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PULGAR & CARRASCAL

Fandom: Jogadores de Futebol

Criado: 14/09/2026

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RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoHistória DomésticaCiúmesLinguagem ExplícitaPWP (Enredo? Que enredo?)
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Entre o Orgulho e a Pele

O silêncio que se instalou na casa nos últimos dias era mais ensurdecedor do que qualquer discussão aos gritos. Para dois homens intensos, acostumados a preencher cada cômodo com risadas altas, provocações maliciosas e a correria de Santino — que, para a sorte da sanidade do casal, estava passando aqueles dias na casa dos avós —, aquele vazio pesava feito chumbo.

Jorge voltou ao trabalho tentando afogar a mágoa em pura produtividade. No fundo, a frustração ainda queimava. Na quinta-feira, durante um almoço rápido com Guillermo Varela, ele acabou cuspindo tudo o que estava entalado na garganta. Esperava apoio do compatriota uruguaio, mas o que recebeu foi um balde de água fria com pedras de gelo.

— Você é um idiota, Jorge — disparou Varela, sem dó nem piedade, cortando a carne com precisão cirúrgica. — Acusou o Erick de traição por causa de uma provocação barata da Manu? Você fez exatamente o que ela queria. Entregou uma crise de bandeja e arriscou seu casamento por puro orgulho ferido.

— Ninguém vai se separar! — rebateu Carrascal, empertigando a postura, o sangue quente subindo às bochechas bronzeadas.

— Do jeito que você falou com ele? Não duvido nada — rebateu Varela, impiedoso como uma lâmina afiada. — O Erick tem aquele jeito de pitbull, mas por você e pelo Santino ele vira um cordeiro. E você jogou a fidelidade dele no lixo. Parabéns.

Sabendo que o amigo estava coberto de razão, Jorge apenas cruzou os braços, emburrou a cara e fez um bico infantil. Varela soltou uma risada debochada, conhecendo perfeitamente a peça: Carrascal odiava ser contrariado.

Ainda na quinta-feira à noite, o colombiano tentou quebrar o gelo. Chegou perto de Erick na cozinha, murmurou um pedido tácito de conversa com o olhar, mas o chileno apenas passou direto, frio como o inverno andino. Na manhã de sexta, no café da manhã, nova tentativa; outra muralha de silêncio. À noite, Jorge engoliu o restante do orgulho e perguntou se o marido iria ao aniversário de Arrascaeta no sábado.

— Vou — foi a única resposta seca de Pulgar.

— A gente pode ir junto... no mesmo carro — sugeriu Jorge, a voz mansa, quase um sussurro.

— Eu vou no meu. Você vai no seu.

Erick virou as costas e foi dormir no quarto de hóspedes. Aquilo doeu fundo.

O que Jorge não via, no entanto, era a tempestade dentro do peito do chileno. Erick não estava dando aquele gelo porque deixara de amar o marido, mas porque a ferida fora profunda. Ser chamado de desleal depois de cinco anos dedicando sua alma àquela família era inadmissível. Desde o instante em que colocou os olhos naquele colombiano atrevido, nunca mais sequer olhou para outro ser humano com desejo.

No estúdio de tatuagem, Erick já havia resolvido a situação de forma prática e definitiva: chamou a recepcionista Camila, agradeceu pelo suporte e deixou ordens estritas para que Manu nunca mais pisasse ali, entregando uma lista de outros profissionais da cidade para repassar a ela caso insistisse. E, quanto ao escândalo na internet, Pulgar apenas respondeu secamente aos stories da mulher, exigindo que qualquer publicação de tatuagem marcasse a página profissional da loja, e não suas redes pessoais. Manu respondeu com ironia velada, mas cumpriu.

