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Sultan

Fandom: Suleiman the Magnificent, Winx, World of Winx

Criado: 21/09/2026

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O Brilho do Rubi e o Mistério do Horizonte

O sol se punha sobre o chifre de ouro, tingindo as águas do Bósforo com tons de carmesim e ouro, uma paleta que parecia ter sido roubada diretamente dos cabelos de Hurrem Sultana. No terraço do Palácio de Topkapi, Bloom — agora conhecida por todos como a poderosa Hurrem — observava o horizonte com um olhar que misturava a sabedoria de uma sobrevivente e a astúcia de uma rainha. Ela não era mais a jovem escrava que chegara em um navio negreiro, tremendo de medo; ela era a chama que aquecia o coração do Sultão Magnífico e a tempestade que aterrorizava seus inimigos.

Seus dedos, adornados com anéis de esmeraldas pesadas, tamborilaram no parapeito de mármore. Ela sabia que as irmãs de Jim e a Sultana Mãe ainda sussurravam pelos corredores, chamando-a de bruxa, de estrangeira, de usurpadora. Mas o que importava o veneno delas quando ela possuía o amor absoluto do homem mais poderoso do mundo?

— Você sempre olha para o mar como se estivesse esperando uma frota ou planejando uma fuga — a voz profunda e rouca de Jim ecoou atrás dela.

Bloom sorriu, uma curva lenta e graciosa nos lábios, antes de se virar para encarar o marido. Jim, o Sultão, caminhava com a arrogância nata de quem nascera para governar, mas seus olhos, intensos e escuros, suavizavam-se apenas para ela. Ele trajava sedas finas e o turbante ornado com o diamante que simbolizava sua linhagem única — o único sobrevivente de uma dinastia de irmãos que se devoraram pelo poder.

— Eu não planejo fugas, meu Sultão — disse ela, aproximando-se dele e descansando as mãos em seu peito —, pois não há lugar no mundo onde eu estaria mais segura do que em seus braços. Eu apenas observava o destino.

Jim segurou o queixo dela, forçando-a a olhar em seus olhos azuis que tanto lembravam os dele, mas que nela brilhavam com uma determinação feroz.

— O destino é o que eu escrevo com a ponta da minha espada — afirmou Jim, embora houvesse uma sombra de cansaço em seu rosto. — Mas às vezes temo que a tinta desse destino seja o sangue do meu próprio sangue.

— Você fala de Marymard — Bloom suspirou, sentindo a tensão dele. — Ele é seu herdeiro, Jim. Ele o ama.

— Ele é um guerreiro formidável e um diplomata astuto — Jim afastou-se, caminhando até a borda do terraço. — Ele se parece com você, Hurrem. Tem sua inteligência, sua beleza... e sua teimosia. Mas ele é jovem. E no trono otomano, a juventude costuma ter pressa.

— Ele não é como os outros — defendeu ela, a voz firme. — Eu o criei para ser leal.

— O poder corrompe até a mais pura das lealdades — murmurou o Sultão, o peso da coroa parecendo esmagar seus ombros por um momento.

Enquanto o casal real discutia o futuro do império, em uma parte mais isolada dos jardins imperiais, um encontro diferente acontecia. Luna, a Sultana protegida, a joia mais preciosa de Jim, caminhava entre as roseiras com uma elegância que escondia sua natureza implacável. Seus cabelos eram escuros como a noite, uma herança do pai, mas a pele alva e os olhos eram de Bloom. Ela usava um vestido de seda azul que flutuava ao redor de seus tornozelos enquanto ela se aproximava de uma figura que não pertencia àquele mundo de mármore e seda.

Puma, o príncipe nativo de terras distantes, estava agachado perto de uma fonte, observando o mecanismo da água. Ele vestia roupas de couro e adornos de sua tribo, um contraste gritante com a opulência otomana. Ele era forte, com ombros largos e um olhar que parecia enxergar através das paredes do palácio, direto para a alma da natureza.

— É falta de etiqueta ignorar uma Sultana quando ela entra em um jardim — disse Luna, sua voz sendo um chicote de veludo.

Puma levantou-se lentamente, sua postura era ereta e destemida. Ele não se curvou como os cortesãos faziam; ele apenas inclinou levemente a cabeça, mantendo o contato visual.

— Eu não a ignorei, Sultana — respondeu Puma, com um sotaque que Luna achava estranhamente fascinante. — Eu estava apenas ouvindo o que a água tinha a dizer sobre a sua chegada. Ela disse que alguém com o fogo no sangue estava se aproximando.

Luna estreitou os olhos, aproximando-se mais do que a etiqueta permitiria.

— Você é muito ousado para um estrangeiro que está aqui por misericórdia do meu pai.

— Eu não estou aqui por misericórdia — Puma deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. — Estou aqui por aliança. E porque o mundo é grande demais para eu ficar preso em uma única floresta.

— Sou Luna, Luna Sultana, e eu não perdoo insultos — disse ela, a frase que costumava afastar qualquer um que ousasse desafiá-la.

— E eu sou Puma — replicou ele, com um sorriso de canto que fez o coração da jovem Sultana errar uma batida. — E eu não me assusto com nomes, nem com títulos.

Luna sentiu uma irritação prazerosa subir por seu pescoço. Ela era implacável, amada pelo pai e temida pelo harém, mas aquele homem a olhava como se ela fosse apenas uma mulher, e não uma divindade intocável.

