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Um lobo sedento

Fandom: Wednesday

Criado: 01/10/2026

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OmegaversoPWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem ExplícitaViolência GráficaSombrioNoir GóticoDor/ConfortoHistória Doméstica
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Garras, Febre e Segredos na Floresta

O ar dentro da cabana de madeira estava denso, saturado com um odor que faria qualquer lobisomem comum a quilômetros de distância perder a razão. Era uma mistura inebriante de baunilha doce, morangos silvestres e a eletricidade crua de feromônios lupinos em ebulição. Para qualquer outra pessoa em Nevermore, aquele acampamento obrigatório de outono na floresta de Cobblestone era um exercício patético de socialização forçada e cantoria ridícula ao redor de fogueiras. Para Wednesday Addams, no entanto, havia se tornado uma operação de contenção de alta periculosidade.

Wednesday odiava o acampamento. Odiava as árvores que insistiam em soltar pólen, odiava os monitores animados com apitos estridentes e, acima de tudo, odiava a existência de cada um de seus colegas de classe. A humanidade, com raras exceções que ela podia contar em uma mão decepada, era uma praga biológica.

A única exceção a todas as suas regras estava deitada no colchão estreito no canto da cabana isolada, contorcendo-se entre lençóis empapados de suor e garras que já haviam rasgado duas fronhas.

Enid Sinclair estava no auge de seu primeiro cio verdadeiramente descontrolado desde que finalmente havia se transformado por completo. Uma ômega recém-desperta, isolada na floresta, durante uma lua quase cheia e bem no meio de uma excursão escolar.

— W-Willa... — A voz de Enid saiu como um choramingo rouco, agudo e manhoso, que fez a espinha de Wednesday arrepiar de uma maneira que nenhuma lâmina de guilhotina jamais conseguiu. — Por favor... tá queimando tanto...

Wednesday deu um passo comedido em direção à cama, mantendo sua postura impecavelmente ereta, vestida com seu habitual uniforme preto modificado, imune ao calor abafado da noite. Em sua mão pálida, segurava uma toalha embebida em água fria de nascente.

— Eu avisei que o chá de beladona e raiz de valeriana teria amenizado os picos hormonais — disse Wednesday, com sua voz monocórdica, embora seus olhos escuros varressem o corpo da namorada com uma intensidade quase obsessiva. — Mas você insistiu em dizer que marshmallows assados eram uma fonte superior de conforto térmico.

— Chá de beladona tem gosto de morte, Wednesday! — Enid soltou um rosnado frustrado, virando-se de barriga para cima. Os olhos azuis da loira estavam marejados, as pupilas completamente dilatadas, engolindo a íris até restar apenas uma borda fina de cor. As unhas pintadas em tons pastéis agora eram garras afiadas que cravavam no colchão. — E eu não quero chá... eu quero você. Você sabe o que eu preciso, sua gótica teimosa.

Enid puxou a barra de seu suéter rosa gigante, que já estava jogado para o lado, revelando a pele brilhante de suor, o peito subindo e descendo com uma respiração entrecortada. A loba estava agitada, descarada, completamente tomada pelos instintos de acasalamento que exigiam apenas uma coisa: a presença, o toque e a possessão de sua parceira.

Wednesday sentou-se na beirada do colchão. Com uma delicadeza cirúrgica que reservava estritamente para Enid, ela pousou o pano úmido na testa febril da garota.

— Controle seus impulsos, Sinclair. Se os monitores ouvirem seus gemidos lupinos a esta distância, serei forçada a usar meu machado de arremesso neles. E enterrar corpos em solo úmido de floresta estraga minhas botas de verniz.

Enid soltou uma risadinha ofegante, manhosa, e com um movimento rápido e felino demais para um canídeo, agarrou o pulso de Wednesday. O calor da pele da loira parecia ferro em brasa contra a temperatura cadavérica da Addams.

— Então feche a minha boca — desafiou a loba, os dentes caninos salientes roçando o lábio inferior ressecado. — Você adora bancar a fria e calculista, mas o seu cheiro mudou no segundo em que entrou por aquela porta. Eu consigo sentir, sabia?

Wednesday não recuou. Ela nunca recuava. Seus olhos se estreitaram, focando na respiração curta da namorada. Enid estava certa, e Wednesday odiava admitir quando alguém além dela mesma tinha razão, mas com a biologia peculiar que possuía, negar a reação de seu próprio corpo seria cientificamente desonesto.

Sendo intersexual, Wednesday carregava uma anatomia que a afastava ainda mais dos padrões mundanos que tanto desprezava. Uma condição que seus ancestrais consideravam uma bênção sombria e que a tornava perfeitamente compatível, de forma brutal e primal, com as necessidades mais vorazes de uma loba em calor. Aquele calor doce de Enid acordava algo antigo e possessivo sob a casca de gelo e morbidez de Wednesday.

— Você está delirando pela febre — murmurou Wednesday, mas inclinou o rosto para frente, permitindo que a respiração quente de Enid batesse contra seus lábios.

