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primeira vez

Fandom: f1

Criado: 26/09/2026

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RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoHistória DomésticaRealismoLinguagem Explícita
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Marcas e Recomeços

O eco das celebrações de Monza ainda ressoava nos ouvidos de Alicia Leclerc. Das janelas do luxuoso hotel nos arredores de Milão, a noite italiana parecia calma, um contraste gritante com o caos vibrante do paddock horas antes, quando Lando Norris cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.

Alicia estava sentada na ponta da cama de casal, vestindo apenas uma camiseta preta imensa de Lando, que caía até a metade de suas coxas, escondendo a calcinha de renda branca por baixo. Seus longos cabelos loiros ainda estavam úmidos do banho recém-tomado, e seus olhos verdes fitavam a porta do banheiro, de onde vinha o som da água sendo desligada.

Eles estavam juntos há quase seis meses. Um segredo mantido a sete chaves. Não apenas pelo receio da reação protetora de Charles, irmão mais velho de Alicia e rival de pista de Lando, mas principalmente para protegê-la do julgamento impiedoso das redes sociais e das fãs do britânico. Ao longo desses meses, os dois haviam compartilhado carinhos ardentes, beijos roubados em cantos escuros do motorhome e sussurros que faziam o sangue ferver, mas Alicia sempre recuava antes do passo final. Ela inventava cansaço, dores repentinas ou o medo de serem descobertos. A verdade, no entanto, era mais complexa: ela era virgem e carregava fantasmas pesados demais.

A porta do banheiro se abriu em meio a uma névoa de vapor quente.

Lando surgiu secando os cachos castanhos com uma toalha pequena, enquanto uma maior permanecia amarrada de forma frouxa em seu quadril. Alicia prendeu a respiração. Era a primeira vez que ela realmente parava para analisar o corpo do namorado sem a pressa do medo. Os ombros largos moldados pela força das curvas velozes, as linhas definidas do abdômen, os braços firmes e a postura naturalmente confiante. Sob a toalha branca, mesmo em repouso, havia um contorno evidente que fez o ar faltar nos pulmões da loira.

Sem conseguir conter o impulso da mente agitada, Alicia mordeu o lábio inferior e soltou em tom quase inaudível, mas audível o bastante para quebrar o silêncio:

— Você é... grande.

Lando parou no meio do caminho, baixando a toalha de rosto com um sorriso ladino e travesso que fez os olhos azuis dele brilharem de divertimento.

— Falando de quê exatamente, amor? — provocou ele, aproximando-se da cama a passos lentos e calculados. — Da vitória de hoje ou do que você está encarando sem a menor vergonha?

Alicia sentiu o rosto queimar instantaneamente, mas seu corpo reagiu de forma muito mais visceral. Um calor súbito se espalhou por entre suas pernas, uma sensação úmida e formigante que a fez cruzar os joelhos com discrição.

— Não seja convencido, Norris — tentou disfarçar, mas a voz saiu mais trêmula do que pretendia.

— Convencido? — Lando riu baixo, uma risada rouca e envolvente. Ele se jogou na cama ao lado dela, apoiando a cabeça em um dos braços, invadindo o espaço de Alicia até que ela sentisse o cheiro fresco de sabonete e loção pós-barba. — Você estava praticamente babando, Alicia. E seus olhos não mentem. Nem a respiração.

Tomada por uma coragem inesperada que lutava contra sua habitual timidez, Alicia levou a mão ao abdômen do piloto. A ponta de suas unhas roçou a pele morna, sentindo os músculos dele se contraírem com o toque. No entanto, o susto com a própria audácia a fez recolher a mão de volta quase no mesmo instante.

Lando não permitiu que ela fugisse. Rápido e atento, ele segurou suavemente o pulso dela, devolvendo a mão de Alicia para o seu peito, logo acima do coração que batia forte.

— Não precisa recuar — sussurrou ele, a voz perdendo o tom de zombaria e ganhando uma intensidade doce. — Você pode me tocar o quanto quiser. Sempre que quiser.

Com a outra mão, Lando começou a explorar. Seus dedos desceram lentamente pela coxa exposta de Alicia, fazendo os pelos da pele clara se arrepiarem a cada milímetro percorrido. Alicia estremeceu, seus olhos verdes fixos nos azuis dele, que agora pareciam mais escuros pela dilatação das pupilas.

Ele deslizou os dedos por baixo da barra da camiseta, encontrando a lateral da calcinha rendada. Ao tocar o tecido no centro, Lando sentiu a umidade evidente que manchava a renda branca.

