
Oi
Fandom: Percy Jackson, the last airbender, the legend of Korra
Criado: 19/09/2026
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O Despertar das Eras e o Sangue do Olimpo
O ar no Acampamento Meio-Sangue sempre teve um cheiro peculiar: uma mistura de morangos frescos, bronze celestial e o ozônio que precede uma tempestade. Mas, naquela manhã, o cheiro era diferente. Havia algo metálico, antigo, como o cheiro de terra molhada após mil anos de seca.
Eu estava sentada no píer do lago de canoagem, observando os reflexos da água. Meu nome é Anne Miller. Tenho quatorze anos e, até três meses atrás, eu achava que meu maior problema era decidir se eu era uma filha de Poseidon ou apenas uma semideusa com muita afinidade por água. Acontece que a resposta era muito mais complicada.
Eu não era apenas uma semideusa. Eu era a Avatar. E, aparentemente, o mundo grego não era o único que precisava de salvação.
— You’re doing that brooding thing again, Anne — uma voz ecoou atrás de mim.
Virei-me e vi Leo, meu melhor amigo de quinze anos. Ele não era o Leo Valdez (embora tivessem o mesmo nome e a mesma energia caótica), mas sim o meu Leo. Ele estava brincando com uma pequena chama que dançava entre seus dedos, um truque que ele aprendeu recentemente desde que descobrimos que ele era um dobrador de fogo nato, descendente de uma linhagem que ele nem sabia que existia.
— Eu não estou ruminando — respondi, voltando a olhar para o lago. — Só estou tentando entender como o Almirante Zhao e Cronos podem estar no mesmo lado da história.
— It’s a mess, I know — disse Leo, sentando-se ao meu lado. — Mas você não está sozinha.
Ouvimos passos rápidos na madeira do píer. Sarah e Maya, ambas de quinze anos, vinham correndo. Sarah, minha melhor amiga e dobradora de ar (uma raridade absoluta que deixou o Sr. D de cabelo em pé), parecia ter acabado de sair de um furacão. Maya, que tinha uma precisão assustadora com o arco e flecha e uma habilidade recém-descoberta de dobra de terra, parecia mais calma, mas seus olhos mostravam preocupação.
— Anne! — Sarah exclamou, recuperando o fôlego. — Quíron está chamando. Ele está na Casa Grande com... convidados.
— Que tipo de convidados? — perguntei, levantando-me e sentindo o peso do mundo nos ombros.
— The blue spirit type and the grumpy girl type — respondeu Lucas, que apareceu logo atrás delas. Ele tinha dezesseis anos e era o mais velho do nosso grupo, um estrategista nato e, surpreendentemente, um bloqueador de chi que treinava com as Caçadoras de Ártemis.
— Zuko e Katara? — Arregalei os olhos. — Aqui?
— Exactly — disse Gabriel, o outro integrante do nosso grupo, também de dezesseis anos, que se juntou a nós. Ele era um filho de Atena que descobriu que podia dobrar metal. — E eles não parecem felizes.
Caminhamos em silêncio em direção à Casa Grande. O acampamento estava em polvorosa. Campistas correndo com armaduras, sátiros farejando o ar com nervosismo. Quando entramos na varanda, o cenário era surreal.
Quíron estava em sua forma de centauro, parado ao lado de uma mesa de pingue-pongue. Do outro lado, uma garota de pele morena e roupas azuis de pele de lobo encarava Percy Jackson com desconfiança. Ao lado dela, um rapaz com uma cicatriz marcante no olho esquerdo mantinha a mão no punho de sua espada dupla.
— I’m telling you, the Fire Nation has nothing to do with this "Titan" you speak of — dizia o rapaz, sua voz rouca e tensa.
— E eu estou te dizendo que monstros de três cabeças não costumam aparecer no Polo Sul! — rebateu a garota de azul.
— Com licença — eu disse, entrando no círculo.
Todos se viraram. Percy soltou um suspiro de alívio ao me ver.
— Anne, ainda bem. Você fala a língua deles... quer dizer, a língua espiritual deles.
