Fanfy
.studio
Imagem de fundo

eu com voce

Fandom: marido bilionario

Criado: 19/09/2026

Índice

O Aroma de Baunilha e Açúcar

Os passos no corredor de mármore polido do tribunal federal de Manhattan ecoavam como o tique-taque de um relógio inflexível. Aquele era o reino onde fortunas colapsavam, destinos eram selados e homens poderosos se dobravam diante da lei. E, no epicentro de toda aquela imponência, estava Oscar Jack Piastri.

Aos trinta e dois anos, com sua postura irretocável e ombros largos cobertos pela beca escura de magistrado, Oscar parecia uma estátua esculpida em precisão. O jovem australiano, cuja mente brilhante o alçara ao topo do judiciário internacional, acabara de encerrar uma sessão de quatro horas envolvendo fraudes financeiras de repercussão global. Ninguém ousara levantar a voz em sua presença. Diante de seus olhos penetrantes, de um azul-esverdeado tão límpido quanto gélido, réus e promotores sentiam o peso de uma integridade inabalável.

Ele não era apenas respeitado; era temido. Além de sua autoridade inquestionável, pertencia a um mundo de riqueza e prestígio colossal. Suas propriedades espalhavam-se de Melbourne a Londres, culminando em uma mansão cinematográfica nas colinas exclusivas do estado de Nova York, servida por frotas de carros de luxo e dezenas de funcionários. Para a alta sociedade nov-iorquina e para as colunas sociais, o juiz Piastri era o enigma mais cobiçado da cidade: belíssimo, inacessível, dono de traços retos, lábios firmes e uma compostura que beirava a frieza absoluta.

Inúmeras mulheres tentavam, em vão, capturar sua atenção durante eventos beneficentes ou através dos círculos jurídicos. Contudo, Oscar jamais desviava o olhar por mais de um segundo. O mundo lá fora simplesmente não o interessava.

Seu universo, seu coração e toda a sua devoção pertenciam a uma única pessoa.

Passando os dedos finos pelos cabelos castanhos claros e soltando o nó da gravata de seda azul-marinho ao adentrar a antessala privativa de seu gabinete, Oscar respirou fundo. A exaustão mental começava a pesar sobre suas têmporas.

Enquanto isso, três andares abaixo, os pesados portões de vidro do tribunal se abriram para dar passagem a uma presença completamente distinta de tudo o que habitava aquele ambiente austero.

Lily Zneimer caminhava com leveza, parecendo uma lufada de ar primaveril em meio à sisudez do concreto e da burocracia. Aos vinte e nove anos, a confeiteira carregava uma beleza suave e natural que não dependia de joias chamativas ou maquiagens carregadas para encantar. Seus cabelos castanhos ondulavam delicadamente sobre os ombros, e um casaco de lã cor de creme cobria um vestido delicado em tom pastel.

Nos braços, ela sustentava com cuidado uma caixa decorada com laço de fita de cetim, com o logotipo dourado e elegante de sua confeitaria, Doce Lily Zneimer, além de um copo térmico de cerâmica personalizado.

Ela sabia que a semana de Oscar havia sido um turbilhão. Conhecia o peso que o marido carregava nos ombros e, conhecendo-o como ninguém mais no mundo, sabia que ele provavelmente havia pulado o almoço para analisar os memoriais do processo. Lily passara a manhã inteira criando pequenas obras-primas de massa folhada, recheadas com creme de avelã tostada e favas de baunilha fresca — os favoritos dele —, feitas com o amor meticuloso que só as suas mãos sabiam empregar.

Após passar pelo detector de metais — onde os guardas mais antigos já a saudavam com acenos afetuosos e sorrisos sinceros —, Lily pegou o elevador privativo que levava à ala dos magistrados de instância superior.

Ao sair no corredor silencioso, dirigiu-se à pesada porta dupla de carvalho maciço do gabinete principal. No entanto, em vez do habitual assessor sênior que costumava encontrá-la, atrás da refinada mesa de mogno da recepção estava uma mulher jovem, vestida com um tailler impecavelmente justo e lábios pintados em um vermelho chamativo.

Era Vanessa, contratada há menos de duas semanas pela administração para cobrir a licença da antiga secretária-chefe. Vanessa, cujas ambições iam muito além do salário corporativo, passara os últimos dias tentando de todas as maneiras arrancar um olhar mais prolongado do jovem juiz Piastri, frustrando-se com o muro de gelo que ele mantinha ao redor de si.

Ao ver uma mulher entrar sem pasta de documentos ou credencial de advogada, Vanessa ergueu as sobrancelhas cuidadosamente delineadas, medindo Lily com um desdém mal disfarçado.

