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Kaga :3

Fandom: Yandere simulator

Criado: 13/10/2026

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O Fracasso das Fórmulas Perfeitas

As luzes fluorescentes do Clube de Ciências da Academia Akademi zumbiam com uma frequência quase imperceptível para ouvidos comuns, mas para Kaga Kusha, aquele zumbido era como a sinfonia de abertura para sua inevitável coroação global. O relógio na parede de azulejos brancos marcava bem mais tarde do que o horário de encerramento das atividades do campus. As janelas amplas mostravam apenas o breu da noite, cortado pelas luzes distantes da cidade, mas o presidente do clube não tinha qualquer intenção de ir para casa. Dormir era uma perda colossal de tempo quando havia um império corporativo a ser conquistado.

Apertando as luvas de borracha dourada contra os nós dos dedos, Kaga deu dois passos dramáticos para trás, o jaleco branco ondulando ao redor de suas pernas longas graças ao corte esvoaçante na fresta traseira. Ele ajeitou a lente ocular azulada sobre a órbita esquerda com a ponta do indicador, estreitando os olhos azul-claros para a câmara de contenção de vidro reforçado bem diante dele. As pequenas marcas de cansaço nos cantos de seus olhos apenas acentuavam sua expressão enlouquecida e brilhante.

— Mais um pouco... apenas mais uma fração de mililitro do catalisador sintético e a densidade celular entrará em colapso reversível! — murmurou ele para si mesmo em um tom teatral, gesticulando amplamente para o teto deserto. — Eles achavam que a Corporação Saikou era o ápice da engenharia biomolecular? Patético! Quando eu dominar esta matriz, a própria Megami Saikou terá que se curvar à minha supremacia! Ela não terá escolha a não ser me entregar a presidência daquele império colossal de bandeja!

Kaga riu alto, uma gargalhada aguda e maníaca que ricocheteou pelas mesas de aço inoxidável, pelos frascos Erlenmeyer alinhados meticulosamente e pelos terminais de computadores que processavam dados criptografados. Ele era um gênio incontestável. Lia tratados científicos inteiros aos dois anos, falava cinco idiomas antes dos seis e, ainda assim, recusara os convites das maiores universidades do planeta apenas para estar ali, naquela escola, próximo o bastante de seu verdadeiro alvo.

Com um sorriso travesso curvando os lábios, ele pegou uma pipeta automatizada contendo um líquido bioluminescente de coloração estranhamente iridescente. A mistura original deveria ser um polímero de limpeza para robôs industriais, mas Kaga, sendo Kaga, decidira adulterar a fórmula com compostos orgânicos não catalogados obtidos de uma entrega clandestina. O cientista aproximou-se da câmara aberta, inclinando-se perigosamente sobre a escotilha de ventilação.

— Vamos ver como você reage a uma sobrecarga de pulsos iônicos, minha pequena abominação sintética... — sibilou ele, os olhos brilhando com pura astúcia juvenil.

Ele pingou a substância.

Por um breve segundo, nada aconteceu. O silêncio no laboratório parecia absoluto, quebrado apenas pelo chiado do ar-condicionado. Então, o interior da cuba começou a chiar violentamente. Uma fumaça espessa, com cheiro adocicado de algodão-doce e ozônio, explodiu para cima. O líquido, que antes era uma poça viscosa transparente, adquiriu uma tonalidade rosa-pastel inacreditavelmente brilhante e fofa, quase inocente se não estivesse borbulhando como magma.

— O quê? Uma reação endotérmica revertida? — Kaga franziu o cenho, inclinando o tronco ainda mais para a frente, a curiosidade sobrepujando seu instinto de autopreservação. — Isso desafia as leis termodinâmicas básicas! Impossível! Absolutamente impossív...

Antes que ele pudesse terminar a palavra, a massa rosa-pastel se ergueu em alta velocidade. Não como uma explosão, mas como membros vivos. Grossos, lisos e surpreendentemente musculosos apêndices emergiram do tanque em uma fração de segundo.

— Mas o que significa...?! — Kaga tentou recuar, mas seus sapatos polidos escorregaram levemente no chão impecável.