Por dentro, Erick estava em frangalhos. Sentia uma falta desesperadora de dormir colado às curvas de Jorge. Sentia falta de acordar de pau duro só porque o marido se esfregava deliberadamente contra o seu quadril enquanto fingia dormir. Sentia falta do cheiro da pele dourada, de beijar a marca de beijo tatuada no pescoço do colombiano — uma das tantas artes que o próprio Erick havia eternizado naqueles 80% do corpo do marido que ele mesmo cobrira com agulha e tinta. Sentia falta da manha, das palhaçadas, dos boquetes matinais gloriosos quando Jorge sabia que o dia anterior havia sido exaustivo. Sentia falta, acima de tudo, daquela maldita lingerie vermelha que Jorge guardava a sete chaves.

No sábado, a festa de aniversário de Giorgian De Arrascaeta reuniu a turma de sempre. O clima na roda com Varela, Samuel Lino, Wallace Yan, Luiz Araújo, Pedro, Léo Ortiz, Léo Pereira, Danilo, Alexsandro e Jorginho parecia leve, mas o elefante na sala era nítido. Erick e Jorge mantinham distância calculada, embora os olhares se cruzassem a cada minuto.

A paz desmoronou quando Jorge foi até a área externa buscar mais cerveja e paralisou. Perto do balcão, Manu segurava o braço de Erick com uma intimidade forçada, exibindo sua nova tatuagem a conhecidos e soltando aos quatro ventos que o chileno era uma pessoa "muito especial" na vida dela.

Todo o sangue do corpo de Carrascal ferveu. A dor, a insegurança e o ciúme amargo voltaram como um soco no estômago.

O que Jorge não ficou para ver foi a reação imediata de Pulgar. O chileno soltou o braço de forma ríspida, pediu licença aos conhecidos e arrastou a ex-mulher para um canto isolado. Giorgian até tentou intervir antes, pedindo desculpas pela presença da mulher — já que ela era amiga de sua irmã —, mas Erick garantiu que estava tudo sob controle.

— Vou ser bem direto porque não tenho paciência para joguinhos — disse Erick, com a voz tão baixa e ameaçadora que qualquer resquício de cinismo no rosto de Manu evaporou. — Respeite meu trabalho, mas, acima de tudo, respeite o meu marido e o meu casamento. Não tente criar intriga na minha vida de novo. Se cruzar a linha mais uma vez, as coisas não vão ficar boas pro seu lado. Fui claro?

Sem esperar resposta, deixou a mulher estática, em choque com a rispidez de alguém que ela achava que ainda podia manipular.

Ao retornar para a festa, porém, Erick notou que o brilho no olhar de Jorge havia sumido. A ginga colombiana, as piadas fáceis e o sorriso arteiro tinham dado lugar a um semblante sombrio e fechado. Pulgar respirou fundo, contendo o ímpeto de abordá-lo ali para não arruinar a comemoração do amigo.

O retorno foi feito em silêncio, cada um em seu veículo. Assim que os dois entraram na sala de casa e a porta principal se fechou, Erick quebrou o gelo.

— O que aconteceu com você lá na festa?

Jorge soltou uma risada seca, carregada de puro escárnio. Virou-se devagar, levando as duas mãos ao peito com uma teatralidade dramática.

— Ah, agora você quer saber o que aconteceu? O grande Pulgar resolveu se importar com o marido? Que milagre!

— Para com essa cena, Jorge — pediu Erick, com a paciência por um fio, massageando a têmpora. — Vamos conversar como dois adultos.

— Como dois adultos? Tipo você e a Manu no cantinho, bem íntimos, enquanto ela te apresenta como a pessoa "especial" dela?

A ficha caiu instantaneamente. Erick suspirou, o semblante endurecido suavizando-se em exaustão.

— Senta no sofá — ordenou ele, em tom calmo, mas firme.

Jorge hesitou, fuzilando o marido com os olhos, mas obedeceu. Cruzou as pernas, a mandíbula travada. Erick puxou a mesinha de centro para perto e sentou-se bem em frente ao colombiano, quebrando qualquer distância física.

