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Fandom: Vingadores guerra infinita

Criado: 03/10/2026

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Aliados de Outros Mundos

O salão principal do Complexo dos Vingadores estava mergulhado em um caos de vozes sobrepostas. Steve Rogers examinava mapas holográficos com Natasha, enquanto Tony Stark discutia com o Doutor Estranho sobre as probabilidades matemáticas de um novo ataque. Bruce Banner e Visão tentavam encontrar uma solução para a Joia da Mente, e Wanda permanecia em um silêncio tenso, protegendo o sintozóide com o olhar. A atmosfera era de um desespero controlado; o ataque inicial dos filhos de Thanos havia deixado marcas, e a sensação de que o fim do mundo estava batendo à porta era palpável.

Nick Fury, que estivera em um canto isolado mexendo em um dispositivo de comunicação antigo, guardou o aparelho no bolso do sobretudo e caminhou de volta para o centro do grupo. Ele estava estranhamente calmo, quase presunçoso.

— Senhores, menos barulho — ordenou Fury, sua voz cortando a discussão.

— Nick, agora não é hora para segredos de espionagem — retrucou Tony, ajustando os óculos escuros. — Temos um titã louco a caminho e metade do universo na mira.

— Exatamente por isso eu fiz uma ligação — disse Fury, com um sorriso de canto que ninguém conseguiu interpretar.

De repente, a voz de Jarvis — ou o que restava da interface integrada de Tony — ecoou pelas paredes, soando mais urgente do que o normal.

— Senhor, detectei uma anomalia térmica de proporções massivas entrando na atmosfera superior. Trajetória de colisão direta com o complexo.

— O quê? Outra nave de Thanos? — Sam Wilson já preparava suas asas, enquanto Bucky sacava sua arma.

— Todos para fora, agora! — gritou Steve.

Os heróis correram para o vasto gramado que cercava a estrutura. O céu, antes azul, foi rasgado por uma bola de fogo que, conforme se aproximava, revelava formas metálicas e luzes neon. Era uma nave imensa, com um design que desafiava a aerodinâmica terrestre, pintada em tons de laranja e azul. Ela não parecia uma ameaça de guerra, mas sim um monumento à extravagância espacial.

A nave pousou com um estrondo, levantando poeira e grama, as turbinas soprando um ar quente e exótico. Os Vingadores se colocaram em posição de combate. Peter Parker, o Homem-Aranha, ativou suas lentes, enquanto Scott Lang crescia para o tamanho de um gigante, apenas por precaução.

— Relaxem, bando de paranoicos — disse Fury, cruzando os braços enquanto ria da cara de choque de Stark. — Vocês realmente acharam que eu só tinha vocês na minha lista de contatos?

A rampa da nave se abriu com um chiado hidráulico. O primeiro a descer foi um homem usando um casaco de couro e um capacete que se retraiu, revelando Peter Quill. Atrás dele, uma mulher de pele verde com um olhar mortal, um homem cinza coberto de tatuagens vermelhas, um guaxinim armado até os dentes, uma criatura que parecia um louva-a-deus humanoide e um pequeno broto de árvore em um vaso, que emitia um som agudo de "Eu sou Groot".

Mas o que mais chamou a atenção foram os dois jovens que fechavam a retaguarda. Uma garota de pele parda e longos cabelos pretos ondulados que desciam até a cintura, cujos olhos escuros observavam tudo com uma inteligência afiada. Ao lado dela, um rapaz alto, de pele branca e cabelos brancos curtos e repicados, que exibia um físico atlético e um sorriso convencido no rosto.

— Terra. Que saudade desse ar poluído — disse Peter Quill, olhando ao redor.

— Você disse que haveria uma luta, Quill. Eu só vejo pessoas pequenas e fracas — rugiu Drax, o Destruidor.

— Ei! — exclamou Scott Lang, ainda em sua forma gigante. — Quem vocês chamaram de pequenos?

Thor, que estava um pouco afastado, deu um passo à frente com um sorriso largo.

— Os Guardiões da Galáxia! — bradou o Deus do Trovão. — Eu ouvi histórias sobre suas façanhas em Xandar.

