
2003 peter pan x male oc x male oc
Fandom: 2003 peter pan
Criado: 20/09/2026
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O Retorno da Neve e o Calor do Desejo
O ar da Terra do Nunca sempre fora vibrante, mas naquela tarde, uma brisa gélida e incomum começou a soprar sobre as árvores gigantes, carregando o cheiro inconfundível de pinheiros e magia antiga. O inverno não chegava à ilha por meios naturais; ele chegava quando Adan Nicolau Yuren Butterfly decidia retornar para casa.
Adan caminhava pela trilha que levava ao Covil Subterrâneo com a elegância de uma divindade e a leveza de um floco de neve. Seus cabelos brancos, desta vez longos até as costas, brilhavam sob a luz filtrada pelas copas das árvores. Ao seu lado, o jovem Moon, com seus olhos violetas curiosos e orelhas de lobo levemente alertas, carregava uma pequena bolsa de couro.
Dentro do covil, o cenário era de puro tédio. Wendy Darling, com uma postura rígida e um galho na mão que usava como batuta, tentava ensinar aos Meninos Perdidos as complexidades da etiqueta britânica.
— Postura, meninos! — exclamava Wendy, a voz carregada de uma frustração crescente. — Um cavalheiro nunca se senta com os pés sobre a mesa e sempre diz "por favor" antes de...
Ela não terminou a frase. O som de um assobio melodioso ecoou pela entrada, e o frio súbito fez os meninos arrepiarem. Nibs, o primeiro a olhar para cima, soltou um grito de alegria pura.
— Mamãe! A Mamãe voltou! — gritou o pequeno, derrubando a cadeira e correndo em direção à entrada.
Em segundos, Wendy foi completamente ignorada. Uma horda de crianças barulhentas atropelou-se para alcançar Adan. O "Senhor do Inverno" abriu os braços, um sorriso doce e materno iluminando seu rosto de traços delicados e femininos. Ele se abaixou, recebendo o impacto de cinco meninos ao mesmo tempo.
— Calma, meus pequenos ursos — disse Adan, sua voz soando como sinos de cristal. — Eu também senti falta de vocês. Vejam só como cresceram nestes últimos meses!
— Você trouxe doces? E brinquedos? — perguntou Michael, agarrando-se à túnica de Adan.
— Claro que sim, pequeno Darling — Adan piscou, seus caninos afiados aparecendo levemente em um sorriso travesso. — Mas primeiro, onde estão os modos que a senhorita Wendy estava tentando ensinar?
Wendy aproximou-se, limpando o vestido e tentando recuperar a compostura, embora sua expressão fosse de puro desdém. Adan levantou-se com uma graça fluida. Ele era alto, e sua pele tão branca quanto o gelo contrastava com o ambiente terroso do covil. Ao olhar para Wendy, Adan não precisou de palavras; sua Visão de Almas agiu instantaneamente. Ele viu o coração da menina: uma mistura confusa de ciúmes, uma hipocrisia enraizada em sua criação vitoriana e um preconceito latente contra tudo o que Adan representava — a feminilidade em um corpo masculino, a magia selvagem, a liberdade total.
Mesmo assim, a honra de Adan era inabalável.
— Olá, Wendy — disse ele, fazendo uma reverência impecável que faria qualquer lorde inglês se sentir um amador. — É um prazer vê-la cuidando tão bem deles. Sinto muito por interromper sua aula.
— É... um prazer, Sr. Butterfly — respondeu ela, a voz tensa. — Estávamos apenas tentando trazer alguma ordem a este lugar. Coisa que parece faltar quando certas influências retornam.
Adan apenas sorriu, um brilho de sarcasmo refinado em seus olhos castanhos. Antes que a tensão aumentasse, um vulto verde desceu das raízes do teto, aterrissando com a agilidade de um felino entre eles.
— Adan! — Peter Pan não esperou por saudações formais. Ele envolveu a cintura de Adan, tirando-o levemente do chão, seus olhos brilhando com uma possessividade e um amor que já duravam quinhentos anos. — Você demorou demais na Rússia. A ilha ficou sem graça sem o meu gelo favorito.
— Eu tive que garantir que as crianças do outro lado tivessem um bom Natal, Peter — Adan riu, passando a mão pelos cabelos bagunçados do namorado.
