
Família,ciúmes e tentação
Fandom: Vôlei
Criado: 08/09/2026
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Entre Ciúmes e Promessas
A noite de sexta-feira na mansão das Bergmann-Antropova começou com um clima que oscilava entre o aconchego doméstico e a tensão latente. Gabi e Kisy haviam partido pouco antes, com a promessa de retornarem para passar o fim de semana inteiro, o que já deixava Nicolas, o irmão mais novo de Kate, em um estado de pura euforia. O pequeno Léo, alheio às dinâmicas intensas das mães, dormia profundamente no berço, um anjinho ruivo que era a calmaria no meio do furacão.
Julia estava na cozinha, o aroma do jantar começando a invadir o ambiente. Ela mexia as panelas com uma precisão quase militar, mas seus pensamentos estavam longe dali. A ruiva era conhecida por sua intensidade; quando amava, amava com cada fibra do ser, e quando sentia ciúmes, era como se um incêndio florestal tomasse conta de seu peito.
Ekaterina entrou na cozinha logo após chegar do treino. O uniforme da seleção ainda marcava seus ombros largos, e o cansaço era visível em seus olhos claros, mas a visão de Julia ali, de costas, foi o suficiente para despertar seu lado mais lúdico. Kate aproximou-se silenciosamente e desferiu um tapa estalado na nádega da esposa, fazendo Julia dar um pulo e soltar um exclamação de surpresa.
— Como foi o treino, amor? — perguntou Kate, a voz rouca, depositando um beijo no pescoço de Julia.
Julia virou-se, ainda segurando a colher de pau, com o olhar semicerrado.
— Foi bom? A novata estava lá, imagino. A Alice, não é? Ela treinou bem ou ficou só te cercando como sempre?
Kate soltou um suspiro pesado, encostando a testa no ombro de Julia.
— Julia, por favor, não comece. Eu acabei de chegar, estou exausta. A Alice é apenas uma caloura tentando encontrar o lugar dela no time.
— Tentando encontrar o lugar dela ou tentando encontrar um espaço na sua agenda? — rebateu Julia, a ironia pingando de suas palavras.
— Chega disso. — Kate se afastou, tentando manter a paciência que lhe era característica. — Onde está o Nicolas?
— Está na sala vendo TV. Vá chamá-lo para jantar e aproveite para tomar um banho. Você está cheirando a ginásio.
O jantar passou em um silêncio tenso, quebrado apenas pelas perguntas animadas de Nicolas sobre o que fariam no sábado. Kate respondia com sorrisos forçados, enquanto Julia mal tocava na comida, observando a loira com aquele olhar possessivo que Kate conhecia tão bem.
Mais tarde, no andar de cima, a atmosfera mudou drasticamente. Kate já estava deitada na cama de casal, os braços atrás da cabeça, observando o teto e refletindo sobre como lidar com a insegurança de Julia. A porta do banheiro se abriu e a ruiva saiu, envolta apenas em uma toalha, com o cabelo úmido caindo pelos ombros.
— Kate, vem aqui um minuto. Preciso te mostrar uma coisa — chamou Julia, a voz agora suave, quase um sussurro.
Kate levantou-se e foi até o banheiro. Julia apontou para as próprias costelas, onde pequenas marcas arroxeadas, fruto da noite anterior, começavam a aparecer.
— Olha o que você fez — disse Julia, mas não havia raiva em sua voz, apenas um desafio silencioso.
Antes que Kate pudesse responder, Julia a puxou para dentro do box do chuveiro, ainda desligado. O espaço era apertado, o que as forçava a ficar coladas. Julia respirou fundo, o peito subindo e descendo contra o de Kate.
— Kate... — suspirou Julia, fechando os olhos. — Me chupa. Do jeito que só você sabe. Agora.
O pedido foi como um comando. Kate não hesitou. A paciência que teve durante o jantar transformou-se em uma fome voraz. Ela se ajoelhou no chão do box, as mãos grandes segurando as coxas de Julia com firmeza. Quando a língua de Kate encontrou a pele sensível de Julia, a ruiva soltou um gemido que ecoou pelos azulejos.