Um tentáculo flexível e aveludado enrolou-se ao redor do seu pulso direito, esmagando a luva dourada contra sua pele. Outro laço envolveu seu tornozelo esquerdo com força incomparável. Antes que seu cérebro de alto QI pudesse calcular a força de tração, ele foi puxado sem a menor cerimônia.

— Solte-me! Isso é uma violação do protocolo de segurança laboratorial! — gritou ele, mas o chão sumiu sob seus pés.

Kaga foi arremessado contra uma divisória acolchoada nos fundos do laboratório. O impacto expulsou o ar de seus pulmões, e uma névoa rosa suave atingiu seu rosto, fazendo com que sua visão se turvasse quase instantaneamente. Sua mente prodigiosa lutou contra o torpor químico, mas a escuridão o engoliu rapidamente.


Quando Kaga Kusha recuperou a consciência, a primeira coisa que notou foi a completa impossibilidade de mover um único músculo do pescoço para baixo. Ele piscou os olhos rapidamente, a lente azulada sobre o olho esquerdo ligeiramente torta, embaciando parcialmente o campo de visão.

Ele estava suspenso a alguns palmos do chão, amarrado contra a parede metálica de contenção do laboratório. E o material que o prendia não era corda, nem correntes, nem qualquer liga de titânio que ele próprio pudesse ter desenhado.

Eram tentáculos. Tentáculos grossos, lustrosos e de um tom rosa-pastel ridiculamente fofo, que contrastavam de forma bizarra com a atmosfera sombria e profissional do Clube de Ciências.

— Mas que pesadelo biológico absurdo é esse?! — exclamou Kaga em voz alta, balançando a cabeça desgrenhada, os fios azul-acinzentados caindo sobre a testa suada.

Ele começou a se debater com todas as forças. Chutou as pernas, tensionou os ombros largos e tentou girar o tronco para usar sua altura e alavancagem de 177 centímetros para se soltar. Era inútil. As amarras de carne sintética eram surpreendentemente elásticas, absorvendo toda a energia de seus movimentos e apertando-se ainda mais contra o seu jaleco branco e seu uniforme escolar.

— Solte-me, sua anomalia amorfa! Você faz ideia de quem eu sou?! — esbravejou ele, a arrogância habitual transparecendo apesar da situação deplorável. — Eu sou Kaga Kusha! O futuro líder supremo da humanidade e presidente da Corporação Saikou! Eu não serei humilhado por uma geleia celular que sequer possui sistema nervoso central!

Como se entendesse cada palavra de desafio, a massa rosa estremeceu. Um som quase inaudível, semelhante a um gorgolejo satisfeito, ecoou pelo ar.

Dois tentáculos mais finos e extremamente ágeis separaram-se da massa principal. Eles deslizaram pelo tecido rígido do jaleco, contornando a braçadeira vermelha de liderança com o emblema do frasco Erlenmeyer, e desceram pelas coxas do rapaz. Kaga sentiu um calafrio percorrer sua espinha. O contraste térmico era bizarro: os tentáculos eram quentes e macios, quase como uma pele humana, mas com uma textura ligeiramente aveludada.

— Espere aí... para onde vocês pensam que estão indo? — perguntou ele, o tom de voz subitamente perdendo a imponência e subindo uma oitava. — Não ousem! Fiquem longe das minhas roupas!

Os tentáculos ignoraram completamente suas ordens. Com uma precisão quase cirúrgica, uma das pontas deslizou pela barra de sua calça preta padrão da Akademi, subindo pela perna direita. O tecido fino da calça não oferecia resistência alguma. Pouco depois, o outro tentáculo encontrou a fresta do cinto, desabotoando a fivela com um estalo seco e deslizando sem esforço para dentro da calça escura de Kaga.

Os olhos azuis do jovem cientista se arregalaram em choque absoluto.

— N-não! Ei, espere! Isso é... isso é completamente inapropriado! — Kaga protestou, sentindo o calor subir imediatamente para o seu rosto.

As pontas rosadas avançaram com firmeza, contornando a pele de suas coxas e atingindo o elástico de sua cueca. Elas se moveram com suavidade por baixo do tecido íntimo, tocando a pele nua de seus quadris e a base do abdômen. O contato foi tão direto e inesperado que Kaga corou furiosamente. O rubor cobriu suas bochechas pálidas até as pontas das orelhas, fazendo com que ele se sentisse o ser humano mais vulnerável de toda a província de Shisuta.

