
sistema nervoso
Fandom: BTS
Criado: 11/10/2026
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Redes de Seda e Ouro
A claridade cinzenta da manhã de Seul filtrava-se suavemente pelas imensas paredes de vidro da cobertura, desenhando sombras compridas sobre o piso de mármore aquecido. Deitada sobre os lençóis de algodão egípcio, Kamilly esticou os braços devagar, sentindo o tecido macio roçar em sua pele clara e salpicada de pequenas sardas. O lado esquerdo da cama, onde Jeon Jungkook costumava dormir, já estava frio, embora o aroma sutil e amadeirado de sua colônia ainda permanecesse impregnado no travesseiro.
Ela abriu os olhos castanhos claros e olhou em direção à sacada panorâmica. Jungkook já estava de pé, vestindo uma camisa social branca com as mangas dobradas até os antebraços e calças de alfaiataria escuras. Ele segurava uma xícara de café enquanto observava a cidade lá embaixo, com a postura impecável e austera que pertencia tanto ao herdeiro de um império quanto ao neurocirurgião mais brilhante do país.
Ao lado dele, sobre uma mesa de centro minimalista, o tablet profissional piscava silenciosamente. Kami não sabia, mas naquela tela dividida não estavam apenas os exames de imagem dos pacientes do Hospital Universitário Jeon. Em uma pequena janela secundária, o sistema de segurança da faculdade de relações internacionais onde ela estudava atualizava os registros de entrada e saída em tempo real, enquanto o ponto verde do GPS costurado imperceptivelmente no forro de sua bolsa de couro indicava que ela ainda se encontrava no endereço correto: com ele.
— Bom dia, meu amor — a voz de Jungkook soou aveludada quando ele percebeu a respiração dela mudar, virando-se com um sorriso caloroso nos lábios finos.
— Bom dia — Kami sorriu de volta, sentando-se e ajeitando os cabelos ruivos que caíam em ondas desordenadas pelos ombros. — Há quanto tempo você está de pé?
— Faz apenas uma hora — respondeu ele, aproximando-se da cama com passos silenciosos e elegantes. Ele pousou a xícara na cabeceira e se inclinou, beijando delicadamente a têmpora dela, descendo com carinho até o canto de seus lábios. — Tive que revisar os relatórios da fundação antes do evento desta noite. E você parecia tão cansada que preferi não fazer barulho.
— Eu preciso mesmo ir ao meu apartamento hoje cedo, Jungkook — murmurou ela, encostando a cabeça contra o peito dele por um instante. — As minhas roupas para o baile beneficente estão lá, além de alguns livros que preciso devolver na biblioteca.
O maxilar de Jungkook retesou por uma fração de segundo, imperceptível para quem não o conhecesse sob uma lâmpada cirúrgica. Dois anos de namoro, e ela ainda mantinha aquele pequeno espaço a trinta minutos de distância. Uma relíquia teimosa de independência que ele pretendia desmantelar com a mesma paciência com que operava uma artéria cerebral delicada: milímetro por milímetro, sem que o paciente sentisse o menor corte.
— Não precisa se dar a esse trabalho, Kami — ele disse suavemente, acariciando os fios avermelhados com dedos longos e firmes. — Mandei o motorista buscar suas coisas logo ao amanhecer. Seu vestido novo da coleção particular do Taehyung já foi entregue aqui, ajustado sob medida, e os livros foram devolvidos à secretaria do seu departamento pelo meu assistente.
Kamilly franziu ligeiramente a testa, surpresa.
— Jeon, eu podia ter feito isso. Você tem cirurgias marcadas para a tarde e não precisa ficar cuidando da minha rotina.
— Eu gosto de cuidar de você — rebateu ele, olhando profundamente em seus olhos com uma sinceridade tão desarmante que fez o coração dela vacilar. — O trânsito na direção do seu bairro estava interditado por conta de obras na pista expressa. Se você fosse até lá, perderia o almoço e ficaria presa por horas. Eu só quis poupar o seu tempo para que pudesse descansar antes do jantar com os acionistas.
