
ERICK+JORGE
Fandom: Jogadores de Futebol
Criado: 12/09/2026
Tags
Coração Não Tem Sangue, Tem Amor
O mês de agosto mal havia começado quando a escola de Santino deu início aos tradicionais preparativos para o Dia dos Pais. Na sala de aula colorida, entre cartolinas, tintas guache e fitas de cetim, a professora se aproximou da mesa do pequeno de sete anos e perguntou, com um sorriso gentil, o que ele estava planejando confeccionar para o seu papai Jorge.
Santino segurou o pincel no ar, os olhinhos castanhos e vivos piscando em dúvida. Sua mente infantil, rápida e curiosa, não pensou apenas em Jorge. Pensou imediatamente no homem alto, de olhar penetrante e corpo quase que totalmente coberto por tatuagens, que dividia a vida e a casa com eles há anos: o Tio Erick.
Para Santino, a matemática era muito simples. Ele morava no Rio de Janeiro com Jorge desde os dois anos, quando a guarda definitiva fora concedida ao colombiano após a mãe optar por permanecer na Colômbia. Mas, há muito tempo, Erick estava ali para absolutamente tudo. Era Erick quem o acordava com paciência quando ele teimava em se enrolar nas cobertas; quem arrumava o colarinho do seu uniforme para que não ficasse torto; quem preparava as panquecas perfeitas no café da manhã. Erick o levava e buscava no colégio, perguntava com seriedade genuína como tinha sido a aula e sentava-se na escrivaninha para decifrar os deveres de matemática.
Mais do que isso: quando a febre subia de madrugada, era o chileno grandalhão que passava a noite em claro ao lado da cama, medindo a temperatura, dando remédio na hora exata e contando histórias inventadas com sua voz rouca até Santino adormecer seguro contra o seu peito largo. Tio Erick brincava, corria pelo quintal, dava gargalhadas gostosas com suas travessuras e o protegia como um verdadeiro leão.
Se aquilo não era ser pai, Santino não sabia o que mais poderia ser.
Na manhã de segunda-feira seguinte, após Erick beijar o topo da cabeça do menino e os lábios de Jorge antes de sair pontualmente de terno escuro para a multinacional onde atuava com a firmeza de um pitbull, Santino aproveitou que estava a sós com Jorge na cozinha.
Jorge, sempre impecável, arrumava o topete com reflexos loiros enquanto terminava de lavar a louça do café, exibindo os braços fechados em tatuagens e aquele bronzeado típico caribenho.
— Papai? — chamou o menino, puxando a barra da camiseta do pai.
— Diga, mi vida — respondeu Jorge, virando-se com aquele sorriso fácil e brilhante que desarmava qualquer um. — O que essa cabecinha esperta tá tramando?
Santino juntou as mãozinhas, hesitando por um segundo antes de soltar a dúvida que guardava no peito:
— Eu posso chamar o Tio Erick de papai também? E posso fazer um presente de Dia dos Pais pra ele na escola?
O sorriso travesso de Jorge vacilou por um milésimo de segundo, dando lugar a uma expressão de pura e profunda emoção. O colombiano ajoelhou-se no chão de porcelanato, ficando na altura do filho, e segurou os ombrinhos pequenos com imensa ternura.
— Você quer fazer isso, meu amor? — perguntou Jorge, sentindo os olhos marejarem de leve.
— Quero. É que... ele cuida de mim igual você cuida. Ele é meu papai também, né? Mas eu não quero que você fique triste, achando que eu não te amo mais.
Jorge soltou uma risada baixa, acolhedora, puxando o filho para um abraço apertado.
— Ô, meu príncipe, nunca na vida! O papai jamais ficaria triste. Você não tá me substituindo, tá apenas aumentando o amor. O Erick cuida de você como se tivesse nascido dele. Nada no mundo me deixaria mais feliz do que ver você dar esse presente pra ele. Pode chamar ele de papai o quanto seu coração quiser.
Santino deu um pulo animado, os olhos brilhando de pura euforia.