Ele tentou cerrar os dentes e manter uma postura impassível, mas a vergonha era avassaladora.

— Tire isso daí agora mesmo! Se algum membro do conselho estudantil entrar por aquela porta e me vir desta forma, meu prestígio estará arruinado! Megami nunca me levará a sério! — Ele tentou contrair os músculos da barriga para expulsar os invasores, mas sua resistência apenas pareceu estimular a criatura.

Foi então que os tentáculos mudaram de estratégia.

Em vez de apenas pressionarem ou segurarem, as extremidades afuniladas começaram a vibrar. Pequenas ventosas macias nas superfícies dos tentáculos começaram a se abrir e fechar ritmicamente contra as costelas do cientista, subindo sob a camisa social, enquanto outros tentáculos continuavam se contorcendo dentro de suas calças, tamborilando levemente contra os lados mais sensíveis de sua cintura e a parte interna de suas coxas.

Kaga arregalou os olhos ainda mais. Um arrepio elétrico percorreu sua medula espinhal.

Eram cócegas. Cócegas implacáveis, precisas e biomecanicamente calculadas para explorar todas as suas terminações nervosas mais sensíveis.

— Nff... ghh! — Kaga prendeu a respiração imediatamente, cerrando os lábios com tanta força que ficaram brancos.

Sua mente analítica começou a disparar avisos de emergência: Autocontrole! Concentre-se no cálculo infinitesimal da constante gravitacional! Pense em equações de termodinâmica quântica! Pense na burocracia corporativa dos Saikou! Não reaja! Não reaja!

Os tentáculos sob sua calça começaram a se contorcer em círculos rápidos bem na dobra entre sua coxa e o quadril, enquanto a ponta que estava sob sua camisa deslizava rapidamente para a linha de suas costelas, aplicando toques rápidos e trêmulos como penas hiperativas.

— Mmmff... snk! — Um som sufocado escapou pelo nariz de Kaga.

Ele jogou a cabeça para trás, os cabelos desgrenhados batendo contra a parede fria. Seu corpo estremeceu violentamente. Os tentáculos pareciam ter sensores térmicos que detectavam exatamente onde ele era mais vulnerável. Toda vez que ele endurecia o abdômen para tentar bloquear as cócegas, um novo apêndice encontrava um ponto ainda mais sensível perto dos ossos do quadril ou logo abaixo das axilas, massageando e dedilhando de forma exasperante.

— P-parem... mmmff! Eu sou... eu sou uma mente superior! — tentou rosnar ele entre os dentes travados, as lágrimas de esforço já brotando nos canos lacrimais. — Eu domino... eu domino as leis da física! Vocês não podem me... nhahaha... NÃO!

A muralha de dignidade de Kaga ruiu espetacularmente.

Um tentáculo deu um toque duplo e rápido bem no ponto mais sensível de sua cintura, sob o elástico da cueca, e o riso que ele vinha prendendo explodiu pela sala em um eco histérico.

— HHAHAHAHAHA! NÃO! PAREM COM ISSO! HAHAHAHAHA! — Kaga começou a gargalhar descontroladamente, balançando o corpo de um lado para o outro na tentativa inútil de fugir do contato constante.

O som de suas risadas preencheu o Clube de Ciências de um modo que ele jamais admitiria em sã consciência. Não era a sua costumeira risada maníaca e triunfante de cientista louco que planejava dominar o mundo; era uma risada genuína, infantil, completamente indefesa e desesperada.

— AHAHAHAHA! ISSO É... ISSO É UMA VIOLAÇÃO DOS MEUS DIREITOS HUMANOS! HAHAHA! — gritava ele, sacudindo as pernas enquanto os tentáculos pastel pareciam dançar ainda mais animados, agitando-se em um frenesi de toques suaves. — SOCORRO! NÃO LÁ! HAHAHAHAHA, AÍ NÃO! POR FAVOR!

