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Abbie x Danger Abbie

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 12/09/2026

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O Reflexo do Medo e o Desejo Oculto

O corredor da Paper School parecia mais longo do que o habitual, as paredes de papel vibrando com um silêncio opressor que fazia o coração de Abbie martelar contra as costelas. Ele segurava seus cadernos contra o peito, os nós dos dedos brancos de tanta força. Seus olhos, pequenas fendas pretas e trêmulas, vasculhavam cada sombra. O caule de maçã no topo de sua cabeça balançava conforme ele dava passos curtos e hesitantes. Abbie estava sempre alerta, sempre esperando que o pior acontecesse, que uma nota baixa se transformasse em sua sentença de morte pelas mãos de Miss Circle.

Mas o perigo que ele encontrou naquela tarde não vinha de um professor.

Ao dobrar o corredor que levava ao depósito de materiais, Abbie parou bruscamente. O ar pareceu esfriar. Parado ali, encostado em um armário amassado, estava alguém que desafiava a lógica daquela escola. Era ele mesmo, mas distorcido.

O estranho tinha o mesmo cabelo preto, mas em vez do caule de maçã, ostentava um prendedor com o símbolo de perigo e uma mecha amarela vibrante que caía sobre o rosto mal-humorado. O suéter preto de gola alta e as fitas listradas em amarelo e preto davam a ele um ar predatório, embora houvesse uma timidez sombria em seu olhar. Era Danger Abbie.

— O-o que... quem é você? — gaguejou Abbie, sentindo o suor frio escorrer por sua nuca.

Danger Abbie não respondeu de imediato. Ele apenas inclinou a cabeça, observando a versão mais frágil de si mesmo com um misto de desprezo e curiosidade.

— Você parece tão... patético — sussurrou Danger Abbie, sua voz saindo como um rosnado baixo. — Sempre tremendo. Sempre com medo de tudo.

Abbie deu um passo para trás, o desespero tomando conta de seus sentidos. Ele queria correr, mas suas pernas pareciam feitas de chumbo.

— Por favor, me deixa passar... eu não fiz nada! — Abbie exclamou, as lágrimas começando a embaçar sua visão.

Danger Abbie deu um passo à frente, um sorriso de canto surgindo em seus lábios. Ele gostava do pânico que emanava do outro. Em um movimento rápido, quase impossível de acompanhar, ele contornou Abbie e se posicionou exatamente atrás dele.

Abbie congelou. Ele sentiu a presença fria e pesada de Danger Abbie às suas costas. Antes que pudesse reagir ou gritar, sentiu mãos firmes puxando o cós de sua bermuda branca.

— Ei! O que você está fazendo?! Para! — gritou Abbie, o desespero atingindo o ápice.

Com um puxão seco, Danger Abbie removeu a peça de roupa, deixando a parte inferior de Abbie exposta ao ar frio do corredor. O contraste era gritante: a pele pálida, as nádegas expostas e, para a surpresa e choque total de Abbie, sua genitália estava estranhamente inchada e sensível, uma reação involuntária ao estresse e ao medo extremo que ele sentia.

— O que é isso, Abbie? — provocou Danger Abbie, sua voz rente ao ouvido do outro. — Você está tão assustado que seu corpo não sabe como reagir?

— Por favor... me solta... isso dói... — soluçou Abbie, o rosto enterrado nas mãos, o corpo tremendo violentamente.

Danger Abbie ignorou os apelos. Ele se ajoelhou atrás do garoto trêmulo. A visão daquela vulnerabilidade o instigava de uma forma que ele não conseguia explicar. Sem aviso, ele se aproximou da intimidade inchada de Abbie e começou a sugá-la.

O choque percorreu a espinha de Abbie como uma descarga elétrica.

— AHH! P-para! Dói! — Abbie soltou um gemido agudo, uma mistura de dor e uma sensação nova e avassaladora que ele não conseguia compreender.

