
Máscaras de fardas e beijos proibidos
Fandom: Nenhum
Criado: 08/09/2026
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O Peso da Farda e o Gosto do Perigo
O silêncio que se seguiu ao gesto de Lucas no pátio da Escola Militar Tiradentes não foi um silêncio comum; foi um vácuo sufocante. Anthony sentia o lugar onde os lábios de Lucas haviam tocado seu pescoço queimar como se tivesse sido marcado a ferro quente. O suor escorria por suas têmporas, misturando-se à oleosidade da pele jovem, e ele podia ouvir as batidas do próprio coração martelando contra os tímpanos. Ao redor, os olhares dos outros alunos do 7º ano eram dardos de confusão e julgamento.
— Que porra foi essa, Lucas? — a voz de um dos garotos, um brutamontes chamado Gabriel, quebrou o transe.
Anthony, recuperando os sentidos mais rápido do que esperava, soltou uma gargalhada forçada, aguda e estridente, que ecoou pelas colunas de concreto do pátio. Ele empurrou o ar com as mãos, como se estivesse afastando uma piada pesada.
— Esse desgraçado tá louco de sol! — gritou Anthony, olhando para os lados e buscando a cumplicidade da multidão. — Tá querendo me assustar agora, é? Ô Lucas, se tu tentar me beijar de novo, eu te quebro os dentes, seu arrombado!
Lucas, que já estava a alguns metros de distância, nem sequer virou o rosto. Ele apenas ergueu a mão direita, mostrando o dedo do meio para o alto sem interromper o passo firme. A arrogância dele era sua melhor defesa. Se ele agisse como se fosse uma brincadeira de mau gosto, um desafio de "quem é mais doido", ninguém ousaria questionar a masculinidade dele. Pelo menos, era nisso que ele queria acreditar.
Anthony sentiu as pernas tremerem enquanto caminhava em direção ao portão de saída. O calor de Sorriso parecia ter dobrado de intensidade. Ele precisava chegar em casa, precisava lavar o rosto, precisava entender por que diabos Lucas tinha feito aquilo na frente de todo mundo. Eles tinham um pacto implícito: o que acontecia nos banheiros, nos cantos escuros atrás do ginásio ou nas mensagens apagadas do WhatsApp, morria ali. Expor aquilo era suicídio social, especialmente em uma instituição onde a disciplina e a "moral" eram marteladas na cabeça deles todos os dias.
Ao cruzar o portão, Anthony sentiu o peso da mochila pesar ainda mais. Ele passou por um grupo de meninas do 9º ano que cochichavam e riam. Ele lançou um olhar de puro ódio para elas.
— Perderam alguma coisa aqui, suas piranhas? — rosnou ele, a boca suja agindo como um escudo automático.
As meninas se calaram imediatamente, assustadas com
