
Photoshoot
Fandom: Bad Omens
Criado: 21/09/2026
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Fios de Seda e Tinta na Pele
O estúdio fotográfico no centro de Los Angeles estava mergulhado em uma luz âmbar suave, contrastando com o caos organizado de araras de roupas, cabos de iluminação e o cheiro forte de café expresso. Noah Sebastian estava sentado em um sofá de couro no canto, suas pernas longas e musculosas esticadas de forma desajeitada para o móvel. Com seus 1,92m de altura, ele sempre parecia grande demais para espaços comuns, uma presença imponente acentuada pelos ombros largos que sua camiseta preta justa não conseguia esconder.
Ele passou a mão pelos cabelos castanhos, ajeitando a franja curtain bangs que insistia em cair sobre seus olhos de traços asiáticos. Noah estava ali como o bom melhor amigo que era. Nina o convidara para "acompanhá-la em um trabalho", e como ele estava em um raro intervalo entre as turnês do Bad Omens e as sessões exaustivas de estúdio, aceitou sem hesitar. Ele gostava da companhia dela; Nina era o seu porto seguro, a única pessoa que conseguia furar sua bolha de timidez e reserva com uma piada ácida ou uma referência obscura de algum anime dos anos 90.
— Noah, você vai babar no sofá se continuar com essa cara de sono — a voz de Nina ecoou vindo de trás das araras.
Ele soltou uma risada nasalada, o som grave vibrando em seu peito.
— Eu estou acordado, Nina. Só estou tentando entender por que você precisa de apoio moral para tirar fotos de "streetwear".
— Ah, é... sobre isso... — A voz dela soou suspeitosamente divertida.
Nesse momento, Elena, a dona da marca e amiga de longa data de Nina, saiu de trás de uma cortina com um sorriso de orelha a orelha.
— Noah! Que bom que você veio. A Nina me disse que você é ótimo para dar opiniões estéticas. E, honestamente, a nova coleção da Obsidian pede uma energia... intensa.
— O que você quer dizer com intensa? — Noah perguntou, endireitando a postura, os olhos castanhos estreitando-se levemente.
Nina finalmente apareceu, e o ar pareceu fugir dos pulmões de Noah instantaneamente.
Ela não estava usando moletons. Não estava usando jaquetas de couro ou calças cargo. Nina, com seus 1,55m de puro atrevimento, estava vestindo um conjunto de lingerie de renda preta e tiras de cetim que pareciam desenhadas diretamente sobre sua pele clara. O contraste do vermelho vibrante de seu cabelo curto com o preto da peça era violento e hipnotizante. Suas tatuagens, que cobriam grande parte de seu corpo pequeno, mas curvilíneo, pareciam ganhar vida sob as luzes do estúdio.
— Surpresa? — Nina disse, inclinando a cabeça para o lado, um sorriso travesso dançando em seus lábios carnudos.
Noah tentou falar, mas sua garganta parecia ter fechado. Ele, o homem que comandava multidões em festivais de metal, que gritava letras viscerais para milhares de pessoas, estava subitamente mudo. Seus olhos percorreram o corpo dela — a curva do quadril, a delicadeza dos ombros, a forma como a renda abraçava seus seios.
— Nina... o que é isso? — Noah finalmente conseguiu dizer, sua voz soando uma oitava mais grave do que o normal.
— É a nova coleção de luxo da Elena — explicou ela, caminhando em direção ao fundo infinito branco, cada passo fazendo as tiras de seda em suas coxas se moverem. — Ela decidiu mudar o conceito na última hora. Você não se importa de ficar, não é? Ou a visão de uma brasileira ruiva é demais para o seu coração de metaleiro reservado?
— Eu... eu não me importo — mentiu ele, sentindo o calor subir pelo pescoço, por baixo das tatuagens que subiam até a linha da mandíbula.
As fotos começaram. Nina era uma profissional. Como cantora, ela sabia como dominar o palco, e diante da câmera não era diferente. Ela se movia com uma graça felina, posando de formas que faziam o sangue de Noah ferver. Ela sabia exatamente o que estava fazendo. Ela conhecia Noah melhor do que ninguém; sabia que, por trás da fachada de vocalista sério e focado na saúde e no jiu-jitsu, havia um homem intensamente observador e, naquele momento, intensamente provocado.
— Noah, querido, você está muito longe — Elena gritou, sem tirar os olhos da lente. — Venha aqui. Ajude a Nina com o posicionamento. Ela precisa de algo para interagir. Segure o robe para ela, ou apenas fique perto para ela ter uma referência de altura.
Noah se levantou, sentindo-se como um gigante entrando em um campo minado. Ele se aproximou do set, o cheiro do perfume de baunilha e sândalo de Nina o atingindo como um soco.
— Você está suando, Sebastian? — Nina sussurrou quando ele parou a poucos centímetros dela. — O ar-condicionado está ligado.
— Está calor aqui embaixo dessas luzes — ele respondeu, evitando olhar diretamente para o decote dela.