— Bom dia — disse Lily, com sua habitual gentileza, exibindo um sorriso meigo e sincero. — Desculpe interromper. Eu gostaria de falar com o juiz Piastri, por favor.

Vanessa nem sequer se deu ao trabalho de se levantar. Ela olhou para a caixa de doces nas mãos de Lily e soltou um suspiro entediado, presumindo imediatamente que se tratava de uma encomenda qualquer ou de uma admiradora ousada.

— Entregas da copa devem ser feitas pelo elevador de serviço, no subsolo — respondeu Vanessa, com a voz carregada de uma superioridade cortante. — E o juiz não aceita presentes de estranhos ou de fãs. Pode dar meia-volta.

Lily franziu ligeiramente as sobrancelhas, sem perder a serenidade, mas surpresa com a hostilidade gratuita.

— Oh, não é uma entrega comercial — explicou Lily calmamente, mantendo o tom suave. — Eu só preciso de alguns minutos com o Oscar. Ele sabe que eu viria.

A menção casual do primeiro nome do magistrado fez com que Vanessa risse, um som curto e sarcástico.

— "Oscar"? — Vanessa se levantou, apoiando as duas mãos na mesa de mogno e inclinando-se para a frente, tentando intimidá-la. — Menina, você tem ideia de quem está dentro daquela sala? O juiz Piastri é uma das maiores autoridades deste país. Ele não tem tempo para... seja lá o que você vende. E garanto a você que ele não tem a menor paciência para garotas que acham que podem invadir gabinetes federais com uma caixinha de bolos.

— Eu compreendo as suas funções e a sua preocupação com a segurança — replicou Lily, sua doçura inabalável tornando o constrangimento da outra ainda mais evidente. — Mas, se você apenas interfonar e avisar que Lily Zneimer está aqui, ele...

— Já chega — interrompeu a secretária, com a voz ríspida, pegando o telefone interno. — Vou chamar a segurança para escoltá-la para fora. Você está atrapalhando o trabalho de um dos homens mais ocupados do judiciário.

Enquanto Vanessa digitava os números com irritação, a maçaneta da pesada porta interna de mogno girou em silêncio.

Oscar estava prestes a pegar mais um calhamaço de documentos quando algo atingiu seus sentidos apurados. O ar condicionado frio do tribunal sempre carregava um cheiro estéril de papel velho e produtos de limpeza industriais. Mas, de repente, uma nota sutil e inconfundível invadiu o ambiente: o perfume floral de sabonete de flor de laranjeira misturado ao calor reconfortante de baunilha pura e açúcar queimado.

Era o cheiro dela. O cheiro da sua casa. O cheiro de sua esposa.

Os olhos de Oscar se arregalaram quase imperceptivelmente. Seu coração, treinado para manter um ritmo impassível diante de qualquer crise jurídica, acelerou no peito. Ele deu dois passos largos e abriu a porta com uma firmeza que fez a madeira estalar suavemente.

No átrio, a cena que se descortinou diante de seus olhos foi suficiente para que uma névoa sombria tomasse conta de sua expressão.

— ...e garanta que ela não retorne a este andar — Vanessa ordenava ao interfone, quando parou no meio da frase, notando a presença do chefe na moldura da porta.

O rosto da secretária se transformou em uma máscara de prontidão e bajulação.

— Meritíssimo Piastri! — Ela soltou o fone, ajeitando a postura imediatamente. — Peço mil desculpas pelo incômodo. Esta mulher insistiu em entrar sem agendamento e sem identificação apropriada. Eu já estava acionando a segurança do edifício para que ela seja retirada imediatamente.

Oscar nem sequer olhou para Vanessa. Seus olhos azuis-esverdeados, outrora frios e cansados, pousaram sobre a figura delicada parada no centro da sala. A tensão em seus ombros largos evaporou instantaneamente. Uma suavidade impressionante, que nenhum réu, advogado ou repórter jamais tivera o privilégio de testemunhar, transformou as linhas rígidas de seu rosto.

Lily o olhou de volta, seus grandes olhos brilhando com aquele carinho caloroso que sempre desmontava todas as defesas dele.

— Você está trabalhando até tarde de novo, meu amor — disse ela baixinho, quebrando o silêncio congelado da antessala.

Vanessa empalideceu no mesmo instante, o ar sumindo de seus pulmões.

Oscar ignorou completamente a secretária estupefata. Ele deu passos longos e seguros em direção a Lily, seus sapatos italianos não fazendo ruído algum sobre o tapete nobre. Quando parou em frente à confeiteira, seus olhos a examinaram de cima a baixo, conferindo se ela estava bem, com aquela proteção instintiva e irrevogável que ele carregava em relação a tudo o que lhe dizia respeito.