— Não estou — sibilou a ômega, puxando Wednesday com força bruta pela gola da camisa preta. — Eu te amo, Willa. Eu amo tudo em você. Até esse seu jeito sádico... mas se você não me tocar agora, eu vou uivar tão alto que a floresta inteira vai acordar.

— Uma ameaça admirável — Wednesday sussurrou, deslizando os dedos frios pela linha da mandíbula de Enid, descendo pelo pescoço pulsante até a clavícula delicada. — No entanto, a dor de um desejo não saciado é uma excelente ferramenta de tortura psicológica. Eu pretendia observar sua resistência por mais quarenta minutos.

— Wednesday Addams! — Enid choramingou alto, jogando a cabeça para trás quando os dedos gélidos da morena encontraram um ponto sensível sob sua orelha. A perna de Enid, inquieta, esfregou-se contra a coxa de Wednesday, sentindo a rigidez reveladora por baixo do tecido grosso das calças da outra. Um sorriso travesso e malicioso curvou os lábios da loba. — Olha só quem tá mentindo... Você quer tanto quanto eu.

— Observação empírica não é consentimento tácito — rebateu Wednesday, mas sua voz perdeu um pouco da firmeza habitual, tornando-se mais baixa, áspera, carregada de uma reverência sombria.

Ela não resistiu mais. Wednesday capturou a boca de Enid em um beijo impiedoso.

O choque térmico foi imediato. O frio glacial de Wednesday colidiu com a fornalha viva que era Enid. A loira gemeu contra a boca da namorada, abrindo espaço para a língua invasiva de Wednesday, que explorava com a precisão de um anatomista e a fome reprimida de quem passou dias contendo o monstro sob a pele. Enid envolveu suas pernas ao redor dos quadris de Wednesday com uma força quase esmagadora, suas garras arranhando as costas do casaco preto, exigindo mais fricção, mais peso, mais alívio.

Quando se separaram por um milímetro, um fio de saliva prateado unia seus lábios na penumbra da cabana. A respiração de ambas se misturava no ar pesado.

— Você é insaciável — murmurou Wednesday, os olhos brilhando com um fogo negro.

— Culpa sua — ofegou Enid, rebolando descaradamente para cima, buscando alinhar seu centro encharcado e febril contra a saliência rígida e proeminente entre as pernas de Wednesday. Um tremor violento percorreu o corpo da loba ao sentir o volume imponente que Wednesday guardava. — Você foi feita sob medida pra mim, Willa. Ninguém mais tem o que você tem. Ninguém mais me aguenta assim...

— Porque qualquer outro sucumbiria à sua histeria canina — disse Wednesday, desabotoando as próprias calças com uma calma deliberada que beirava o sadismo. — Mas eu tenho uma tolerância infinita para suas bizarrices, Enid.

— Menos conversa, Addams — implorou a loira, a voz oscilando entre o comando de uma fera e a submissão desesperada de uma ômega entregue ao cio. — Entra logo... por favor... me marca, me quebra, faz qualquer coisa!

Wednesday livrou-se do peso desnecessário de suas roupas inferiores, revelando-se completamente para a luz fraca da lua que entrava pela janela de vidro sujo. Seu membro, grosso, ereto e reluzente de desejo contido, pulsava no mesmo ritmo acelerado do coração de sua loba. Enid olhou para baixo e soltou um gemido faminto, as pupilas quase engolindo qualquer resquício de sanidade.

Com cuidado meticuloso, mas sem hesitação, Wednesday puxou o pequeno short de algodão e a calcinha de Enid, descartando-os no chão de tábuas de madeira. A visão entre as coxas da loira era um espetáculo visceral: o centro feminino de Enid estava banhado em seus próprios fluidos translúcidos e brilhantes, a abertura dilatada e pedindo desesperadamente por preenchimento.

Wednesday posicionou-se entre as pernas abertas de Enid. A pele pálida e fria em contraste absoluto com a derme bronzeada e febril da loira.

— Diga meu nome — exigiu Wednesday, apoiando as duas mãos espalmadas na cama, ao lado da cabeça de Enid, prendendo-a em sua própria teia de sombras. — Quero que a floresta saiba quem é a dona da sua coleira esta noite.

Enid mordeu o próprio lábio, os olhos cintilando em ouro e azul.

— Wednesday... minha Wednesday... por favor!

Sem mais avisos, Wednesday empurrou os quadris para a frente, enterrando-se de uma só vez na profundeza escaldante da loba.

O grito que escapou da garganta de Enid foi abafado pela boca de Wednesday, que a calou com outro beijo selvagem. O aperto interno de Enid era quase sufocante; as paredes musculares da ômega pulsavam e se contraíam com uma voracidade que tentava ordenhar cada gota de energia da morena. Era como afundar no próprio caldeirão das bruxas de Macbeth: fervente, pegajoso, irresistível.

Wednesday fechou os olhos com força, soltando um grunhido gutural baixo contra os lábios de Enid. Suas mãos agarraram as coxas fartas da namorada, puxando-a ainda mais para cima, fincando-se até a base, sentindo o calor esmagador acolher seu tamanho por inteiro.

