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Fandom: Avatar, a lenda de aang e lenda de korra

Criado: 17/09/2026

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O Peso das Cinzas

Ser a encarnação do Avatar aos quatorze anos parecia, na maior parte dos dias, uma piada de péssimo gosto do destino. O mundo esperava que eu mantivesse o equilíbrio, a paz e todas aquelas bobagens diplomáticas que os livros antigos pregavam, mas a verdade era que eu mal conseguia me manter quieta em uma cadeira escolar. Os professores da academia já haviam desistido de mim; minhas faltas acumulavam-se em pilhas vergonhosas e, quando eu decidia aparecer, minha boca não parava quieta por cinco minutos. Minha mente sempre corria mais rápido do que o normal, faíscas invisíveis formigando sob a ponta dos meus dedos. Minha afinidade com as variações do raio — tanto a manipulação da eletricidade pura quanto a velocidade sobre-humana — refletia exatamente quem eu era: um fósforo prestes a incendiar o pavio.

Eu já havia aprendido a me virar sozinha desde muito cedo. Minha mãe fora assassinada quando eu era apenas uma garotinha indefesa. A lembrança mais vívida daquela noite de horror não eram os rostos dos invasores, mas as mãos frias e pesadas sufocando a parte de trás do meu pescoço, pressionando meu cangote contra o assoalho enquanto a vida dela se esvaía. Heróis haviam chegado aos quarenta e cinco do segundo tempo para me resgatar, mas a cicatriz invisível já estava cravada. Todo Avatar carrega uma fraqueza primal vinculada ao seu trauma, e a minha era aquela: um simples toque na minha nuca me causava uma náusea vertiginosa; se alguém a machucasse ou apertasse, meu corpo desligava por completo.

Aos onze anos, descobri quem eu era e assumi os fardos do mundo. Foi nessa mesma época que fui morar com meus tios, o Sr. e a Sra. Wood. Ricos e influentes, eles trabalhavam tanto fora da cidade que a mansão gigantesca mais parecia um museu abandonado habitado por ecos. Foi logo na minha primeira semana que cruzei o caminho da líder da polícia local, a temida Sra. Hopper. Uma mestre da dobra de terra e metal que beirava os cinquenta anos, com um semblante de pedra que faria estátuas tremerem. Eu tinha tentado bancar a heroína e detido três ladrões de joias, destruindo metade de uma avenida comercial e estilhaçando dezenas de vitrines no processo. Hopper não apenas me algemou junto com os bandidos, como me arrastou para a delegacia.

Lembro-me de ficar presa na sala de interrogatório por três horas intermináveis, com ela me fitando do outro lado da mesa e três oficiais me vigiando atrás do vidro espelhado. Naquela época, aos quase doze anos, achei um absurdo. Mas Hopper fora taxativa: não importava se eu era a garota prodígio ou a salvação da humanidade, eu não escaparia da responsabilidade pelos meus atos.

A única pessoa que realmente fazia aquele casarão vazio parecer um lar era Ashley Jackson. Ela era dois anos mais velha, manipulava o fogo como se dançasse e, desde o instante em que nos conhecemos no pátio da escola, éramos inseparáveis.

Em uma tarde quente de primavera, estávamos jogadas no tapete felpudo da sala dos meus tios. Minha mochila estava atirada a um canto, repleta de deveres de casa que eu jamais faria. Ashley rolou para o lado, rindo de alguma piada sem graça sobre nosso professor de história, e estendeu a mão preguiçosamente.

Os dedos dela tocaram a base da minha nuca.

Meu corpo inteiro congelou no mesmo instante, um choque visceral e paralisante descendo pela minha espinha. A respiração entalou na garganta, o mundo girando ao meu redor em um borrão cinzento.

Don't touch me there, Ashley. Please, take your hand off! — pedi com a voz esganiçada, tentando empurrar o braço dela para longe.

Achando que era uma brincadeira, ela deu uma risadinha provocadora e apertou os dedos com mais força ao redor do meu cangote.

Come on, Anne, why are you so jumpy today? — brincou ela.

Uma onda violenta de escuridão lambeu as bordas da minha visão. Meus joelhos cederam e eu quase tombei no carpete, meu pulso enfraquecendo de maneira drástica. O ar simplesmente sumiu dos meus pulmões. Com o último vestígio de força, conjurei uma faísca estática nos nós dos dedos e a empurrei bruscamente para trás, ofegante, as lágrimas de pura náusea brotando nos meus olhos.

I told you to let go! — gritei, minha voz embargada pela raiva e pelo terror genuíno. — I wasn't joking!

Ashley recuou, assustada com a minha reação abrupta. O sorriso desapareceu de seus lábios, dando lugar a uma expressão de choque.

Hey... I'm sorry, I didn't know — murmurou ela, erguendo as palmas das mãos em sinal de paz. — Why did you react like that? What's wrong with your neck?