— Eu vou fazer o presente mais maneiro do mundo inteiro! O melhor de todos!
A semana transcorreu rápida, e a expectativa só aumentava. Na sexta-feira à tarde, o casarão amplo e moderno na Zona Sul do Rio de Janeiro ganhou uma vida completamente nova. Era raro conseguir reunir as duas famílias, mas, quando as folgas coincidiram, Erick e Jorge não pensaram duas vezes antes de abrir as portas da casa. Nenhum dos dois abria mão da bagunça, da comida farta e do calor de suas raízes.
A família Pulgar desembarcou em peso vinda do Chile: o patriarca Seu Pablo, a matriarca Dona Karina, o irmão mais velho Pablo com o filho Théo, de sete anos; a irmã do meio Sheiry com a pequena Julieta, de cinco anos; e os caçulas Cristobal e Paola. Do lado colombiano de Carrascal, chegaram com muita festa Seu Jorge, Dona Olga e os irmãos mais novos Romário e Sherry.
A última vez que todos tinham se reunido daquela forma, as crianças tinham apenas três ou quatro anos, quase bebês. Agora, a casa respirava uma mistura vibrante de espanhol chileno e colombiano com sotaque carioca.
Erick, que diante do mundo dos negócios mantinha uma postura impenetrável, austera e marrenta, transformava-se por completo perto dos seus. Tudo o que aprendera sobre cuidar de crianças viera do convívio com os sobrinhos Théo e Julieta. Ele os mimava descaradamente: carregava Julieta nos ombros largos, rolava no tapete com Théo e gargalhava alto, exibindo aquele lado dócil que poucos tinham o privilégio de conhecer.
No entanto, o que deveria ser apenas festa começou a se tornar um pequeno tormento para Santino.
O menino não estava acostumado a ver o homem que considerava seu porto seguro dedicando tanta atenção a outros pequenos. Desde que adquirira consciência, Erick era exclusivamente dele e de Jorge. Ao ver o chileno pegando Julieta no colo para pegar um doce na prateleira alta, ou ajustando o boné de Théo com o mesmo carinho meticuloso que fazia consigo, Santino cruzou os bracinhos, emburrou o lábio inferior e se isolou num canto do sofá, tomado por uma crise silenciosa de ciúmes.
A situação explodiu no domingo à tarde.
Depois de um almoço barulhento regado a churrasco, empanadas e arepas, os homens decidiram organizar uma partida de futebol no gramado extenso do jardim. Na divisão dos times, Erick acabou ficando na equipe de Théo, enquanto Santino foi escalado no time do pai Jorge.
Santino já entrou em campo de cara amarrada, fulminando o primo chileno com o olhar. Théo, animadíssimo por estar jogando com o tio fortão, corria de um lado para o outro rindo alto.
O jogo estava acirrado, até que Erick recebeu um passe de Cristobal, driblou Romário com sua passada imponente e tocou com categoria no canto, marcando um belo gol. Em segundos, Théo correu e pulou no pescoço do tio, fazendo Erick cair de costas na grama macia entre gargalhadas. Julieta, que assistia da lateral com as tias, invadiu o campo correndo e se jogou por cima do peito tatuado do chileno, fazendo uma pilha de abraços e cócegas.
Aquilo foi a gota d'água para o pequeno coração de Santino.
— Saiam! — gritou o menino, com a voz esganiçada e os olhinhos faiscando de raiva. Ele correu até o monte de gente na grama, empurrando as pernas dos primos com força. — Saiam de cima do meu papai! Ele é o meu papai!
Um silêncio imediato caiu sobre o jardim. A bola parou de rolar. Os risos cessaram.
Dona Karina e Dona Olga arregalaram os olhos da varanda. Théo e Julieta recuaram, assustados com a agressividade do primo. No chão, Erick ficou completamente estático, os olhos escuros e penetrantes cravados no rostinho vermelho e furioso de Santino. O impacto daquelas palavras reverberou em sua alma como um raio: Papai. Santino nunca o havia chamado daquela forma diante de ninguém.
