
Marshall Hotchkiss x Sukki
Fandom: The Late Night Urban Legend LNUL
Criado: 05/10/2026
O Código do Amor e o Caos da Anomalia
As luzes de North City Enigma piscavam como estrelas distantes sob o manto da noite urbana. Marshall Hotchkiss, agente de elite da P.P.F., movia-se com a elegância predatória de quem domina as sombras. Seus chifres negros, adornados com anéis prateados, brilhavam sutilmente sob a luz da lua, enquanto sua cauda balançava devagar, mantendo o equilíbrio perfeito. Ele estava em missão. O alvo? Uma anomalia identificada apenas pelo nome de Sukki.
Marshall parou diante de um prédio residencial comum, mas seus olhos negros e amendoados, auxiliados pelo monitor hexagonal sobre o olho direito, captavam frequências que olhos humanos jamais perceberiam. Ele saltou, agarrando-se aos galhos de uma árvore robusta que crescia rente à janela do segundo andar.
Lá dentro, o cenário era o oposto da disciplina militar da P.P.F. Sukki, uma garota de baixa estatura com longas tranças rosa-avermelhadas, estava mergulhada em seu próprio mundo. Ela usava um moletom cinza e rosa, meias de gato que subiam até as coxas e um par de fones de ouvido com orelhas de gatinho. Seus olhos estavam fixos no monitor do computador, assistindo a um anime com uma intensidade quase religiosa.
Marshall observou por um momento, o sorriso calmo e amigável que ele costumava ostentar permanecendo fixo em seu rosto, embora suas intenções fossem letais. Ele abriu a trava da janela com um movimento silencioso, deslizando para dentro do quarto saturado de pôsteres e pelúcias.
Para desestabilizar o alvo, Marshall começou a cantarolar uma melodia suave, uma canção de ninar distorcida que ecoava pelas paredes. Ele se aproximou da cadeira de Sukki, preparando Potchi, seu canhão de braço, para o golpe final.
— Fim de linha, pequena anomalia — sussurrou ele.
No entanto, no exato momento do disparo, Potchi, em um erro de cálculo bizarro ou talvez distraído pela energia caótica do quarto, desviou o curso. O projétil de energia atingiu uma pelúcia felpuda roxa com chifres de cervo que decorava a estante. A pelúcia explodiu em uma nuvem de algodão e faíscas.
O susto fez Sukki pular da cadeira. Seus fones de ouvido caíram no chão com um baque seco. Ela se virou bruscamente, caindo sentada no tapete, com os olhos arregalados e a boca preta entreaberta em um "O" perfeito de choque.
— Ooh! — Ela exclamou, as bochechas corando instantaneamente. — O que... o que é você?
Marshall recuperou a postura, a luz do seu monitor hexagonal brilhando em um tom ameaçador.
— Eu sou o seu pior pesadelo — respondeu ele, a voz fria e cortante.
Ele avançou novamente, mas assim que estendeu o braço para capturá-la, o pingente de cruz vermelha que Sukki usava no pescoço emitiu um brilho dourado ofuscante. A força do impacto espiritual jogou Marshall para trás, fazendo-o colidir contra a parede.
— Mas que droga é essa?! — Marshall rosnou, ajeitando a gravata vermelha e sentindo a irritação subir pela espinha. — Que tipo de defesa de anomalia você está usando?
Sukki, longe de estar assustada, levantou-se rapidamente, limpando a saia rosa com listras pretas.
— Ah, isso? — Ela segurou o pingente com orgulho. — É um produto oficial de Akuma no Otto! É o Omamori que a Setsuki-chan ganha no episódio 279. Ele protege ela de demônios de classe S! Eu paguei uma fortuna na pré-venda, sabia?
Marshall piscou, processando a informação absurda. Ele olhou para o monitor em seu olho, tentando escanear o objeto.
— Espera... você é um membro da P.P.F.! — Sukki gritou de repente, apontando para o blazer preto com detalhes vermelhos e o canhão de braço. — Esse uniforme... essa aura de autoridade... e esses chifres maravilhosos!
— Sim, eu sou da P.P.F. — Marshall tentou retomar o controle da situação, cruzando os braços. — Agora, volte ao assunto. Como esse... brinquedo de anime conseguiu repelir um agente de campo?
Sukki ignorou a pergunta técnica. Ela levou as mãos às bochechas, fazendo uma expressão de gato, com os olhos brilhando em uma adoração maníaca.
