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The shocking truth about Claire and Alice's past.

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 06/10/2026

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DramaAngústiaSombrioFicção CientíficaTragédiaSuspenseExperimentação HumanaBiopunk
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O Eco do Laço Partido

O sol da tarde banhava o jardim da residência Fenny com um brilho dourado, transformando as gotas de orvalho nas folhas em pequenos diamantes. O riso de Claire e ∆lice ecoava pelo ar, um som cristalino que parecia afastar qualquer sombra de preocupação. Claire, com seu vestido branco impecável e o laço vermelho perfeitamente posicionado no topo de seu corte chanel, corria com uma elegância infantil, tentando alcançar a irmã mais nova.

∆lice, por outro lado, era um turbilhão de energia pura. Suas tranças castanhas balançavam freneticamente enquanto ela saltitava perto do pequeno lago no fundo do quintal, apertando seu coelho de pelúcia contra o peito. O macacão jeans estava levemente sujo de terra, uma prova silenciosa de suas travessuras matinais.

— Você não me pega, Claire! — gritou ∆lice, soltando uma gargalhada enquanto desviava de uma roseira.

— Cuidado com o lago, ∆lice! — Claire advertiu, parando para recuperar o fôlego. — A mamãe disse para não chegarmos tão perto da borda!

Na varanda da casa, Miss Fenny observava a cena com um sorriso terno. Seus cabelos laranja-amarelados estavam presos em um rabo de cavalo prático, e o avental azul claro sobre sua camisa branca indicava que ela estava no meio dos preparativos para o jantar. Ela limpou as mãos no avental e ajeitou o sutiã azul escuro sob a transparência leve da blusa, antes de soltar um chamado doce, mas firme.

— Meninas! — exclamou Fenny, acenando. — Venham para dentro agora. O céu está mudando, e o jantar está quase pronto!

As duas irmãs pararam instantaneamente. ∆lice deu um último pulinho e correu em direção à mãe, seguida de perto por Claire. Elas entraram em casa sob o olhar protetor de Fenny, sem saber que aquela seria a última tarde de sol que compartilhariam por muito tempo.

Horas depois, a atmosfera idílica havia sido substituída por um cenário de pesadelo. A chuva caía em torrentes violentas, batendo contra as janelas como se tentasse quebrar o vidro. Trovões ensurdecedores faziam a estrutura da casa tremer, e relâmpagos rasgavam o céu escuro, iluminando a sala de estar em flashes fantasmagóricos.

De repente, um estrondo diferente ecoou. Não era o trovão. Alguém estava esmurrando a porta da frente com força bruta.

Fenny sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ela sabia que aquele momento chegaria, mas não esperava que fosse em uma noite tão impiedosa. Seus olhos se arregalaram e ela se virou para as filhas, que estavam sentadas no tapete brincando.

— Claire, ∆lice, escutem-me bem — disse Fenny, a voz trêmula, mas carregada de urgência. — Vão para o sótão. Agora! Escondam-se atrás das caixas velhas e não façam nenhum barulho, não importa o que ouçam.

— Mamãe, o que está acontecendo? — perguntou Claire, sua voz pequena e cheia de medo, enquanto agarrava a mão de ∆lice.

— Agora, Claire! — ordenou Fenny, empurrando-as suavemente em direção às escadas.

As meninas obedeceram, subindo os degraus rapidamente. Elas se espremeram em um canto escuro do sótão, entre pilhas de jornais e móveis cobertos por lençóis. ∆lice soluçava baixinho, enterrando o rosto no coelho de pelúcia, enquanto Claire a abraçava com força, tentando ser a proteção que a irmã precisava.

Lá embaixo, a porta foi arrombada. O som de botas pesadas contra o assoalho de madeira preencheu a casa.

— Onde ela está, Fenny? — uma voz rouca e fria ecoou pelo corredor. — Sabemos que a criança está aqui. Entregue a ∆lice e talvez deixemos você e a outra em paz.

— Vocês não vão tocar nelas! — Fenny gritou, a voz desesperada. — Saiam da minha casa!

O som de móveis sendo derrubados e vidros se quebrando subiu pelas frestas do assoalho do sótão. Claire tapou os ouvidos de ∆lice, mas o terror já havia se instalado. O grupo de homens da máfia não estava ali para negociar. Eles revistaram cada cômodo com uma eficiência cruel, até que o som dos passos se aproximou da escada do sótão.

A porta do esconderijo foi escancarada. A luz de uma lanterna varreu o local, parando diretamente sobre as duas meninas encolhidas.