Aproximei-me de Katara e Zuko. O ar ao meu redor pareceu vibrar. Como Avatar, eu sentia a conexão deles com os elementos. Era uma ressonância diferente da dos semideuses; era mais pura, mais ligada à energia do mundo do que ao sangue dos deuses.
— Eu sou Anne Miller — falei calmamente. — Eu sou a sucessora de Korra.
Katara suavizou o olhar, embora a cautela permanecesse.
— You’re the Avatar? — ela perguntou, analisando-me. — You look so young. Like Aang was.
— O tempo é relativo quando o mundo está acabando — respondi com um sorriso triste. — O que está acontecendo?
— As fronteiras entre os mundos estão colapsando — explicou Quíron, sua voz profunda e calma. — O Mundo Espiritual e o Tártaro estão se fundindo. Espíritos sombrios estão sendo armados com bronze celestial, e os exércitos de Cronos estão aprendendo a usar a dobra.
— That’s impossible — interrompeu Zuko. — Bending is an art, not a weapon for monsters.
— Digam isso aos Laestrygonians que estão cuspindo fogo na Filadélfia — disse Sarah, cruzando os braços. — Eu vi com meus próprios olhos.
— Anne — chamou Maya, tocando meu ombro. — Se o Mundo Espiritual está vazando para cá, isso significa que o Portal das Almas está aberto.
Senti um calafrio. O Portal das Almas era o que mantinha o equilíbrio. Se ele estivesse aberto, qualquer coisa poderia passar.
— Precisamos ir até o Empire State — eu disse, a decisão tomando forma em minha mente. — Se Cronos quer usar o poder do Avatar para abrir o Olimpo para o Mundo Espiritual, ele vai precisar de um catalisador.
— And that catalyst is you — concluiu Leo, seu rosto ficando sério. — We won’t let them take you, Anne.
— Não é só sobre mim, Leo — olhei para meus amigos. — Sarah, você lidera o reconhecimento aéreo. Maya e Gabriel, vocês precisam fortalecer as defesas do acampamento com o pessoal de Hefesto e Atena. Lucas, você vai com a Katara e o Zuko. Eles precisam entender como lutar contra semideuses.
— E você? — perguntou Lucas.
— Eu vou com o Percy — respondi. — Precisamos falar com o meu pai. Ou com o que sobrou da consciência de Poseidon depois que essa bagunça começou.
— Wait — interrompeu Zuko, dando um passo à frente. — I’m coming with you. If there is fire involved in this conspiracy, I need to see it.
— Tudo bem — concordei. — Mas tente não incinerar ninguém no elevador. O porteiro do Olimpo é meio sensível.
Saímos da Casa Grande sob um céu que alternava entre o azul claro e um roxo sobrenatural. Eu podia sentir os quatro elementos girando dentro de mim, mas eles estavam inquietos. A água do lago subia em pequenas espirais, o fogo das tochas oscilava sem vento, e a terra sob meus pés parecia pulsar como um coração.
Enquanto caminhávamos para a van do acampamento, Argus, o motorista de muitos olhos, nos esperava.
— Are you ready for this? — Sarah sussurrou, segurando minha mão por um momento.
— Não — confessei em voz baixa. — Mas desde quando o Avatar ou um semideus tem escolha?
Entramos no veículo. O trajeto até Manhattan foi tenso. Zuko observava a tecnologia moderna com uma mistura de fascínio e desprezo, enquanto Katara tentava curar um pequeno ferimento no braço de Leo usando a água de seu cantil.
— The energy here is chaotic — comentou Katara, olhando pela janela as luzes de Nova York. — It’s like the spirits are screaming.
— Eles estão — eu disse, fechando os olhos e tentando me concentrar. — Eles estão sendo arrancados de seu descanso.
De repente, a van deu um solavanco violento. O teto foi arrancado como se fosse feito de papel.
— CUIDADO! — gritou Percy.
Uma criatura imensa, uma mistura de hidra com um espírito da floresta corrompido, rugiu acima de nós. Suas cabeças serpenteavam, e de suas bocas não saía apenas veneno, mas chamas negras.
— Firebending! — gritou Zuko, saltando da van em movimento e lançando uma rajada de fogo contra a criatura.
