
O Eclipse de Busan
As luzes do Estádio Asiad ainda pareciam queimar a retina de Kim Taehyung, mesmo horas após o encerramento do show. O zumbido dos gritos de milhares de pessoas ecoava em seus ouvidos, uma adrenalina que ele aprendera a domar, mas que nunca desaparecia completamente. No entanto, naquela noite, o fogo sob sua pele não era apenas o resíduo da performance. Era algo mais primitivo, alimentado pelo olhar de uma garota que ele avistara na primeira fila da área VIP.
Ela não era coreana. Tinha a pele beijada pelo sol e curvas que o figurino justo não conseguia esconder. Brasileira, ele descobriu mais tarde, quando a segurança a trouxe para o backstage a seu pedido silencioso, mas imperativo.
Agora, no luxo silencioso de sua suíte presidencial no hotel, o contraste era absoluto. O mundo lá fora clamava pelo V do BTS, o ídolo intocável, o artista etéreo. Mas entre aquelas quatro paredes, ele era apenas Taehyung — e ele estava com fome.
— Você é muito mais perigosa de perto — comentou ele, a voz um barítono profundo que vibrou no ar carregado de eletricidade.
Ele estava encostado no minibar, a camisa de seda preta desabotoada até o meio do peito, segurando um copo de uísque que mal havia tocado.
A garota — dez anos mais nova, uma flor exótica que parecia deslocada e, ao mesmo tempo, perfeitamente em casa naquele ambiente de luxo — deu um passo à frente. O nome dela era um som suave que ele gostava de repetir mentalmente. Ela não parecia intimidada. Pelo contrário, seus olhos castanhos escaneavam o corpo de Taehyung com uma ousadia que o pegou de surpresa.
— E você é muito mais real do que as telas mostram — respondeu ela em um inglês com um sotaque delicioso. — Pensei que você fosse um anjo.
Taehyung soltou uma risada curta, sombria, e deixou o copo sobre a mesa. Ele caminhou em direção a ela, cada passo calculado como um predador cercando a presa. Quando parou a centímetros de distância, o cheiro dela — uma mistura de baunilha e o calor da própria pele — o atingiu como um soco.
— Anjos não sentem o que eu estou sentindo agora — sussurrou ele, levando a mão ao rosto dela, o polegar traçando o lábio inferior carnudo. — E eles certamente não querem fazer o que eu quero fazer com você.
Sem aviso, ele selou a distância entre seus lábios. O beijo não foi gentil. Foi uma colisão de línguas e dentes, uma urgência que vinha sendo construída desde o momento em que seus olhos se cruzaram durante "Singularity". Taehyung a prensou contra a porta fechada, as mãos descendo possessivamente para as coxas dela, apertando a carne macia sob o tecido curto do vestido.
— Taehyung... — ela arfou entre os beijos.
— Não para — ordenou ele, a voz rouca de desejo. — Eu quero ouvir cada som que você fizer.
Ele a pegou no colo, as pernas dela circulando automaticamente a cintura dele. Taehyung a carregou para a cama imensa, jogando-a sobre os lençóis de algodão egípcio. Ele não perdeu tempo com preliminares românticas. Ele não queria romance; ele queria a queimação.
Em poucos minutos, as roupas eram apenas obstáculos descartados no chão. Sob a luz fraca dos abajures, o corpo dela era uma obra de arte que ele pretendia desbravar. Taehyung se posicionou entre as pernas dela, os olhos fixos nos dela, brilhando com uma intensidade predatória.
— Você não tem ideia do que fez comigo lá fora — disse ele, a mão descendo para o centro do prazer dela, encontrando-a já úmida e pronta. — Eu não conseguia pensar em mais nada além de como seria estar exatamente aqui.
Ele começou a provocá-la com os dedos, movimentos lentos e circulares que a faziam arquear as costas e enterrar as unhas nos ombros largos dele. Taehyung sorriu, um sorriso de canto, safado, o olhar de quem sabia exatamente o poder que exercia.
— Gosta disso? — perguntou ele, aumentando o ritmo.
— Por favor... — ela implorou, a voz falhando. — Taehyung, agora.
Ele não a fez esperar mais. Com um movimento firme, ele se enterrou nela, soltando um gemido baixo e gutural quando sentiu o aperto das paredes dela ao redor de seu membro. Era quente, apertado, melhor do que qualquer fantasia que ele tivesse criado nos últimos minutos.
Taehyung começou a se mover, estocadas longas e profundas que faziam a cama ranger rítmico. Ele não era delicado. Ele a fodia com uma fome que beirava o desespero, querendo marcar cada centímetro daquela brasileira em sua memória. O contraste entre a pele pálida dele e o tom bronzeado dela era uma visão que o excitava ainda mais.