A sensação era avassaladora. As cócegas nos flancos pareciam fazer seu cérebro entrar em curto-circuito. Toda a sua inteligência brilhante, capaz de decifrar códigos militares e formular teorias revolucionárias, fora reduzida a uma massa contorcida de risadas puras e involuntárias. Ele tentava recuperar o fôlego, mas cada vez que puxava o ar, os tentáculos mudavam o ritmo, aplicando pequenos beliscões inofensivos e toques cócegas que o faziam arquejar de novo em espasmos de riso.

— HAHAHAHAHA! EU VOU DISSOLVER VOCÊS EM ÁCIDO SULFÚRICO! HAHAHA! EU JURO QUE VOU! AH, NÃO, NÃO NESSA PARTE! HAHAHAHAHAHA!

Os tentáculos dentro de sua calça desceram um pouco pelas coxas, vibrando em um ritmo sincopado, enquanto os da cintura subiam rapidamente para o peito, contornando suas axilas. Kaga contorcia os ombros, tentando desesperadamente fechar os braços contra o próprio corpo, mas as amarras que prendiam seus pulsos mantinham seus braços elevados o suficiente para deixá-lo completamente exposto.

As lágrimas agora escorriam livremente pelo seu rosto corado, limpando a poeira de giz e produtos químicos de suas bochechas. O rapaz arquejava, o peito subindo e descendo em um ritmo frenético sob o tecido aberto do uniforme.

— HAHAHAHAHA! BASTA! EU ME RENDO! HAHAHA! O QUE VOCÊS QUEREM?! ENERGIA?! DADOS?! HAHAHAHAHAHA! PAREM COM ESSAS CÓCEGAS!

O monstro cor-de-rosa parecia incansável. A cena era completamente surreal: o laboratório mais avançado da prestigiosa Academia Akademi, um cenário de intriga e alta ambição corporativa, transformado no palco de uma sessão de tortura por cócegas liderada por uma criatura que parecia ter saído de um desenho animado infantil.

Kaga riu até que seu abdômen começou a doer fisicamente. Ele riu até que sua voz falhou, transformando-se em arquejos agudos e gemidos entrecortados de pura exaustão sensorial. Cada tentativa de compor sua carranca autoritária terminava com mais um ataque impiedoso de tentáculos contra suas costelas, reiniciando o ciclo de risadas sem fim.

Ele olhou para baixo, através dos olhos marejados, e viu a extensão completa de sua armadilha: os tentáculos pastel não apenas o seguravam firmemente pelo tronco e pelos membros, mas estavam completamente enredados em suas roupas, cobrindo quase todo o seu campo de visão inferior. Ele estava, sem sombra de dúvida, absolutamente e indiscutivelmente derrotado por sua própria invenção caprichosa.

— Haha... ha... ha... — Kaga soltou uma risada fraca e engasgada quando os tentáculos finalmente diminuíram a velocidade para um carinho suave e rítmico, ainda mantendo a ponta sob o tecido de sua cueca, lembrando-o de que o controle total pertencia a eles. — Vocês... seus monstros cor-de-rosa... insolentes...

Ele pendurou a cabeça para a frente, os cabelos prateados e azulados caindo desordenadamente sobre a lente do olho esquerdo, que agora estava completamente torta. O suor colava a camisa branca ao seu peito arfante, e o rubor em seu rosto ainda queimava com intensidade incandescente.

A criatura deu um pequeno puxão travesso no elástico de suas roupas íntimas antes de se acomodar em um aperto firme, porém confortável, mantendo o gênio da Akademi suspenso no ar como um troféu peculiar.

Kaga respirou fundo, tentando reorganizar os pensamentos em sua mente exausta. O silêncio voltou a reinar no clube, quebrado apenas por seus suspiros ofegantes. Ele olhou para a porta trancada do laboratório e depois para a criatura brilhante que o mantinha prisioneiro.

— Se... se qualquer alma viva souber disso... — murmurou ele, com a voz rouca, tentando sem sucesso soar ameaçador —, eu vou reprogramar este laboratório inteiro para apagar suas memórias da existência.

A massa de tentáculos rosa-pastel apenas emitiu um pequeno borbulhar macio em resposta, apertando-o em um abraço pegajoso e cócegas leves na cintura, fazendo Kaga soltar mais um guincho patético de riso que ele rapidamente tentou fingir que fora apenas um pigarro de autoridade.

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