Ele levou a mão ao queixo dela, erguendo o rosto de Kamilly com suavidade.
— Além disso, você passa seis dias por semana aqui comigo. Por que continuar pagando o aluguel de um lugar que você mal usa? Seria muito mais seguro e prático se você trouxesse o restante das suas coisas de vez. Esta casa é sua.
A proposta não soava como uma imposição. Vinha disfarçada de pura lógica e afeto protetor, como todas as decisões que Jungkook tomava por ela. Quando sua mãe ainda lutava para estabilizar a clínica de estética em Seul, Kami aprendeu a valorizar a autonomia conquistada a duras penas. Mas como dizer "não" a um homem que antecipava todas as suas necessidades com tanta gentileza e desvelo?
— Nós já conversamos sobre isso, Jeon... — disse ela em tom baixo, sem conseguir sustentar uma resistência genuína diante daquele olhar atento. — Eu só não quero sentir que estou pulando etapas.
— Nós estamos juntos há dois anos, meu bem — ele sussurrou, tocando carinhosamente a ponta do nariz sardento dela. — Não há etapas a serem puladas, apenas a nossa vida acontecendo. Mas não vou pressionar você. Quando você estiver pronta, a chave mestre estará no seu chaveiro. Tome seu banho com calma, deixei um café da manhã reforçado esperando por nós.
Quando Kami se levantou e caminhou em direção ao closet privativo para pegar um roupão, Jungkook aproveitou os segundos de distração. Seus olhos desceram para o smartphone dela sobre o criado-mudo. Ele desbloqueou a tela com um toque rápido — o aparelho possuía um aplicativo oculto que espelhava notificações e gravações para o seu próprio celular. Havia uma mensagem de um colega de classe de Kami, sugerindo que formassem um grupo de estudos para uma conferência internacional que exigia fluência em italiano e francês.
Jungkook apagou a notificação com a ponta do polegar. Apenas apagou. Ele sabia exatamente o que faria a respeito mais tarde: conversaria com o reitor, que devia dois assentos no conselho à família Jeon, para que o garoto em questão fosse transferido para outro projeto de pesquisa no campus sul. Kamilly não precisava passar as tardes trancada em salas de estudo com rapazes da idade dela. Ele mesmo podia praticar os idiomas com ela durante os jantares em casa.
Quinze minutos depois, enquanto o vapor do chuveiro ainda enchia a suíte, a campainha discreta da entrada soou. Jungkook desceu os degraus de vidro da sala de estar e abriu a porta para Kim Taehyung e Ana.
Ana entrou primeiro. Alta, imponente, com longos cabelos pretos que caíam como uma cortina sedosa sobre as costas e um vestido casual de corte impecável, desenhado pelo próprio namorado. Ela e Kamilly compartilhavam uma cumplicidade de infância inquebrável, construída desde os dias em que nenhuma das duas sonhava em circular pelos círculos mais fechados e implacáveis da elite sul-coreana.
Logo atrás vinha Taehyung. O olhar do estilista era agudo, calculista sob a máscara de tédio aristocrático que ele costumava vestir em público. Ao cruzar o olhar com Jungkook, houve apenas um aceno sutil de cabeça. Eles não precisavam verbalizar o código compartilhado da família; entendiam perfeitamente os limites do território de cada um e o zelo doentio com que guardavam o que lhes pertencia.
— Onde está a Kami? — perguntou Ana, deixando a bolsa sobre a bancada da cozinha americana e olhando ao redor. — Ela não me respondeu desde ontem à noite.
— Estava cansada das aulas, dormiu cedo — respondeu Jungkook, com a voz serena enquanto servia três copos de água mineral gaseificada. — E o telefone dela estava descarregado. Ela já está terminando de se arrumar.
