
Amassos
Fandom: BTS
Criado: 11/09/2026
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Sob o Peso da Disciplina
O silêncio no quarto era quebrado apenas pelo virar pausado das páginas do livro que Jungkook segurava. A iluminação em tons âmbar desenhava sombras longas pelo piso de madeira, onde Jimin permanecia ajoelhado há quinze minutos exatos, com a coluna reta e as mãos espalmadas sobre as próprias coxas. Os joelhos do loiro já começavam a protestar contra a rigidez do chão, mas o desconforto físico não era nada comparado ao calor febril que lhe consumia o ventre.
A lembrança da festa ainda queimava viva na pele de Jimin. Ele havia escolhido deliberadamente aquele conjunto preto, colado ao corpo e com transparências ousadas, gostando da ideia de atrair olhares pela pista de dança. Jimin sempre fora vaidoso, sedento por validação e atenção. No entanto, esquecera-se propositalmente de que o homem ao seu lado não tolerava que outros cobiçassem abertamente o que lhe pertencia. A postura plácida de Jungkook no evento desmoronara no momento em que entraram no carro; os dedos fortes do moreno apertando sua nuca, o tom baixo e firme contra seu ouvido prometendo que cada olhar alheio seria cobrado com juros entre quatro paredes.
Agora, o contraste era quase insuportável. Jungkook vestia apenas uma calça de moletom cinza, sentado confortavelmente contra os travesseiros da cama alta, folheando um romance com a serenidade de quem desfrutava de uma noite comum. Nem sequer olhava para baixo. Sabia exatamente a postura que Jimin mantinha e o efeito que a indiferença calculada causava na mente carente do loiro.
Jimin tremia levemente. A excitação acumulada pulsava sem trégua, implorando por atrito, por calor, por qualquer contato que quebrasse a barreira daquela disciplina sufocante. Seus lábios cheios entreabriram-se, soltando um suspiro entrecortado que soou mais alto do que pretendia.
Jungkook não moveu um único músculo do rosto, mantendo a atenção fixa no texto impresso.
Desesperado por uma migalha de atenção, Jimin deixou escapar um choramingo fraco e agudo, uma súplica quase involuntária que rompeu a regra do silêncio absoluto imposta antes do início do castigo.
— Eu não me lembro de ter concedido permissão para você emitir qualquer som, Park Jimin.
A voz de Jungkook cortou o ar, grave, controlada e desprovida de qualquer pressa. O moreno nem mesmo levantou os olhos do papel, mas o impacto daquelas palavras fez o loiro encolher os ombros, sentindo um arrepio gélido percorrer sua espinha.
— Por favor... — Jimin murmurou, a voz embargada pela carência excessiva. — Está doendo, Jeon. Eu preciso... preciso que você olhe para mim.
Jungkook finalmente fechou o livro com um estalo seco, colocando-o sobre a mesa de cabeceira. Seus olhos escuros e penetrantes desceram sobre o menor, analisando cada detalhe da figura ajoelhada: o peito que subia e descia com pressa, o rubor nas bochechas e a evidente humilhação prazerosa de estar à mercê de sua vontade.
— Você gosta de ser olhado, não é? — Jungkook inclinou-se para a frente, apoiando os cotovelos nos joelhos. — Passou a noite inteira se exibindo para desconhecidos, buscando os olhos de qualquer um que cruzasse seu caminho. E agora está aqui, implorando pela minha atenção depois de quebrar uma ordem direta.
— Desculpe... — Jimin baixou a cabeça, as lágrimas de pura frustração quase transbordando. — Eu fui imprudente. Mas eu só pertenço a você, você sabe disso.
— Sei. E é por isso mesmo que sou o único que tem o direito de decidir quando, onde e como você recebe alívio — disse Jungkook, levantando-se da cama com a postura imponente que sempre deixava o loiro sem fôlego. — Suba na cama. De quatro. Agora.
Jimin não hesitou. Apavorado com a possibilidade de prolongar o desdém de Jungkook, ele rastejou com pressa para o colchão macio. Posicionou as mãos espalmadas sobre o edredom escuro e arqueou as costas, empinando o quadril exatamente como havia sido treinado para fazer. A expectativa de que Jungkook tomasse seu corpo ali mesmo fez seu pulso disparar; ele ansiava pelo peso do namorado, pela aspereza de um toque decidido.
Contudo, Jungkook não se despiu. O moreno caminhou com calma até uma das gavetas do armário embutido, retirando de lá um objeto de silicone negro, denso e imponente, cuja superfície macia guardava em seu núcleo um motor silencioso e potente.
Jimin ouviu o deslizar da gaveta e engoliu em seco, sentindo o estômago revirar em uma mistura de ansiedade e medo. Antes que pudesse formular qualquer pensamento ou preparar o corpo, Jungkook voltou a se aproximar pela lateral da cama.
