
Abbie x Miss Neddle
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 12/09/2026
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Lição Particular de Anatomia
O corredor da Paper School parecia mais longo e silencioso do que o normal. Abbie caminhava com passos curtos, o som de seus sapatos pretos ecoando contra o chão de papel quadriculado. Ele apertava as mãos contra o colete preto, sentindo o suor frio umedecer a palma de suas mãos. Sua mente estava um caos; ele repassava mentalmente cada questão da última prova, tentando entender onde poderia ter errado tanto para ser convocado à sala da Miss Neddle.
Ele ajeitou o pequeno coque em forma de caule no topo da cabeça, sentindo a folha artificial balançar levemente. Abbie era o tipo de garoto que preferia passar despercebido, comendo sua maçã branca em um canto isolado do pátio, longe dos olhares severos dos professores. Mas ali estava ele, diante da porta pesada que levava ao domínio particular de uma das docentes mais enigmáticas da instituição.
Ao chegar à porta, ele hesitou. Seus olhos, pequenas fendas pretas e nervosas, vasculharam o ambiente antes de ele finalmente reunir coragem para bater.
— Entre, Abbie. — A voz de Miss Neddle veio de dentro, profunda e calma, mas com um tom que fez os pelos da nuca do garoto se arrepiarem.
Ele empurrou a porta. A sala estava imersa em uma penumbra suave. Miss Neddle estava de pé, de costas para ele, mexendo em uma estante alta repleta de arquivos e frascos estranhos. Ela era uma figura imponente: a pele retinta como a noite, os cabelos pretos caindo em cascata e as mãos, que pareciam mergulhadas em algo viscoso e escuro como sangue, moviam-se com precisão cirúrgica.
— Sente-se — disse ela, sem se virar. — Temos muito o que conversar sobre o seu desempenho... e sobre certas tensões que notei em você.
Abbie obedeceu, sentando-se na beira da cadeira de madeira. Ele estava trêmulo. O colete parecia apertar seu peito. Miss Neddle esticou o braço para alcançar um livro na prateleira superior, e foi nesse momento que a visão de Abbie se fixou no que estava diante dele.
O traje de Miss Neddle, um body preto extremamente justo que realçava cada curva de seu corpo, parecia tensionar-se. Por estar de costas e inclinada, a anatomia dela se revelou de uma forma que Abbie nunca tinha visto nos livros escolares. A região entre suas nádegas exibia uma protuberância incomum, uma genitália inchada e rosada, com um formato circular que lembrava uma rosca perfeita, pulsando levemente sob a luz fraca.
O rosto de Abbie esquentou instantaneamente. Um vermelho intenso subiu por suas bochechas, contrastando com sua pele pálida. Ele tentou desviar o olhar, mas era como se estivesse hipnotizado. O medo que sentia foi subitamente substituído por uma curiosidade avassaladora e um instinto que ele não sabia que possuía.
Miss Neddle percebeu o silêncio prolongado e a respiração pesada do aluno. Ela virou levemente o rosto de perfil, seus olhos brancos com pupilas pretas brilhando na escuridão.
— O que foi, Abbie? — perguntou ela, sua voz agora carregada de uma malícia velada. — Você parece... distraído.
Abbie não respondeu com palavras. Em um impulso de desespero e desejo, ele se levantou da cadeira. Suas pernas tremiam, mas ele avançou. Antes que pudesse processar o que estava fazendo, ele estendeu as mãos e agarrou as nádegas firmes de Miss Neddle.
A professora soltou um suspiro curto, mas não se afastou. Pelo contrário, ela empurrou o quadril levemente para trás, aceitando o toque ousado do garoto tímido.
— Abbie... — sussurrou ela — sabe que isso é contra as regras, não sabe?
— Eu... eu não consigo evitar — balbuciou ele, a voz falhando.
Perdendo o resto de sua inibição, Abbie ajoelhou-se no chão. A franja preta caiu sobre seus olhos, bagunçada e úmida de suor. Ele se aproximou daquela abertura inchada e, com uma coragem que nunca demonstrou nas aulas, pressionou os lábios contra a carne quente e pulsante.
O contato inicial fez Miss Neddle soltar um arquejo alto. Abbie começou a usar a língua, explorando a cavidade em formato de rosca com uma fome desesperada. O sabor era metálico e doce ao mesmo tempo, algo que o inebriava mais do que qualquer maçã branca que já tivesse provado.
— Ah... — Miss Neddle gemeu, sua voz ecoando pelas paredes da sala. Ela agarrou a borda da estante com tanta força que o papel da madeira pareceu ranger. — Você é muito mais... atrevido do que aparenta, pequeno Abbie.
Abbie continuou, sugando com mais força, sentindo a textura macia e a umidade aumentando a cada movimento de sua língua. Ele estava perdido naquele momento, o mundo exterior da Paper School deixando de existir. Miss Neddle inclinou a cabeça para trás, fechando os olhos brancos com força.
— Mais... — pediu ela, a voz embargada pelo prazer. — Não pare agora.
O garoto atendeu ao pedido, aprofundando o contato. Ele podia sentir o corpo da professora tremer sob seu toque, as mãos negras dela agora tateando o ar antes de encontrarem o topo da cabeça de Abbie, acariciando o caule de sua folha de maçã de forma possessiva.
Miss Neddle mordeu o lábio inferior, tentando conter os sons que ameaçavam escapar de sua garganta. A sensação da língua de Abbie dentro daquela abertura era elétrica, enviando ondas de choque por todo o seu corpo de papel e tinta.
— Você... — ela começou, mas a frase se perdeu em um gemido prolongado — você tirou uma nota máxima nesta lição, Abbie.
Abbie parou por um segundo, olhando para cima com os olhos arregalados e o rosto completamente ruborizado, a franja grudada na testa. Ele viu a expressão de puro deleite no rosto de sua professora, algo que nunca imaginou ver.
— Eu posso... continuar? — perguntou ele, a voz rouca.
Miss Neddle abriu os olhos e olhou para ele por cima do ombro, um sorriso predatório e satisfeito brincando em seus lábios.
— Você deve continuar. Temos a noite toda para essa aula particular.
Abbie voltou ao seu trabalho, entregando-se completamente àquela descoberta sensorial, enquanto o silêncio da escola era preenchido apenas pelos sons abafados de prazer que vinham da sala de Miss Neddle. Naquela noite, o aluno mais tímido da Paper School aprendeu algo que nenhum livro poderia ensinar.