— Mais, Kate... por favor — implorou Julia, as mãos enterradas nos cabelos loiros da esposa.
Kate intercalava lambidas longas com mordidas leves, fazendo Julia tremer. A ruiva sentia que ia perder o chão a qualquer momento.
— Eu não estou aguentando... você me deixa louca — arquejou Julia.
Sem dizer uma palavra, Kate se levantou, pegou Julia no colo e a levou para a cama. O clima estava incandescente. Kate estava prestes a continuar o que começou no banheiro quando, de repente, três batidas secas na porta interromperam o momento.
— Kate? Julia? — A voz de Nicolas soou abafada, mas carregada de medo. — Eu não consigo dormir. Eu vi um filme de monstro hoje de tarde e estou com medo.
Kate fechou os olhos com força, a frustração atingindo o ápice. Ela sentou-se na beira da cama, tentando normalizar a respiração.
— Nicolas, agora não é hora, campeão — disse Kate, tentando manter a voz firme.
— Mas eu estou com muito medo! — insistiu o pequeno.
Kate levantou-se, lançando um olhar de desculpas para uma Julia completamente frustrada e descabelada na cama. Ela foi até a porta, conversou com o irmão e, após alguns minutos de negociação, conseguiu convencê-lo a voltar para o quarto com a promessa de que deixariam a porta entreaberta.
Quando Kate voltou para a cama, Julia estava sentada, com uma expressão que misturava desejo e irritação.
— Que cara de brava é essa, Antropova? — provocou Julia, com um sorriso de lado. — Deixa que eu tiro essa cara de você.
Sem dar tempo para resposta, Julia subiu no colo de Kate, que estava sentada encostada na cabeceira. A ruiva começou a rebolar com agressividade, sentindo a boca de Kate buscar seu pescoço. Julia sentou-se estrategicamente, sentindo a língua macia de Kate trabalhar enquanto a loira apertava e batia em suas nádegas com força, deixando marcas que certamente seriam comentadas depois.
Julia estava quase no ápice, o corpo tenso, os gemidos ficando mais altos, quando a porta se abriu de vez. Nicolas entrou arrastando um lençol.
— Eu não consigo! Posso dormir aqui no meio de vocês?
Kate parou o que estava fazendo, os olhos literalmente em chamas de raiva. Ela se cobriu rapidamente, enquanto Julia se escondia sob o edredom, bufando.
— Nicolas! — exclamou Kate. — Tudo bem, deita logo aí e fecha os olhos.
A noite terminou com um trio improvável na cama e uma tensão sexual que poderia ser cortada com uma faca.
No sábado de manhã, o sol entrou pelas janelas da mansão, trazendo consigo a chegada de Gabi e Kisy. Kate, ainda com olheiras pela noite mal dormida, atendeu a porta enquanto Julia terminava de preparar o café. Nicolas já estava à mesa, devorando panquecas.
— Bom dia, família! — exclamou Gabi, entrando com sua energia habitual. — E então, como foi a noite?
Nicolas, sem filtro algum, olhou para as visitas.
— A Kate ficou brava porque eu não deixava elas dormirem. Elas estavam fazendo uma ginástica estranha na cama e eu queria dormir com elas.
Kisy e Gabi trocaram olhares maliciosos e caíram na gargalhada.
— Ginástica, é? — provocou Kisy, sentando-se à mesa. — Julia, você parece um pouco... dolorida hoje.
Julia ficou vermelha como um pimentão, servindo o café com movimentos bruscos.
— Parem com isso. O Nicolas não sabe o que diz.
— Sei sim! — rebateu o menino. — A Gabi disse que talvez venha um sobrinho novo para mim se vocês continuarem com a ginástica.
Julia quase derrubou a garrafa térmica.
— Nem pensem nisso! O Léo ainda é um bebê, não dá agora. Só mais para frente.
Kate, que vinha por trás, aproveitou o momento para apertar a bunda de Julia com força, fazendo a ruiva dar um leve pulo.
— Eu acho que seria uma ideia maravilhosa ter outro neném — sussurrou Kate no ouvido de Julia, cheirando seu pescoço logo em seguida. — O que você acha, ruiva?
