
Obrigada a se casar com o mafioso
Fandom: Mafioso Assassino romance
Criado: 07/09/2026
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O Preço da Inocência
A poeira dançava nos raios de sol que atravessavam a janela suja da pequena sala de estar. S/N apertava as mãos contra o tecido gasto de seu vestido, sentindo o coração martelar contra as costelas como um pássaro enjaulado. O silêncio da casa, geralmente preenchido pelo som da TV velha ou pelos resmungos de seu pai, agora estava carregado de uma tensão elétrica e perigosa.
Seu pai, um homem cujos olhos haviam sido nublados pelo álcool e pelas dívidas de jogo há muito tempo, evitava encará-la. Ele estava de pé junto à porta, as mãos trêmulas, esperando.
— Pai, por favor — sussurrou S/N, sua voz falhando. — O senhor não pode estar falando sério. O senhor não pode me entregar para esse homem.
O homem não respondeu. Ele apenas olhou para o relógio de pulso quebrado, o suor escorrendo por sua têmpora.
— Ele está chegando — foi tudo o que ele disse, a voz rouca e desprovida de qualquer remorso que um pai deveria sentir ao vender a própria filha.
S/N sentiu um calafrio percorrer sua pele branca e macia. Ela correu a mão pelos cabelos ruivos, uma cascata de fogo que sempre fora seu maior orgulho, agora parecendo um fardo pesado. Seus olhos azuis, límpidos como o céu de manhã, estavam marejados de lágrimas que ela se recusava a deixar cair. Ela era humilde, criada na escassez, mas possuía uma dignidade que o pai nunca conseguira tirar dela. Até agora.
O som de pneus cantando no cascalho do lado de fora interrompeu seus pensamentos. Três SUVs pretos, blindados e imponentes, estacionaram em frente à casa simples. Homens armados, vestindo ternos escuros que valiam mais do que a casa inteira, saltaram dos veículos, cercando o perímetro com uma eficiência militar.
A porta da frente foi aberta sem cerimônia. Não houve batida, apenas a invasão bruta da autoridade.
Henrique entrou.
Ele era mais alto do que S/N imaginara, uma presença que parecia sugar todo o oxigênio do cômodo. Seus cabelos eram escuros como a noite, perfeitamente alinhados, emoldurando um rosto de traços aristocráticos e cruéis. Mas eram os olhos dele que paralisavam: um verde hipnótico e frio, como esmeraldas lapidadas no gelo. Ele exalava o perfume caro de tabaco e couro, misturado com algo mais sombrio, algo que cheirava a perigo.
Henrique não olhou para o pai de S/N. Seus olhos verdes foram direto para ela, percorrendo seu corpo com uma lentidão predatória que a fez querer se cobrir, embora estivesse totalmente vestida.
— Então, esta é a mercadoria — disse Henrique, sua voz um barítono profundo que vibrou no peito de S/N.
O pai dela deu um passo à frente, curvando-se levemente, uma imagem patética de submissão.
— Sim, Sr. Henrique. Como prometido. Ela é virgem, nunca saiu desta cidade. É... é um tesouro.
Henrique soltou um riso curto e sem humor, um som que gelou o sangue de S/N. Ele caminhou em direção a ela, cada passo medido e prepotente. Ele parou a poucos centímetros, forçando-a a inclinar a cabeça para trás para manter o contato visual.
— Um tesouro em mãos erradas costuma apodrecer — disse