— Olha para mim — ordenou ele, segurando o rosto dela. — Quero que você veja quem está dentro de você.
Ela abriu os olhos, nublados pelo prazer, e o encarou. Naquele momento, não havia BTS, não havia fãs, não havia contratos ou compromissos. Havia apenas a fricção, o suor e o som ofegante de dois corpos em sintonia.
— Taehyung, você é... meu Deus... — ela murmurou em português, a língua nativa escapando em um momento de êxtase puro.
Ele não entendeu as palavras, mas entendeu o tom. Ele a virou de costas, deixando-a de quatro sobre a cama. A visão da bunda dela, empinada e convidativa, fez seu sangue ferver. Ele a segurou pelos quadris, os dedos deixando marcas vermelhas na pele clara, e recomeçou a foda por trás.
Cada impacto era um estalo seco que ecoava no quarto. Taehyung estava possesso. Ele amava o jeito que ela reagia a cada estocada, o jeito que o corpo dela tremia sob o seu comando. Ele se inclinou para frente, mordendo a nuca dela, marcando-a como sua, mesmo que soubesse que aquilo era temporário. Ou deveria ser.
— Senta para mim — sussurrou ele no ouvido dela, a voz carregada de malícia. — Quero ver como você faz no seu país.
Ele se sentou e a puxou para cima dele. Ela entendeu o comando imediatamente. Montando-o, ela começou a se mover, ditando o ritmo. E foi ali que Taehyung perdeu completamente o controle. O jeito que ela sentava, rebolando devagar, moendo o quadril contra o dele, era algo que ele nunca tinha experimentado com tanta intensidade. Ela o olhava de cima, com uma autoridade que o enlouquecia, os seios balançando no ritmo da cavalgada.
— Puta merda... — Taehyung praguejou em coreano, a cabeça caindo para trás, os olhos fechados enquanto sentia a buceta dela sugá-lo a cada descida.
Ela era um vício instantâneo. Ele agarrou a cintura dela, ajudando no movimento, cravando as unhas na pele dela enquanto o ápice se aproximava. A garota brasileira tinha um ritmo, uma ginga que parecia instintiva, transformando o sexo em uma dança frenética e suada.
— Eu vou... eu vou gozar — avisou ela, o corpo começando a ter espasmos.
— Goza para mim — Taehyung respondeu, a voz falhando. — Goza no meu pau, garota.
Ele a puxou para um beijo desesperado enquanto ambos atingiam o limite. O orgasmo de Taehyung foi violento, uma explosão que o deixou sem fôlego, preenchendo-a enquanto ela gritava o nome dele contra seus lábios.
Minutos depois, o silêncio retornou, quebrado apenas pela respiração pesada de ambos. Taehyung a manteve abraçada, o corpo dela ainda colado ao dele, o suor agindo como uma cola natural. Ele nunca foi de se prender. O lema dele sempre foi "uma noite e nada mais". Compromisso era uma palavra que não existia em seu vocabulário de ídolo global.
Mas, enquanto sentia o coração dela desacelerar contra o seu peito, uma sensação estranha e possessiva começou a crescer em seu estômago.
— Você não vai embora amanhã — afirmou ele, não como um pedido, mas como uma ordem.
Ela se afastou um pouco, olhando-o com surpresa.
— Taehyung, eu tenho um voo... eu moro do outro lado do mundo.
Ele passou a mão pelo cabelo bagunçado dela, os olhos escuros e fixos.
— Eu não me importo. Eu compro a companhia aérea se precisar.
Ele deu um beijo casto na testa dela, mas o brilho em seus olhos não era de carinho; era de obsessão. Ele tinha viciado. Naquele jeito de sentar, naquela pele, naquela entrega sem filtros.
— Eu quero foder você de novo — disse ele, a mão já descendo novamente para o quadril dela. — E de novo. E depois de amanhã também.
— Você disse que não gostava de compromisso — provocou ela, um sorriso desafiador surgindo nos lábios.
Taehyung deu um sorriso de lado, aquele que fazia milhões de pessoas desmaiarem, mas que agora era destinado apenas a ela.
— Eu não gosto. Mas eu gosto de ser dono do que me faz sentir assim. E agora, você é minha.
Ele a puxou para baixo novamente, reiniciando o ciclo de luxúria. Kim Taehyung podia ser o homem mais desejado do mundo, mas naquela noite, e em todas as outras que ele planejava arquitetar, ele era apenas um homem escravizado pelo prazer que aquela brasileira lhe proporcionava. E ele não tinha a menor intenção de se libertar.