— Meu irmão Marymard diz que você é um guerreiro habilidoso — comentou ela, tentando mudar de assunto. — Mas que suas táticas são... primitivas.

— Primitivas? — Puma soltou uma risada curta e seca. — Se o seu irmão sobreviver a uma batalha na selva apenas com uma faca de osso, ele pode chamar minhas táticas do que quiser. Mas por enquanto, ele é apenas um príncipe que aprendeu a lutar em tapetes caros.

— Não ouse falar assim de Marymard! — Luna deu um passo agressivo, o dedo apontado para o peito dele. — Eu sou extremamente protetora com ele. Se você o desrespeitar, eu mesma farei com que você se arrependa.

Puma olhou para o dedo dela em seu peito e depois para o rosto furioso e lindo da princesa.

— Sua lealdade é admirável, Sultana. Mas a verdade não é um insulto. Seu irmão é um diplomata brilhante, mas ele precisa entender que o mundo além destas muralhas não segue as leis do Sultão.

Antes que Luna pudesse responder, passos pesados foram ouvidos no cascalho. Marymard apareceu, vestindo sua armadura de treino, o suor brilhando em sua testa. Ele se parecia tanto com Bloom que, às vezes, Jim sentia um aperto no peito ao olhá-lo — a mesma determinação, o mesmo brilho de inteligência.

— Luna? O que faz aqui com o nosso convidado? — perguntou Marymard, seus olhos alternando entre a irmã e o príncipe nativo.

— Estava apenas ensinando ao Príncipe Puma que a língua dele pode ser tão perigosa quanto uma flecha — respondeu Luna, recompondo-se instantaneamente, a máscara de frieza voltando ao lugar.

Marymard sorriu, aproximando-se e colocando a mão no ombro de Puma.

— Ele tem esse hábito, Luna. Mas Puma é um aliado valioso. O pai quer que ele nos ajude a entender as rotas do novo mundo.

— O novo mundo pode esperar — disse Luna, lançando um último olhar desafiador para Puma. — O velho mundo ainda tem muitos problemas para resolver. Especialmente dentro deste palácio.

Ela se virou e saiu, o balanço de seu vestido indicando sua irritação. Marymard observou a irmã partir e depois olhou para Puma.

— Você tem um talento para irritar a pessoa mais perigosa deste império, meu amigo — disse o herdeiro.

— Ela é como uma tempestade — comentou Puma, ainda olhando para onde Luna desaparecera. — E eu sempre gostei de tempestades.

Enquanto isso, nos aposentos reais, Jim e Bloom observavam a cena de longe, da sacada superior.

— Veja-os — murmurou Jim. — Marymard e Luna. Eles são o nosso legado. Mas sinto que o perigo se aproxima, Hurrem. Minhas irmãs estão conspirando com os vizires. Eles dizem que Marymard é influenciado demais por você, por suas raízes "estrangeiras".

Bloom virou-se para o marido, seus olhos azuis brilhando com uma luz guerreira.

— Deixe que conspirem, Jim. Eles se esquecem de quem eu sou. Eu sobrevivi às correntes, sobrevivi ao mercado de escravos, sobrevivi às intrigas do seu harém. Se eles tocarem em um fio de cabelo dos meus filhos, ou se tentarem tirar o que construímos, eu transformarei este palácio em cinzas.

Jim sorriu, uma expressão de puro orgulho e admiração. Ele a puxou para perto, sentindo o calor da mulher que mudara sua vida.

— É por isso que eu a chamei de Hurrem — sussurrou ele. — Aquela que traz alegria. Mas para os meus inimigos, você é o próprio fogo do inferno.

— Eu sou o que eu preciso ser para proteger o que amo — respondeu ela, antes de beijá-lo com uma paixão que desafiava os anos e as pressões do trono.

A noite caiu sobre Istambul, mas a paz era apenas uma ilusão. Nos corredores escuros, sussurros de traição ganhavam força, enquanto nos jardins, um príncipe estrangeiro e uma sultana indomável começavam um jogo de sedução e poder que poderia mudar o destino do império. E no centro de tudo, Marymard, o herdeiro, preparava-se para uma guerra que ele ainda não sabia se seria travada com espadas ou com o coração.

A dinastia de Jim e Hurrem era forte, mas as raízes do poder otomano eram regadas com sangue. E enquanto Bloom olhava para as estrelas, ela fez uma promessa silenciosa: ninguém, nem o destino, nem a morte, tiraria o trono de sua linhagem. Ela era a Sultana, a guerreira, a sobrevivente. E o mundo ainda ouviria falar muito de Bloom e do Sultão Magnífico.

— Jim — chamou ela, enquanto ele se preparava para se recolher.

— Sim, minha Sultana?

— Mantenha Puma por perto. Ele vê o mundo de forma diferente. E Luna... Luna vai precisar de alguém que não tenha medo dela quando as sombras crescerem.

Jim assentiu, confiando cegamente no instinto da mulher que amava.

— Que assim seja. Mas se ele a magoar, eu mesmo darei o coração dele aos cães.

Bloom riu, um som cristalino que ecoou pelo quarto.

— Oh, Jim. Eu temo mais pelo coração do pobre Puma do que pelo de Luna. Nossa filha não quebra corações... ela os conquista e os governa.

E assim, sob o manto da noite turca, os fios do destino continuavam a se entrelaçar, unindo mundos distantes e corações ambiciosos em uma tapeçaria de amor, poder e perigo iminente.

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