
Robby x Riley
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 24/09/2026
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Tensão de Grafite e Aço
Os corredores daquela academia bizarra sempre carregavam um eco estranho, como o roçar contínuo de folhas ásperas e o rangido sutil de pontas de grafite partindo-se sob pressão excessiva. O ambiente monocromático, recortado com precisão implacável, parecia amplificar qualquer ruído fora do comum. Em uma das salas de armazenamento esquecidas do bloco técnico, Robby tentava concentrar-se em seus próprios afazeres. O pequeno garoto, com sua silhueta esguia e membros longos e escuros, ajustava o chapéu de hélice azul-claro e vermelho que repousava sobre seus cabelos negros e volumosos. Seus óculos de aros pretos escorregavam ligeiramente pelo nariz enquanto seus três dedos em forma de garras seguravam com firmeza a pesada chave inglesa cinza, sua ferramenta inseparável.
No entanto, o silêncio da oficina improvisada não durou muito.
Um som abafado, que começou como um murmúrio ritmado, transformou-se gradualmente em uma risada estridente e descompassada. Não era um riso de alegria ou humor comum, mas algo que beirava o frenesi puro. Robby ergueu a cabeça bruscamente, a pequena hélice em seu chapéu girando de leve com o movimento repentino. Na soleira da porta aberta, apoiada contra o batente com uma postura quase casual, estava Riley.
O contraste visual que ela causava era imediato. Os longos cabelos brancos, presos em um rabo de cavalo alto por um laço preto rígido, caíam sobre os ombros de sua camisa social branca com botões bem alinhados. Sua cauda curta e pontiaguda balançava de um lado para o outro em uma cadência hipnótica, denunciando uma excitação contida que parecia prestes a transbordar. Mas era o rosto dela que realmente congelava o ar ao redor. Os olhos estavam desmedidamente arregalados, fixos em Robby com uma intensidade maníaca, e a boca desenhava um sorriso tão largo e cortante que parecia rasgar o papel da sua própria existência.
Robby deu um meio passo para trás, piscando por trás das lentes grossas. Havia uma curiosidade ingênua nele, típica de quem passava mais tempo tentando decifrar engrenagens do que o comportamento errático de seus colegas, mas o instinto de sobrevivência imediatamente acendeu um sinal de alerta.
— Riley? — perguntou ele, a voz saindo um pouco mais trêmula do que pretendia. — O que... o que você está fazendo aqui? O sinal para o intervalo já tocou faz tempo.
A garota não respondeu de imediato. Seus passos ecoaram de forma seca pelo chão quadriculado enquanto ela avançava. A risada cessou, substituída por um suspiro audível de puro deleite predatório. Ela não desviou o olhar nem por uma fração de segundo, encurralando Robby contra uma das bancadas de metal e madeira compensada.
Antes que ele pudesse levantar a chave inglesa como uma barreira defensiva improvisada, Riley estendeu os braços finos. Suas mãos escuras e precisas pousaram suavemente sobre as bochechas de Robby.
O contato foi inesperadamente calmo em comparação com a energia maníaca que a cercava. Os dedos dela eram firmes, quase gentis, emoldurando o rosto do garoto. A proximidade repentina fez o ar faltar nos pulmões de Robby. Sentir a respiração dela tão próxima, junto ao calor súbito daquele gesto incompreensível, fez com que uma onda de calor subisse diretamente para o seu rosto. Mesmo na tonalidade escura de sua pele de traços simples, o rubor tornou-se evidente, queimando suas bochechas em uma mistura desconcertante de vergonha e constrangimento.
— Você é tão quieto com essas suas ferramentas, sabia? — murmurou ela, inclinando a cabeça de lado com o laço preto balançando suavemente. — Tão concentrado... é quase adorável.
— E-eu só estava tentando calibrar as portas do duto — gaguejou Robby, com o coração disparado contra o peito e a mente girando em pura confusão diante daquela atitude carinhosa.
Mas qualquer vestígio de calor ou timidez evaporou no instante seguinte.