— Guardiões de quê? — Tony Stark deu um passo à frente, visivelmente irritado por não estar no controle da situação. — Fury, quem são esses palhaços espaciais?

— Esses "palhaços" — disse Gamora, com a mão no punho de sua espada — protegem galáxias inteiras enquanto vocês passam o tempo brigando entre si neste pequeno grão de poeira que chamam de casa.

— Ela tem razão — concordou Fury. — Enquanto vocês cuidavam do quintal, eles estavam lidando com ameaças que fariam Nova York parecer um passeio no parque. O Quill é da Terra, ele é a nossa ponte.

Peter Parker se aproximou, os olhos brilhando de fascinação por trás da máscara.

— Caramba... você é um guaxinim falante? — perguntou ele, apontando para Rocket.

— Se me chamar de guaxinim de novo, eu arranco um dos seus olhos e vendo no mercado negro de Contraxia, garoto — rosnou Rocket, ajustando um canhão laser que parecia maior que ele.

Enquanto a tensão inicial se transformava em uma curiosidade estranha, Tatsuyo e Kuro se afastaram um pouco do grupo principal. Tatsuyo observava a arquitetura do complexo com um olhar clínico, enquanto Kuro parecia mais interessado em testar a paciência dos Vingadores.

— Lugar legal — comentou Kuro, aproximando-se de Tatsuyo. Ele passou a mão pelos cabelos brancos, dando um sorriso de lado para ela. — Mas aposto que não tem metade da diversão da nave. O que acha, Tats?

Tatsuyo revirou os olhos, embora um leve rubor subisse às suas bochechas pardas.

— Acho que você deveria se concentrar, Kuro. Estamos aqui porque o universo está prestes a acabar, não para você dar em cima de tudo que se move — respondeu ela, a voz suave, mas firme.

— Eu não dou em cima de tudo que se move — ele disse, inclinando-se um pouco mais perto, o cheiro de ozônio e espaço emanando dele. — Só das coisas que valem a pena. E você sabe que é a única da minha lista.

Tatsuyo sentiu o coração acelerar. Ela tinha o poder de criar dimensões inteiras, de se tornar intangível e sumir da realidade, mas ali, sob o olhar castanho de Kuro, ela se sentia totalmente sólida e vulnerável.

— Idiota — murmurou ela, desviando o olhar para o Homem-Aranha, que agora tentava conversar com Mantis. — Olhe aquele garoto. Ele tem a minha idade. Parece que a Terra também tem seus prodígios.

— Ele parece um inseto — desdenhou Kuro, embora houvesse um brilho de faíscas azuis em seus dedos, o Chidori reagindo à sua agitação interna. — Se ele tentar qualquer gracinha, eu mostro pra ele o que um verdadeiro guerreiro faz.

— Não seja ciumento, Kuro. Não combina com você — provocou Tatsuyo, dando um tapinha no braço musculoso dele.

De volta ao centro do gramado, a discussão continuava. Steve Rogers tentava mediar a situação.

— Se o Fury confia em vocês, e o Thor os conhece, então precisamos da sua ajuda. Thanos está vindo atrás das Joias do Infinito.

— Nós sabemos — disse Gamora, a expressão ficando sombria. — Ele é meu pai. E eu não vou deixar que ele complete essa loucura.

Wanda se aproximou de Tatsuyo, sentindo uma energia estranha emanando da garota.

— Você... você não é daqui — disse Wanda, sua voz carregada de curiosidade.

— Metade humana — respondeu Tatsuyo, oferecendo um pequeno sorriso. — Mas meu poder vem de outro lugar. Eu crio espaços, dimensões. E você? Sinto uma dor latente na sua energia.

Wanda hesitou, surpresa pela percepção da garota.

— Eu manipulo a realidade. E a dor... ela faz parte do pacote.

Enquanto isso, Rocket e Tony Stark já estavam em uma discussão acalorada sobre a tecnologia da nave dos Guardiões.

— Isso é um motor de salto subespacial de terceira geração? — perguntou Tony, incrédulo. — Como você estabilizou o fluxo de nêutrons?

