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Destinos entrelaçados

Fandom: Bts

Criado: 15/09/2026

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Rainhas de Sangue e Diamantes

O asfalto impecável da entrada da Universidade Nacional de Artes e Negócios de Seul parecia quase pequeno demais para o comboio que acabara de estacionar. Três veículos esportivos pretos, blindados e reluzentes sob a luz límpida da manhã de outono, pararam exatamente em frente à escadaria de mármore do prédio principal. A elite acadêmica da Coreia do Sul — composta por herdeiros de conglomerados bilionários, filhos de diplomatas e jovens que respiravam luxo desde o berço — interrompeu suas conversas triviais. O silêncio caiu pesado, carregado de expectativa e curiosidade.

A primeira porta se abriu com um estalo seco. Niara foi a primeira a descer, ajeitando a lapela de seu sobretudo estruturado em tom de verde-oliva. Seus olhos verdes cortaram o pátio com a frieza analítica de quem sabia exatamente quantos passos seriam necessários para neutralizar qualquer ameaça naquele raio de trinta metros. Ela não estava ali apenas para cumprir um protocolo de fachada; como líder, cada passo de suas irmãs era sua responsabilidade.

Logo atrás, Emma desceu com a graça inata de quem liderava pelo exemplo e pela paciência, os cabelos loiros e ondulados caindo suavemente sobre os ombros, enquanto ajustava os óculos escuros sobre os olhos azuis profundos.

— Não estamos em Nova York, meninas — murmurou Emma, com a voz suave, mas com um tom inquestionável de alerta. — Olhos abertos e queixo erguido. Estamos aqui a trabalho, mesmo que o cenário seja uma sala de aula.

— Trabalho? Fala sério, Emma — resmungou Sena ao saltar da porta traseira, batendo-a com um pouco mais de força do que o necessário. Seus cabelos pretos balançavam soltos, e o sorriso de canto trazia aquela faísca indomável de perigo que ela nunca se dava ao trabalho de esconder. Ela vestia uma jaqueta de couro sobre o uniforme adaptado e coturnos de combate. — Eu só quero ver quem vai ser o primeiro infeliz a tentar cruzar o meu caminho. Estou entediada desde que pisamos nessa cidade.

— Sena, contenha-se pelo menos até o almoço — repreendeu Alika com a voz rouca e firme, saindo do carro do meio. Os olhos pretos eram duas fendas gélidas de pura desconfiança. Alika mantinha as mãos nos bolsos, mas a postura dos ombros denunciava anos de treinamento marcial e uma postura defensiva rígida. Ela detestava aquele ambiente antes mesmo de pisar nele. Homens pomposos, herdeiros presunçosos e olhares julgadores eram exatamente o tipo de coisa que a fazia querer quebrar ossos.

Kayla desceu em seguida, mexendo discretamente atrás da orelha direita para regular o volume de seu aparelho auditivo. Um tablet fino de última geração repousava sob seu braço, repleto de firewalls personalizados criados por ela mesma.

— Se vocês duas começarem um tiroteio ou uma briga de bar no campus, não esperem que eu apague as fitas de segurança de graça — avisou Kayla, soltando um suspiro exasperado, seus olhos verdes analisando a rede Wi-Fi da faculdade no aparelho em suas mãos. — O sistema dessa universidade é patético. Levei quatro segundos para invadir os servidores ontem à noite.

— Deixe isso para depois, meu bem — cantarolou Milena ao descer, parecendo ter saído diretamente de uma capa de revista de alta-costura. A loira jogou o cabelo para o lado, exibindo joias discretas, mas absurdamente caras, e um batom vermelho impecável. Ela olhou em volta, sentindo os olhares masculinos famintos caindo sobre seu corpo escultural e retribuiu com um sorriso debochado e letal. — Primeiro, vamos ensinar a esses engomadinhos o que realmente significa ter classe.

Abi foi a última a se juntar ao grupo, pulando os últimos degraus do estacionamento com uma flexibilidade invejável, os olhos verdes claríssimos brilhando de puro entusiasmo contido.

