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Família vôlei caos perfeito

Fandom: Vôlei

Criado: 20/09/2026

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RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoFofuraFatias de VidaHistória DomésticaCiúmesAbuso de Álcool
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Novos Ares, Velhas Chamas

O eco dos passos pesados no piso de mármore denunciava o limite da paciência de Ekaterina Antropova. A mansão, embora deslumbrante em sua imponência arquitetônica, parecia sugar as energias de qualquer um que ousasse mantê-la em ordem. Depois de passar duas horas retirando a poeira dos móveis gigantescos do piso superior, recolhendo roupas e empurrando o aspirador que parecia ter vida própria, a oposta russa naturalizada italiana sentia os músculos arderem como se tivesse acabado de jogar cinco sets intensos contra uma potência olímpica.

Ela desceu o último lance de escadas enxugando o suor da testa com as costas da mão, a respiração curta e o semblante fechado. Ao alcançar a sala de estar, a cena que encontrou foi a faísca que faltava para detonar o barril de pólvora. Julia Bergmann estava confortavelmente esparramada na ponta do estofado cinza, os olhos fixos na tela iluminada do celular, enquanto embalava o pequeno Noah de apenas cinco meses com uma das mãos. O bebê, loirinho e de grandes olhos azuis curiosos, chupava a chupeta com tranquilidade, alheio à tempestade iminente.

— Julia, não dá mais! Esta casa é grande demais, nós não damos conta de jeito nenhum! — explodiu Kate, com a voz embargada pela exaustão e pela raiva. — Eu estou me matando de arrumar tudo lá em cima e você está aí, plantada no celular!

Julia ergueu os olhos verdes, tomada por uma mistura de susto e indignação. Como ponteira da seleção, seus reflexos eram rápidos, inclusive para rebater críticas.

— Mas amor, qual é o motivo dessa frustração toda do nada? — devolveu Julia, erguendo o queixo com seu jeito mandão. — Eu acabei de colocar o Noah para arrotar e estava respondendo mensagens importantes! Você não precisa surtar assim!

Na garagem aberta, o som da mangueira de água cessou abruptamente. Tia Gabi e o tio Lucas estavam ensaboando a lateral do carro sob o sol da tarde quando os gritos começaram a ecoar pelas paredes de vidro da sala. Gabi largou a esponja no balde e limpou as mãos na toalha, meneando a cabeça com um sorriso irônico e cansado.

— Pior que a Kate tem razão, gente… essa casa tá imunda mesmo, não tem quem vença esse latifúndio — comentou Gabi, em voz baixa.

Lucas, prevendo o desastre que costumava ser o choque entre a teimosia de Julia e o pavio curto de Kate, foi mais prático. Ele entrou em passos largos pela porta dos fundos, subiu até o quarto de Léo e encontrou o menino de oito anos concentrado em seus carrinhos. Léo exibia seus marcantes cabelos ruivos com corte liso americano e olhava para a porta com os mesmos olhos verdes expressivos da mãe brasileira.

— Campeão, vem com o tio, vamos lá para fora dar uma volta — murmurou Lucas, segurando a mãozinha do garoto para tirá-lo dali antes que o clima piorasse.

Em seguida, Lucas voltou à sala com cautela, estendeu os braços em direção ao sofá e pegou o pequeno Noah do colo de Julia.

— Deixa que eu cuido das crianças um pouquinho lá no quarto do fundo, longe de confusão — avisou Lucas, deslizando discretamente para longe do fogo cruzado.

Livre do bebê nos braços, Julia se levantou, cruzando os braços e encarando a esposa nos olhos.

— Dá para me explicar por que você está com essa fúria toda? — perguntou Julia, sentindo o ciúme e a mágoa pinçarem o peito pela acusação de comodismo.

— Eu já disse, Julia! A casa é um monstro inútil, tá sempre um caos e nós duas não temos tempo para isso! — rebateu Kate, gesticulando no ar. — Nós vamos ter que nos mudar para uma casa menor, mais prática, perto de tudo!

— Mudar de casa? Você enlouqueceu? Nós acabamos de nos estabilizar aqui! — retrucou a ponteira, completamente avessa à ideia repentina.

Gabi e Lucas, tendo terminado de lavar o carro às pressas, entraram na sala para tentar intervir.

— Meninas, calma, respirem fundo — tentou contemporizar Gabi, erguendo as palmas das mãos em sinal de paz. — Vamos conversar com calma.

— Como é que eu vou me acalmar se todo santo dia esse lugar parece uma zona de guerra? — disparou Kate, com os olhos faiscando. Ao ver os tios se aproximarem demais, o instinto bravo falou mais alto. — Saiam de perto de mim! Todos vocês!

Ela respirou fundo, tentando engolir o nó na garganta para não perder o controle de vez.

