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Engel

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 04/10/2026

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Risos no Escuro e Penas Agitadas

O dormitório da Paper School estava mergulhado em um silêncio raro e precioso. A luz da lua filtrava-se pelas janelas altas, projetando sombras retangulares e pálidas sobre o piso de madeira. Engel, exausto após um longo dia tentando mediar conflitos entre os alunos e proteger os mais novos das garras impiedosas dos professores e dos valentões, finalmente havia cedido ao cansaço. Ele estava profundamente adormecido em sua cama, o peito subindo e descendo em um ritmo tranquilo. Seus cabelos brancos e despenteados estavam espalhados pelo travesseiro como fios de seda, e as duas penas, azul e vermelha, repousavam imóveis no topo de sua cabeça.

No entanto, o silêncio não estava destinado a durar.

Uma sombra se desprendeu da escuridão do corredor. Oliver, com seu sorriso largo e travesso, deslizou para dentro do quarto sem fazer o menor ruído. Seus longos cabelos brancos, presos naquele rabo de cavalo baixo característico, balançavam levemente enquanto ele caminhava. Ele parou ao lado da cama de Engel, observando o garoto gentil com um brilho malicioso nos olhos. A marca de "A+" em seu cabelo parecia brilhar levemente sob a luz lunar, um lembrete irônico de sua posição como um dos favoritos da temida Senhorita Circle, apesar de seu comportamento caótico.

Oliver levou a mão à boca, tentando abafar uma risadinha. Ele adorava Engel, ou melhor, adorava o quanto era fácil tirar Engel do sério. Para Oliver, o mundo era um playground, e Engel era o brinquedo mais interessante de todos.

— Hihihi... — O som escapou, baixo e agudo.

Engel, cujos sentidos eram aguçados devido ao seu instinto protetor, sentiu uma mudança no ar. Seus olhos se abriram lentamente, piscando contra a penumbra. A primeira coisa que viu foi a silhueta alta de Oliver, com seus chifres pretos se destacando contra a parede.

— Oliver? — Engel murmurou, a voz rouca de sono. — O que você está fazendo aqui a esta hora? Vá dormir.

Oliver não respondeu imediatamente. Em vez disso, ele se inclinou para frente, apoiando as mãos nos joelhos, o rosto a poucos centímetros do de Engel.

— Você dorme como um anjinho, Engel. É quase uma pena estragar isso — disse Oliver, o tom de voz carregado de uma diversão perigosa. — Mas eu estava entediado. E você sabe o que acontece quando eu fico entediado.

— Oliver, por favor, não comece... — Engel tentou se sentar, mas antes que pudesse reagir, Oliver foi mais rápido.

Com uma agilidade impressionante, Oliver avançou. Engel, pego de surpresa e ainda grogue, não teve tempo de usar seus braços pretos e dedos pontiagudos para se defender. Em questão de minutos, a situação virou de cabeça para baixo. Oliver, que sempre andava preparado com trquinhos e itens aleatórios (muitas vezes roubados da sala de artes ou de Edward), imobilizou o garoto gentil.

Quando Engel finalmente recuperou a clareza mental total, ele percebeu que estava em uma posição extremamente vulnerável. Ele estava deitado de costas, com os braços e pernas firmemente amarrados. Mas o pior não era isso. O que realmente o fez arregalar os olhos em puro choque foi a pressão em sua boca. Oliver havia colocado uma mordaça de bola vermelha, presa por tiras de couro pretas que se ajustavam perfeitamente atrás de sua cabeça.

— Mmmph?! Mmmph! — Engel tentou gritar, mas o som saiu abafado e ininteligível.

Seu rosto esquentou instantaneamente, uma tonalidade avermelhada subindo por suas bochechas até as pontas de suas orelhas. O desespero tomou conta dele. Ele começou a se debater, seu corpo se contorcendo contra as amarras, a pequena cauda branca chicoteando inutilmente atrás dele.

Oliver se afastou um pouco para admirar sua obra, cruzando os braços sobre a camisa preta de gola listrada. Ele olhou para o relógio em seu pulso direito, como se estivesse cronometrando a reação de Engel.

— Oh, olhe só para você. O grande protetor da escola, reduzido a isso — Oliver provocou, caminhando em círculos ao redor da cama. — Você fica tão fofo quando está desesperado, Engel. Sabia que suas penas tremem quando você está nervoso? É uma gracinha.

Engel continuou a emitir sons abafados, seus olhos suplicantes e furiosos ao mesmo tempo. Ele tentava dizer a Oliver para soltá-lo, que isso tinha ido longe demais, mas Oliver apenas ria, tirando um pedaço de sabonete do bolso e dando uma mordida casual, mastigando como se fosse a iguaria mais fina do mundo.

— O que foi? Quer falar alguma coisa? — Oliver se aproximou novamente, cutucando a bochecha de Engel com um dedo. — Sinto muito, mas acho que você vai ter que ouvir o que eu tenho a dizer primeiro.

Engel parou de se debater por um segundo, respirando pesadamente pelo nariz. Ele observou Oliver com cautela, tentando entender qual seria o próximo passo do valentão.

Oliver, então, desviou o olhar para os pés de Engel. O garoto gentil ainda usava seus sapatos pretos de salto baixo e as polainas listradas em azul e vermelho que combinavam com os detalhes de suas mangas. Um brilho de inspiração maligna surgiu nos olhos de Oliver.