— Eu adorei o campus! — sussurrou Abi, esticando graciosamente o pescoço e a coluna com a fluidez de uma dançarina profissional. — Tem tanta energia reprimida por aqui. Mal posso esperar para descobrir onde fica o estúdio de dança.

Sete herdeiras bilionárias americanas. Filhas de Adam, o falecido diretor da agência de inteligência mais temida do Ocidente. Elas não estavam na Coreia para estudar; estavam ali para caçar os assassinos de seu pai e recuperar o Projeto Ares. E o primeiro passo estratégico daquela missão envolvia pisar no mesmo solo onde transitavam os alvos: os quatro filhos das famílias mais corruptas e poderosas de Seul.

— Ora, ora... Se não são as lendas americanas que todos estão comentando — disse uma voz feminina, melódica e carregada de uma confiança despretensiosa.

As irmãs se viraram quase em uníssono, com reflexos afiados, mas relaxaram ligeiramente a postura ao reconhecerem as quatro jovens que se aproximavam. Lisa, Jennie, Rosé e Jisoo caminhavam com autoridade natural. Sendo primas diretas dos rapazes do BTS — o império mafioso com quem as irmãs haviam sido obrigadas a fechar uma aliança amarga —, elas eram as únicas pessoas naquele campus que sabiam exatamente quem as sete eram de verdade.

— Vocês demoraram — disse Jennie, com um meio sorriso cúmplice ao cruzar os braços, fitando Niara com aprovação. — O comitê de boas-vindas do submundo já está em polvorosa.

— Tivemos que revisar algumas rotas de fuga antes de sair de casa — respondeu Niara com um aperto de mão firme para Jisoo. — É um prazer rever vocês.

— O prazer é nosso — afirmou Jisoo com elegância calma. — Mas precisamos avisar: vocês escolheram um péssimo dia para passar despercebidas. Não que vocês consigam passar despercebidas com esse visual de quem acabou de comprar o país inteiro.

— Despercebidas nunca foi uma opção — rebateu Milena, sorrindo docemente enquanto Rosé ria baixo.

— O problema não são os estudantes comuns — alertou Lisa, inclinando a cabeça na direção da ala leste do pátio, onde quatro rapazes vestidos em ternos impecáveis fumavam encostados em carros caros, ignorando abertamente as regras do campus. — Aqueles são Jay, Jackson, Minho e Kai. Filhos do CEO do consórcio, do chefe do tribunal superior e do deputado. São cruéis, arrogantes e odeiam os nossos primos com todas as forças. E agora que vocês chegaram, os olhos deles estão sobre vocês.

— Filhos mimados de homens podres — murmurou Alika, com desdém explícito na voz fria. — Eles acham que meter medo em universitários faz deles homens perigosos.

— Não subestime a sujeira deles, Alika — ponderou Rosé em tom sério. — Eles jogam baixo. E não são os únicos idiotas territoriais por aqui. Olhem para trás.

Antes que Abi pudesse perguntar o que Rosé queria dizer, um som ritmado de saltos altos ecoou pelo piso de mármore. Um grupo de sete garotas se aproximava, caminhando com a petulância ensaiada de quem dominava os corredores daquela instituição. Elas vestiam as marcas mais caras de grifes europeias, mas o ar arrogante e os olhares carregados de ódio e ciúmes estragavam qualquer tentativa de elegância.

Hannah liderava o grupo, com os lábios cerrados em descontentamento. Logo atrás vinham Yuna, com o queixo empinado; Yojin, com uma expressão entediada e fria; Sujin, gesticulando com impaciência; Minji, ajustando a bolsa de grife como se fosse um escudo; Nami, mascarando chiclete com agressividade; e IU, que sustentava um olhar penetrante e perigosamente territorial.

As ficantes oficiais dos rapazes do Bangtan. As princesinhas da alta sociedade que acreditavam mandar em tudo e em todos, e que já haviam descoberto a convivência forçada das irmãs com seus amantes.

— Vocês devem ser as americanas que papai trouxe para passar férias — zombou Hannah, parando a dois metros de Emma, cruzando os braços e medindo a loira de cima a baixo. — O Jin me falou que a casa estava cheia de visitas indesejadas, mas eu não imaginei que fossem tão vulgares.