— Olha só isso... — murmurou ele contra o pescoço dela, deixando um beijo molhado logo abaixo do lóbulo da orelha. — Tão provocadora com as palavras, mas olha como você já está me esperando. Está tão quente, amor.

Alicia soltou um gemido abafado quando os dedos compridos de Lando afastaram levemente o tecido e encontraram sua intimidade. Era um território que ninguém jamais havia tocado daquela forma, com tanta atenção e cuidado. Ele começou a acariciar seu ponto mais sensível em círculos lentos, ritmados, saboreando cada arquejar que escapava dos lábios dela.

— Lando... — ela suspirou, as mãos agarrando os lençóis de algodão egípcio.

— Relaxa para mim, amor. Só sente — pediu ele em sussurro, enquanto introduzia um único dedo devagar, maravilhado com o calor envolvente. Lando notou o aperto descomunal, a forma como a musculatura dela parecia incrivelmente estreita e relutante, acolhendo-o milímetro a milímetro. Ele pensou apenas no quanto ela devia estar tensa pelo momento, sem desconfiar da verdadeira razão.

Sentindo uma onda irresistível de desejo misturada com a vontade de fazê-lo sentir o mesmo, Alicia desceu a mão trêmula até o quadril dele. Seus dedos tocaram hesitantes o volume sob a toalha. A rigidez evidente do piloto fez o coração dela disparar de novo. Quando ela pensou em puxar a mão, insegura e desajeitada, Lando segurou seus dedos mais uma vez, guiando-os por baixo do tecido atoalhado.

— Não para — pediu ele, a voz quebrando pela surpresa do toque. — Segura aqui. Isso... assim.

Alicia segurou-o, mas seus movimentos eram duros, incertos, sem saber que ritmo impor. Lando percebeu a confusão inocente dela e, cobrindo a mão de Alicia com a sua própria, começou a conduzi-la num movimento contínuo de subida e descida.

— Desliza a mão devagar, até o topo... — instruiu ele no ouvido dela, a respiração quente atiçando a nuca da fotógrafa. — Isso, aperta um pouquinho aqui na ponta, mas sem força excessiva. Perfeito... você aprende rápido demais, amor. Desse jeito você me enlouquece antes da hora.

Enquanto a guiava, a mão livre de Lando subiu para os seios dela por cima da camiseta larga. Ele massageou a carne macia através do algodão, sentindo imediatamente os mamilos endurecerem contra a palma.

— Olha como eles ficam duros só com o tecido roçando — ele comentou com uma safadeza afetuosa, fazendo Alicia corar intensamente. — Você é tão linda, Alicia. Tão responsiva a tudo que eu faço.

Num movimento deliberado, Lando puxou a camiseta para cima. Alicia teve um reflexo quase instintivo de cruzar os braços sobre o peito para se cobrir, tomada por uma súbita vergonha, mas Lando segurou seus pulsos delicadamente, beijando o dorso de suas mãos antes de afastá-las devagar.

— Deixa eu olhar para você — pediu ele, a voz macia e cheia de reverência.

Ele desceu a boca até os seios dela, envolvendo um dos mamilos em sua boca quente enquanto sua mão descia para apertar com firmeza a curva arredondada do quadril e da bunda dela, puxando o corpo pequeno para mais perto do seu. Alicia arfou alto, entrelaçando os dedos nos cachos do britânico, dividida entre o prazer desconhecido e o medo primitivo que insistia em sussurrar lembranças dolorosas em sua cabeça.

Mas Lando era piloto; ele vivia de ler detalhes microscópicos em frações de segundo. Ao sentir o corpo dela congelar por um instante sob o peso do toque, ele parou imediatamente. Afastou o rosto, olhando nos olhos de Alicia, notando as lágrimas contidas que faziam os olhos verdes brilharem sob a luz amarelada dos abajures.

— Ei... — disse ele com ternura, acariciando o rosto dela com a ponta dos dedos. — O que foi? Eu machuquei você? Fui rápido demais?

Alicia balançou a cabeça negativamente, mas o queixo tremia.

— Não... você não fez nada de errado, Lando. Você é perfeito.

— Então por que você está assim, tão assustada? — perguntou ele, deitando-se completamente ao lado dela, puxando o lençol para cobri-los até a cintura e tirando qualquer tom de cobrança do ar. — A gente para agora se você quiser. Só me diz o que está passando por essa cabeça linda.

A doçura do piloto finalmente desmoronou as últimas barreiras de defesa que Alicia erguera com tanto sacrifício. As lágrimas rolaram silenciosas pelo rosto dela.