— Sugoi~! — Ela suspirou, o tom de voz subindo uma oitava. — Um membro da P.P.F. veio aqui pessoalmente para pegar a sua gatinha kawaii e me levar para fazer parte do meu próprio arco de personagem! Eu sabia que faltar às aulas para maratonar episódios me traria sorte!
Marshall olhou ao redor do quarto. Havia figuras de ação, mangás empilhados e uma obsessão clara por tudo que envolvesse pontas e armas. Ele sentiu um calafrio que não tinha nada a ver com o clima de North City Enigma.
— Qual é o seu nome, senhor Agente? — perguntou ela, aproximando-se perigosamente.
— Marshall Hotchkiss — respondeu ele mecanicamente, ainda tentando entender como uma humana comum tinha tanto poder de distração.
Ao ouvir o nome, Sukki pareceu entrar em transe. Ela correu até a estante de livros, subiu em uma prateleira e se jogou de costas em direção a ele, sendo aparada apenas pelo reflexo rápido de Marshall, que a segurou pelos ombros para evitar que ela se espatifasse no chão.
— AIN! O que você vai fazer comigo, fala, Marshall-kun?~ — Ela ronronou, olhando para ele de baixo para cima com uma intensidade perturbadora.
— Eu não vou fazer nada, eu estou apenas parado tentando entender por que você não está correndo de medo — disse Marshall, soltando-a bruscamente.
Sukki caiu de pé, mas cambaleou, levando a mão à testa.
— Eu... eu estou me sentindo estranha. — Ela olhou para ele com os olhos semicerrados. — Marshall-kun, você colocou algum feitiço em mim? Um feitiço de submissão?
Antes que ele pudesse responder, ela se jogou no chão, ficando de joelhos diante dele.
— Se você quer isso, Mestre... ou melhor... — Ela jogou o cabelo rosa para trás, mudando drasticamente o tom de voz para algo profundo e forçadamente dramático. — Senpai~.
Marshall deu um passo atrás, a cauda eriçada.
— Você é completamente louca.
Sukki não parou. Ela começou a engatinhar pelo chão em direção a ele, movendo-se com uma agilidade que Marshall não esperava de uma estudante. Antes que ele pudesse reagir, ela se impulsionou para cima e deu um tapa sonoro na cara de Marshall.
O silêncio caiu sobre o quarto. O monitor hexagonal de Marshall brilhou em vermelho intenso, refletindo sua fúria crescente.
— Sua... — Ele começou a falar, mas sua voz baixou para um sussurro inaudível enquanto ele praguejava contra a situação. — Satan, me dê paciência...
Os ouvidos de Sukki captaram o nome instantaneamente.
— Satan? — Ela parou, os olhos quase saltando das órbitas. — Você disse Satan? O Mestre Supremo das Sombras? O governante do abismo?!
Ela correu para o teclado do computador, os dedos voando sobre as teclas com uma velocidade sobre-humana, abrindo abas de fóruns obscuros e wikis de ocultismo misturadas com fanfics.
— Eu sabia! — Ela gritou, girando na cadeira de gamer. — As profecias do episódio 402 estavam certas! Marshall-kun, se ele é o seu mestre, então tudo faz sentido!
— Do que você está falando agora? — Marshall perguntou, massageando a têmpora.
— Eu sou a escolhida! — Sukki declarou, levantando-se e apontando para si mesma com o polegar. — Eu sou a única mulher que Satan-sama reconheceria! Isso significa que... que eu serei a esposa de Mister Hotchkiss para selar a aliança entre os mundos!
Marshall Hotchkiss, o agente temido da P.P.F., o marido devoto de Mister Barrel, olhou para a garota de 1,52m que agora planejava o casamento deles no Twitter. Pela primeira vez em sua carreira, ele considerou seriamente que a eliminação direta talvez fosse menos dolorosa do que tentar processar a lógica de uma otaku obcecada.
— Eu tenho um marido, Sukki — disse ele, tentando manter a calma profissional.
— Um marido? — Sukki parou por um segundo, processando a informação. — Oh! Um triângulo amoroso proibido com um superior da P.P.F.?! Isso é ainda melhor! O plot twist da temporada!
Marshall suspirou profundamente. A missão de eliminar a anomalia tinha acabado de se transformar em algo muito, muito mais complicado.