Ajoelhada no chão, massageei a nuca com as mãos trêmulas, tentando acalmar os batimentos descompassados do meu coração. Olhei em seus olhos castanhos e vi a preocupação genuína que ela sempre demonstrava. Respirei fundo, sentindo o peso daquela vulnerabilidade.

Promise me you won't tell a single soul — exigi, a voz quase inaudível. — Not the police, not your friends. Nobody.

I swear on my life, Anne — respondeu ela com seriedade.

E então, contei tudo. A noite em que minha mãe morreu, os homens, a sensação asfixiante de fraqueza absoluta e o porquê de aquele ponto exato ser a minha ruína física. Ashley me abraçou em silêncio enquanto eu chorava, afagando meus cabelos e prometendo que meu segredo estaria para sempre seguro com ela.

Eu realmente acreditei.

Alguns dias depois, a rotina de violência me encontrou novamente. Kuvira, a líder dissidente de vinte anos que vinha aterrorizando as províncias com seu grupo paramilitar, armou uma emboscada em um dos distritos industriais. A mulher era implacável, dobrando ligas metálicas com precisão cirúrgica. Durante o confronto frenético, enquanto eu desviava de lâminas voadoras usando minha velocidade relâmpago, ela conseguiu flanquear meus movimentos.

Antes que eu pudesse girar, uma manopla metálica envolveu a parte posterior do meu pescoço, pressionando meu cangote com frieza calculada.

A fraqueza veio instantânea e brutal. Minhas pernas vacilaram, e o choque mental foi pior do que a dor física: Como ela sabe disso? Como ela descobriu exatamente onde me segurar?

A arrogância de Kuvira, porém, foi sua derrocada. Ao me puxar para perto para debochar do meu estado, ela relaxou a guarda da perna. Em um espasmo desesperado de sobrevivência, concentrei toda a eletricidade restante no meu calcanhar e desferi um coice carregado diretamente em sua coxa. O choque de alta voltagem fez os músculos dela colapsarem, desfazendo a pegada em mim.

Aproveitando o milissegundo de liberdade, saquei minha adaga tática e a prensou contra a parede de concreto, a lâmina afiada encostada diretamente na garganta da vilã. O ar zumbia ao redor com estática azulada. Eu podia matá-la ali mesmo e pôr um fim àquela loucura.

Kuvira arregalou os olhos escuros, a respiração presa, a arrogância sumindo de seus traços rígidos.

Please... — ela implorou, a voz falhando em um sussurro aterrorizado. — Don't kill me. Spare my life!

Olhei no fundo daqueles olhos. Vi medo, vi fragilidade humana. Eu era apenas uma garota de quatorze anos, não uma carrasca. Minha mão tremeu. Incapaz de cortar a carne de alguém desarmado e rendido, recuei a lâmina.

Get out of here before I change my mind — sibilei.

Ela fugiu pelas sombras da doca industrial.

Uma semana depois, o noticiário matinal exibia imagens dantescas de uma cidade vizinha em chamas. O grupo de Kuvira havia atacado os depósitos de combustível e bombardeado distritos civis. Milhares de mortos. Hospitais colapsados, gritos de socorro ecoando pelas transmissões ao vivo. Kuvira havia deixado sua marca de sangue e destruição, e cada gota daquela tragédia parecia manchar as minhas mãos. Eu a tivera sob minha lâmina e a deixara partir. O peso da culpa se instalou no meu peito como uma rocha incandescente.

Três semanas após a tragédia, as peças quebradas daquele quebra-cabeça começaram a se encaixar da pior forma possível. Ashley vinha desaparecendo com frequência quase diária. Sempre que eu ligava ou perguntava onde ela estivera, suas respostas eram evasivas, gaguejadas, cheias de furos. Certa noite, voltando de um patrulhamento clandestino, vi Ashley parada em um beco mal iluminado, conversando em voz baixa com uma mulher alta vestindo uma jaqueta militar escura. Naquele dia, não tive certeza.

Mas dois dias depois, eu vi novamente. Desta vez, a luz do poste revelou o perfil inconfundível, a postura ereta e as feições afiadas: era Kuvira.

Na manhã seguinte, encurralei Ashley no corredor do segundo andar da mansão dos Wood.

Who were you talking to last night, Ash? — perguntei, cruzando os braços, tentando controlar o tremor de raiva que subia pela minha garganta.

Ashley desviou o olhar para o chão de mármore, mordendo o lábio inferior.

Just... an old friend from my previous school. You don't know her.

Stop lying to me! — gritei, dando um passo à frente, faíscas azuis estalando involuntariamente nos meus ombros. — I saw you with Kuvira! I saw you talking to the monster who butchered thousands of people! How long have you been meeting her behind my back?!