Sem se importar com as câmeras do corredor, com o protocolo do tribunal ou com quem quer que pudesse passar, Oscar estendeu a mão grande e quente, acariciando a bochecha macia de Lily com as pontas dos dedos. Um gesto tão íntimo e terno que parecia queimar o ar ao redor.

— O que você está fazendo aqui, Lily? — perguntou ele, e sua voz, que costumava soar como um trovão cortante nas salas de julgamento, soou profunda, rouca e infinitamente aveludada.

— Eu fiz os seus folhados favoritos — respondeu ela, sorrindo e levantando um pouco a caixa. — E imaginei que você não tivesse descansado nem cinco minutos desde o início do julgamento. Vim cuidar de você.

Um sorriso genuíno — raro, devastadoramente belo e exclusivo para ela — curvou os lábios do juiz. Ele não conteve o impulso: passou um dos braços firmes ao redor da cintura delicada de Lily, puxando-a contra seu corpo coberto pelo terno escuro, e inclinou-se para depositar um beijo suave e demorado em seus lábios doces.

Lily soltou um suspiro contra a boca dele, relaxando nos braços fortes do marido. Para Oscar, aquele abraço valia mais do que todos os seus bilhões, mais do que qualquer vitória no tribunal. Ali estava o seu refúgio.

Quando finalmente se afastou alguns centímetros, com a testa ainda colada à dela por breves segundos, Oscar respirou fundo o aroma de sua pele, restaurando as próprias energias.

Em seguida, ele virou a cabeça devagar, encarando a secretária.

O calor que havia demonstrado a Lily desapareceu em uma fração de segundo. Seus olhos se tornaram pedras de gelo afiadas, fitando a mulher que tremia visivelmente atrás da mesa de mogno.

— Sra... — Oscar fez uma pausa, nem sequer se lembrando do sobrenome da funcionária.

— Vanessa, senhor... — balbuciou ela, sentindo as mãos suarem frio. — Eu... eu não sabia... ninguém me informou que a sua esposa viria...

— Não me interessa o que você sabia ou não a respeito de Lily — a voz de Oscar soou baixa, fria e absolutamente letal, fazendo a temperatura da sala cair vários graus. — Esta é a Sra. Piastri. A mulher cujo nome está em cada escritura, em cada conta e em cada centímetro de tudo o que eu possuo. A dona de tudo o que você vê e de tudo o que diz respeito a mim.

Vanessa baixou a cabeça, incapaz de sustentar o olhar que já havia destruído magnatas do crime internacional.

— Peço perdão, Meritíssimo... Peço perdão, Sra. Piastri... eu apenas...

— Você foi desrespeitosa — continuou Oscar, sem elevar o tom, mas com uma autoridade que esmagava qualquer tentativa de desculpa. — A educação e a gentileza de Lily não lhe davam o direito de tratá-la como se ela não pertencesse a este lugar. Em meu gabinete, não tolero prepotência, arrogância ou incapacidade de discernimento básico. Você não tem o perfil para continuar nesta assessoria.

Os olhos de Vanessa se arregalaram em pânico.

— Senhor, por favor! É o meu emprego...

Lily, sentindo a mão firme de Oscar ainda protegendo sua cintura, colocou sua mão suave sobre o antebraço do marido. O simples toque dos dedos delicados de Lily fez a mandíbula tensa de Oscar relaxar levemente.

— Oscar... — sussurrou ela, com a voz mansa que sempre tocava o fundo de sua alma. — Ela só estava fazendo o que achava correto para a sua segurança. Foi apenas um mal-entendido. Não precisa ser tão duro.

Oscar olhou para a esposa. Lily era doce demais, incapaz de guardar rancor ou de ver alguém sofrer, mesmo quando era injustiçada. Ele admirava aquela nobreza de espírito, mas, como homem e como protetor, não tolerava que ninguém pisasse no chão onde ela caminhava.

Ele suspirou, cedendo parcialmente apenas porque fora ela quem pedira.

— Você não será demitida do tribunal — decretou Oscar para a secretária, sem qualquer traço de compaixão em sua voz firme. — Mas não permanecerá no meu andar. Fale com a administração geral às cinco da tarde e solicite sua transferência imediata para o arquivo morto da vara cível. Outro assistente será designado para a minha recepção ainda hoje. E, se eu souber de mais uma única atitude desrespeitosa vinda de você contra qualquer cidadão que pise neste prédio, a sua exoneração será assinada por mim sem direito a reconsideração.

Vanessa assentiu freneticamente, as lágrimas pinicando em seus olhos, antes de recolher os papéis com as mãos trêmulas e murmurar um agradecimento trêmulo a Lily.