— Meu último namorado... antes de você — começou ela, a voz fraca, quebrando o silêncio que guardara por anos. — Ele não era como você, Lando. Ele era agressivo. Toda vez que eu dizia não, toda vez que eu dizia que não estava pronta ou que queria esperar... ele perdia o controle. Ele me batia.

Lando sentiu o sangue gelar nas veias. O olhar do jovem mudou de desejo para uma dor profunda e indignação contida. Ele não interrompeu, apenas apertou a mão de Alicia contra o próprio peito, ouvindo atentamente cada palavra.

— Uma noite, ele tentou me forçar enquanto eu tinha bebido demais em uma festa — continuou Alicia, encarando as próprias mãos trêmulas. — Eu consegui fugir, mas fiquei com marcas por semanas. Marcas que eu escondi de todo mundo, inclusive do Charles. Eu tinha pânico de chegar a esse ponto com alguém de novo. Eu tinha medo de você ficar bravo quando eu hesitasse... ou de você me odiar por não saber o que fazer. Eu nunca estive com ninguém, Lando. Ninguém.

O silêncio reinou no quarto por alguns segundos, interrompido apenas pelo som da respiração descompassada dela.

Lando não disse nada de imediato. Ele apenas se aproximou, envolveu Alicia com os dois braços e a puxou para seu peito, beijando o topo de sua cabeça, suas têmporas e secando as lágrimas nas bochechas dela com os polegares.

— Ninguém nunca mais vai encostar um dedo em você para te machucar, Alicia. Nunca — afirmou ele com uma firmeza solene que ela jamais vira no garoto brincalhão das pistas. — Você ouviu bem? Você está segura aqui comigo. Comigo, a sua palavra é a única regra. Se você quiser parar no meio, a gente para. Se quiser só dormir abraçada, a gente só dorme. Você manda em tudo.

— Eu não quero parar — sussurrou ela, erguendo o rosto para encará-lo, sentindo o peso invisível de anos sumir dos ombros. — Eu quero você, Lando. Eu confio em você.

O beijo que se seguiu foi diferente de todos os anteriores. Carregava uma ternura infinita, uma promessa silenciosa de paciência e cuidado. Lando desceu o corpo sobre o dela com extrema delicadeza, sustentando o próprio peso nos antebraços para não pressioná-la.

Ele beijou seus lábios, seu queixo, descendo pelo pescoço, murmurando palavras doces e carinhosas entre cada toque. Lentamente, ele voltou a preparar o corpo dela, garantindo que o medo não endurecesse seus músculos novamente. Alicia relaxou aos poucos, acolhendo as carícias, deixando que a excitação tomasse o lugar do pavor.

Quando Lando se posicionou entre as pernas dela, seus olhares se cruzaram. Não havia preservativo à mão, nenhum pensamento frio de precaução naquele segundo de entrega total; havia apenas o desejo de estarem conectados, pele contra pele, coração com coração.

— Olha para mim, amor — sussurrou ele, guiando-se devagar até a entrada estreita dela. — Qualquer incômodo, você me avisa.

Lando pressionou para frente com suavidade. No momento em que começou a deslizar para dentro, sentiu uma resistência quase impenetrável, um calor e um aperto tão intensos que o fizeram prender o ar. O corpo de Alicia se contraiu em torno dele com uma força inacreditável, confirmando a verdade que ela acabara de revelar: ela era intocada. Completamente pura.

— Droga, você é tão apertada... — murmurou ele, com a voz embargada pela sensação avassaladora, parando o movimento para que ela se acostumasse com a presença dele. — Você é tão linda, Alicia. Respira fundo... eu estou bem aqui com você.

Alicia soltou um suspiro trêmulo, sentindo a plenitude do preenchimento que afastava qualquer resquício de dor do passado, substituindo as cicatrizes antigas pela presença carinhosa do namorado. Ela envolveu os quadris dele com as pernas, puxando-o levemente para si.

— Pode continuar... Lando, por favor.

Ele avançou devagar, rompendo a barreira final em um movimento contínuo e cuidadoso, até estar completamente imerso nela. Lando apoiou a testa contra a de Alicia, fechando os olhos por um segundo enquanto os dois respiravam o mesmo ar, unidos de uma forma que ia muito além das pistas, dos títulos ou de qualquer barreira pública.

— Minha garota — ele sussurrou contra os lábios dela, começando um ritmo lento, profundo e compassado, garantindo que cada toque fosse um lembrete do quanto ela era amada e respeitada.

Ali, naquele quarto em Monza, Alicia finalmente deixou o medo no passado, descobrindo que o amor verdadeiro não deixava marcas de dor, apenas a certeza doce de estar no lugar certo.

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