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Oliver fpe ! Stuck :3

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 09/10/2026

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O Aroma do Sabão e a Armadilha Inesperada

A Paper School nunca foi um lugar de paz absoluta, especialmente quando Oliver estava por perto. O corredor do segundo andar ecoava com o som rítmico de seus passos e o ruído peculiar de algo sendo mastigado. Não era um lanche comum, nem um doce ou um sanduíche da cantina. Oliver segurava, com a maior naturalidade do mundo, uma barra de sabão de lavanda, da qual ele tirava lascas com os dentes como se fosse o chocolate mais caro do mundo.

Seus longos cabelos brancos, presos naquele rabo de cavalo baixo que quase tocava o chão, balançavam levemente conforme ele caminhava. A marca de "A+" em seu cabelo brilhava sob as luzes fluorescentes da escola, um símbolo irônico para alguém que preferia passar o tempo pregando peças com Zip e Edward do que realmente estudando.

— Nada como um bom sabonete matinal para começar o dia — murmurou ele para si mesmo, sentindo o gosto adstringente e a textura macia preencherem seu paladar.

Ele estava de bom humor. Tinha acabado de esconder os cadernos de um aluno do primeiro ano e estava ansioso para encontrar seus amigos e planejar a próxima travessura. Oliver ajustou o relógio no pulso direito, calculando quanto tempo faltava para o sinal tocar. Seus olhos, sempre carregados de uma malícia divertida, observavam as portas das salas de aula passando.

No entanto, o destino — ou talvez algum aluno vingativo — tinha outros planos.

Em um momento, Oliver estava dando mais uma mordida generosa em seu sabão. No segundo seguinte, o chão sob suas botas pretas pareceu se transformar em algo completamente diferente.

— Mas o que...?

Antes que pudesse completar a frase, seu pé direito afundou em uma substância branca, viscosa e extremamente densa que cobria uma parte considerável do corredor. O impulso de sua caminhada o jogou para frente. Oliver tentou se equilibrar, mas o pé esquerdo também foi capturado pela massa pegajosa.

O som que se seguiu foi um baque seco, acompanhado pelo barulho de algo escorregando. O sabonete, sua preciosa refeição, escapou de suas mãos e caiu exatamente no centro daquela poça branca e grudenta, afundando lentamente como se estivesse sendo consumido por areia movediça.

Oliver ficou estático por um segundo, processando a situação. Ele estava agachado, com as mãos espalmadas no chão para evitar uma queda total, mas agora suas mãos também estavam presas.

— Que porcaria é essa?! — exclamou ele, sentindo o rosto esquentar instantaneamente. — Quem foi o engraçadinho que deixou cola industrial no meio do corredor?

Ele tentou puxar o braço direito. A substância esticou, criando fios longos e resistentes que pareciam teias de aranha reforçadas com aço. Ele puxou com mais força, fazendo seus músculos tensionarem sob a camisa preta de gola, mas a armadilha não cedia. Era como se o chão o estivesse abraçando.

— Zip? Edward? Se isso for coisa de vocês, eu juro que vou... — Ele parou de falar, percebendo que estava sozinho.

A irritação começou a subir, misturada com uma pontada de vergonha. Oliver, o grande valentão da Paper School, o mestre das pegadinhas, estava preso como uma mosca em uma fita adesiva. E o pior: seu sabonete estava ali, a poucos centímetros de seu nariz, ficando coberto por aquela gosma nojenta.

— Sai... de... mim! — rosnou ele, tentando forçar as pernas.

Ele deu um solavanco para trás, esperando que o peso de seu corpo fosse suficiente para descolar as botas. Em vez disso, o movimento brusco o fez perder o equilíbrio de vez. Suas pernas escorregaram ainda mais para dentro da armadilha e, em um movimento desajeitado, seu tronco cedeu.

— Não, não, não!

Em um último esforço para não sujar o rosto, ele tentou girar o corpo, mas a viscosidade era implacável. Com um som úmido de sucção, o lado direito de seu rosto — exatamente onde ficava sua marca de "A+" — colou-se firmemente à substância.

Oliver agora estava completamente imobilizado. Deitado de lado, com os braços presos em ângulos estranhos, as pernas grudadas uma na outra e o rosto colado ao chão. O calor em suas bochechas agora não era apenas irritação; ele estava intensamente corado, uma mistura de fúria e o constrangimento absoluto de ser pego em uma situação tão ridícula.

— Eu vou matar quem fez isso — resmungou ele contra o chão, sua voz saindo abafada. — Eu vou transformar essa pessoa em papel picado e jogar no ventilador da diretoria.

