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A distância é só um detalhe

Fandom: 50 tons

Criado: 19/09/2026

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A Gravidade Entre Nós

A chuva fina que tamborilava contra os vidros espelhados da suíte executiva no trigésimo andar refletia o turbilhão dentro do peito de Flora. Seus dedos, com as unhas pintadas de um vinho profundo, batiam um ritmo ansioso na madeira escura do console. Quatro anos. Haviam sido quatro longos anos alimentando uma chama através de telas luminosas, mensagens de áudio na madrugada e ligações clandestinas que desafiavam fusos horários e as dores acumuladas de suas vidas.

Flora trazia na bagagem os cacos de uma família disfuncional que nunca soube acolhê-la e as marcas de homens covardes que tentaram apagar sua doçura em relacionamentos abusivos. Mas seu coração continuava puro, faminto por algo visceral e verdadeiro. E Caio... Caio era a personificação da sobrevivência. Expulso pelo destino ainda garoto, ele aprendeu a construir um império sobre cicatrizes. Um homem endurecido pela lida, que aprendeu a ler as fraquezas alheias antes de ser atingido, mas que diante da voz sussurrada de Flora sempre encontrava sua única e verdadeira rendição.

A campainha quebrou o silêncio denso do quarto.

O ar sumiu dos pulmões de Flora. Ela alisou o tecido de seda do vestido verde-esmeralda que abraçava suas curvas com insolência e caminhou em direção à porta. Cada passo parecia exigir o peso de anos de espera. A maçaneta metálica estava fria, mas a mão que a girou queimava em brasa pura.

Quando a porta se abriu, o mundo exterior deixou de existir.

Caio estava ali. Mais alto e imponente do que qualquer tela de celular pudesse traduzir, vestindo uma camisa preta sob medida com os primeiros botões abertos, revelando a base de seu pescoço forte. Os ombros largos preenchiam o batente da entrada. Seus olhos escuros, afiados como lâminas lapidadas na aspereza das ruas, tinham uma intensidade quase predatória. Havia cansaço sob sua postura rígida, mas no instante em que seu olhar encontrou o de Flora, a fera cedeu à adoração absoluta.

Nenhum dos dois disse uma palavra de imediato. A respiração compartilhada foi o único som entre eles.

— Você demorou — sussurrou ela, com a voz embargada pela emoção crua.

Caio deu um passo à frente, fechando a porta atrás de si com um estrondo seco e definitivo. O cheiro dele invadiu o espaço: couro, chuva, especiarias quentes e a virilidade pura que Flora sonhara por incontáveis noites solitárias.

— Eu atravessei um inferno inteiro para chegar até aqui, Flora — respondeu ele, a voz rouca vibrando no peito. — Não há distância no mundo que me impedisse de reclamar o que é meu.

Ele não pediu permissão. Suas mãos calejadas e firmes avançaram diretamente para o rosto dela, segurando suas bochechas com uma precisão que misturava brutalidade e reverência. Flora arfou quando os polegares dele limparam uma lágrima silenciosa que escorria por sua bochecha.

— Olhe para mim — ordenou Caio, os olhos faiscando em tons de tempestade. — Chega de telas. Chega de despedidas pelo telefone. Olhe para o homem que você manteve vivo enquanto o resto do mundo tentava me quebrar.

— Caio... — murmurou ela, subindo as mãos para o peito rígido dele, sentindo os batimentos ensandecidos sob o linho fino. — Eu tive tanto medo.

— O medo acabou no momento em que você respirou o mesmo ar que eu — disse ele com autoridade inabalável. — Eu disse a você que cuidaria de cada pedaço seu, não disse?

— Disse.

— Então me deixe cumprir essa porra de promessa.

A boca dele colidiu com a dela sem qualquer aviso, destruindo as últimas barreiras de controle. Não foi um beijo delicado; foi uma reivindicação voraz, desesperada, nascida de mil noites de abstinência e sede acumulada. Caio envolveu a cintura de Flora com um dos braços grossos, erguendo-a alguns centímetros do chão e colando a pelve dela na dele. Flora soltou um gemido abafado contra a língua intrusiva dele, enterrando os dedos nos cabelos escuros e levemente úmidos da chuva.

Era uma fome primitiva. As cicatrizes que ambos carregavam pareciam se reconhecer na fricção daquela pele, como dois metais em brasa que se fundiam sob marteladas implacáveis.

Ele a empurrou com firmeza até que as costas de Flora encontrassem a parede de mármore do corredor de entrada. O contraste entre a pedra fria e o corpo fervente de Caio arrancou um arrepio profundo da espinha da mulher.

— Você não faz ideia do que eu imaginei fazer com você cada vez que você me mandava uma foto — rosnou ele contra a boca dela, mordendo levemente seu lábio inferior antes de descer os beijos pelo maxilar até a curva do pescoço. — As noites em que eu bebia só para tentar esquecer o gosto que eu nem sabia que você tinha.