— Quer saber? Daqui a pouco é a festa de aniversário da filha da Nyeme. Não vou quebrar a cabeça com isso agora. Vão se arrumar.

O silêncio tenso que se seguiu foi preenchido apenas pelo barulho de portas batendo. Uma hora depois, a família já estava no carro rumo ao buffet infantil. O clima de frieza entre Julia e Kate era palpável, mas o pequeno Léo pouco notou, hipnotizado ao entrar no salão repleto de cores, bexigas e brinquedos gigantes. Havia touro mecânico, camas elásticas e vários pula-pulas infláveis que pareciam castelos flutuantes.

— Mamãe, olha aquele ali! Posso ir? Posso ir em todos? — pediu Léo, puxando a manga da camisa de Julia com os olhinhos verdes brilhando.

Julia, cujo lado superprotetor sempre beirava o exagero quando se tratava dos filhos, olhou para a altura dos infláveis e franziu o cenho em pânico.

— Não, Léo. É uma péssima ideia, você pode cair de mau jeito lá de cima ou outra criança maior pode te machucar. É muito perigoso.

O menino murchou instantaneamente, os ombros caindo. Kate, que observava a cena, não conseguiu segurar a indignação.

— Deixa o garoto brincar, Julia! É uma festa de criança, pelo amor de Deus!

— Olha aqui, Ekaterina, isso é perigoso sim e eu sou mãe dele! — disparou Julia, virando-se com severidade. — Não vou arriscar meu filho quebrar um braço por capricho.

Léo abaixou a cabeça, desapontado e quieto, sentando-se em um banquinho para comer salgadinhos enquanto as outras crianças corriam felizes. O restante da festa foi um exercício de tortura psicológica. Nyeme tentou puxar assunto, distribuir sorrisos e servir doces, mas a eletricidade pesada que emanava do casal Bergmann-Antropova afastava qualquer tentativa de descontração.

Quando o relógio marcou o final do evento, o caminho de volta para a mansão foi percorrido em silêncio sepulcral. Assim que cruzaram o portão principal, a faísca finalmente explodiu.

— Você não deixou o nosso próprio filho brincar, Julia! — gritou Kate, fechando a porta com força. A voz tremia de desgosto. — Você sufoca o menino com esse seu medo absurdo! Eu não aguento mais essa tensão, essa casa, esse clima!

— Eu só estava cuidando da segurança dele! — devolveu Julia, com o ciúme materno falando alto. — Você sempre quer ser a boazinha e me deixar como a vilã!

— Chega. Eu não fico aqui nem mais um minuto ouvindo você. Eu vou sair um pouco.

— Sair? Amor, já são nove horas da noite! Para onde você vai a essa hora? — questionou Julia, indignada e alarmada.

Kate não respondeu. Pegou a jaqueta de couro e a chave do carro, bateu a porta e saiu cantando pneu. No caminho, digitou no viva-voz e ligou para algumas amigas do vôlei, combinando de se encontrar no pub costumeiro onde as jogadoras costumavam relaxar após as rodadas do campeonato.

No bar, Kate mal cumprimentou o ambiente barulhento antes de pedir o primeiro drinque. A frustração descia amarga e quente pela garganta. Um copo virou dois, que logo viraram quatro taças de misturas fortes de destilados. O mundo começou a girar em ângulos suaves e perigosos.

Sentada a poucas mesas dali com outros conhecidos da liga, Sarah Fahr percebeu a chegada turbulenta da companheira de equipe. Ela acompanhou de longe a rapidez com que Kate virava as bebidas e notou o semblante desconcertado da russa. Assustada com o estado vulnerável e incomum da amiga, Sarah se levantou rapidamente e foi até o balcão.

— Kate? O que aconteceu com você, mulher? — perguntou Sarah, segurando o braço longo de Antropova com firmeza.

— Nada, Sarah… tudo perfeito… a casa é linda, a vida é linda — balbuciou Kate, com os olhos pesados e o riso frouxo que denunciava o excesso de álcool.

Percebendo que a amiga não tinha a menor condição de dirigir ou ficar sozinha, Sarah tomou as chaves do carro de Kate, pediu ajuda para colocá-la no banco do carona e assumiu o volante, guiando de volta até a mansão isolada na colina.

Quando os faróis iluminaram a fachada, já passava da meia-noite. Julia, que não havia conseguido pregar os olhos e andava de um lado para o outro na sala enquanto Gabi e Lucas dormiam exaustos, abriu a porta em um sobressalto ao ouvir o trinco.

Ao se deparar com Sarah Fahr segurando Kate, que mal conseguia firmar as próprias pernas, Julia congelou em choque.

— Meu Deus do céu… o que aconteceu com ela? — exclamou Julia, cobrindo a boca com a mão.