Emma nem sequer piscou. Com uma calma aristocrática, ela deu um passo à frente, olhando Hannah bem nos olhos com um nível de autoridade que fez a garota recuar meio centímetro sem perceber.

— Vulgaridade é tentar marcar território onde você claramente não tem relevância, querida — rebateu Emma, sua voz doce como mel e cortante como navalha. — Se o Jin não teve a coragem de dizer isso a você, sinto muito por ter que ser eu a entregar a mensagem.

— O quê você disse?! — Hannah deu um passo à frente, a voz aguda de indignação.

— Ela disse para você fechar essa boca antes que engula poeira — interrompeu Sena, dando um passo lateral e se colocando entre Hannah e Emma, estalando os nós dos dedos com um sorriso maníaco. — Quer testar a minha paciência logo no primeiro período? Porque eu juro que não ligo para a sua manicure cara.

— Vocês não sabem onde estão se metendo — cuspiu IU, dando um passo à frente com os olhos cravados em Sena. — O Jungkook nunca olharia para uma garota desequilibrada como você. Ele sabe muito bem o valor de uma mulher de verdade. Vocês são apenas forasteiras sem berço.

Sena soltou uma gargalhada genuína, que ecoou pelo pátio e atraiu ainda mais a atenção de todos os estudantes ao redor.

— O Jungkook? Aquele projeto de armário tatuado que se acha a oitava maravilha do mundo? — debochou Sena, dando um passo ameaçador que fez IU hesitar. — Pode ficar com ele, gracinha. Embrulhe para presente e leve para casa. Mas se você cruzar a minha linha de visão de novo falando de 'berço', eu mostro o que uma garota sem berço faz com esse seu nariz empinado.

— Já chega! — chiou Yuna, apontando o dedo na direção de Niara. — O Namjoon comanda este lugar. Nós comandamos este lugar! Se vocês pensam que vão chegar de outro país e roubar o nosso espaço, estão muito enganadas. Ninguém aqui quer vocês por perto!

Niara soltou um suspiro lento, como quem lida com uma criança insolente. Ela não se deu ao trabalho de levantar a voz, mas o peso de suas palavras fez o restante do grupo se calar.

— Escute com muita atenção, garota — disse Niara, sua presença dominando o espaço com uma aura implacável. — Nós não queremos o seu espaço, porque o seu pequeno mundo é insignificante demais para os nossos objetivos. E se o seu amado Namjoon comanda este lugar, avise a ele que agora ele divide o comando. Porque se vocês tentarem qualquer gracinha contra mim ou contra as minhas irmãs, eu garanto que nem a influência dos pais de vocês será suficiente para mantê-las nesta faculdade. Agora, saiam da minha frente.

O silêncio que se seguiu foi constrangedor para o grupo das socialites. Nami tentou falar algo para rebater, mas Kayla apenas ajustou o aparelho auditivo, olhou para o próprio tablet e disse bem alto:

— Ah, olha só. Encontrei as contas secretas e as notas adulteradas da Nami no sistema acadêmico. Quer que eu envie por e-mail para a diretoria ou prefere pedir licença e calar a boca agora mesmo?

Nami arregalou os olhos em pânico puro, dando dois passos para trás.

— Suas vadias... — sussurrou Minji, puxando a manga de Hannah. — Vamos embora. Isso não acabou.

— Tenho certeza de que não acabou, amorzinho — provocou Milena, acenando teatralmente com a ponta dos dedos decorados com diamantes enquanto o grupo derrotado dava meia-volta, visivelmente humilhado diante de centenas de estudantes boquiabertos. — Foi um prazer inenarrável conhecê-las! Tentem caprichar mais no look amanhã!

Lisa e Rosé não conseguiram conter as risadas baixas, enquanto Jennie apenas balançava a cabeça com um sorriso satisfeito.

— Eu disse que elas não iam baixar a cabeça — comentou Jennie para Jisoo. — Os meninos vão surtar quando souberem disso.

— E por falar nos anjos da morte... — murmurou Abi, cutucando o braço de Sena.

