura mamãe. E pode ter certeza, esse bebê vai ter muito orgulho de onde veio.

Enquanto as luzes da cidade passavam por eles, o futuro parecia incerto como qualquer operação da SWAT, mas, pela primeira vez, eles não precisavam de coletes à prova de balas. Eles tinham um ao outro, e isso era mais do que suficiente.

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