— Eu não fiquei de intimidade com ela — começou Erick, mantendo contato visual direto, o olhar penetrante que costumava dobrar qualquer homem de negócios. — Ela me puxou de surpresa quando passei perto. No segundo seguinte, eu levei aquela mulher pro canto e deixei claro que nunca mais quero vê-la na minha frente, muito menos perturbando meu casamento.

Jorge engoliu em seco, baixando um pouco a guarda, mas a ferida ainda sangrava.

— O problema não é só o que ela faz, Erick. É você esconder. Você sabe o que eu senti quando achei aquela porra daquela calcinha na sua sala? E o pior foi ver os stories na internet, ver gente comentando antes de eu saber por você! Prefiro que você vomite a pior das verdades na minha cara do que ter que passar pela humilhação de descobrir pelas redes sociais.

Erick manteve o olhar firme, sentindo o peso daquela confissão.

— Nisso eu errei — admitiu o chileno, a voz rouca e pesada. — Errei feio em omitir. Mas você sabe por que eu fiz? Porque estávamos tão bem, Jorge. O casamento perfeito, a gente aproveitando cada segundo... Eu entrei em pânico só de pensar em estragar isso com uma paranoia que não existia. Achei que resolveria sozinho e pouparia a gente da dor de cabeça. O tiro saiu pela culatra.

Jorge respirou fundo, os olhos brilhando com uma umidade contida.

— Mas tem outra coisa — continuou Erick, inclinando-se para a frente, a expressão carregada de dor legítima. — Você me acusou de ser infiel. Jogou na minha cara que eu te traí. Isso me rasgou por dentro, Jorge. Eu nunca, em cinco anos, olhei para outra pessoa. Ninguém tem a sua boca, ninguém tem a sua pele, ninguém me enlouquece como você. E você ainda debochou das coisas que a gente faz na cama, como se fosse algo sujo. Eu nunca te forcei a usar nada. Se você não gosta daquelas roupas, a gente nunca mais usa.

O pânico nos olhos de Jorge foi instantâneo e hilário. A pose durona derreteu em um segundo.

— Não! — soltou o colombiano, manhoso, arregalando os olhos escuros. — Eu... eu gosto, carajo. Eu amo me vestir assim pra você, idiota!

Erick quase sorriu ao ver o biquinho dengoso voltando aos lábios do moreno.

— Então por que usou isso pra me machucar? — cobrou o chileno, mantendo a postura séria. — Da próxima vez, antes de sair acusando e gritando aos quatro ventos, a gente senta e conversa. Não me joga na vala comum dos homens que não te respeitam.

Jorge baixou a cabeça, o topete com reflexos loiros caindo levemente sobre a testa. O orgulho finalmente se desfez por completo.

— Me desculpa... — sussurrou, envergonhado. — Eu fui um moleque ciumento. Falei merda da qual me arrependo até a alma.

Erick estreitou os olhos, cruzando os braços tatuados sobre o peito maciço. Viu a oportunidade de virar o jogo e não a desperdiçou.

— Não sei, não... Acho que um pedido de desculpas assim, seco, não é suficiente.

Jorge levantou os olhos e pescou na hora a malícia brilhando na íris escura do chileno. O sorriso arteiro e malandro que havia sumido durante a semana brotou nos lábios carnudos de Carrascal. A ginga colombiana despertou.

— Ah, é? Meu pitbull quer que eu trabalhe pelo perdão? — ronronou Jorge, a voz caindo para um tom rouco e carregado de sotaque.

Ele escorregou do assento para a beirada do sofá, esticando as pernas e puxando Erick pela gola da camisa. Jorge grudou o corpo no dele, espalhando beijinhos úmidos pela mandíbula forte do chileno, roçando a ponta do nariz pelo pescoço tatuado, mordiscando a pele quente bem onde pulsava a veia.

— Eu passei a semana inteira sonhando com você — murmurou Carrascal no ouvido do marido, soprando o ar quente antes de dar uma mordidinha no lóbulo. — Minha boca tá morrendo de saudade do meu macho. Você não faz ideia do quanto eu quero você...