— Deus... — escapou por entre os dentes cerrados de Wednesday, uma das poucas vezes em que seu autocontrole quebrava em mil pedaços.

— Tão bom... tão cheia... — Enid balbuciava entre soluços de alívio e prazer puro, cravando as garras nos ombros de Wednesday, rompendo o tecido da camisa e arranhando a carne pálida abaixo, tirando gotas minúsculas de sangue que Wednesday apenas saboreou como o mais doce tributo. — Mais, Willa... bate forte, não para!

Wednesday obedeceu à sua maneira. Ela estabeleceu um ritmo metódico, brutal e implacável. Retirava-se quase por completo, expondo a carne ardente de Enid ao ar da noite, apenas para voltar a afundar de forma violenta e profunda, atingindo exatamente o ponto interior que fazia a loba uivar baixinho e arquear a coluna para fora do colchão.

O som na cabana tornou-se uma sinfonia de umidade escandalosa, respirações entrecortadas e a madeira do estrado rangendo ritmicamente contra a parede.

— Você... é pateticamente... barulhenta — Wednesday murmurava com dificuldade, os cabelos negros soltando-se das tranças habituais, chicoteando contra seu rosto suado enquanto desferia investidas cada vez mais rápidas e pesadas.

— E você... adora... — devolveu Enid com um sorriso lascivo, envolvendo os braços em volta do pescoço de Wednesday e puxando-a para que sentisse os seios quentes pressionados contra seu peito. — Bate mais fundo, Willa... bem aí! Eu vou gozar, eu juro que vou gozar!

O nó característico na base da anatomia de Wednesday começou a inchar, respondendo aos apelos do cio de Enid. Era o gatilho final. A sensação de plenitude absoluta se aproximava. As paredes vaginais de Enid apertaram-se num espasmo violento e descontrolado, uma onda convulsiva que ordenhou o falo de Wednesday sem piedade.

— Willa! — Enid gritou contra o ombro da garota, suas presas cravando-se sem aviso na junção do pescoço pálido de Wednesday.

A dor aguda dos dentes perfurando sua pele não foi um ataque; foi uma reivindicação. Wednesday sentiu o próprio veneno do prazer explodir em suas veias. O nó finalmente se expandiu, travando as duas juntas no ápice do ato, prendendo-a irrevogavelmente dentro da loba.

Com um rugido rouco que Wednesday nunca admitiria ter saído de sua garganta, ela disparou jatos quentes e espessos de sua semente nas profundezas de Enid, preenchendo o útero febril da ômega até transbordar. O espasmo durou longos e tortuosos segundos, onde nada mais no universo existia exceto o pulsar compartilhado de suas carnes unidas e o cheiro denso de sua consumação primal.

Quando o êxtase finalmente cedeu espaço à gravidade, Wednesday desabou o peso de seu tronco sobre Enid, ambas arfando como se tivessem acabado de correr uma maratona mortal pela floresta.

A cabana estava em silêncio absoluto, quebrado apenas pela chuva fina que começara a bater nas telhas do lado de fora, abafando qualquer vestígio de som que pudesse tê-las delatado.

Ainda presas pelo nó que demoraria alguns minutos para desinchar, Wednesday descansou a testa na curva do pescoço de Enid, inalando o cheiro que agora se acalmava, a febre diminuindo gradativamente para uma quentura suave e sonolenta.

A loba começou a ronronar. Um som profundo, ritmado e totalmente ridículo que vibrava pelo peito das duas.

— Se você contar a alguém sobre isso — sussurrou Wednesday, sem um pingo real de veneno na voz, com os dedos acariciando languidamente os fios loiros e coloridos da namorada —, eu corto sua cauda imaginária fora.

Enid deu uma risadinha fraca, os olhos pesados de cansaço, mas transbordando de uma felicidade radiante e boba. Ela usou uma das mãos para limpar uma mecha de cabelo grudada no rosto suado de Wednesday.

— Você não viveria sem mim, Addams. Admita. Eu sou a única coisa no mundo inteiro que você não odeia.

Wednesday permaneceu em silêncio por um momento, sentindo a batida estável e forte do coração de Enid contra o seu. O nó finalmente começou a diminuir, permitindo uma separação suave e molhada que arrancou um suspiro melancólico da loira.

Com uma lentidão incomum, Wednesday cobriu ambas com a manta pesada, ignorando o sangue seco em seu ombro onde Enid a havia mordido. Era uma cicatriz que ela carregaria com o maior dos orgulhos mórbidos.

— O mundo inteiro é um erro cósmico — respondeu Wednesday, fechando os olhos e permitindo que o calor da loba envolvesse sua frieza por completo. — Mas suponho que você seja uma anomalia aceitável. Agora durma, Sinclair. Seus feromônios ainda vão me dar dor de cabeça amanhã.

Enid apenas sorriu, aninhando o nariz contra a clavícula de Wednesday, caindo em um sono profundo e restaurador enquanto a bruxa velava na escuridão, pronta para estripar qualquer alma infeliz que ousasse se aproximar daquela cabana.

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