Taehyung encostou-se no batente de madeira escura, observando o primo com um meio-sorriso divertido nos lábios.
— Espero que ela esteja pronta para mais tarde. Os investidores de Paris estarão no salão, Jungkook. E como a Kami domina o francês perfeitamente, precisamos dela apresentável e descansada para encantar aqueles velhos tradicionalistas.
— Ela estará perfeita, como sempre — retrucou Jungkook secamente.
— Vocês dois falam como se a gente fosse adereço de vitrine — comentou Ana, cruzando os braços e arqueando uma sobrancelha para Taehyung. — O evento beneficente é para o hospital e para a galeria de arte, não um concurso de manequins.
Taehyung deu dois passos lentos até Ana, puxando-a suavemente pela cintura com uma intimidade que beirava a possessão silenciosa. Ele ajeitou uma mecha de cabelo que caía sobre a bochecha dela, fixando nela um olhar denso e magnético.
— Você nunca será um adereço, Ana. Você é a peça principal. E eu não permito que ninguém olhe para você sem entender exatamente quem você é e a quem você está associada.
Ana revirou os olhos de leve, embora um leve rubor tomasse suas maçãs do rosto. Ela estava acostumada àquela intensidade avassaladora de Taehyung, acreditando piamente que aquilo não passava de paixão excessiva e cavalheirismo antiquado. Nem ela nem Kami haviam enxergado as correntes invisíveis que os dois homens vinham forjando ao redor de suas vidas nos últimos dois anos.
— Ana! — o grito suave veio do topo da escada. Kamilly descia já vestida com um conjunto elegante de calça de linho e blusa bege, com as sardas brilhando suavemente sob a luz da manhã.
As duas amigas se abraçaram com a intimidade habitual, afastando-se um pouco dos rapazes para conversar em voz baixa.
— Por que você sumiu ontem? — Ana murmurou. — A gente combinou de ver aquela cafeteria nova perto do campus.
— O Jeon preparou um jantar surpresa para comemorar uma cirurgia bem-sucedida — Kami explicou, com um suspiro afetuoso na voz. — Quando vi, já era quase meia-noite. Ele é tão atencioso que me sinto culpada só de pensar em reclamar.
— Ele é incrível com você, amiga — Ana concordou com um sorriso sincero. — O Taehyung também é assim... Às vezes até demais. Queria que eu trocasse de carro porque disse que o modelo do meu não tem tração adequada para o inverno. Quase comprou uma SUV blindada no meu nome ontem.
— Eles só se preocupam — concluiu Kamilly, olhando de relance para onde Jungkook e Taehyung conversavam em tom baixo, perto da adega. — Eles cresceram com tanta responsabilidade e perigo ao redor que acho que aprenderam a cuidar do jeito deles.
A noite caiu sobre Seul como um manto de veludo escuro salpicado pelas luzes neon dos arranha-céus. O Hotel Lotte acolhia o baile beneficente anual da Fundação Jeon-Kim, um dos eventos mais concorridos do calendário social do país. Homens em smokings sob medida e mulheres em vestidos de alta-costura circulavam pelo salão monumental, cercados por lustres de cristal Baccarat e garçons servindo champanhe vintage.
Kamilly parecia deslumbrante. O vestido verde-esmeralda, desenhado exclusivamente por Taehyung, contrastava de maneira impecável com os cabelos ruivos presos em um coque solto e elegante. Ao seu lado, Jungkook não soltava sua mão ou mantinha uma das palmas pousada com firmeza elegante na curva de suas costas, guiando cada passo que ela dava pelo piso reluzente.
— Doutor Jeon, que prazer revê-lo — aproximou-se um homem de meia-idade, acompanhado por um jovem alto de terno cinza-chumbo. — Queria parabenizá-lo pela expansão da nova ala neurológica.