— A gente conversa sobre isso depois, Ekaterina — disse Julia, tentando manter a postura, apesar do arrepio que subiu por sua espinha.
O café seguiu com Léo acordando e indo direto para os braços de Julia. Gabi, a "tia" coruja, logo pegou o bebê, enchendo-o de beijos. A conversa fluiu para os treinos e, inevitavelmente, para a situação da noite anterior que Nicolas tanto insistia em comentar.
— Mas sério, Julia — disse Gabi, rindo —, o menino não escuta os gemidos? Vocês precisam de um isolamento acústico nessa mansão.
Julia apenas revirou os olhos, sentindo o corpo ainda vibrar pelas mordidas e pela intensidade de Kate.
O domingo chegou com a promessa de um almoço com toda a equipe de vôlei em um restaurante reservado. O clima estava ameno até o momento em que Alice, a novata, se aproximou da mesa onde a família estava instalada.
— Oi, Kate! — disse Alice, com um sorriso excessivamente brilhante. — Que bom te ver fora de quadra. Você estava incrível no treino de sexta, aquela jogada que fizemos juntas foi... especial.
Julia sentiu o sangue ferver instantaneamente. Ela se levantou, pegou Léo do colo de Kate e chamou Nicolas.
— Vamos, Nicolas. Kisy, Gabi, vocês vêm? — Julia nem esperou resposta, saindo em direção ao carro com passos largos e pesados.
Alice, percebendo o estrago, tentou manter a pose, mas a tensão era palpável. Kate suspirou, olhando para as amigas.
— Gabi, por favor, leve o Léo e o Nicolas com vocês no outro carro. Fiquem mais um pouco, eu preciso resolver isso com a Julia. Agora.
Kate caminhou até o carro onde Julia já estava trancada no banco do motorista, bufando. A loira entrou no banco do passageiro e fechou a porta com força.
— Julia, olhe para mim — ordenou Kate.
— Não tenho nada para olhar. Vá lá conversar sobre suas jogadas "especiais" com a sua novata.
— Julia Bergmann, pare com esse show agora. Nós vamos para casa e vamos conversar como duas adultas. Eu não aguento mais essa sua insegurança destrutiva.
O trajeto até a mansão foi feito em um silêncio sepulcral. Assim que entraram, Kate levou Julia para o escritório. A conversa foi longa e exaustiva. Kate explicou, pela milésima vez, que seu coração e seu corpo pertenciam apenas a Julia, e que os ataques de ciúmes estavam começando a afetar a dinâmica da família. Julia, por sua vez, desabafou sobre o medo de perder o que tinham, agora que a rotina com o bebê era tão exigente.
Após muitas lágrimas e palavras sinceras, o entendimento finalmente veio. Kate puxou Julia para um beijo demorado, calmo, que selava a paz entre as duas.
— Eu te amo, sua ruiva ciumenta — murmurou Kate contra os lábios de Julia.
— Eu também te amo, loira idiota.
Kate saiu para buscar o restante da família no restaurante. Quando voltaram, o clima na sala de estar era de total harmonia. Gabi, Kisy, Nicolas e as mães estavam espalhados pelos sofás, conversando e rindo.
Gabi, que nunca perdia a oportunidade de causar, inclinou-se na direção de Nicolas e sussurrou algo no ouvido do menino. O pequeno abriu um sorriso travesso e olhou para Kate.
— Kate! — gritou Nicolas. — Eu decidi. Eu quero um sobrinho novinho! A Gabi disse que se você pedir com jeitinho para a Julia, ela deixa.
Julia escondeu o rosto nas mãos, enquanto Kate soltava uma gargalhada alta, puxando a esposa para mais perto de si.
— Ouviu, Julia? É um pedido oficial da família agora — brincou Kate, piscando para Gabi.
— Vocês não existem — murmurou Julia, mas, no fundo, um sorriso de felicidade genuína iluminava seu rosto. A mansão estava cheia, o coração estava completo e, apesar dos ciúmes e das interrupções, elas sabiam que não trocariam aquela bagunça por nada no mundo.