— Sei... — Ela se virou de costas para a câmera e de frente para ele, aproximando-se o suficiente para que Noah pudesse sentir o calor emanando de sua pele. Ela estendeu a mão e tocou levemente o braço tatuado dele, os dedos pequenos traçando o contorno de uma das flores de cerejeira em seu antebraço. — Você está tenso. Seus músculos estão saltando. É o treino de jiu-jitsu ou é outra coisa?
— Nina, foque no trabalho — ele rosnou baixinho, uma advertência que ela ignorou solenemente.
— Eu estou focada. Elena, o que acha desta pose? — Nina jogou a cabeça para trás, expondo a linha da garganta, e puxou levemente uma das alças de renda do ombro, enquanto mantinha o olhar fixo em Noah.
— Perfeito! — exclamou a fotógrafa. — Noah, segure a cintura dela por trás. Quero mostrar o contraste do tamanho das suas mãos com a cintura dela.
Noah hesitou por um segundo. Suas mãos eram grandes, calejadas pelo esforço físico e marcadas pela arte. Ele as posicionou na cintura de Nina, sentindo a pele macia sob seus dedos. Ela era tão pequena perto dele, mas a energia que emanava dela era avassaladora.
— Suas mãos estão frias — ela murmurou, inclinando-se para trás, o corpo pressionado contra o abdômen firme dele. — Mas você está queimando. Consigo sentir seu coração batendo nas minhas costas, Noah. Está bem acelerado para alguém tão "zen".
— Você é um problema, sabia? — Noah disse perto do ouvido dela, sua respiração movendo os fios ruivos de seu cabelo.
— Sou o seu problema favorito — ela retrucou, virando o rosto para olhá-lo de soslaio. — O que foi? O grande Noah Sebastian não consegue lidar com um pouco de renda e pele? Achei que você fosse mais resistente.
— Não me teste, Nina.
— E se eu testar? O que você vai fazer? Vai me dar um sermão sobre como eu deveria estar cuidando da minha voz em vez de te provocar? — Ela deu uma risadinha, um som melódico que sempre o desarmava.
Elena continuava disparando a câmera, capturando a tensão elétrica que agora era palpável no ar. O estúdio parecia ter encolhido. Não havia mais fotógrafa, assistentes ou araras de roupas. Havia apenas o contraste entre a força bruta e contida de Noah e a delicadeza provocativa de Nina.
— Façam uma pausa! — Elena anunciou. — Dez minutos para trocar o cenário e o figurino.
Nina não se afastou imediatamente. Ela permaneceu no círculo dos braços dele, olhando para cima, para o rosto esculpido de Noah. A iluminação destacava seus traços asiáticos, a seriedade de seus olhos castanhos e a curva de seus lábios grossos que ele insistia em morder quando estava nervoso.
— Você está brava comigo? — ela perguntou, o tom provocativo dando lugar a algo um pouco mais suave, quase vulnerável.
— Brava? Não. Eu só... — Noah suspirou, soltando a cintura dela, mas mantendo-se perto. — Você sabe o efeito que tem sobre mim. Sempre soube.
— Eu não sei de nada até que você me diga — ela desafiou, cruzando os braços sobre o peito, o que só serviu para enfatizar ainda mais a lingerie.
Noah olhou ao redor, certificando-se de que ninguém estava prestando atenção. Ele deu um passo à frente, fechando o pouco espaço que restava entre eles, obrigando-a a olhar para cima com o pescoço totalmente inclinado.
— Você quer que eu diga? — ele baixou a voz para um sussurro perigoso. — Eu passei os últimos quarenta minutos tentando lembrar de todas as técnicas de respiração que aprendi para não perder o controle aqui mesmo. Você está magnífica, Nina. E você sabe que eu não olho para você apenas como minha melhor amiga há muito tempo.
O sorriso de Nina vacilou por um segundo, substituído por um brilho de triunfo e desejo.
— Demorou para admitir. O jiu-jitsu te deixou lento para atacar?
— Eu não ataco quem eu quero proteger — ele respondeu, sua mão subindo para acariciar o rosto dela, o polegar traçando o lábio inferior de Nina. — Mas você não está facilitando a minha vida hoje.
— Eu não quero facilitar — ela sussurrou, ficando na ponta dos pés, os lábios a milímetros dos dele. — Eu quero que você perca o controle. Só um pouco.
Noah fechou os olhos por um breve momento, lutando contra o instinto de simplesmente puxá-la para si e esquecer onde estavam. O senso de responsabilidade e sua timidez inerente ainda lutavam contra o desejo, mas a barreira estava ruindo.
— Nina, pronta para o próximo conjunto? — Elena chamou do outro lado do estúdio.
Nina se afastou lentamente, um sorriso vitorioso voltando ao seu rosto.
— Guarde esse pensamento, Sebastian. O próximo conjunto é vermelho. E tem algemas de cetim.
Noah soltou um palavrão baixinho, passando a mão pelo rosto enquanto a via caminhar em direção ao camarim com um rebolado deliberado. Ele se sentou novamente no sofá, tentando recuperar a compostura, mas sabia que era uma causa perdida.
— Café, Noah? — um assistente perguntou, passando por ele.