— Agradeço, Diretor Park — respondeu Jungkook com a polidez calculada de um estadista. — Gostaria de apresentar Kamilly, minha namorada. E estes são Kim Taehyung e Ana.
— Um imenso prazer — o rapaz ao lado do diretor sorriu com entusiasmo evidente, fixando os olhos em Kami. — Kamilly? Nós estivemos no mesmo seminário de relações internacionais no mês passado, não foi? Você fez aquela intervenção brilhante sobre comércio bilateral com a Itália.
Kamilly sorriu com naturalidade, seus olhos brilhando ao reconhecer o colega.
— Sim, me lembro de você! Lee Minho, certo? Você estava com o professor Bianchi.
— Exatamente — continuou o jovem, dando um passo adiante, alheio à mudança imperceptível na atmosfera ao seu redor. — Nós estamos montando uma comitiva estudantil para passar três semanas em Genebra no próximo semestre. Eu estava justamente procurando por você para saber se teria interesse em compor a liderança da mesa em francês e inglês. Seria uma oportunidade incrível para o seu currículo.
Ana, ao lado, abriu um sorriso animado pela amiga.
— Kami, isso é maravilhoso! Você sempre falou sobre Genebra.
No entanto, a mão de Jungkook na cintura de Kamilly apertou-se com uma pressão ligeiramente maior, embora o sorriso no rosto do médico permanecesse impassível e deslumbrante. Taehyung, encostado a poucos centímetros, ergueu a taça de cristal aos lábios, observando a cena com um olhar afiado e silencioso.
— É realmente uma proposta admirável, senhor Lee — Jungkook interveio, sua voz soando suave como seda, mas com o peso cortante de uma sentença. — Mas receio que a agenda da Kamilly para o próximo semestre já esteja completamente comprometida.
Kamilly olhou para ele, levemente surpresa.
— Está?
Jungkook virou o rosto para ela, dedicando-lhe um olhar repleto de carinho e afeto paternalista, acariciando suas costas de maneira reconfortante diante de todos.
— Você não se lembra, meu bem? Nós conversamos sobre isso na semana passada, quando comentei sobre o estágio que meu tio está abrindo na comissão diplomática do consulado aqui em Seul. Uma oportunidade exclusiva para você representar a fundação em nível executivo, sem a necessidade de submeter-se aos custos e à instabilidade logística de uma viagem universitária desnecessária. Não seria prudente você abrir mão de um cargo oficial no consulado por uma conferência de estudantes, seria?
As palavras dele foram medidas com precisão cirúrgica. Em questão de segundos, ele fez o convite de Genebra parecer pequeno, amador e perigoso, enquanto oferecia uma alternativa de prestígio que ele próprio controlava do início ao fim.
— Bem... — Kami hesitou, sentindo o peso dos olhares sobre si. Ela não se lembrava de terem batido o martelo sobre o consulado, mas a lógica de Jungkook parecia tão generosa e protetora que discordar dele ali, diante de acionistas e do diretor do hospital, soaria ingrato e infantil. — Sim... Claro. O projeto em Seul é uma oportunidade fantástica.
O jovem Minho perdeu um pouco da confiança ao encarar a presença imponente de Jeon Jungkook.
— Ah, compreendo perfeitamente. Se o doutor Jeon já preparou um encaminhamento no consulado, não há comparação. Foi um prazer, Kamilly. Com licença a todos.
Assim que o rapaz se afastou, engolido pela multidão de convidados, Taehyung inclinou-se perto do ouvido de Jungkook com um murmúrio quase inaudível, entretido.
— Muito limpo, primo.
Jungkook apenas piscou os olhos em concordância antes de se voltar inteiramente para Kamilly. Ele inclinou a cabeça para beijar o topo dos cabelos dela, inalando o perfume suave de gardênia que ele mesmo havia escolhido e comprado para ela.
— Você merecia um estágio de verdade, meu amor. Não vou deixar que você perca seu tempo com projetos pequenos quando posso lhe dar o mundo inteiro.
