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Olice

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 03/10/2026

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Reflexos de Papel e Sombras de Sangue

A Paper School nunca foi um lugar de paz, mas para Oliver, o caos era o seu habitat natural. Com seus longos cabelos brancos balançando até os tornozelos e o distintivo "A+" brilhando em seu cabelo como um troféu de sua arrogância, ele caminhava pelos corredores com a confiança de quem era o dono do lugar. Em uma das mãos, ele carregava uma pequena gaiola de metal. Dentro dela, um coelho preto se encolhia, alheio ao destino que o aguardava.

Oliver soltou um risinho travesso, tirando um pedaço de sabonete do bolso e dando uma mordida casual, como se fosse a mais fina iguaria. Ele estava a caminho do quarto de Alice. Ele sabia que sua namorada, a princesa demônio canibal, adoraria o presente. Era o tipo de mimo que mantinha o relacionamento deles... interessante.

Ao chegar diante da porta pesada e escura que levava ao santuário de Alice, Oliver parou e deu três batidas rítmicas.

— Ei, Alice! Trouxe um lanchinho para você! — exclamou ele, com um sorriso largo que mostrava sua natureza de valentão.

O silêncio que se seguiu foi absoluto. Não houve o som de garras arranhando o chão, nem a risada distorcida que ela costumava soltar. Oliver franziu a testa, a mecha de cabelo no topo de sua cabeça balançando levemente. Ele girou a maçaneta. Estava aberta.

— Alice? Se isso for um jogo de esconde-esconde, eu vou comer o seu sabonete favorito como punição — brincou ele, entrando no quarto escuro.

No entanto, a brincadeira morreu em sua garganta. O som metálico da gaiola caindo no chão ecoou pelo quarto, e o coelho preto aproveitou a brecha da porta amassada para fugir para as sombras. Oliver não se importou. Seus olhos estavam arregalados, fixos na cena grotesca à sua frente.

Alice estava deitada sobre uma mesa de pedra pesada. Seus pulsos estavam firmemente atados com cordas grossas que pareciam queimar sua pele pálida. O que mais chocou Oliver, porém, foi a mordaça. Uma bola vermelha brilhante estava presa em sua boca por tiras de couro preto, impedindo-a de proferir qualquer palavra ou rosnado.

A princesa demônio, sempre tão imponente e aterrorizante, parecia vulnerável. Ao notar a presença de Oliver, seus olhos brilharam com uma mistura confusa de terror e fúria. Ela começou a se debater violentamente contra as amarras, o som abafado de seus protestos ecoando de forma agonizante através da mordaça.

— Mas o que... quem fez isso com você? — Oliver deu um passo à frente, as mãos tremendo, algo raro para o garoto que não temia nada na escola.

Antes que ele pudesse tocar nas cordas, sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Uma mão fria e pesada pousou em seu ombro direito. Oliver deu um pulo, virando-se instintivamente com o punho erguido, mas congelou.

À sua frente estava uma figura que parecia ter saído de um pesadelo espelhado. Era Alice, mas não a "sua" Alice. Esta versão, conhecida como Danger Alice, exalava uma aura de perigo muito mais letal. Seus olhos eram fendas de puro instinto assassino, e seu sorriso era uma promessa de dor.

— Ora, ora... o pequeno Oliver parece ter perdido a voz — disse Danger Alice, sua voz soando como vidro quebrado deslizando sobre veludo. — O que foi, gracinha? Ficou traumatizado ao ver sua bonequinha assim?

Oliver sentiu o sangue ferver. A confusão deu lugar a uma raiva cega.

— Solta ela agora, sua cópia barata! — gritou ele, avançando um passo. — Eu não sei de onde você veio, mas você mexeu com a pessoa errada.

Danger Alice soltou uma gargalhada sombria, aproximando-se dele com uma lentidão torturante. Ela se inclinou, o hálito frio roçando a orelha de Oliver.

— Você acha que tem poder aqui? — sussurrou ela, a voz carregada de veneno. — Neste quarto, as sombras obedecem a mim. E a sua Alice... ela é apenas um brinquedo que eu decidi quebrar.

Oliver rangeu os dentes, a marca de "A+" em seu cabelo parecendo brilhar com sua irritação crescente.