— Achei o prêmio — disse um homem alto, vestindo um sobretudo escuro encharcado pela chuva.

— Não! Deixem ela! — Claire gritou, tentando se colocar na frente da irmã.

Mas foi inútil. Um dos homens agarrou Claire pelos ombros, jogando-a para o lado, enquanto outro puxou ∆lice pelos braços. O coelho de pelúcia caiu no chão, esquecido na poeira.

— Mamãe! Claire! — ∆lice começou a gritar, o choro rompendo em um desespero agudo.

Fenny tentou lutar no andar de baixo, mas foi contida. Ela só pôde ouvir os gritos de suas filhas sendo arrastadas para fora, para a noite tempestuosa. Claire foi jogada primeiro no fundo de um caminhão frio e escuro, e logo depois ∆lice foi atirada ao lado dela. As portas se fecharam, mergulhando-as na escuridão total, apenas com o som da chuva martelando o teto de metal.

— Claire... eu estou com medo — soluçou ∆lice, tateando no escuro até encontrar a mão da irmã.

— Eu estou aqui, ∆lice. Eu prometo que vou te proteger — Claire respondeu, embora suas próprias lágrimas não parassem de cair.

O caminhão começou a se mover, balançando violentamente pelas estradas lamacentas. O tempo parecia ter parado. Claire tentava manter a calma, sussurrando palavras de conforto, até que o veículo parou bruscamente.

A porta se abriu novamente. A luz ofuscante de um complexo industrial feriu seus olhos.

— Separem-nas — ordenou uma voz feminina, fria e calculista.

— Não! Por favor! — Claire implorou, agarrando-se ao macacão de ∆lice. — Não tirem ela de mim!

Dois homens seguraram Claire, arrastando-a para longe, enquanto outro pegava ∆lice no colo. A última imagem que Claire teve de sua irmã foi o rosto banhado em lágrimas de ∆lice, estendendo a mão para o vazio enquanto era levada para um corredor diferente.

— ∆LICE! — o grito de Claire ecoou pelas paredes de concreto, mas a porta de metal se fechou, silenciando o mundo.

Algum tempo depois, ∆lice acordou. Ela não estava mais no caminhão, nem nos braços de um homem estranho. Ela estava deitada em uma mesa de metal gelada. Seus pulsos e tornozelos estavam presos por tiras de couro resistentes. Ela tentou se mexer, mas a contenção era absoluta.

Acima dela, uma estrutura metálica complexa pendia do teto, com fios coloridos e uma lente que parecia um olho mecânico gigante.

— Onde... onde eu estou? — perguntou ∆lice, a voz rouca de tanto chorar.

Passos ecoaram no laboratório estéril. Uma mulher de jaleco branco, com um olhar desprovido de qualquer empatia, aproximou-se da mesa. Ela segurava um tablet e ajustava alguns controles em um painel lateral.

— Você está em um lugar onde será muito útil, pequena — disse a cientista, com um sorriso que não chegava aos olhos. — Mas, para o que vamos fazer, não podemos ter distrações. Sentimentos, memórias... tudo isso é ruído desnecessário.

— Eu quero a minha mamãe! Eu quero a Claire! — ∆lice começou a se debater, o pânico atingindo um novo patamar.

— Oh, você não vai querer — provocou a cientista, aproximando-se do rosto da menina. — Em alguns minutos, você nem saberá quem são elas. Você será uma tela em branco. Um receptáculo perfeito.

A mulher apertou um botão no painel. A máquina acima de ∆lice começou a emitir um zumbido agudo, e uma luz azulada começou a brilhar intensamente na lente.

— Não! Por favor, pare! — ∆lice gritava, as lágrimas escorrendo pelas têmporas. — Eu não quero esquecer! Claire! MAMÃE!

— Iniciando o processo de extração de memória — anunciou a cientista, indiferente aos gritos.

O zumbido tornou-se um rugido nos ouvidos de ∆lice. Ela sentiu uma pressão insuportável em sua mente, como se fios invisíveis estivessem sendo puxados de dentro de seu cérebro. As imagens do jardim, do coelho de pelúcia, do sorriso de Fenny e do laço no cabelo de Claire começaram a tremular e perder a cor.

— CLAIRE! — foi o último grito consciente de ∆lice antes que a máquina atingisse a potência máxima.

O brilho azul consumiu tudo, e o choro da menina foi substituído por um silêncio absoluto e aterrador. No sótão da casa distante, o coelho de pelúcia jazia sozinho no chão, enquanto a chuva continuava a lavar a terra onde, horas antes, a felicidade parecia eterna.

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