— Não — Noah respondeu, sua voz ainda rouca. — Eu preciso de água gelada. Muita água gelada.
Alguns minutos depois, Nina voltou. Se o conjunto preto era provocativo, o vermelho era um pecado capital. Eram apenas tiras estrategicamente posicionadas, deixando muito pouco para a imaginação. Ela caminhou até o centro do set e olhou diretamente para Noah, que agora estava com os braços cruzados, os nós dos dedos brancos de tanto apertar os próprios bíceps.
— Noah — Elena chamou novamente —, venha aqui. Preciso que você segure as mãos dela acima da cabeça para uma foto de silhueta.
Noah levantou-se como se estivesse indo para uma execução, mas seus olhos traíam a fome que sentia. Ele caminhou até ela, o silêncio no estúdio sendo quebrado apenas pelo som de seus passos pesados.
— Acima da cabeça, Noah — instruiu Elena.
Ele pegou os pulsos de Nina. Eles eram tão pequenos que ele conseguia envolvê-los completamente com uma só mão. Ele os ergueu, prendendo-os acima da cabeça dela contra a parede de fundo. A posição forçou o corpo de Nina para a frente, arqueando suas costas e pressionando seu peito contra o peito dele.
— Você está tremendo — Nina observou, sua voz era apenas um sopro contra o pescoço dele.
— Cala a boca, Nina — ele murmurou, a voz carregada de uma autoridade que a fez estremecer de prazer.
— Ou o quê? Vai me colocar de castigo? — Ela provocou, movendo o corpo sutilmente contra o dele, sentindo a rigidez por baixo da calça dele. — Parece que alguém está muito feliz em me ajudar com as fotos.
Noah inclinou a cabeça, escondendo o rosto no vão do pescoço dela, inspirando seu cheiro profundamente.
— Se você não parar agora, eu vou levar você daqui e a Elena vai ficar sem a modelo dela pelo resto da tarde.
Nina soltou um gemido baixo, que foi captado apenas por ele.
— Promessa ou ameaça?
— Uma garantia — ele disse, soltando os pulsos dela e virando-se para a fotógrafa. — Elena, acho que já temos fotos suficientes desse ângulo, não?
Elena, percebendo que a tensão entre os dois estava prestes a explodir e causar um incêndio no estúdio, sorriu e guardou a câmera.
— Na verdade, sim. Acho que capturamos exatamente o que a coleção precisava. A "intensidade" que eu mencionei.
Nina relaxou contra a parede, um sorriso de satisfação no rosto. Noah não se afastou; ele permaneceu ali, bloqueando a visão de qualquer outra pessoa no estúdio, agindo como um escudo humano para ela.
— Você é impossível — ele disse, balançando a cabeça, embora seus olhos estivessem cheios de uma afeição profunda e um desejo inegável.
— E você é muito paciente — ela respondeu, passando os braços pelo pescoço dele, ignorando o fato de que ainda estava apenas de lingerie. — Mas a paciência tem limites, Noah. E eu acho que a sua acabou faz tempo.
Noah olhou para ela, a franja caindo sobre os olhos, um sorriso raro e genuíno surgindo em seus lábios.
— Você não tem ideia.
— Então me mostre — ela desafiou. — Assim que eu me trocar, você me leva para jantar. E depois... bem, depois você pode me mostrar o quanto a sua paciência se esgotou.
Noah inclinou-se, finalmente selando o espaço entre eles em um beijo rápido, mas possessivo, que prometia muito mais do que palavras poderiam dizer. O gosto de Nina era tudo o que ele imaginava, e a sensação de seus lábios contra os dela fez todo o esforço de autocontrole das últimas horas parecer uma tortura necessária.
— Vá se trocar — ele ordenou, sua voz soando como um trovão baixo. — Antes que eu mude de ideia sobre esperar até o jantar.
Nina riu, deu um tapinha no rosto dele e correu para o camarim, deixando Noah Sebastian parado no meio do estúdio, tentando lembrar como se respirava, enquanto o mundo geek, o metal e a música pareciam distantes, substituídos pela imagem vibrante de uma ruiva brasileira que acabara de mudar o curso da vida dele para sempre.
Ele olhou para Elena, que estava ocupada guardando o equipamento com um sorrisinho cúmplice.
— Nem uma palavra sobre isso, Elena — Noah avisou, embora não houvesse real veneno em sua voz.
— Minhas fotos dizem tudo o que eu precisaria dizer, Noah — ela respondeu sem olhar para cima. — Só tente não quebrar a minha modelo. Ela tem um show na semana que vem.
Noah soltou uma risada curta e rouca, ajustando a camiseta sobre o peito largo.
— Vou fazer o meu melhor. Mas não prometo nada.
Quando Nina saiu do camarim, vestindo apenas um camisetão de banda e botas, ela parecia a mesma garota de sempre, mas o olhar que trocou com Noah enquanto caminhavam para a saída do estúdio dizia o contrário. A amizade deles havia cruzado uma linha, desenhada em renda preta e seda vermelha, e nenhum dos dois tinha a menor intenção de voltar atrás.