Percebendo a tensão prestes a desmoronar em choro, Jorge aproximou-se rapidamente com sua calma habitual.
— Vem cá, campeão — disse o colombiano, pegando o filho pela mão com firmeza, mas com infinita doçura. — Vamos lá no quarto conversar um pouquinho.
Santino fungou, limpando uma lágrima teimosa com a manga da camisa, e deixou-se guiar escada acima até o quarto principal.
Sentado na beirada da cama king-size, o menino desabou em um choro sentido. Jorge ajoelhou-se à sua frente, secando o rostinho quente do pequeno com os polegares cheios de anéis e tatuagens.
— Ei, mi amor, o que foi aquilo lá embaixo? — perguntou Jorge em tom sereno. — Você sabe que não pode gritar e empurrar seus primos daquele jeito.
— Ele só brinca com eles agora! — soluçou Santino, o peito subindo e descendo depressa. — Ele não gosta mais de mim... ele prefere o Théo e a Julieta porque eles têm o sangue dele! Eu não tenho o sangue do papai Erick!
Jorge sentiu o coração apertar com a dor inocente do filho. Puxou o pequeno para um abraço terno, acariciando os cabelos castanhos.
— Escuta o que eu vou te dizer, Santino. Sangue não quer dizer absolutamente nada quando o assunto é família. O sangue não faz ninguém amar ninguém. O que manda aqui dentro — Jorge tocou suavemente o peito do menino — é o laço de amor que a gente constrói todo santo dia. E amor é algo que não acaba quando a gente divide. O Erick ama os sobrinhos porque ele não via as crianças há quase três anos! Eles estavam com saudade do tio. Mas isso não diminui nem um milímetro do amor infinito que ele sente por você.
Parado junto ao batente da porta entreaberta, Erick escutava tudo. A respiração do chileno estava pesada, a garganta fechada por um nó que ele raramente permitia existir. O homem temido nas mesas de reuniões, o gigante imponente que intimidava qualquer adversário, sentia as pernas fraquejarem diante da fragilidade daquele momento.
Erick empurrou a porta devagar e deu passos silenciosos até a cama. Jorge levantou o olhar, encontrou os olhos marejados do companheiro e deu um sorriso compreensivo, afastando-se sutilmente para dar espaço.
Erick sentou-se ao lado de Santino na cama. A figura colossal parecia encolher para caber no universo daquela criança.
— Santino — chamou Erick com a voz rouca, carregada de um afeto cru.
O menino virou o rosto devagar, os olhos vermelhos encarando o padrasto.
— É verdade o que você falou lá embaixo? — perguntou o chileno, a voz vacilando ligeiramente. — Que eu sou seu papai?
Santino assentiu timidamente com a cabeça, abaixando o olhar para as próprias mãos trêmulas.
— O seu pai Jorge tem toda a razão, meu pequeno — continuou Erick, estendendo a mão grande e áspera para segurar a mãozinha do garoto. — Eu cuido de você desde que você mal sabia andar direito. Eu te ensinei a andar de bicicleta, te segurei no colo em cada noite de febre e comemorei cada gol que você fez no colégio. Eu não preciso do meu sangue correndo nas suas veias para saber que você é meu filho. Você foi o maior presente que a vida me deu junto com o Jorge.
Erick engoliu em seco, sentindo uma lágrima solitária escorrer por sua bochecha tatuada.
— Eu amo meus sobrinhos de paixão, mas você... você é o meu bebezinho de todos os dias. Sempre vai ser.
Santino fez um bico involuntário, fungando alto:
— Eu não sou mais bebê... eu já tenho sete anos!
Erick soltou uma risada fraca e emocionada, puxando o menino para o seu colo protetor.
— Não importa se você tiver trinta anos, moleque marrento. Vai ser sempre o meu garoto.
Santino não resistiu. Jogou os dois bracinhos ao redor do pescoço musculoso de Erick, afundando o rosto na curva do ombro do chileno e respirando aquele cheiro familiar de perfume amadeirado.