— Eu sou sua, Caio — gemeu Flora, entregando o pescoço ao homem que a dominava com tanta precisão. — Sempre fui sua. Mesmo quando tudo desmoronava na minha casa, quando me diziam que eu não valia nada... eu pensava em você.

Caio congelou por uma fração de segundo. Ele ergueu os olhos escuros, fixando-os nos dela com uma ferocidade protetora que fez o útero de Flora contrair em pura luxúria.

— Quem te disse isso não sabe o que é tocar uma rainha — declarou ele, a voz carregada de um veneno perigoso dedicado àqueles que ousaram machucá-la. — E eu vou foder cada uma dessas memórias ruins para fora da sua mente até sobrar apenas o meu nome gravado na sua alma.

— Então me faça esquecer — desafiou ela, com o olhar brilhando em volúpia e devoção. — Me quebre e me monte de novo.

Um sorriso sombrio e devastador curvou os lábios de Caio. Ele desceu as mãos pelo vestido esmeralda, subindo o tecido com firmeza implacável até que as coxas de Flora ficassem expostas. As mãos dele eram quentes, ásperas, moldando a carne macia da mulher com a perícia de quem toma posse de uma terra prometida.

— Desse jeito você me desafia, garota — murmurou ele, a respiração batendo quente no ouvido dela. — E você sabe muito bem que eu não sei brincar de metades. Quando eu pego, eu tomo tudo.

— Eu quero tudo — ela sussurrou, a voz carregada de súplica e desejo sujo. — Não me economize nada.

Caio agarrou o tecido fino da calcinha de renda que ela usava e, sem qualquer hesitação, rasgou a peça em um puxão preciso. O som do tecido cedendo ecoou pela antessala, agindo como um estopim para a sanidade de ambos.

Flora arqueou as costas, sentindo o ar condicionado tocar sua intimidade exposta logo antes dos dedos longos e experientes de Caio tomarem posse de sua umidade. Ele deslizou dois dedos com precisão cirúrgica entre os grandes lábios, sentindo o calor escorregadio que ela já emanava.

— Puta que pariu, Flora... — praguejou ele em um gemido rouco, fechando os olhos enquanto seus dedos exploravam a drenched profunda dela. — Você já está pingando para mim. Tão molhada... tão apertada só de ouvir a minha voz.

— Você me deixa louca há quatro anos, seu desgraçado... — ela arfou, rebolando contra a mão que a manipulava com maestria rítmica.

— Olha como fala comigo — advertiu ele com uma palmada seca na nádega dela, que estalou alto no cômodo. — Aqui você obedece ao meu ritmo. Entendeu bem?

A dor doce e o calor do choque fizeram o clitóris de Flora latejar com ainda mais violência. Ela mordeu o próprio lábio, os olhos vidrados nos dele.

— Sim, meu amor. Sim.

Caio a pegou no colo com facilidade desconcertante, fazendo-a enrolar as pernas em torno de sua cintura firme. Caminhou até a cama king size no centro do quarto, onde a iluminação suave desenhava sombras douradas nos lençóis de cetim egípcio. Ele a deitou com um controle invejável, mas subiu logo em seguida, posicionando-se entre as coxas abertas dela como um predador sobre sua única obsessão.

Com movimentos rápidos e sem desviar os olhos dos dela, ele livrou-se da própria camisa, revelando o torso esculpido pelo trabalho duro e pela rotina disciplinada: ombros largos, peito delineado por veias saltadas e cicatrizes discretas que contavam sua história de sobrevivência nas ruas antes do sucesso. Em seguida, desabotoou o cinto de couro pesado, o som da fivela metálica soando como uma promessa erótica no quarto.

Quando ele baixou as calças, o membro ereto e espesso saltou para fora, pulsando com um vigor que fez o ar faltar novamente na garganta de Flora. Era imponente, escuro de desejo, brilhando na ponta com a umidade da pré-ejaculação.

Flora estendeu a mão trêmula para tocá-lo, sentindo o veludo quente cobrindo o aço maciço. Caio soltou um rosnado baixo, apoiando os antebraços ao lado da cabeça dela enquanto os quadris dele empurravam contra a palma delicada.

— Aperta — ele ordenou entre dentes. — Sente o que você faz comigo, Flora. Essa porra toda foi construída para você. Cada centímetro.

— Você é perfeito... — ela murmurou, a mente entorpecida pelo desejo animal. — Entra em mim, Caio. Pelo amor de Deus, me preenche agora.

— Pediu com carinho? — perguntou ele, o tom carregado daquela safadeza elegante e dominadora que a fazia estremecer.

— Por favor... — suplicou ela, abrindo ainda mais as pernas, exibindo-se inteira para ele. — Por favor, fode a sua garota. Faz o que você quiser comigo.

Essa foi a senha para o desmoronamento de toda a contenção de Caio. Ele alinhou a glande úmida à entrada estreita dela. Antes de empurrar, ele desceu a boca até encostar a testa na dela, os olhares colados em uma intimidade que ultrapassava a luxúria e beirava a transcendência espiritual.