O rosto de Ashley perdeu toda a cor. Seus olhos se encheram de lágrimas de desespero e ela ergueu as mãos em um gesto de súplica.

Anne, listen to me, please! — ela implorou, a voz quebrando. — Kuvira is my sister! She sent me here to spy on you, to gain your trust and learn your weaknesses... but everything changed! I swear to God, Anne, I became your real friend! I love you!

A revelação caiu sobre mim como um raio que parte uma árvore ao meio. Minha respiração sumiu. As lembranças do nosso tempo juntas, as risadas, os segredos compartilhados... tudo parecia ter sido infectado por veneno puro.

You... — dei um passo atrás, as lágrimas queimando minhas bochechas enquanto a traição rasgava meu peito. — That’s how she knew. That's why she grabbed my neck at the docks! You gave me to her!

I didn't mean to, she forced it out of me! — Ashley tentou segurar meu braço, mas eu a repeli com uma onda de choque que a arremessou contra o corrimão da escada.

Get out! — berrei, cega de fúria e desolação. — Get out of my house and never come back! I never want to see your face again as long as I live!

Ela chorava copiosamente enquanto corria em direção à porta principal. Quando a porta bateu, o silêncio que sobrou na casa foi avassalador. Minha confiança na humanidade havia morrido ali. Pelos trinta dias seguintes, patrulhei sozinha, dormi mal, comi mal e rejeitei qualquer aproximação de outros heróis ou conhecidos. Eu estava completamente isolada.

Um mês depois do rompimento, o pesadelo bateu à minha porta.

Eu estava destrancando o portão da frente dos Wood ao entardecer quando o chão sob meus pés simplesmente estremeceu. Antes que eu pudesse reagir, o portão de ferro foi arrancado dos gonzos por uma força invisível e arremessado contra a fachada da casa.

Kuvira avançou pela entrada, acompanhada por seu time de elite: a mulher com a tatuagem na testa capaz de criar explosões devastadoras; o homem que flutuava no ar com correntes térmicas; a dominadora de lava derretendo o asfalto da calçada; e uma manipuladora de campos de gravidade que tornava o ar pesado demais para respirar.

Did you really think you could hide forever, little Avatar? — a voz de Kuvira ecoou, fria e triunfante.

Lutei como nunca havia lutado na vida. Canalizei minha velocidade ao limite extremo, transformando-me em um borrão azul cortando o pátio, desferindo relâmpagos contra o dominador de ar e desviando dos poços de magma fervente. Mas eles eram muitos, experientes e perfeitamente coordenados. Minha energia começou a definhar. Quando a especialista em gravidade esmagou meu peso contra o gramado, achei que tudo estivesse perdido.

Sons de sirenes e estrondos ecoaram pela rua. Um esquadrão de heróis da cidade e viaturas da polícia lideradas pela Sra. Hopper chegaram ao local, atacando os flancos da tropa de Kuvira em uma batalha campal caótica.

Aproveitei a distração para me reerguer, ofegante, o suor misturado com terra cobrindo meu rosto. Foi quando ouvi o estalo metálico inconfundível de um rifle sniper no alto do muro.

Um atirador de elite do grupo de Kuvira havia mirado perfeitamente nas minhas costas, alinhando a bala diretamente contra a base da minha nuca exposta. Eu estava cansada demais para desviar. Vi a fumaça sair do cano da arma. O tempo pareceu desacelerar.

Uma figura irrompeu de trás de um arbusto em chamas.

Anne, no!

O corpo de Ashley se chocou contra o meu, me empurrando para o lado. O som surdo do projétil perfurando carne e osso ecoou como um trovão aos meus ouvidos.

Ashley desabou sobre o gramado ensanguentado. O sangue carmesim empapava sua blusa clara, jorrando do seu peito.

No, no, no! — gritei, caindo de joelhos ao lado dela e puxando sua cabeça para o meu colo, minhas mãos pressionando desesperadamente a ferida que não parava de sangrar. — Why did you do that?! Ashley, please, stay with me! Why?!

Os olhos castanhos dela, antes cheios de vida, estavam perdendo o foco com uma rapidez assustadora. Ela ergueu a mão ensanguentada, seus dedos trêmulos tocando fracamente a minha bochecha.

Because I love you... — murmurou ela, uma golfada de sangue escorrendo pelo canto da boca. — I never... wanted to hurt you, Anne. I'm so sorry...

Ashley! Don't close your eyes! Ashley!

A mão dela escorregou do meu rosto e bateu pesadamente na grama. O peito parou de subir. O fogo que sempre habitara seu espírito havia se apagado para sempre.

Eu não conseguia gritar. Não conseguia respirar. Fiquei ali, imóvel, paralisada pelo choque de segurar o corpo sem vida da minha melhor amiga em meus braços.