— Chega de conversa chata! — Peter anunciou, virando-se para os meninos. — A Tigre Lily está dando uma festa na vila. Música, comida e dança até a lua se esconder! Vamos!
A vila indígena estava decorada com tochas que lançavam sombras dançantes contra as tendas de pele. Adan, tendo se trocado para roupas típicas da tribo que valorizavam sua flexibilidade e suas curvas — especialmente a forma arredondada e farta de seu corpo que Peter tanto admirava —, era o centro das atenções.
Ele dançava com os Meninos Perdidos e os irmãos Darling. Henry, o novo amigo de Moon, tentava acompanhar os passos complexos que Adan executava com facilidade. John e Michael riam, girando em círculos enquanto Adan cantava uma melodia antiga em russo, sua voz de diva pop ecoando pela floresta.
Peter, encostado em um totem, observava a cena com um olhar faminto. Ele amava ver Adan assim: livre, feliz, sendo a "mãe" que todos amavam, mas sabendo que, no final da noite, Adan pertencia apenas a ele.
Wendy, sentindo-se deslocada, caminhou até Peter.
— Peter? — chamou ela, tentando atrair sua atenção. — Amanhã... você prometeu que me levaria para ver os limites da Terra do Nunca. Poderíamos ir sozinhos, não?
Peter nem desviou o olhar de Adan, que agora fazia um movimento de quadril que deixava os caninos de Peter à mostra em um sorriso predatório.
— Tá bom, Wendy, amanhã. Tanto faz — respondeu ele, a voz carregada de irritação por ser interrompido. — Agora, se me der licença, tenho algo importante para tratar.
Peter fez um sinal discreto, um movimento de cabeça em direção à floresta escura. Adan viu. O brilho nos olhos castanhos do ruivo mudou, tornando-se mais profundo. Adan terminou a dança com um giro gracioso, deu um beijo na testa de Moon e sussurrou algo para Tigre Lily, que apenas assentiu com um sorriso cúmplice.
Wendy, desconfiada, seguiu-os de longe, ocultando-se entre as samambaias gigantes.
No coração da floresta, onde as flores noturnas brilhavam com luz própria, Peter prensou Adan contra o tronco de uma árvore milenar. O contraste era magnífico: o verde vibrante de Peter contra o branco níveo de Adan.
— Eu senti tanta saudade desse cheiro de neve e açúcar — rosnou Peter, atacando o pescoço de Adan com beijos vorazes.
— Peter... — Adan arfou, sua cabeça caindo para trás, expondo a garganta pálida. — Os meninos... a festa...
— Eles estão ocupados — Peter disse, suas mãos descendo para a túnica de Adan, tentando desamarrar os cordões de couro. — Eu quero você agora. Aqui.
Adan soltou uma risada melodiosa, tentando segurar as mãos impacientes do namorado.
— Peter, não podemos. Alguém pode nos ver. A floresta tem olhos.
— Que vejam! — Peter se esfregou contra Adan, sentindo a maciez do corpo do companheiro. — Vamos, meu amor. Vai ser rapidinho. Eu não aguento mais um segundo sem sentir você.
Adan estava prestes a ceder, o calor do corpo de Peter derretendo sua resistência glacial, quando seus ouvidos aguçados captaram um estalar de galho. Seus olhos castanhos mudaram instantaneamente para um vermelho vibrante, as pupilas tornando-se fendas verticais de gato.
— Tem alguém nos observando — sussurrou Adan, a voz agora mais grave, autoritária.
Peter congelou, sua expressão transformando-se em pura fúria juvenil. Ele olhou para a direção do som, mas Adan colocou a mão em seu peito.
— Vamos embora. Agora não é o momento.
Eles voltaram para a vila, reuniram os meninos exaustos e retornaram ao covil. Adan, com sua paciência infinita, ajudou cada um a se acomodar em suas redes e camas de palha. Ele deu um beijo na testa de cada Menino Perdido, um gesto que eles chamavam de "o beijo da mamãe", e por fim, em Moon, que já bocejava.
— Durma bem, meu pequeno lobo — sussurrou Adan.
Assim que as luzes se apagaram e apenas o brilho fraco das fadas iluminava o salão principal, Adan caminhou até o quarto privativo que dividia com Peter. Ele mal fechou a porta de madeira pesada quando foi envolvido por braços fortes.