— Com inteligência, coisa que parece faltar nesse seu brinquedo de lata, Stark — rebateu Rocket, apontando para a armadura do Homem de Ferro. — Eu montei isso com sucata de uma prisão de segurança máxima.

— Eu gosto dele — admitiu Clint Barton, observando a cena de longe com Sam Wilson. — Ele é ranzinza. Combina com o grupo.

— Eu ainda não superei a árvore bebê — disse Sam, apontando para Groot, que agora tentava comer uma flor do jardim do complexo.

Kuro, percebendo que o clima estava esfriando, decidiu se exibir um pouco. Ele concentrou a energia em sua mão direita, e o som de mil pássaros gorjeando preencheu o ar. Faíscas de eletricidade azul dançaram entre seus dedos, iluminando seu rosto jovem e determinado.

— Se precisarem de energia extra, eu sou o homem certo — disse Kuro, olhando para Steve Rogers.

— Impressionante — admitiu o Capitão. — Mas precisamos de estratégia, não apenas força bruta.

Tatsuyo sentiu que era sua hora de contribuir. Ela fechou os olhos por um segundo e, de repente, o espaço ao redor dela começou a distorcer. Uma fenda roxa e cintilante se abriu no ar, revelando um vácuo infinito de paredes purpúreas.

— Eu posso esconder o Visão aqui — sugeriu ela, a voz ecoando levemente. — Se ele estiver na minha dimensão, Thanos não poderá detectá-lo, nem mesmo com as joias que já possui.

Doutor Estranho inclinou a cabeça, analisando a dimensão de Tatsuyo.

— Uma dimensão de bolso... puramente vazia. É brilhante, jovem. Mas quanto tempo você consegue mantê-la?

Tatsuyo sentiu uma pontada de pressão atrás dos olhos, um lembrete do custo de seu poder.

— O tempo que for necessário — disse ela, embora Kuro tenha colocado a mão em seu ombro, preocupado.

— Não se mate, Tats — sussurrou ele, a arrogância desaparecendo por um momento. — Se seus olhos começarem a sangrar, eu tiro você de lá à força.

Ela olhou para ele, vendo a sinceridade por trás da fachada de "garoto malvado" dos saqueadores.

— Eu sei que você vai, Kuro.

A chegada dos Guardiões da Galáxia mudou o jogo. A desconfiança inicial de Stark e a confusão de Scott Lang deram lugar a um plano mais robusto. Eles não eram apenas heróis da Terra agora; eram uma coalizão intergaláctica.

— Certo — disse Tony, batendo palmas. — O guaxinim vai para o laboratório comigo, o loiro espacial ali vai ajudar o Cap com o perímetro, e a garota da dimensão roxa... você fica perto do Visão. E o garoto elétrico, tente não fritar a nossa fiação.

— Sem promessas, Stark! — gritou Kuro, piscando para Tatsuyo, que apenas sorriu e balançou a cabeça.

Enquanto entravam no complexo, Peter Parker se aproximou de Tatsuyo e Kuro.

— Oi, eu sou o Peter. Peter Parker.

— Tatsuyo — disse ela com um aceno gentil.

— Kuro — disse o rapaz, medindo o Homem-Aranha de cima a baixo. — Você solta teia pelas mãos? Isso é meio nojento, cara.

— É tecnologia! — defendeu-se Peter, animado. — E vocês? Como é viver no espaço? É verdade que tem alienígenas que parecem marshmallows gigantes?

Tatsuyo riu, um som cristalino que fez Kuro sorrir involuntariamente.

— Alguns são piores que marshmallows, Peter. Mas você vai ver. Se Thanos está vindo, o espaço está trazendo o que há de melhor e de pior para a sua porta.

Nick Fury observava o grupo entrar, sentindo uma ponta de satisfação. A Guerra Infinita estava apenas começando, e as peças no tabuleiro agora eram muito mais interessantes. A Terra não estava mais sozinha. E, pela primeira vez em dias, havia uma faísca de esperança real no ar, mesmo que ela viesse acompanhada de um guaxinim boca-suja e dois adolescentes com poderes que desafiavam a lógica da física.

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