Danger Abbie continuou, sua língua explorando a sensibilidade extrema da região. A cada sucção, o corpo de Abbie reagia com espasmos. O choro de desespero começou a mudar de tom. O rosto de Abbie estava agora de um vermelho profundo, o contraste com seu cabelo preto tornando sua expressão de choque ainda mais vívida.

— O que... o que você está fazendo comigo? — Abbie arfou, as pernas fraquejando.

— Estou mostrando a você o que o medo pode se tornar — murmurou Danger Abbie entre os atos, voltando a sugar com mais intensidade.

O prazer começou a sobrepujar a dor. Abbie soltou um gemido longo e arrastado, sua cabeça caindo para trás, encostando no ombro de seu agressor. Ele estava corado, o peito subindo e descendo em arfadas curtas. O desespero ainda estava lá, mas agora estava entrelaçado com uma luxúria confusa e proibida.

Subitamente, Danger Abbie parou. Ele se levantou, limpando o canto da boca com as costas da mão, seus olhos escuros brilhando com uma intensidade nova.

— Eu ainda não acabei com você — disse Danger Abbie, um tom de promessa sombria em sua voz. — Agora, é a minha vez de ver o quanto você pode ser perigoso.

Abbie, ainda atordoado e com a bermuda caída nos tornozelos, olhou para cima. Ele viu a vulnerabilidade escondida sob a fachada de "perigo" do outro. Algo dentro dele, talvez o próprio desespero transformado em coragem distorcida, despertou.

Alguns minutos depois, a posição no corredor escuro havia mudado. Agora era Danger Abbie quem estava encostado contra a parede de papel, seu suéter preto puxado para cima, revelando sua própria natureza oculta. Ele estava com o rosto completamente ruborizado, os olhos semicerrados e os lábios sendo mordidos com força para conter os sons que queriam escapar.

Abbie estava ajoelhado à sua frente. Sua franja preta estava bagunçada, caindo sobre os olhos enquanto ele retribuía o ato. Ele sugava a intimidade de Danger Abbie com uma urgência nascida do medo transformado em desejo.

— Ah... Abbie... — Danger Abbie gemeu, sua voz falhando. — Você... você é mais forte do que parece... continue...

Abbie não parou. Ele sentia o gosto salgado e a pulsação do outro sob sua língua. O prazer que ele estava proporcionando fazia Danger Abbie se contorcer, as mãos do "perigoso" agarrando os ombros de Abbie, ora empurrando, ora puxando para mais perto.

— Isso... provoca mais... — Danger Abbie arfou, a cabeça jogada para trás contra o metal frio do armário. — Eu sabia que você tinha isso dentro de você...

O silêncio do corredor era quebrado apenas pelos sons úmidos e pelos gemidos abafados. Quando ambos atingiram o limite de suas sensações, o ar parecia ter acabado no pequeno espaço entre eles.

Abbie se afastou lentamente, limpando a boca, o olhar ainda assustado, mas agora carregado de uma conexão profunda com aquela versão sombria de si mesmo. Danger Abbie olhou para baixo, vendo o garoto tímido que ele havia provocado tão cruelmente.

Lentamente, Danger Abbie estendeu a mão e segurou o queixo de Abbie. O toque não era mais agressivo; era quase possessivo. Abbie, exausto e ainda processando tudo, deixou a língua pender levemente para fora, um sinal de sua entrega total ao momento.

— Você é meu reflexo — sussurrou Danger Abbie, aproximando o rosto.

— E você é o meu medo — respondeu Abbie em um fio de voz.

Eles se aproximaram até que não houvesse mais espaço. O beijo que se seguiu não foi de desespero, mas de uma paixão súbita e avassaladora. Ambos estavam intensamente corados, os corações batendo no mesmo ritmo frenético. Naquele momento, no corredor esquecido da Paper School, a timidez e o perigo se fundiram em um só sentimento. Eles estavam apaixonados pela única pessoa que poderia realmente entendê-los: eles mesmos.

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