Sem um aviso prévio, sem palavras doces ou carícias prévias de relaxamento, Jungkook segurou o quadril pequeno de Jimin com força e introduziu o brinquedo lubrificado de forma firme e direta.
Um gemido abafado e agudo rasgou a garganta de Jimin, fazendo seus dedos cravarem nos lençóis enquanto o corpo recebia aquela invasão súbita e profunda. O preenchimento era denso, esticando-o de um jeito que exigia total rendição.
Antes que o loiro pudesse sequer processar o choque do impacto, o dedo de Jungkook pressionou o botão de ativação na base do dildo.
A vibração começou em uma frequência grave, profunda e implacável, reverberando diretamente contra a próstata do submisso com uma intensidade avassaladora. Jimin soltou um grito sôfrego, arqueando o pescoço para trás enquanto seu corpo inteiro estremecia sob a onda de choque elétrico que percorreu seus nervos.
— Fique parado — a voz de Jungkook ressoou autoritária, pairando logo acima dele. — Você não vai tocar em si mesmo, não vai deitar a barriga na cama e, acima de tudo, está terminantemente proibido de gozar. Se tentar chegar ao ápice, o brinquedo sai e você dorme com as mãos amarradas à cabeceira até o amanhecer. Fui claro?
— Sim... sim, papai... — Jimin ofegava, as palavras saindo quebradas e trêmulas enquanto tentava manter o equilíbrio sobre os quatro apoios.
A sensação era uma tortura refinada. O motor do dildo zumbia contra suas paredes internas com uma constância que não dava espaço para recuperação. Cada pulsação mecânica parecia empurrá-lo para uma borda perigosa, mas o medo de desobedecer e perder qualquer chance de liberação mantinha suas mãos firmes no colchão, impedindo-o de levar os dedos à própria pele.
— Mantenha essa postura erguida. Olhe para a cabeceira — ordenou Jungkook, dando um passo para trás e cruzando os braços sobre o peito amplo.
Jimin tentou obedecer, mas a sobrecarga sensorial era brutal. O prazer artificial construía uma maré violenta em seu baixo-ventre, e seu corpo buscou instintivamente aliviar a pressão, balançando o quadril em um movimento sutil para trás, tentando encontrar um ritmo contra o silicone.
O estalo seco e estalado de uma palmada firme na nádega esquerda de Jimin ecoou pelo quarto, fazendo-o estremecer de dor e surpresa.
— Eu disse para ficar quieto — repreendeu Jungkook, a voz fria como o gelo, embora seus olhos queimassem com a visão da pele alva ganhando uma marca avermelhada. — Quem manda no seu ritmo sou eu. Mais um movimento fora de ordem e a próxima não será com a mão aberta.
— Desculpe, por favor! — Jimin implorou, as bochechas molhadas por lágrimas de sobrecarga. — Está vibrando tão forte... eu não consigo pensar, parece que tudo vai explodir...
— Essa é a intenção — respondeu o dominador com calma implacável. — Você queria tanta atenção hoje, Jimin. Queria que todos notassem o seu corpo. Agora você vai sentir esse mesmo corpo responder exatamente a quem tem a posse dele.
Os minutos começaram a se arrastar com a lentidão de um pesadelo doce e cruel. Jungkook voltou a se encostar na parede próxima, monitorando cada espasmo, cada gota de suor que escorria pelas costas do namorado. O zumbido constante do aparelho preenchia o ambiente, misturando-se à respiração entrecortada do loiro, que choramingava baixinho, lutando contra o reflexo natural de ceder ao orgasmo.
Dez minutos se passaram. A postura de Jimin vacilava, os braços tremiam sob o peso do próprio tronco, e o quadril ameaçava ceder para baixo a cada onda mais forte da vibração. Sempre que ele perdia o alinhamento, uma nova palmada estalava contra sua carne, lembrando-o instantaneamente de suas obrigações.
— Não me faça repetir, Jimin. Empine mais. Mostre para mim o quanto você aguenta ser obediente.
— Eu estou tentando... papai, por favor... — o loiro soluçava, os olhos apertados com força. O membro intocado pingava contra o edredom, dolorosamente túrgido, implorando pelo menor atrito que fosse. — Já faz tanto tempo... eu não aguento mais segurar...
— Aguenta sim. Você é mimado, mas é forte para receber o que merece — Jungkook se aproximou novamente, os passos lentos e deliberados. Ele estendeu a mão e puxou os cabelos loiros de Jimin para trás com firmeza calculada, forçando-o a erguer o queixo e encará-lo. — Quem decide a sua hora?
— Você... só você...
— E por que você está passando por isso?
— Porque eu fui exibido... porque eu desrespeitei você...
— Exatamente — Jungkook soltou os fios claros, descendo a mão pelas costas suadas do menor até pousá-la com firmeza possessiva sobre sua lombar. — E quem cuida de você depois que você aprende a lição?
— Papai... é você quem cuida de mim... por favor, papai, deixe eu gozar... eu imploro, me deixa gozar, está doendo tanto...