O sorriso de Riley mudou. De uma expressão contemplativa, voltou a se abrir em uma fenda predatória, revelando a loucura latente que a dominava. Com a mão esquerda, que até então permanecia oculta atrás do corpo, ela puxou do bolso largo de sua camisa algo que emitiu um brilho fosco e sombrio sob as lâmpadas fluorescentes: sua faca de lâmina preta.
O metal escuro da lâmina parecia absorver a pouca claridade do ambiente, com a ponta perversamente afiada apontando diretamente para o peito de Robby.
Os olhos de Robby se arregalaram em desespero absoluto. A cor que havia subido às suas bochechas sumiu em um piscar de olhos, substituída por um terror gélido que fez suas pernas fraquejarem.
— F-faca?! Riley, espera, o que você vai fazer?! — gritou ele, tentando recuar, mas suas costas colidiram bruscamente contra a bancada fria.
— Shh... não precisa estragar o momento fazendo tanto barulho — sussurrou ela, rindo baixinho outra vez, um riso trêmulo e perturbador. — Eu só queria ver como as coisas funcionam por dentro. Você conserta peças, não é? Vamos ver se você funciona igual a elas.
O pânico tomou conta do pequeno mecânico. Ele tentou levantar a chave inglesa cinza para tentar afastar a lâmina, mas Riley foi muito mais rápida e experiente em sua sede de violência. Em um movimento fluido e impiedoso, ela soltou a bochecha dele e avançou sobre seus punhos. Com uma força desconcertante para sua anatomia esguia, ela agarrou os pulsos de Robby, torcendo-os de forma calculada até que os três dedos em garra do garoto perdessem a força. A pesada ferramenta caiu no chão com um estrondo metálico ressonante, rolando para debaixo de uma prateleira.
— Solta! Me larga! — Robby debateu-se desesperadamente, chutando o ar e tentando usar os cotovelos para empurrá-la, mas a garota parecia imune aos seus esforços.
Com a faca firmemente segura na mão esquerda e a ponta mantida perigosamente perto da garganta do garoto, Riley usou a outra mão para puxar de um bolso secundário um rolo de corda amarela, brilhante e grossa. Com habilidade assustadora, ela cruzou os pulsos de Robby à frente de seu corpo e começou a laçar a corda em voltas apertadas e implacáveis. Cada puxão fazia a fibra amarela afundar contra os membros negros do garoto, prendendo seus braços em uma trava segura.
Robby arquejou, o suor frio escorrendo por baixo dos óculos escuros, enquanto puxava freneticamente contra os nós. O desespero o sufocava; ele sabia das lendas e dos avisos que rondavam a escola sobre Riley, sobre seu fascínio doentio por lâminas e por marcas vermelhas que manchavam as páginas brancas daquele mundo.
— Riley, por favor, para com isso! Socorro! Alguém—
Ele não conseguiu terminar o apelo. Com um movimento brusco e ensaiado, Riley enfiou uma esfera carmesim rígida entre seus lábios abertos. Uma mordaça de bola, equipada com tiras de couro escuro, foi empurrada contra a boca dele antes que ele pudesse cerrar os dentes. Com agilidade perturbadora, as mãos de Riley puxaram as correias de couro pelas laterais da cabeça de Robby, afivelando-as com precisão atrás de sua nuca. O objeto volumoso forçou sua mandíbula a permanecer aberta, transformando qualquer pedido de socorro ou protesto em murmúrios abafados e desesperados.
— Mmph! Nnngh-mmph! — Robby contorceu a cabeça para os lados, mas as tiras estavam apertadas demais, pressionando firmemente contra seus cabelos pretos.
E Riley ainda não havia terminado.
Antes que ele pudesse se acostumar com a impossibilidade de falar, um tecido preto e denso cobriu seus óculos, descendo sobre seus olhos em uma venda opaca que foi amarrada com firmeza. De repente, todo o mundo ao redor de Robby desapareceu em uma escuridão completa e sufocante. A perda da visão ampliou todos os seus outros sentidos: o som do gotejar distante de um cano, o zumbido elétrico da iluminação e, acima de tudo, a respiração compassada e fria de Riley bem à sua frente.