— Ela bebeu quatro copos cheios de bebida forte no bar, quase de uma vez só — explicou Sarah, apoiando o peso de Kate nos ombros com visível desconforto. — Eu a encontrei assim e achei melhor trazê-la imediatamente.

Julia perdeu a fala por alguns segundos. A mistura de raiva, preocupação e ciúme travou sua garganta.

— Subam com ela pela escada… deixem ela na nossa cama, por favor — pediu Julia, com a voz embargada.

Sarah e outra amiga que viera no carro de apoio subiram os degraus ajudando a grandalhona a se deitar. Depositaram Kate cuidadosamente sobre o edredom, tiraram seus sapatos e desceram em silêncio. Antes de cruzar a porta principal, Sarah olhou para Julia com um sentimento nítido de culpa nos olhos por ver a família naquele estado.

— Me desculpa por isso, Ju. Cuida dela — sussurrou a central antes de partir na madrugada fria.

Julia passou o restante da noite em claro, velando o sono pesado e agitado da esposa, checando de tempos em tempos se ela estava respirando bem. Perto do amanhecer, desceu até a cozinha, preparou uma caneca fumegante de chá de camomila com hortelã fresca e subiu novamente. Sentou-se mansamente na beirada do colchão, observando o semblante de Kate suavizar-se com a claridade das cortinas semiabertas.

Passava das dez da manhã quando Kate finalmente piscou, apertando os olhos diante da luz forte. Uma dor de cabeça lancinante pulsava em suas têmporas.

— O que… o que aconteceu? — gemeu ela, levando a mão à testa.

Julia estendeu a caneca morna com delicadeza, o olhar triste, mas desprovido do rancor da véspera.

— Amor, você saiu furiosa e só voltou carregada às quatro da manhã… completamente bêbada.

Kate sentou-se num solavanco, arregalando os olhos e sentindo a culpa esmagar seu peito instantaneamente.

— Nossa… amor, me perdoa! — suplicou Kate, com a voz rouca e os olhos marejados. — Eu juro por tudo que a minha intenção era voltar antes da meia-noite… eu só queria tomar um ar e perdi o controle. Me desculpa mesmo, de verdade.

Julia suspirou fundo, segurando a mão trêmula de Kate entre as suas.

— Eu estive pensando a noite toda — disse Julia, com um tom sereno e compreensivo. — Você tem razão sobre essa casa. Eu estava tão focada em ter um lugar imenso e bonito que não percebi o quanto a mansão nos isola de tudo e nos esgota. Fica longe dos treinos, longe da cidade, longe dos médicos dos meninos… nós passamos mais tempo limpando e nos estressando do que vivendo. Eu quero mudar de casa também.

O alívio lavou o rosto de Kate como uma bênção. Ela sorriu timidamente, o coração aquecido pela maturidade da brasileira.

— Sabe… eu estive pesquisando uns imóveis na Itália mais perto do centro urbano — revelou Kate, puxando o celular do bolso da jaqueta jogada no chão. — Olha essa aqui. Fica pertinho de uma avenida movimentada, perto daquele shopping grande onde a gente gosta de almoçar. Tem varanda, um quintal arborizado e é muito mais prática de cuidar.

Julia pegou o aparelho e começou a deslizar as fotos. Seus olhos verdes brilharam com entusiasmo imediato.

— Amor, essa casa é maravilhosa! Olha esse espaço… é perfeita!

A notícia desceu as escadas com a velocidade do vento. Reunidos na sala, Gabi e Lucas aprovaram o projeto sem hesitar um segundo sequer.

— Se for para sair desse casarão que parece o castelo do Drácula e ir para um lugar perto do shopping, eu empacoto as caixas agora mesmo! — brincou Gabi, aplaudindo.

A partir daquele momento, a movimentação foi implacável. Ligaram para uma transportadora de confiança e contrataram uma equipe com caminhão baú. Durante três horas intensas, todos trabalharam em uníssono: empacotando louças, desmontando estrados leves, encaixando roupas em caixas organizadoras e protegendo os móveis com plástico-bolha. O caminhão encheu rápido sob os olhares curiosos dos vizinhos distantes.

A família seguiu de carro à frente do caminhão para inspecionar a nova moradia antes do desembarque. Ao estacionarem na calçada de paralelepípedos, um suspiro coletivo de encanto tomou conta do grupo. A casa era simplesmente charmosa: possuía uma ampla varanda frontal, uma árvore frondosa no centro do jardim com um balanço de madeira rústica balançando na brisa suave, uma piscina límpida cercada por pedras térmicas e uma garagem espaçosa que abrigaria os veículos dos tios e do casal com folga.

— Uau… que lugar incrível! — comemorou Léo, pulando no asfalto com os olhos fixos na árvore. — Qual vai ser o meu quarto? Cadê a minha cama?