— Sabe, Engel... eu sempre me perguntei uma coisa — começou Oliver, ajoelhando-se aos pés da cama. — Você corre tanto para lá e para cá, ajudando todo mundo... seus pés devem estar bem cansados, não?

Engel arregalou os olhos ainda mais, se é que era possível. Ele começou a chutar as pernas freneticamente, mas Oliver era forte e manteve as pernas do outro presas com facilidade.

— Vamos aliviar essa tensão — disse Oliver com um sorriso diabólico.

Com movimentos lentos e deliberados para aumentar a agonia da expectativa, Oliver desamarrou os cadarços dos sapatos de Engel. Ele os removeu um por um, jogando-os no chão com um baque surdo. Em seguida, ele deslizou as polainas listradas para baixo, expondo os pés brancos e sensíveis de Engel.

— Mmmph! Mmmph-nnn! — Engel sacudiu a cabeça violentamente, o pânico atingindo um novo patamar. Ele era extremamente sensível, e Oliver parecia saber exatamente onde apertar.

— Relaxe, Engel. Isso vai ser... divertido. Para mim, pelo menos — Oliver riu.

Oliver estendeu as mãos, seus dedos longos pairando sobre as plantas dos pés de Engel. Ele começou com um toque leve, quase um roçar de penas, subindo e descendo pelos arcos dos pés.

O efeito foi imediato. Engel teve um espasmo, o corpo arqueando-se contra a cama. Ele tentou fechar os pés, mas as amarras mantinham suas pernas abertas e vulneráveis. Sons de risadas abafadas começaram a escapar por trás da mordaça de bola, misturando-se com grunhidos de protesto.

— Oh, então você é sensível aqui? — Oliver perguntou retoricamente, intensificando o movimento. Ele começou a rabiscar círculos rápidos com as pontas dos dedos bem no centro da planta dos pés de Engel.

— Mmm-hahahaha! Mmmph! — Engel se contorcia, as lágrimas de riso forçado começando a se formar nos cantos de seus olhos. Ele tentava puxar os pés, mas Oliver os segurava firmemente pelos tornozelos, usando a outra mão para continuar o suplício.

— Você é muito barulhento, mesmo amordaçado — Oliver comentou, mudando a técnica. Ele começou a usar as unhas para arranhar levemente a base dos dedos dos pés de Engel, fazendo o garoto ter espasmos rítmicos. — Zip e Edward iam adorar ver isso. Talvez eu devesse chamá-los?

Engel balançou a cabeça desesperadamente em negação. A ideia de ter mais gente ali, vendo-o naquela situação humilhante, era demais para suportar. Oliver riu da reação, deleitando-se com o controle total que tinha sobre o "herói" da escola.

— Não se preocupe, eu não vou chamá-los... ainda — Oliver disse, focando agora nos calcanhares de Engel, apertando-os e massageando-os de um jeito que enviava ondas de cócegas insuportáveis por toda a coluna do garoto. — Vou guardar esse momento só para nós dois por enquanto.

Engel estava perdendo as forças. O riso abafado era exaustivo, e a sensação constante de formigamento e espasmos estava deixando sua mente nublada. Ele olhou para Oliver, e por um breve momento, o brilho nos olhos do valentão não parecia apenas maldoso, mas genuinamente divertido, como se ele estivesse realmente aproveitando a companhia, da sua maneira distorcida.

Oliver parou por um segundo, limpando o suor da testa de Engel com a manga da camisa preta.

— Cansado, Engel? — perguntou ele, o tom de voz suavizando-se apenas um pouco, embora o sorriso travesso permanecesse.

— Mmmph... — Engel respondeu, a cabeça tombando para o lado, a respiração errática.

— Tudo bem, eu vou te dar um descanso — disse Oliver, levantando-se. Ele deu um último tapinha brincalhão na sola do pé de Engel antes de se afastar. — Mas não se acostume. A Paper School é um lugar perigoso, e você precisa estar alerta. Considere isso um treinamento de resistência.

Oliver caminhou até a porta, mas antes de sair, ele se virou.

— Ah, e eu vou deixar você assim por uns dez minutos. As chaves das cordas estão em cima da sua cômoda. Se você conseguir alcançá-las, parabéns. Se não... bem, eu volto para te soltar antes da Senhorita Thavel passar para a inspeção.

— Mmmph! Mmmph! — Engel protestou, mas Oliver apenas acenou com a mão, saindo pelo corredor e desaparecendo na escuridão, deixando apenas o som de sua risada ecoando pelo corredor silencioso.

Engel ficou lá, deitado, com os pés ainda formigando e o coração batendo forte. Ele olhou para a cômoda, depois para suas mãos amarradas. Ele estava furioso, envergonhado e exausto, mas, estranhamente, uma pequena parte dele — uma parte que ele nunca admitiria em voz alta — sabia que, no mundo caótico e cruel da Paper School, aquela era a forma bizarra de Oliver mostrar que se importava com sua existência.

Ainda assim, ele prometeu a si mesmo que, na próxima vez, Oliver teria o que merecia. Mas, por agora, ele só precisava descobrir como tirar aquela mordaça vermelha antes que alguém mais entrasse no quarto.

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