Robby sacudiu o torso com violência, puxando as cordas amarelas com todas as forças que seus braços magros possuíam. Seus sapatos pretos batiam contra o piso enquanto ele tentava encontrar algum ponto de apoio para empurrar a agressora para longe, emitindo grunhidos frenéticos através da bola vermelha presa em sua boca.
— Shh, shh, calma, mecânico... — a voz de Riley soou suave, quase divertida, vindo de uma direção que ele não conseguia precisar com exatidão.
De repente, Robby estremeceu dos pés à cabeça ao sentir algo gélido encostar-se à sua pele. A lâmina plana da faca preta deslizou lentamente pela lateral de seu rosto vendado, descendo pelo seu queixo até repousar de leve sobre a gola polo de sua camisa preta. O metal estava incrivelmente frio, contrastando com o calor febril que o medo gerava em seu corpo.
Riley passou a ponta da lâmina pela fivela de couro da mordaça, produzindo um pequeno estalo provocador, rindo baixo ao ver como Robby encolhia os ombros a cada movimento do aço.
— Olha como você treme — disse ela, o tom carregado de uma satisfação cruel. — É tão fascinante quando vocês perdem o controle das coisas, sabia? Você sempre parece saber consertar tudo, mas agora não consegue nem segurar a sua chavezinha.
Robby continuava a debater-se, gemendo alto contra o couro e a borracha, tentando usar os ombros para desviar da faca invisível. O terror de sentir o corte a qualquer instante fazia seu peito subir e descer em um ritmo caótico.
Com um puxão firme, Riley forçou-o a perder o equilíbrio das pernas. Sem a visão e com os braços presos, Robby não conseguiu evitar a queda, sendo guiado até sentar-se abruptamente sobre o chão gelado da sala. Suas costas bateram contra a base de ferro de um armário, e Riley empurrou suas pernas para a frente, forçando-o a ficar com os membros esticados sobre o piso quadriculado.
Ofegante, cego e amordaçado, Robby tentou encolher as pernas para proteger o próprio corpo, mas sentiu mãos firmes tocarem os seus sapatos pretos.
Riley ajoelhou-se diante dele, soltando temporariamente a faca sobre o próprio colo para segurar os pés do garoto. Suas mãos subiram lentamente dos calçados para as pontas dos tornozelos, traçando a linha de seus membros escuros com uma calma desconcertante. O toque não era violento nem cortante como ele temia; era deliberado, suave e absurdamente invasivo.
A sensação daquelas mãos percorrendo seus pés e tornozelos com tamanha lentidão pegou Robby completamente desarmado. Toda a tensão agressiva da tentativa de luta colapsou em um choque sensorial confuso. O rubor que havia desaparecido sob o pavor da lâmina voltou a subir furiosamente por seu pescoço invisível, queimando suas orelhas e bochechas por trás da venda preta.
— Mmmph?! — Ele soltou um murmúrio agudo, puxando as pernas em um espasmo, mas Riley manteve as mãos onde estavam, massageando a sola de seus sapatos e apertando de leve a ponta dos seus pés, inclinando o corpo para a frente para admirar a reação desconsertada dele.
— Tão sensível... — Riley soltou uma risadinha abafada, a cauda pontiaguda batendo ritmicamente contra o chão em sinal de excitação absoluta. — Não precisa ficar com tanta vergonha, Robby. Eu só estou garantindo que você não vai fugir correndo antes que a gente termine de brincar.
Robby fechou as pálpebras com força por baixo da venda, mordendo a bola de borracha involuntariamente. O calor em seu rosto contrastava horrivelmente com o frio da sala e o medo primitivo da faca que ele sabia ainda estar ali, ao alcance fácil da mão da garota. Ele estava completamente vulnerável: incapaz de enxergar, incapaz de gritar por socorro, com os pulsos amarrados pela corda amarela e com os pés mantidos sob o domínio direto daquela figura imprevisível.
Riley inclinou-se ainda mais perto, recolocando a mão na faca preta e apoiando o queixo nos joelhos esticados do garoto, observando os tremores contínuos de Robby com um olhar brilhante, faminto e completamente enlouquecido.
— Agora — sussurrou ela, sua voz ecoando macabra na escuridão dele —, vamos ver quanto barulho você consegue fazer aí dentro.