— Eu te amo desde o primeiro dia que ouvi sua voz naquele telefone — confessou ele em tom grave, quase solene. — Mas agora eu vou te mostrar como meu amor fode.

Ele empurrou os quadris para a frente com um movimento contínuo, firme e impiedoso.

O preenchimento foi tão intenso que Flora jogou a cabeça para trás, cravando as unhas nas costas dele enquanto um grito abafado saía de sua garganta. A sensação de ter o corpo invadido por inteiro após anos de solidão física enviou ondas de choque direto para a sua alma. Ela estava cheia, esticada ao limite mais delicioso, acolhendo a grossura e o calor dele até a raiz.

Caio parou no fundo, seus músculos tremendo com o esforço hercúleo para não despejar tudo de imediato dentro dela. A respiração dele batia descompassada contra o peito arfante de Flora.

— Você é tão apertada... — ele gemeu, enterrando o rosto no vão do pescoço dela enquanto os quadris pulsavam lá dentro. — Um inferno de gostosa. Parece feita sob medida para a minha pica.

— Eu sou... Caio, você é enorme... meu Deus... — ela soluçava entre risos e suspiros, sentindo o pulsar conjunto de seus órgãos sexuais.

— Mexe para mim — ordenou ele, ainda imobilizado no fundo, testando a força de vontade dela. — Mostra como você me queria.

Flora começou a rebolar sutilmente, contraindo as paredes internas em volta do membro rígido, ordenhando-o com uma técnica instintiva que arrancou um palavrão desesperado dos lábios dele.

— Sua vadiazinha perfeita... — rosnou Caio, incapaz de manter a calma por mais um segundo.

Ele começou a se mover. Primeiro em investidas lentas, extraindo cada gota de atrito daquela cavidade ardente, saindo até a ponta quase escapar para depois afundar com todo o peso do seu corpo de uma só vez. A cama estalava em um ritmo ritmado e hipnótico. O som da pele colidindo com a pele preenchia o quarto de luxo com a trilha sonora mais devassa e sincera que aquelas paredes já haviam presenciado.

Flora gemia sem qualquer pudor, abandonando as máscaras da boa menina que a família lhe impusera, entregando-se ao papel de mulher saciada, louca e completamente apaixonada.

— Mais forte! — gritou ela, puxando o homem pelos cabelos para que a beijasse. — Mais fundo, amor, não para!

Caio atendeu sem hesitar. Ele acelerou o ritmo, desferindo estocadas potentes, brutais e profundas, que faziam os seios de Flora balançarem no ritmo daquela loucura. Ele agarrou as duas pernas dela, jogando-as por cima dos próprios ombros para conseguir um ângulo ainda mais violento e invasivo. O clitóris dela era esmagado a cada encontro dos ossos pélvicos, acelerando a tempestade química que se acumulava em seu ventre.

— Olha para mim enquanto você goza — ordenou Caio, com os olhos fixos nela, o suor brilhando em sua pele tensa. — Olha para o homem que é dono dessa buceta agora e para sempre!

Flora encarou aquele olhar faminto e protetor, a personificação de tudo o que ela sempre sonhou ter: força, devoção, sujeira e pureza em um mesmo abraço. As paredes de sua intimidade começaram a se contrair violentamente, espalmando espasmos incontroláveis contra o pênis dele.

— Caio! Eu vou... meu Deus, eu tô gozando! — gritou ela, arqueando-se na cama enquanto um orgasmo dilacerante a partia em pedaços de puro êxtase.

Sentir as pulsações convulsivas de Flora ao redor do seu membro foi o gatilho final para Caio. Ele soltou um urro rouco, desferindo três últimas estocadas profundas, enterrando-se até o osso antes de derramar seu sêmen quente em jatos abundantes e pesados dentro dela, preenchendo cada centímetro que sua fome exigia.

Eles ficaram ali, congelados no clímax compartilhado, peito contra peito, os corações galopando em perfeita e sincronizada sintonia.

O silêncio voltou aos poucos, quebrado apenas pela respiração pesada de ambos. Caio desceu o corpo lentamente, sem se desconectar dela, abraçando Flora com uma delicadeza que contrastava brutalmente com a fúria de minutos atrás. Ele beijou suas pálpebras, o nariz, e finalmente os lábios salgados pelo suor e pelo gozo.

— Você nunca mais vai ficar sozinha — sussurrou ele, a voz carregada de uma serenidade que ele próprio nunca havia sentido na vida. — Nosso amor começou na distância, Flora, mas vai viver na minha cama, na minha casa e onde quer que eu coloque os meus pés. Você é o meu porto.

Flora acariciou as costas musculosas do homem, sentindo a plenitude acalmar todas as dores antigas de sua alma machucada.

— Eu sei, meu amor — respondeu ela, sorrindo contra a pele dele enquanto apertava os braços ao redor de seu pescoço. — A nossa vida começou agora.

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