— Eu vou acabar com você!

Danger Alice apenas sorriu e se afastou dele, caminhando em direção à Alice original, que ainda se debatia na mesa. Com um gesto provocador, Danger Alice estendeu a mão e tocou na bola vermelha da mordaça, movendo-a levemente. Alice ficou instantaneamente corada, uma mistura de humilhação e ódio transparecendo em seu rosto enquanto tentava morder a mão da intrusa.

— Veja como ela fica adorável assim — zombou Danger Alice. — Tão silenciosa. Tão... obediente.

— CHEGA! — Oliver não aguentou mais.

Ele flexionou os joelhos e deu um salto explosivo em direção a Danger Alice, pretendendo derrubá-la com todo o seu peso. No entanto, no meio do ar, uma mão enorme e pálida surgiu do nada, agarrando o rosto de Oliver com uma força esmagadora.

O impacto o jogou de volta ao chão, mas não antes de ele sentir os dedos frios apertando sua mandíbula. Sua boca ficou presa contra a palma da mão de seu agressor. Oliver olhou para cima e sentiu seu coração falhar uma batida.

Diante dele estava Danger Oliver. Uma versão sombria e distorcida de si mesmo. Ele era mais alto, sua pele parecia feita de papel acinzentado e seus olhos carregavam uma malícia que o Oliver original só conseguia fingir.

Danger Oliver soltou o rosto do garoto com um desprezo evidente, limpando a mão na camisa preta.

— Você é barulhento — disse Danger Oliver, a voz sendo uma versão mais profunda e rouca da de Oliver. — Minha Alice estava tentando se divertir, e você chega derrubando gaiolas e gritando como um animal.

— Quem... quem é você? — Oliver se levantou, limpando o canto da boca, o ódio queimando em seu peito.

— Eu sou o que você nunca terá coragem de ser — respondeu Danger Oliver, cruzando os braços. — E aquela ali na mesa? Ela é apenas um reflexo fraco da minha rainha.

Enquanto Danger Oliver provocava o garoto, Danger Alice voltou sua atenção para a Alice presa. Ela começou a passar as unhas afiadas pelas cordas que prendiam os pulsos da princesa, não para libertá-la, mas para torturá-la com a expectativa da dor.

— Sabe, Oliver — disse Danger Alice, olhando por cima do ombro —, talvez eu devesse deixar você assistir enquanto eu mostro para ela o que é um verdadeiro demônio.

— Fica longe dela! — Oliver avançou novamente, desta vez tentando contornar a versão sombria de si mesmo.

Mas Danger Oliver foi mais rápido. Ele bloqueou o caminho com um movimento fluido, empurrando Oliver contra a parede de pedra.

— Você não aprende, não é? — Danger Oliver riu, aproximando o rosto do dele. — Você come sabonete e faz pegadinhas de escola. Eu? Eu caço o que resta da esperança nesses corredores. Você é um valentão. Eu sou um monstro. Existe uma diferença.

Oliver tentou chutar a canela do sósia, mas Danger Oliver apenas absorveu o golpe como se não fosse nada. A frustração de Oliver estava no auge. Ele olhou para Alice, que agora o encarava com olhos suplicantes, algo que ele nunca pensou que veria nela.

— Eu vou matar vocês dois! — Oliver rugiu, a voz falhando pela raiva.

— Tente — desafiou Danger Oliver, abrindo os braços e dando espaço. — Vamos ver quanto tempo o "aluno nota dez" dura contra o abismo.

Danger Alice soltou um risinho agudo, apertando a mordaça de Alice um pouco mais, fazendo a princesa soltar um gemido abafado de protesto. O quarto, antes um refúgio para Oliver e Alice, havia se tornado uma arena de pesadelos, onde as versões sombrias ditavam as regras de um jogo cruel.

Oliver respirou fundo, ajustando o relógio em seu pulso direito. Ele sabia que estava em desvantagem, mas ninguém mexia com sua Alice e saía ileso. Nem mesmo uma versão de pesadelo de si mesmo.

— Zip e Edward vão adorar saber que eu chutei a bunda de um fantasma hoje — murmurou Oliver para si mesmo, preparando-se para o próximo ataque, enquanto as sombras no quarto pareciam se fechar ao redor deles.

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