O som característico de motores de alta potência rugiu na entrada principal da universidade. Três SUVs pretos cortaram a calçada e pararam a poucos metros de distância, impondo respeito imediato. O pátio inteiro parecia ter parado de respirar de novo.

As portas se abriram em perfeita sincronia. Os sete líderes da máfia mais letal da Coreia desceram, atraindo cada olhar vivo naquele campus.

Jin vinha na frente, retirando os óculos escuros com gestos lentos e calculados. Alto, ombros largos e uma presença magnética que misturava elegância e frieza. Seus olhos rapidamente encontraram os de Emma, que apenas sustentou o olhar sem qualquer sinal de submissão. Ele notou Hannah parada a poucos metros de distância, com o rosto corado de raiva, e um lampejo de compreensão cruzou seu rosto antes que um sorriso sutil e quase imperceptível surgisse em seus lábios.

Namjoon caminhou ao lado dele, imponência pura em cada passada. O líder do BTS vestia um sobretudo escuro que acentuava sua altura, e seu maxilar estava tenso. Seus olhos focaram em Niara instantaneamente. A líder das irmãs devolveu o olhar com a mesma intensidade severa, faíscas invisíveis colidindo no ar entre os dois cérebros estratégicos daquela aliança.

Logo atrás vinha Yoongi — Suga —, com as mãos enfiadas nos bolsos, a pele pálida contrastando com as roupas pretas casuais e uma expressão que transbordava pura preguiça e tédio perigoso. O maior atirador do país não parecia impressionado com nada, até que seus olhos semicerrados cruzaram com os de Alika. A americana sustentava uma expressão tão azeda e defensiva quanto a dele, sem um pingo de medo. Yoongi soltou um riso mudo, arqueando uma sobrancelha para a teimosia nos olhos dela.

J-Hope desceu logo em seguida, ajeitando a jaqueta com uma energia vibrante que escondia com maestria sua precisão cirúrgica na violência. Ao ver Abi alongando graciosamente as pernas como se estivesse em um aquecimento de balé no meio do pátio, um sorriso involuntário, amplo e genuinamente intrigado iluminou seu rosto.

Jimin desceu com passos felinos, o casaco caído casualmente por um dos ombros, a postura de quem se alimentava do caos e das festas noturnas. Ele piscou discretamente quando seus olhos bateram no decote e na atitude petulante de Milena, que revirou os olhos azuis com um desdém fingido que só serviu para atiçar ainda mais a curiosidade dele.

Taehyung saiu do carro com a calma de um predador, os cabelos perfeitamente desalinhados caindo sobre a testa, observando tudo com fascínio analítico. Quando reparou em Kayla digitando ferozmente em seu tablet e no aparelho auditivo reluzindo sob as mechas castanhas, seus olhos brilharam com o reconhecimento de um igual no universo da tecnologia. Ele inclinou a cabeça, mantendo os lábios fechados em um enigma.

E, por fim, Jungkook fechou a porta do último carro com força desnecessária. O mais novo exibia as tatuagens que subiam pelo braço e pescoço através da camisa entreaberta, o corpo musculoso desenhado sob o tecido escuro. Ele caminhava com a arrogância nata de um campeão invicto de lutas clandestinas. Seu olhar caçou Sena pelo pátio até encontrá-la encostada no capô do carro, os coturnos cruzados e uma sobrancelha levantada em puro escárnio para a presença dele. Jungkook mordeu o interior da bochecha, um meio sorriso convencido despontando no canto da boca ao perceber que ela não desviava o olhar por nada no mundo.

— Parece que a festa começou sem a gente — disse Jimin em voz baixa, parando ao lado de Namjoon, os olhos fixos na forma como Milena ajeitava os cabelos loiros.

— Hannah está furiosa — observou Jin em tom calmo, olhando de soslaio para Emma, que já conversava baixinho com Jisoo, ignorando completamente os homens recém-chegados. — Parece que a sua nova colega de quarto não tem nenhum filtro, Emma.

Emma virou o rosto na direção dele, com um sorriso educado, mas gélido.

— Se sua amiguinha quisesse uma recepção calorosa, deveria ter começado com boas maneiras, Jin. Mas aprendemos rápido que por aqui as boas maneiras são raras.