— Calma, meu amor! — riu Julia, segurando a mão do ruivinho enquanto ajeitava o óculos escuro. — A gente já vai escolher o seu cantinho, tá bom?

Ao lado deles, Lucas parecia uma criança de trinta anos que acabara de entrar na Disneylândia. Ele correu até a beirada da piscina, olhando a água cristalina com os olhos arregalados.

— Uau, olha essa água! Ainda tem piscina privativa! Já vou me jogar de roupa e tudo! — anunciou ele, ensaiando um salto ornamental.

— Lucas! Nem pense em pular nessa piscina agora! — berrou Gabi, cruzando os braços e lançando um olhar mortal.

Lucas congelou na ponta dos pés, murchou a postura e baixou a cabeça como um garotinho repreendido na escola.

— Poxa, Gabi… só um tchibum…

— Nós nem descarregamos o caminhão ainda e você nem tá de sunga pra isso! Vira homem e vai trabalhar! — ordenou ela.

— É verdade… você tem toda a razão — murmurou Lucas com uma cara de sonso impagável, arrancando gargalhadas de Kate e Julia.

Com a chegada do caminhão, começou a verdadeira dança da mudança. A prioridade estabelecida por Kate foi cirúrgica: primeiro montaram a sala de estar, depois os quartos para que todos tivessem onde descansar e, por fim, a cozinha. Léo pegou suas caixas de brinquedos e já foi espalhando pistas de corrida no piso de madeira do seu quarto novo, radiante com a liberdade.

Julia não desgrudou do pequeno Noah por quase nada, mantendo o bebê protegido do pó e do barulho. Assim que os tios ajudaram a posicionar o berço no quarto infantil, ela conferiu minuciosamente se o ambiente estava aconchegante, checou a circulação de ar, ajustou o mosquiteiro delicado e deitou o bebê loirinho, que adormeceu instantaneamente ao som suave de uma canção de ninar.

Enquanto isso, no quarto principal, Kate arrumava as roupas nos armários embutidos com um sorriso radiante no rosto. O peso da mansão gigantesca havia desaparecido por completo, dando lugar a uma leveza que há meses ela não experimentava.

Lá fora, os primeiros a inaugurarem a piscina foram Léo e Lucas. Devidamente trajados com bermudas de banho, caíram na água com direito a espirros e gargalhadas. Responsável, Lucas posicionou o sobrinho ruivo na parte rasa da prainha infantil, garantindo que o garoto pudesse brincar com segurança total.

Depois de nadar alguns minutos, Lucas saiu da água, sacudiu as gotas do corpo, vestiu uma camisa decente e correu até o açougue do mercadinho do bairro, a menos de quinhentos metros dali. Voltou com pacotes fartos de picanha, linguiça e queijo coalho, decidido a batizar o novo lar com um autêntico churrasco brasileiro.

Gabi não perdeu tempo: colocou seu biquíni esportivo, prendeu o cabelo num coque firme e mergulhou na piscina, nadando algumas braçadas elegantes antes de se recostar nas espreguiçadeiras à beira da água para tomar sol e vigiar Léo.

Pouco depois, a porta de correr de vidro da sala se abriu. Julia surgiu radiante, vestindo um maiô elegante e carregando Noah no colo. O bebê usava uma sunguinha estampada e um chapeuzinho de praia. Julia aproximou-se da borda com todo o carinho do mundo e posicionou o pequeno dentro de uma boia circular moderna, equipada com proteção inflável contra raios solares que projetava uma sombrinha perfeita sobre os olhos azuis do bebê.

Noah balançava as mãozinhas na água morna, soltando pequenos gritinhos de alegria que arrancavam sorrisos de todos ao redor.

— Amor, vem aqui um pouco — chamou Kate, que acabara de descer da varanda e se aproximou da borda, sentando-se ao lado de Julia e mergulhando as pernas longas na água.

As duas trocaram um olhar cúmplice e profundo. Kate passou o braço pelos ombros de Julia, puxando-a para um beijo calmo e apaixonado, selando a paz e o início de uma nova fase.

— O cheiro tá maravilhoso, Lucas! Não queima a carne, pelo amor de Deus! — gritou Gabi da espreguiçadeira, de olhos fechados sob o sol agradável da Itália.

— Deixa com o mestre churrasqueiro! — respondeu o tio, virando as peças suculentas na grelha que crepitava pertinho da piscina.

Quando a comida ficou pronta, todos se reuniram na mesa ampla da varanda sob a sombra das árvores. Riram das gafes dos últimos dias, celebraram o silêncio aconchegante do novo bairro e desfrutaram do calor da família unida. Entre mergulhos na piscina, o balanço de madeira embalando Léo e as risadas que preenchiam o ar até o pôr do sol, o dia caótico finalmente se transformou no recomeço perfeito que todos tanto precisavam.

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