Eu pulei logo atrás, sentindo o ar me impulsionar. No ar, girei o corpo e invoquei uma chicotada de água da chuva que começava a cair, congelando-a instantaneamente em lanças de gelo.
— Sarah, agora! — ordenei.
Minha amiga saltou, criando um vácuo de ar que desequilibrou o monstro. Maya, do chão, ergueu pilares de pedra que prenderam as patas da criatura.
— Take this! — Leo gritou, lançando esferas de fogo grego que ele trazia em seu cinto de ferramentas.
O monstro explodiu em uma nuvem de poeira dourada e ectoplasma negro. Eu caí de pé, respirando com dificuldade. Meus olhos brilharam por um segundo em um branco intenso — o Estado Avatar tentando emergir.
— Anne, controle-se — disse Percy, colocando a mão no meu ombro. — Ainda não. Você vai precisar desse poder lá em cima.
— He’s right — disse Katara, aproximando-se. — Save your strength, Avatar. The real fight hasn’t even started.
Olhei para o topo do Empire State Building. O raio mestre de Zeus brilhou entre as nuvens, mas havia um brilho verde-azulado acompanhando-o. A Convergência Harmônica estava sendo forçada a acontecer no topo do Monte Olimpo.
— Vamos — eu disse, minha voz soando com a autoridade de mil vidas passadas. — Temos um trono para defender e um mundo para equilibrar.
Entramos no lobby do edifício. O porteiro nem levantou os olhos do jornal.
— Sexto centésimo andar — disse Percy, entregando a ele uma dracma de ouro.
— Wait — disse Zuko, olhando para o elevador com desconfiança. — We’re going up... to the sky? In a box?
— É mais seguro do que voar em um bisão voador, eu prometo — brincou Leo, tentando aliviar a tensão.
Enquanto o elevador subia ao som de uma música ambiente irritante, eu senti a presença deles. Aang, Roku, Kyoshi... e Korra. Eles estavam todos ali, em algum lugar no fundo da minha mente, sussurrando avisos.
— They are coming — sussurrei.
— Quem? — perguntou Maya.
— Os antigos — respondi. — E eles não estão felizes com o que fizemos com o mundo deles.
As portas do elevador se abriram, e o que vimos não era a cidade dourada dos deuses que Percy descrevera tantas vezes. O Olimpo estava coberto por uma névoa densa e escura. As colunas de mármore estavam entrelaçadas com raízes espirituais que brilhavam em um roxo doentio. No centro da praça, onde deveria estar o fogo de Héstia, havia um vórtice.
E parado diante do vórtice, segurando uma foice que brilhava com a luz das estrelas e a escuridão do abismo, estava Cronos. Mas ele não estava sozinho. Ao seu lado, um homem em armadura vermelha e dourada, com olhos que queimavam com um ódio milenar, observava o horizonte.
— So, the little Avatar has arrived — disse o homem de armadura. — I am Ozai, the Phoenix King. And this world is ripe for purification.
— E eu sou o Tempo — rugiu Cronos, a voz de Luke Castellan distorcida pela entidade dentro dele. — E o seu tempo, Anne Miller, acabou.
Eu dei um passo à frente, sentindo meus amigos se posicionarem ao meu lado. Leo com suas chamas, Sarah com o vento, Maya com a terra, Lucas com sua prontidão, e Gabriel com seu metal. Atrás de nós, os heróis de outra era, Katara e Zuko, prontos para a última resistência.
— You want a fight? — eu disse, enquanto a marca na minha testa e meus olhos começavam a brilhar com a luz pura do espírito. — Then you get the Avatar.
O chão tremeu. O céu se partiu. E a batalha pelo destino de dois mundos começou.
— Por todos os que vieram antes de nós! — gritou Sarah, lançando-se ao ataque.
— For the balance! — gritou Zuko.
Eu avancei, não como uma garota de quatorze anos assustada, mas como a ponte entre os mundos. A água subiu do oceano abaixo, subindo pelas laterais do edifício como serpentes prateadas. O fogo brotou das fendas do mármore. O ar rugiu como um furacão.
Cronos levantou sua foice, e Ozai preparou um relâmpago em suas mãos.
— Bring it on — sussurrei para mim mesma, e então, o mundo desapareceu em luz e som.