— Desculpa, papai... Eu te amo muito — sussurrou a criança entre lágrimas aliviadas.
— Eu te amo muito mais, filho — respondeu Erick, apertando-o com tanta força e cuidado que parecia temer que o momento se desfizesse.
Lembrando-se de algo importante, Santino desvencilhou-se do abraço e correu até a sua pequena mochila escolar que estava encostada na cômoda. Puxou de lá um envelope decorado com colagens de corações um tanto tortos e entregou nas mãos trêmulas de Erick.
— Feliz Dia dos Pais, papai Erick. Foi eu que fiz na escola.
Erick abriu o envelope devagar, revelando um desenho dele, alto e de braços cobertos de rabiscos pretos simulando suas tatuagens, de mãos dadas com Santino e Jorge sob um sol amarelo radiante. No rodapé, com letras trêmulas de quem ainda dominava a caligrafia, lia-se: Para o melhor papai do mundo.
O grandalhão chileno desabou em lágrimas silenciosas, cobrindo o rosto por um instante com a mão tatuada.
Sentado na poltrona do quarto, Jorge também não conseguiu conter a emoção. As lágrimas escorriam livremente pelo rosto bronzeado do colombiano, o peito transbordando de orgulho e amor ao ver a família linda que haviam construído juntos.
Santino virou-se para Jorge e apontou o dedo, soltando uma risadinha sapeca:
— Olha lá, o papai Jorge tá chorando! Ele sempre diz que homem forte não chora!
Jorge limpou o rosto apressadamente com a manga da camisa, tentando recuperar a pose de malandro com um sorriso arteiro:
— Que chorando o quê, garoto! Não tem lágrima nenhuma aqui, foi um cisco gigante que caiu no meu olho, tá coçando à beça!
Erick e Santino caíram na gargalhada juntos, desfazendo completamente qualquer resquício de tristeza que ainda pairasse no ar.
Minutos depois, com o coração em paz, Santino desceu as escadas correndo para o jardim. Aproximou-se de Théo e Julieta, que estavam perto da piscina, e com a sinceridade que só as crianças possuem, pediu desculpas por ter empurrado os dois. Os primos, sem qualquer rancor, deram um abraço desajeitado nele e, em menos de dois minutos, os três já estavam correndo pela grama atrás da bola como se nada tivesse acontecido.
Quando Erick apareceu na varanda ao lado de Jorge, Dona Karina notou de imediato os olhos avermelhados do filho caçula.
— O que aconteceu lá em cima, meu filho? — perguntou ela em espanhol, aproximando-se com aquele olhar materno que tudo enxerga.
Erick, com um orgulho que não cabia no peito, estendeu o papel desenhado por Santino para a mãe.
Dona Karina levou a mão à boca, visivelmente comovida:
— Ai, meu Deus... O meu bebezinho virou papai de verdade agora!
A frase foi o suficiente para que Pablo e Cristobal começassem a zoação.
— Olha só pro nosso pitbull! — zombou Pablo, rindo alto enquanto dava um tapinha nas costas do irmão. — Todo tatuado, todo marrento no trabalho, mas continua sendo o bebezinho chorão da mamãe!
— Cala a boca, Pablo — resmungou Erick, mas não conseguiu conter o sorriso largo que iluminou suas feições duras, enquanto Jorge o abraçava de lado, dando-lhe um beijo sonoro na bochecha sob os aplausos bem-humorados da família inteira.
A noite caiu mansa e fresca sobre a cidade maravilhosa. Após um jantar festivo regado a música latina, risadas intermináveis e conversas que se estenderam até tarde, a casa finalmente silenciou. Todos os hóspedes já estavam acomodados nos quartos de visitas, e Santino dormia profundamente em sua cama, exausto de tanto brincar com os primos.
No quarto principal, a porta foi trancada com cuidado. A luz suave do abajur desenhava sombras quentes pelas paredes.