Sem perder mais um segundo com a secretária, Oscar pegou com cuidado a caixa de doces com uma das mãos e, com a outra, entrelaçou seus dedos firmes aos de Lily, conduzindo-a para dentro de seu santuário privativo.

Assim que a pesada porta dupla se fechou, o silêncio acolhedor e seguro do gabinete os envolveu. A sala ampla, com paredes forradas de livros encadernados em couro, móveis clássicos e uma vista panorâmica espetacular do horizonte cinzento de Nova York, parecia imediatamente mais viva com a presença dela.

Oscar colocou a caixa de doces sobre sua mesa de trabalho impecável, empurrando para o lado pilhas de processos sem a menor cerimônia. Em seguida, puxou Lily para si novamente, envolvendo-a em um abraço apertado, enterrando o rosto na curva suave de seu pescoço.

— Senti o seu cheiro antes mesmo de ver você — murmurou ele, a voz abafada contra a pele dela. — Baunilha, flores e o açúcar da sua cozinha. Eu estava prestes a enlouquecer com aquele julgamento.

Lily riu baixinho, um som melodioso e reconfortante, e levou as mãos aos cabelos curtos dele, acariciando os fios castanhos que insistiam em cair sobre a testa.

— Eu sabia que você estaria exausto — disse ela, carinhosa. — Não podia deixar meu marido passar o dia inteiro com fome, cercado por advogados carrancudos.

Oscar levantou a cabeça, fitando-a com uma intensidade que fazia o coração dela saltar.

— Você não precisava ter passado por aquela humilhação na recepção, Lily. Você deveria ter me ligado da garagem. Nenhum segurança, nenhum funcionário jamais deveria ter ousado erguer a voz para você.

— Eu não me importo com isso, Oscar — respondeu ela com sinceridade, sorrindo docemente enquanto ajeitava o colarinho da camisa dele. — Pessoas que precisam diminuir os outros para se sentirem importantes apenas mostram o quanto são inseguras por dentro. O que me importa é estar aqui com você.

Ele a encarou, maravilhado, como sempre ficava. O mundo lá fora era um mar de cobiça, ganância e egoísmo — o próprio reflexo dos casos hediondos que julgava diariamente. Mas Lily era pura. Ela era a luz que limpava a escuridão dos seus dias mais pesados.

— Você é boa demais para este mundo, sabia disso? — ele sussurrou, acariciando seus lábios com o polegar.

— Sou boa para você. E você é o homem mais incrível que eu poderia ter ao meu lado.

Oscar sorriu de canto, aquele sorriso que apenas as paredes de sua casa e de seu gabinete conheciam. Ele puxou a cadeira ergonômica de couro executivo — a mesma onde passava horas redigindo sentenças históricas — e sentou-se, puxando Lily para sentar-se confortavelmente em seu colo.

Ela acomodou o vestido sobre as pernas dele, rindo da informalidade repentina daquele juiz tão austero, e abriu a caixa da confeitaria. O aroma celestial de massa fresca amanteigada e baunilha preencheu todo o cômodo.

Lily pegou um dos folhados dourados e o levou aos lábios dele.

— Experimente. Fiz especialmente para você, com as avelãs que chegaram da França ontem.

Oscar abriu a boca e mordeu o doce, fechando os olhos brevemente enquanto saboreava o recheio perfeito. O contraste entre a casca crocante e o creme aveludado era simplesmente sublime.

— Magnífico — disse ele, abrindo os olhos e encarando-a com pura admiração. — Absolutamente magnífico. Como tudo o que você toca.

Lily corou levemente, feliz com o elogio sincero, e deu um gole no café quente que havia trazido, oferecendo o copo a ele em seguida.

Eles passaram a meia hora seguinte em perfeita harmonia. Ali, no topo do tribunal federal de Nova York, o homem mais temido e poderoso do sistema judiciário não era nada mais do que um marido apaixonado, dividindo doces caseiros com a mulher que dominava cada pedaço de sua alma.

Lá fora, o mundo continuava seu curso caótico, cheio de disputas, ambições vazias e pessoas que tentavam, a todo custo, comprar um vislumbre de atenção do bilionário e respeitado juiz Piastri. Mas Oscar já havia feito sua escolha há muito tempo. E para sempre pertenceria à doce confeiteira que carregava o cheiro da felicidade na ponta dos dedos.

Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic

Novidades do Fanfy

Um novo modelo para suas histórias

Atualizamos o modelo de geração para deixar suas histórias ainda melhores. O novo modelo já está ativado.

Se preferir a versão anterior, escolha «Anterior» no menu do perfil: clique no seu avatar no canto superior direito.

Seus capítulos já escritos serão mantidos. Sua escolha vale para as próximas gerações.