A marca de trinta minutos aproximava-se no relógio digital sobre a cômoda. O corpo de Jimin estava no limite absoluto da exaustão e do delírio sensual. O contraste entre a vibração interna implacável e a privação absoluta de toque na parte frontal havia criado um estado de transe onde nada mais existia além da ordem de Jungkook e da necessidade primária de alívio.
Jungkook observou a submissão total do companheiro. Ele conhecia perfeitamente os limites físicos e psicológicos de Jimin; sabia quando a disciplina havia atingido o propósito de realinhar a dinâmica entre os dois e quando prolongar a punição deixaria de ser pedagógico para se tornar prejudicial. O loiro estava completamente quebrado, maleável e entregue, demonstrando com cada soluço que sua lealdade e dependência pertenciam a um único homem.
O moreno deu um passo à frente, subindo um dos joelhos no colchão e inclinando-se sobre as costas trêmulas de Jimin. Sua respiração quente tocou a concha da orelha do menor, contrastando com o rigor dos minutos anteriores.
— Você foi um bom menino nos últimos minutos — sussurrou Jungkook, o tom agora tingido por uma rouquidão densa. — Segurou firme, mesmo quando parecia impossível.
Jimin deixou escapar um gemido sôfrego, sentindo a proximidade do corpo de Jungkook como uma bênção divina.
— Papai... por favor...
— Você quer a sua liberação, Jimin?
— Mais do que tudo... por favor, papai, eu preciso...
Jungkook levou a mão para baixo, sem pressa, envolvendo finalmente o membro vazante e intocado do loiro com a palma firme e aquecida. O simples contato da pele humana fez Jimin soltar um arquejo descompassado, quase perdendo os sentidos ali mesmo.
— Pode gozar — autorizou Jungkook, o comando soando definitivo e direto contra a pele do seu pescoço. — Goze para mim agora, Jimin. Mostre o quanto você é meu.
A permissão funcionou como o rompimento de uma represa. A mão de Jungkook fez um movimento único, preciso e firme, enquanto aumentava a intensidade da vibração pela última vez.
Jimin desabou para a frente, a voz quebrando em um grito longo e rouco que preencheu todo o cômodo. O orgasmo o atingiu com uma violência descomunal, contraindo seu abdômen em espasmos incontroláveis enquanto sua essência jorrava sobre os lençóis e os dedos do moreno. Cada pulsação parecia roubar o ar de seus pulmões, o prazer doloroso e avassalador arrancando lágrimas grossas que lavavam seu rosto. O dildo ainda vibrava dentro dele, prolongando as contrações internas muito além do que ele julgava ser capaz de suportar.
Jungkook manteve o aperto estável durante todo o processo, sustentando o peso do submisso com o braço em volta de seu peito, impedindo que ele despencasse desamparado contra a cama. Quando o último espasmo finalmente cedeu, o moreno desligou o aparelho e o removeu com lentidão e cuidado, livrando-o daquela pressão mecânica.
Jimin caiu de lado sobre o colchão, encolhido em posição fetal, o peito arfando pesadamente, a mente completamente esvaziada pelo cansaço e pela sobrecarga.
O clima no quarto mudou instantaneamente. A rigidez do dominador deu lugar ao cuidado absoluto que sempre encerrava as sessões. Jungkook puxou uma toalha macia para limpar o loiro e a si mesmo com movimentos metódicos e gentis. Em seguida, deitou-se ao lado do namorado, puxando o corpo miúdo e trêmulo contra o seu peito largo.
Jimin escondeu o rosto na curva do pescoço de Jungkook com avidez, buscando o cheiro familiar de madeira e âmbar que sempre o acalmava. Suas mãozinhas fecharam-se na camiseta do moreno, como se temesse que ele pudesse se afastar novamente.
— Shh, já passou — murmurou Jungkook, os dedos longos deslizando carinhosamente pelos cabelos úmidos de suor do loiro, desfazendo os nós com paciência. — Você foi perfeito. Suportou tudo muito bem.
— Eu me comportei... não foi? — Jimin perguntou com a voz rouca, quase inaudível, buscando a confirmação de que sua entrega havia sido satisfatória.
— Se comportou como o meu garoto — respondeu Jungkook, selando o topo da cabeça dele com um beijo demorado e quente. — Mas da próxima vez que pensar em desfilar daquele jeito para um bando de estranhos, lembre-se exatamente de como é ter que me pedir permissão para cada respiração.
Jimin aconchegou-se ainda mais contra o peito do namorado, sentindo o pulsar constante daquele coração sob sua bochecha. O cansaço pesava em suas pálpebras, mas a sensação de pertencimento e segurança era absoluta.
— Eu vou lembrar, papai — sussurrou o loiro, fechando os olhos enquanto os braços fortes de Jungkook o envolviam, mantendo-o exatamente onde ele sempre quis estar.