— Obrigada, Jeon — ela sussurrou, encostando a bochecha no terno dele por um breve momento, desarmada pelo suposto zelo que a envolvia. — Você sempre pensa em tudo antes de mim.
— Sempre — garantiu ele em voz baixa, com os olhos fixos na entrada do salão onde os seguranças particulares da família vigiavam cada porta. — É para isso que eu estou aqui.
Horas mais tarde, quando as luzes do salão foram finalmente substituídas pelo silêncio reconfortante do carro executivo blindado que os levava de volta à cobertura, Kamilly apoiou a cabeça no ombro de Jungkook, exausta. Seus dedos repousavam sobre a coxa dele, cansados após tantas conversas diplomáticas e sorrisos impecáveis.
Jungkook estendeu a mão até o bolso interno do paletó e retirou um pequeno molho de chaves adornado com um chaveiro de prata pura com as iniciais dela gravadas.
Ele pegou a mão de Kami, abrindo-lhe a palma com delicadeza, e colocou as chaves ali, fechando os dedos dela ao redor do metal frio.
— O que é isso? — perguntou ela, piscando os olhos sonolentos.
— Pedi para a imobiliária rescindir o contrato do seu antigo apartamento esta tarde — disse ele com extrema calma, sem qualquer alteração no tom aveludado da voz. — Paguei as multas rescisórias e todas as suas coisas serão trazidas para o nosso closet amanhã pela manhã. Você não precisa mais se preocupar em voltar para lá tarde da noite, nem em pegar aquela estrada escura depois da faculdade.
Kamilly sentou-se mais reta, o coração acelerando em um misto de sobressalto e perplexidade.
— Você cancelou o meu contrato? Jeon, nós não tínhamos decidido isso ainda!
Jungkook não se alterou. Ele ergueu as duas mãos para segurar o rosto dela com ternura infinita, acariciando suas bochechas sardentas com os polegares e olhando dentro dos olhos castanhos dela com uma devoção que parecia transbordar.
— Olhe para você esta noite, Kami. Você brilhou para os maiores empresários da Ásia. Você fala quatro línguas fluentemente, tem um futuro brilhante e é a mulher mais preciosa que já entrou na minha vida. Você realmente acha que eu conseguiria dormir em paz sabendo que você mora em um prédio sem segurança de ponta, exposta a qualquer perigo?
Ele aproximou o rosto do dela, roçando os lábios em sua bochecha antes de sussurrar contra a pele quente:
— Eu fiz isso porque amo você mais do que a minha própria vida. Não posso permitir que nada de ruim aconteça a você por descuido meu. Foi um presente, amor. Não fique chateada com alguém cujo único defeito é não suportar viver longe de você.
Kamilly olhou para as chaves em sua mão. Havia algo vertiginoso naquela constatação, uma sensação tênue de que o chão sob seus pés acabara de desaparecer, substituído por uma plataforma de mármore impecável e sem saídas. Mas a expressão de Jungkook era tão apaixonada, seus cuidados eram tão completos e sua presença era tão sólida que a sensação de alarme foi rapidamente silenciada pela comodidade do afeto absoluto.
— Você devia ter me avisado antes... — murmurou ela, o tom de protesto desvanecendo-se em um suspiro de rendição.
— Eu sei. Me desculpe por ser tão impaciente — ele sorriu contra o pescoço dela, beijando o ponto onde a pulsação ainda batia acelerada. — Mas agora você está em casa. Onde você sempre pertenceu.
Enquanto o carro deslizava para dentro da garagem subterrânea e privativa da cobertura, Jungkook olhou pelo espelho retrovisor. O reflexo de Kamilly, acomodada em seus braços e protegida pelas muralhas de sua fortuna, era tudo o que importava. A gaiola de ouro estava finalmente trancada, e ela mesma havia guardado a chave no bolso sem perceber.
