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Fandom: Bts
Criado: 28/09/2026
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Doce Desespero e Presas Afiadas
O ar dentro do quarto estava tão espesso que parecia quase impossível respirar. O aroma adocicado de jasmim e baunilha pura transbordava pelas frestas da porta, carregado com o desespero febril que apenas um ômega lúpus em pleno ápice de seu cio conseguia emanar.
No centro da cama desfeita, cercado por lençóis revirados e camisas pretas que roubara do closet, Chimy arfava. Seu corpo miúdo e curvilíneo tremia violentamente, a pele alva brilhando com uma camada fina de suor quente. Ele apertava um travesseiro contra o peito, choramingando baixinho a cada contração dolorosa e deliciosa que pulsava no fundo de seu ventre. A necessidade era avassaladora, rasgava suas entranhas e o deixava cego, incapaz de pensar em qualquer outra coisa que não fosse ser preenchido, quebrado e reconstruído pelas mãos do seu alfa.
Um rangido pesado na porta ecoou pelo quarto.
Chimy ergueu os olhos nublados e marejados de lágrimas, os lábios cheios entreabertos soltando um gemido sôfrego no instante em que a silhueta alta e imponente cruzou o limiar.
Jun estava parado ali. Seus ombros largos pareciam ocupar todo o batente, e a aura pesada, escura e intimidadora de um alfa lúpus puro atingiu o ambiente como uma onda de choque. O cheiro de madeira queimada, terra molhada e couro misturou-se imediatamente à doçura açucarada de Chimy, criando uma tempestade sensorial sufocante. Os olhos de Jun brilhavam em um tom rubro perigoso, a mandíbula travada enquanto ele lutava para manter o mínimo resquício de sanidade diante da visão do seu parceiro totalmente desamparado.
— Jun... — choramingou Chimy, a voz manhosa, arrastada pelo delírio do calor. Ele jogou o travesseiro para o lado e rastejou de quatro até a beirada do colchão, empinando os quadris de forma descarada. — Você demorou tanto... Tá doendo, Junnie. Dói muito...
O alfa não respondeu de imediato. Ele apenas fechou a porta atrás de si, trancando a fechadura com um estalo metálico que soou como uma sentença definitiva. Ele arrancou a jaqueta de couro e a jogou no chão sem desviar o olhar do ômega que tremia diante de si.
— Eu mandei você ficar quieto no ninho até eu voltar — rosnou Jun, a voz rouca, vibrando no peito como um trovão distante.
— Não dá! — Chimy fez um bico birrento, as lágrimas escorrendo pelas bochechas coradas enquanto ele se contorcia, esfregando as coxas úmidas uma na outra. — O ninho tá frio sem você. Eu quero você aqui... agora! Vem logo, alfa... por favor...
A audácia manhosa do ômega somada àquele cheiro insano foi a faísca que detonou a pouca compostura de Jun.
Com passos pesados e predatórios, o alfa cruzou a distância entre eles. Antes que Chimy pudesse soltar mais um lamento dengoso, uma mão grande e áspera fechou-se com força ao redor de sua garganta, sem apertar o suficiente para sufocar, mas com pressão o bastante para deixar claro quem dominava aquele espaço. Jun o empurrou contra o colchão, subindo na cama logo em seguida e prendendo os quadris do ômega com o peso de seu corpo musculoso.
— Você fala demais quando está no cio, pirralho — disse Jun, os dentes quase roçando na bochecha febril de Chimy.
— Porque você é muito devagar! — reclamou o ômega, mesmo com a respiração falha pela pegada firme em seu pescoço. Ele arqueou as costas, esfregando o membro já vazando lubrificação contra a calça jeans de Jun. — Me morde... Me rasga logo, Jun... Eu tô queimando!
— Você não aguenta — Jun cuspiu as palavras contra a pele macia da orelha do menor —, e fica me desafiando desse jeito.
— Eu aguento tudo o que você fizer — provocou Chimy, manhoso, os olhos brilhando em desafio úmido. — Anda, alfa. Prova que você manda em mim.
Um rosnado feroz escapou da garganta de Jun. Ele soltou o pescoço do menor apenas para agarrar a gola da camisa fina que Chimy usava e rasgá-la de cima a baixo em um único movimento bruto. O tecido se partiu como papel, expondo o peito leitoso e arfante, os mamilos já eretos e sensíveis ao ar fresco do quarto.
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