— Você fala demais para quem precisa da nossa proteção — zombou Jungkook, dando um passo na direção de Sena, parando perigosamente perto da morena, o cheiro de perfume amadeirado envolvendo o espaço entre eles.

Sena não recuou um único milímetro. Ela ergueu o queixo, olhando nos olhos dele de baixo para cima, mas com a ferocidade de quem poderia quebrar seu joelho em dois segundos.

— Proteção? — Sena soltou uma risada debochada que fez o músculo da mandíbula de Jungkook se contrair. — Querido, se um dia eu precisar que você me proteja, pode ter certeza de que o inferno já congelou. Agora dá um passo para trás antes que eu faça você engolir esse seu sorriso idiota na frente da faculdade inteira.

Jungkook arregalou os olhos por uma fração de segundo, surpreso com o veneno palpável nas palavras dela, mas logo a provocação voltou ao seu semblante. Nenhuma mulher jamais havia falado com ele daquele jeito. E aquilo era absurdamente perigoso.

— Parem com isso. Os dois — ordenou Namjoon, a voz de trovão cortando a conversa paralela antes que ela se transformasse em um escândalo ainda maior. Ele olhou para Niara, que mantinha os braços cruzados, inabalável. — Temos olhares demais sobre nós hoje. Vejam quem está na varanda.

Todas as quatorze cabeças — as sete irmãs e os sete mafiosos — viraram o olhar quase simultaneamente para o andar superior da biblioteca.

Lá em cima, apoiados no parapeito, estavam Jay, Jackson, Minho e Kai. Os quatro herdeiros rivais observavam a movimentação com sorrisos sinistros e taças de café nas mãos. O interesse predatório deles nas irmãs americanas era explícito, assim como o desprezo evidente direcionado ao BTS. Jackson ergueu a mão em um cumprimento zombeteiro, enquanto Kai apontava diretamente para Alika e Niara, sussurrando algo no ouvido de Minho, que riu de forma asquerosa.

— Eles são alvos fáceis — murmurou Alika, os punhos cerrados nos bolsos da jaqueta, a fúria faiscando em seus olhos pretos. — Eu poderia apagar aqueles quatro antes do fim do intervalo.

— Não sem atrair toda a polícia da capital para a nossa porta — rebateu Yoongi com a voz arrastada, parando a meio metro de Alika, olhando para a varanda com a frieza de quem calculava mentalmente a trajetória de uma bala de rifle. — Eles são filhos intocáveis do sistema. Precisamos de provas, não de corpos jogados no pátio. Controle seu sangue quente, garota.

Alika virou a cabeça devagar, encarando Yoongi com puro fogo no olhar.

— Nunca mande eu me controlar, branquelo. Você não sabe do que eu sou capaz.

Yoongi apenas deu de ombros, sustentando o olhar da lutadora com um brilho de interesse discreto no fundo dos olhos negros.

— Vamos descobrir em breve, não vamos?

— O primeiro sinal vai tocar — avisou Jisoo, intervindo com elegância antes que a tensão explodisse em pólvora. — Sugiro que entremos. A reitoria não vai tolerar confusão no primeiro dia de semestre, nem mesmo de vocês.

Niara assentiu com a cabeça, assumindo a liderança do grupo das irmãs.

— Emma, Kayla, venham comigo. Sena, controle suas mãos. Milena, guarde as fofocas para a saída. Abi, foco na matéria de história antes da dança. Alika... respire fundo.

As sete irmãs começaram a subir a imponente escadaria de mármore, ombro a ombro, sem hesitar. Elas não olharam para trás, nem para as ficantes derrotadas que as fuzilavam com os olhos, nem para os rivais na sacada e muito menos para os sete coreanos perigosos que as acompanhavam de perto, cobrindo seus flancos com passos sincronizados.

A guerra pelo Projeto Ares e pela vingança da morte de seus pais havia acabado de cruzar os portões da universidade. E, no meio do fogo cruzado de segredos, tiros não disparados e ódios declarados, uma centelha incontrolável começava a queimar entre aquelas quatorze almas — o prenúncio de que o amor, assim como a morte, não aceitaria pedir licença antes de mudar tudo o que eles conheciam.

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