Ele tentou piscar, mas até seus cílios pareciam pesados. Foi então que ele notou algo estranho. A substância, que antes era de um branco puro e brilhante, começou a mudar. Como se estivesse reagindo ao calor de seu corpo ou ao oxigênio, a cor começou a escurecer. O branco deu lugar a um cinza fosco e sombrio, e a textura, que já era ruim, tornou-se ainda mais densa e pesada.

— Ótimo, agora essa coisa está secando? — Oliver tentou forçar o pescoço para cima. — Ei! Tem alguém aí?

O silêncio do corredor era a sua única resposta. Ele podia ouvir o tique-taque de seu relógio, um lembrete constante de que, a qualquer momento, as aulas poderiam acabar e dezenas de alunos passariam por ali para vê-lo naquela situação humilhante.

Ele tentou uma terceira vez, concentrando toda a sua força nas pernas. Ele rangeu os dentes, sentindo o esforço em seus ombros.

— Vamos... descola... — Ele gemeu, sentindo a substância repuxar sua pele.

Inútil. Absolutamente inútil. A armadilha cinza parecia ter se tornado parte do próprio chão, e ele era apenas um detalhe decorativo agora. O sabonete, agora quase totalmente coberto pela gosma cinzenta, parecia zombar dele.

Oliver soltou um suspiro pesado, fazendo uma pequena bolha de ar surgir na superfície pegajosa perto de sua boca. Ele relaxou os músculos, não porque tivesse desistido, mas porque seu corpo simplesmente não aguentava mais lutar contra aquela resistência sobre-humana.

— Isso é tão estúpido — murmurou ele, fechando os olhos. — Eu sou o Oliver. Eu não fico preso. Eu sou quem prende as pessoas.

Ele ficou ali, deitado, sentindo o cheiro de lavanda de seu sabonete misturado com o odor químico da armadilha. Sua mente começou a divagar, imaginando as risadas de Zip e Edward quando o encontrassem. Eles nunca o deixariam esquecer aquilo. Ele seria o "Garoto-Cola" pelo resto do semestre.

— Se a Professora Bloomie me vir assim, ela vai me cortar em pedaços antes mesmo de eu conseguir me explicar — pensou ele, um calafrio percorrendo sua espinha.

O tempo parecia passar mais devagar quando se está grudado ao chão de um corredor escolar. Oliver tentou mover os dedos da mão direita, conseguindo apenas um leve movimento que resultou em mais fios cinzentos se prendendo entre suas unhas.

— Pelo menos o sabonete era de boa qualidade — disse ele para o vazio, tentando manter o sarcasmo mesmo naquela situação deplorável.

Ele olhou de soslaio para a mancha cinza que agora envolvia seu braço. A armadilha parecia quase orgânica, pulsando levemente com uma energia que ele não conseguia identificar. Não era apenas cola. Era algo... diferente. Algo que pertencia aos cantos mais estranhos da Paper School.

— Certo, Oliver, pense — disse ele a si mesmo, tentando recuperar a compostura. — Você é esperto. Você é travesso. Você tem chifres, por sinal.

Ele tentou usar os chifres para cutucar o chão, mas o ângulo era impossível. Ele estava preso demais, vulnerável demais. A irritação voltou a borbulhar, e ele sentiu as lágrimas de frustração ameaçarem surgir, mas ele as engoliu. Oliver tinha uma reputação a manter, mesmo que o único espectador fosse uma poça de gosma cinza.

— Eu juro — disse ele em voz alta, sua voz ecoando um pouco mais forte agora —, que a pessoa que fez isso vai desejar nunca ter nascido. Eu vou encontrar cada pedaço de sabão desta escola e vou forçar essa pessoa a comer todos eles.

Ele tentou um último movimento, um arqueamento desesperado das costas, mas a armadilha apenas o puxou de volta com um estalo elástico. Oliver desabou novamente, o rosto pressionado contra a superfície fria e cinzenta.

— Tudo bem... — sussurrou ele, exausto. — Você venceu por enquanto, chão maldito. Mas assim que eu sair daqui...

Ele deixou a ameaça no ar, fechando os olhos e esperando que, por algum milagre, Zip ou Edward aparecessem com um solvente muito forte ou, no mínimo, uma boa desculpa para ele estar ali deitado. Enquanto isso, o grande valentão da Paper School permanecia imóvel, um prisioneiro de sua própria má sorte e de uma armadilha que cheirava levemente a lavanda.

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