A pose imponente de Pulgar ruiu. O chileno soltou um rosnado baixo, agarrando a cintura de Jorge com as duas mãos e empurrando o colombiano para trás, deitando-o completamente no sofá. Jorge abriu as pernas bronzeadas imediatamente, prendendo o quadril largo de Erick entre as suas coxas.

Erick atacou a boca do marido com um desespero guardado a sete chaves. As línguas duelaram com volúpia, saliva escorrendo pelo canto dos lábios enquanto Pulgar fingia estocadas pesadas contra a virilha de Jorge, ambos ainda vestidos. O colombiano arfou dentro do beijo, descendo uma das mãos tatuadas até a calça de Erick, apertando a ereção monstruosa que já rasgava o tecido.

— Olha só como você tá duro pra mim... — sussurrou Jorge, com a respiração entrecortada, os olhos cheios de malícia. — Não aguentava mais ficar longe, né?

Erick afastou o rosto por um instante, o peito subindo e descendo com força, as pupilas completamente dilatadas. Enfiou os dedos grandes nos cabelos loiros do colombiano e puxou com a força exata para fazê-lo arquear o pescoço.

— Cala a boca e me chupa, Jorge. Agora. Do jeito que você fez na primeira vez que sentou na cadeira do meu estúdio.

Um arrepio violento percorreu a espinha de Carrascal. Sem perder um único segundo, o colombiano escorregou do sofá e ajoelhou-se sobre o tapete felpudo da sala. Com mãos ágeis e urgentes, abriu o cinto, baixou o zíper da calça de Erick e libertou o membro grosso e pulsante.

Jorge não hesitou. Envolveu a glande inchada com os lábios macios, soltando um gemido abafado contra a carne quente. Ele usou toda a saliva do mundo, deslizando a língua ao redor da cabeça sensível antes de engolir o comprimento inteiro de uma vez, até a garganta trancar. Erick jogou a cabeça para trás contra o encosto do sofá, os nós dos dedos ficando brancos enquanto enterrava as mãos nos cabelos do marido, guiando o ritmo.

O som na sala era indecente: engasgos sôfregos, o estalar molhado da sucção e os suspiros pesados de Erick ecoando pelo teto alto. Jorge olhava para cima, os olhos castanhos marejados pela profundidade, sustentando o olhar do marido enquanto devorava cada centímetro daquele pau. Quando sentiu a musculatura de Pulgar enrijecer ao extremo, o colombiano acelerou o movimento da boca e das mãos, ordenhando o chileno com voracidade até que Erick gemeu um palavrão rouco e descarregou jatos grossos e quentes bem no fundo de sua garganta.

Jorge engoliu tudo com gula deliberada, limpando a boca nas costas da mão tatuada com um estalo lascivo. Subiu de volta para o sofá com a agilidade de um felino, sentando no colo do marido e esfregando a bunda no quadril dele, que já começava a reviver.

— Agora me come, amor... — manhou Jorge, rebolando devagar, o rosto brilhando de suor e tesão. — Me come bem gostoso.

Erick levantou uma mão pesada e desferiu um tapa sonoro no rosto bronzeado do colombiano. O impacto virou a cabeça de Jorge para o lado, mas o efeito foi puramente incendiário: Carrascal virou o rosto de volta, um sorriso perverso e ensandecido nos lábios, os olhos brilhando como fogo.

— Se for pra bater, bate como um homem de verdade que me fode até eu perder a voz — provocou ele, sussurrando contra a boca do marido.

Erick agarrou Jorge pelo quadril e o colocou de pé em um solavanco.

— Pro quarto. Agora.

Eles subiram a escadaria aos tropeços, arrancando as camisas pelo caminho. Assim que atravessaram a porta da suíte, Erick empurrou Jorge na cama king-size e começou a puxar o short do colombiano. No momento em que as mãos grandes de Pulgar abriram o botão da bermuda e a desceram pelas pernas torneadas, Jorge soltou uma risadinha debochada e safada.