Foi no ápice da minha agonia que uma sombra caiu sobre mim. Duas mãos duras e impiedosas envolveram a parte de trás do meu pescoço. Kuvira me puxou pelos cabelos e apertou meu cangote com tanta força bruta que meus dentes bateram, uma dor lancinante e paralisante desativando qualquer resquício de poder em meu corpo.

Tentei erguer os braços, mas eles pesavam toneladas. Antes que eu pudesse formular um pensamento, a companheira de Kuvira cravou um dardo tranquilizante no meu ombro. O mundo girou, o rosto morto de Ashley foi a última coisa que vi, e a escuridão absoluta me engoliu.


Quando recobrei a consciência, senti o frio cortante do metal contra minhas costas nuas.

Eu estava amarrada a uma mesa de operação de ferro maciço. Pesadas correntes prendiam meus pulsos, meus tornozelos e comprimiam minha barriga contra a superfície gelada. Uma coleira rígida travava minha garganta e, pior do que tudo, um dispositivo de metal moldado estava cravado na parte de trás do meu pescoço, pressionando constantemente o meu cangote. A dor constante me mantinha em um estado perpétuo de fraqueza nauseante; eu não conseguia canalizar nem mesmo uma centelha de energia.

Passos ecoaram no abrigo subterrâneo. Kuvira caminhou até a borda da mesa metálica, flanqueada por seus asseclas. Seus olhos não demonstravam um pingo de remorso.

Reuni a pouca voz que me restava, as lágrimas ressecadas pinicando minha pele.

How could you do that? — sibilei, trêmula de fúria e nojo. — She was your sister! How could you let your own sister die like that?! You're a monster!

Kuvira inclinou a cabeça, os traços impassíveis. Sem demonstrar qualquer esforço, ela moveu os dedos, usando a dobra de metal para apertar o clamp na minha nuca ainda mais. O ar fugiu imediatamente dos meus pulmões e minhas costas se arquearam em agonia silenciosa.

Control your tongue, little Avatar — disse Kuvira, a voz cortante como uma lâmina. — If you keep losing your temper, I will make this metal crush your spine millimeter by millimeter.

Ela aliviou minimamente a pressão, permitindo que eu inspirasse o ar com dificuldade.

Ashley was a fool — continuou a mulher mais velha, cruzando os braços com desprezo. — She was sent to do a job, but she became soft. Every single report she gave me was filled with praises about you. "Anne is amazing, Anne is so bright, Anne is hurting." She begged me to call off the mission, said she didn't want to spy on you anymore, that she just wanted to be your real friend. Absolutely pathetic.

As palavras de Kuvira perfuraram meu coração mais fundo do que qualquer lâmina. A lembrança de como expulsei Ashley de casa, das coisas horríveis que gritei para ela antes de sua morte, inundou minha mente. A culpa se tornou insuportável. Eu a havia julgado, a havia mandado embora, quando ela só queria me proteger.

As lágrimas voltaram a escorrer descontroladamente pelos cantos dos meus olhos, molhando o metal frio sob minha cabeça. Soluços dolorosos sacudiram minhas costelas presas pelas correntes.

Kuvira deu um passo à frente, aproximando-se da cabeceira da mesa. Com uma lentidão calculada, ela estendeu a mão enluvada e limpou com os nós dos dedos uma das lágrimas na minha bochecha.

Don't cry now — zombou ela em um tom perturbadoramente calmo. — It doesn't suit the mighty Avatar.

Tomada por um ódio cego, abri a boca e tentei cravar meus dentes em sua mão com toda a força que restava.

Kuvira puxou a mão a tempo e, em uma fração de segundo, cerrou o punho com violência.

O metal em volta do meu cangote apertou como uma prensa hidráulica. Um grito agudo de pura tortura rasgou minha garganta enquanto minha visão se tornava completamente branca de dor. Ela se inclinou para frente, o rosto a centímetros do meu, a expressão distorcida por uma raiva gélida e cruel.

She died because of you — sussurrou Kuvira, cravando as palavras em mim como pregos ardentes. — If you hadn't played the hero, if you had just stayed out of our way, Ashley would be safe by my side. Her blood is entirely on your hands!

No... you're wrong! — chorei em meio à asfixia brutal, me debatendo inutilmente contra as amarras de aço. — You killed her! You're the one who pulled the trigger!

Kuvira apertou a liga metálica com ainda mais força, levando meu corpo ao limite absoluto da consciência. Minhas unhas arranhavam as correntes em desespero, o peito implorando por oxigênio.

Please... — solucei, as lágrimas turvando a imagem da mulher que havia destruído tudo o que eu amava. — Why are you doing this to me?! What do you want from me?!

Kuvira apenas sustentou o olhar, um sorriso impiedoso curvando seus lábios enquanto a escuridão da dor começava, mais uma vez, a me engolir por inteiro.

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