O clima mudou drasticamente. A delicadeza de Adan deu lugar a uma entrega absoluta. Peter o jogou sobre a cama de peles de urso, e o que se seguiu foi uma tempestade de paixão que durou horas. Entre gemidos abafados e o som da neve que Adan criava inconscientemente ao redor da cama para esfriar o calor de seus corpos, eles se perderam um no outro. Peter era possessivo, explorando cada centímetro da pele pálida de Adan, marcando-o com beijos que se tornariam hematomas roxos na manhã seguinte, enquanto Adan, em sua passividade entregue, guiava o namorado com palavras doces e toques experientes.
Na manhã seguinte, o sol da Terra do Nunca nasceu com uma intensidade dourada. Adan já estava de pé, vestindo uma túnica leve de seda branca que deixava transparecer algumas das marcas em seu pescoço e ombros. Ele cantarolava enquanto preparava panquecas com mel e frutas silvestres para a legião de crianças famintas.
Peter saiu do quarto logo depois, espreguiçando-se como um gato satisfeito, ostentando marcas de unhas leves nas costas.
Os meninos sentaram-se à mesa comprida, atacando a comida com voracidade. No entanto, Michael, sempre o mais observador, parou com o garfo no ar, olhando fixamente para Adan e depois para Peter.
— Mamãe? Papai? — perguntou o pequeno. — Por que vocês estão cheios de manchas roxas? Parece que lutaram com um exército de piratas!
Wendy, que estava sentada à ponta da mesa com uma expressão amarga, engasgou com o chá.
Adan sentiu o rosto arder, uma tonalidade rosada subindo por suas bochechas brancas. Ele pigarreou, tentando manter a elegância enquanto servia mais suco.
— Ah, isso... — começou Adan, buscando rapidamente uma explicação em sua mente astuta. — É que... bem, o Papai e a Mamãe estavam brincando de montanha-russa ontem à noite.
— Montanha-russa? — perguntou Nibs, interessado. — Aqui no covil?
— Sim — continuou Adan, a voz ficando um pouco mais rápida pelo nervosismo. — E ela tinha muitas subidas e descidas... e curvas muito fechadas. Era uma brincadeira muito forte e gostosa... quero dizer, rápida! Era muito rápida e acabamos esbarrando em algumas coisas.
Peter, que estava tomando seu suco, soltou uma risadinha abafada. Por baixo da mesa, ele esticou a perna, encontrando a coxa de Adan. Sua mão desceu silenciosamente, apertando a bunda farta do namorado com força.
Adan deu um solavanco, quase derrubando a jarra de suco. Seus olhos se arregalaram e ele soltou um arquejo que tentou disfarçar como um bocejo.
— Mamãe, você está bem? — perguntou Moon, olhando para o pai adotivo com desconfiança.
— Sim, querido... apenas... o cansaço da montanha-russa — Adan respondeu, sua voz falhando levemente enquanto a mão de Peter continuava a provocá-lo por baixo da mesa, subindo perigosamente.
Adan não era de se deixar vencer. Ele inclinou-se para frente, fingindo pegar um guardanapo, e sua mão encontrou o volume por baixo da túnica de Peter. Ele começou a esfregar o saco de Peter com movimentos lentos e deliberados, mantendo um sorriso angelical no rosto enquanto olhava para os meninos.
Agora foi a vez de Peter arregalar os olhos. Ele cravou os dedos na borda da mesa, os nós dos dedos ficando brancos.
— Peter, você parece pálido — comentou John. — A montanha-russa foi tão ruim assim?
— Não... — Peter sibilou entre dentes, sentindo o prazer subir por sua espinha enquanto Adan continuava a provocação. — Foi... a melhor viagem da minha vida.
Wendy olhava de um para o outro, percebendo a tensão elétrica e o jogo oculto, seu rosto ficando vermelho de indignação.
— Isso é... altamente inapropriado para o café da manhã! — exclamou ela, levantando-se abruptamente.
— O que foi, Wendy? — Adan perguntou com uma voz de pura inocência, embora seus olhos vermelhos brilhassem por um segundo em um desafio silencioso. — Só estamos discutindo... diversão em família.
Peter soltou um gemido contido, disfarçando-o com uma tosse alta, enquanto Adan apertava um pouco mais forte antes de soltá-lo e voltar a comer sua panqueca calmamente, como a diva elegante que era. O inverno podia ter chegado à Terra do Nunca, mas dentro daquele covil, o fogo estava longe de apagar.