Erick congelou por um milissegundo antes que seus olhos se arregalassem e a luxúria tomasse conta de sua sanidade.

Jorge estava vestindo uma lingerie rendada, branca como a neve, minúscula e transparente na medida exata. Era a mesquíssima peça que Erick havia visto na vitrine de uma loja de shopping dias atrás, comentando de passagem que Carrascal ficaria uma perdição dentro dela.

— Filho da puta... — rosnou Erick, a voz rasgada. — Você comprou essa merda.

— Comprei pro meu marido — ronronou Jorge, virando-se de bruços na cama e empinando a bunda redonda e bronzeada, a calcinha de renda branca contrastando perigosamente contra as tatuagens escuras que cobriam suas coxas.

Pulgar perdeu qualquer resquício de autocontrole. Ele se jogou sobre a cama, desferindo tapas pesados e rítmicos na carne macia das nádegas do marido até que a pele morena ficasse tingida de um vermelho vivo e quente. Cada estalo arrancava um gemido rouco e suplicante de Jorge, que enterrava o rosto nos travesseiros, deliciando-se com a posse violenta do chileno.

Erick mordiscou a curva dos glúteos de Jorge, puxou o tecido fino da lingerie para o lado e afundou a língua quente e molhada na intimidade exposta do marido. O beijo grego foi tão profundo, ávido e desavergonhado que Jorge desmanchou na cama. O colombiano arqueou as costas, arranhou os lençóis de cetim e, em menos de dois minutos de preliminares impiedosas, gozou completamente sozinho, derramando-se sobre o colchão entre gritos sufocados e espasmos incontroláveis.

Ainda respirando pesado, Erick subiu pelo corpo do marido, colando o peito suado contra as costas tatuadas de Jorge e sussurrando com crueldade deliciosa no ouvido dele:

— Achou que tinha acabado só porque você se esvaziou, sua putinha? Você não vai sair dessa cama até eu arrebentar todinha essa sua bunda atrevida.

Erick puxou uma gaveta da cabeceira, lambuzou a mão e o próprio membro latejante com lubrificante, e não deu trégua. Alinhou a glande úmida na entrada sensível e pulsante do colombiano e afundou o quadril de uma vez só, enterrando-se até a raiz na carne quente e apertada do marido.

Jorge soltou um grito rasgado de puro êxtase e dor mesclada ao prazer insano, as unhas cravando no estofado da cabeceira.

— Isso, porra... Fode o seu homem, Erick! — implorou Carrascal, jogando a cabeça para trás, encontrando os lábios ferozes do chileno.

A noite se desfez em um borrão de estocadas violentas, suor escorrendo pelas peles rabiscadas de tinta e juras de amor imundas trocadas no escuro. Erick fodeu seu marido em todas as posições possíveis: de quatro, com Jorge de pernas para o ar apoiadas nos ombros largos do chileno, na beirada do colchão e contra a parede espelhada do closet. O som de pele colidindo com força contra pele ritmava as palavras de baixo calão que Pulgar despejava sem pudor, venerando e reivindicando cada centímetro daquele corpo que pertencia unicamente a ele.

Quando o cansaço finalmente cobrou o preço e o sol começou a clarear a cortina da suíte, os dois estavam deitados de conchinha no meio dos lençóis amassados. O nariz de Erick estava enterrado no pescoço de Jorge, inalando o perfume doce misturado ao cheiro almiscarado de sexo.

Jorge deu uma risadinha preguiçosa, ajeitando a bunda dolorida contra o quadril do marido.

— Da próxima vez que tiver ciúmes — murmurou Carrascal, com a voz completamente rouca —, você me lembra desse chá de cama?

Erick sorriu contra a pele morena do marido, beijando com ternura a tatuagem de beijo que ele mesmo havia gravado ali.

— Cala a boca e dorme, Jorge. Você ainda é meu.

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