Erick acabara de sair do banheiro, vestindo apenas uma calça de moletom cinza, exibindo o tronco maciço, largo e completamente tatuado. Passava uma toalha pelos cabelos úmidos quando Jorge se aproximou em passos lentos e sinuosos, como um felino calculando seu bote.
O colombiano usava apenas uma bermuda leve. Seus cabelos loiros estavam desgrenhados de forma incrivelmente atraente, e aquele sorriso malicioso e provocador brilhava em seus lábios cheios.
— O dia foi lindo, sabia? — sussurrou Jorge, aproximando-se até colar o peito bronzeado contra o abdômen rígido do chileno. Seus braços contornaram a nuca de Erick, puxando-o para baixo com suavidade.
— Foi o melhor dia da minha vida — admitiu Erick, pousando as mãos grandes e firmes nos quadris estreitos do marido. — Aquele garoto me desmontou por inteiro.
— Ele te ama demais, meu amor — murmurou Jorge, mordiscando a pele sensível logo abaixo da orelha do chileno, arrancando-lhe um suspiro rouco. — Mas... eu passei o domingo inteiro dividindo você com a casa inteira. Dividi o papai Erick com o Santino, com a sua mãe, com os seus irmãos... E agora eu tô querendo saber uma coisa.
— O quê? — perguntou Erick, a voz decaindo para um tom grave e perigoso enquanto seus dedos cravavam-se possessivos na cintura do colombiano.
Jorge subiu o olhar, os olhos brilhando com uma devassidão deliciosa:
— Sobrou algum tempinho pro meu papi Erick cuidar de mim essa noite?
Um arrepio desceu pela espinha do chileno. Erick não respondeu com palavras. Tomou a boca de Jorge em um beijo profundo, quente e faminto, prensando o corpo esguio do marido contra a madeira da porta trancada. Suas línguas se encontraram em um ritmo compassado e ardente, trocando gemidos abafados para não quebrar o silêncio da casa cheia.
Jorge soltou um gemido manhoso entre os lábios de Erick, erguendo uma das pernas e enlaçando a coxa musculosa do chileno.
— Bem devagar, amor... — sussurrou Jorge contra a boca dele, a respiração entrecortada pelo desejo súbito. — A casa tá cheia de gente... ninguém pode ouvir as coisas gostosas que você vai fazer comigo.
— Não precisa ter pressa nenhuma, mi vida — respondeu Erick ao pé do ouvido dele, com um tom rouco e carregado de safadeza. — Hoje eu vou fazer tudo do jeitinho que você gosta... bem calmo, bem fundo, até você não aguentar mais.
Erick levantou o marido com facilidade pelos quadris, levando-o até a cama espaçosa e deitando-o com uma lentidão calculada sobre os lençóis de algodão egípcio. Ali, sob a penumbra acolhedora do quarto, os dois se entregaram a um amor íntimo, lento e incrivelmente intenso.
Cada toque das mãos calejadas de Erick sobre a pele macia de Jorge era reverente e lascivo ao mesmo tempo. Havia beijos febris espalhados por cada pedaço de pele, cheiros demorados no pescoço suado e sussurros sujos ao ouvido que faziam Jorge arquear as costas de puro prazer, enterrando os dedos nos cabelos do marido para reprimir os gemidos que ameaçavam escapar da garganta.
Erick realizou todas as vontades manhosas de Jorge, movendo-se com paciência, força e uma doçura devastadora, até que ambos alcançassem o ápice juntos, entre respirações ofegantes coladas pele a pele.
Quando o silêncio finalmente retornou ao quarto, Jorge repousou a cabeça suada no peito largo de Erick, ouvindo as batidas firmes e ritmadas do coração daquele que era seu porto seguro. Erick puxou o edredom sobre os dois, beijando o topo da cabeça de Jorge com um carinho sem fim.
Naquela noite, sob o mesmo teto, não havia dúvidas ou distâncias. Havia apenas uma família inteira e protegida sob a guarda inabalável daquele amor.
