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passado com traumas

Fandom: f1

Criado: 13/10/2026

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Além das Cicatrizes

O Grande Prêmio de Mônaco havia sido um turbilhão de emoções. Para Charles Leclerc, vencer em casa era o ápice de sua carreira, mas para Luna Garcia, observar aquele triunfo através das lentes de sua câmera era algo que transcendia o profissionalismo. Ela amava cada detalhe dele, mas esse amor vinha acompanhado de uma barreira invisível que ela mesma erguera para se proteger.

Já passava da meia-noite quando chegaram ao apartamento de Charles. O silêncio do luxuoso imóvel contrastava com a euforia das ruas de Monte Carlo. Enquanto Charles se refugiava no banheiro para um banho demorado, Luna tentava controlar a própria ansiedade. Ela vestiu uma das camisetas largas dele, que cheirava ao perfume cítrico que ele usava, e uma cueca boxer que ficava folgada em seu quadril.

Ela se sentou na cama, encolhendo as pernas, sentindo o coração martelar contra as costelas. Toda vez que o clima esquentava nos últimos seis meses, Luna recuava. O toque no abdômen dele a fazia lembrar de mãos que não eram gentis; a proximidade física trazia flashes de um passado que ela tentava enterrar.

A porta do banheiro se abriu, e o vapor escapou, trazendo consigo Charles. Ele estava apenas com uma toalha branca amarrada na cintura, secando os cabelos molhados com outra menor. A luz suave do abajur delineava cada músculo de seu corpo de atleta.

Luna o observou, hipnotizada. Ela nunca o vira tão exposto. Seus olhos percorreram o abdômen definido, os ombros largos e a curva das costas. Quando ele se virou de lado, a visão da bunda avantajada e o volume evidente sob o tecido da toalha — mesmo que ele estivesse em repouso — a fizeram perder o filtro.

— Meu Deus, Charles... você é tão grande — sussurrou ela, sem perceber que as palavras haviam escapado.

Charles parou o movimento da toalha e soltou uma risada baixa, rouca e provocativa. Ele caminhou lentamente até a cama, deixando a toalha de lado antes de se deitar ao lado dela, ficando apenas com a pele nua em contato com os lençóis.

— É mesmo, mon amour? — Ele se aproximou, o hálito fresco roçando o pescoço dela. — Você ainda não viu nada.

Charles a puxou para um beijo profundo, explorando sua boca com uma fome contida por meses. Suas mãos, sempre tão cuidadosas, começaram a subir pelas coxas de Luna, sentindo a maciez da pele. Ele não parou por ali. As mãos subiram para os seios dela, cobertos pelo algodão da camiseta, e os apertou com firmeza.

— Você está reagindo tanto a mim hoje — murmurou ele contra os lábios dela, sentindo os mamilos de Luna ficarem rígidos sob o tecido.

Ele deslizou a mão para baixo, por dentro da cueca, e soltou um suspiro de satisfação ao encontrar a intimidade dela completamente encharcada.

— Olha só como você está melada para mim, Luna... — Charles disse, a voz carregada de desejo. — Você me quer tanto quanto eu quero você.

Com habilidade, ele afastou o tecido e começou a estimular o clitóris dela. Luna arqueou as costas, a respiração falhando enquanto sentia a região inchar sob o toque rítmico. Charles introduziu um dedo, soltando um gemido baixo ao sentir o quanto ela era apertada.

— Tão apertadinha... parece que foi feita sob medida para mim — sussurrou ele, introduzindo o segundo dedo e aumentando a velocidade.

Charles subiu o corpo, puxando a camiseta de Luna para cima e retirando-a. Ele começou a beijar e chupar os mamilos dela, mas, no auge do prazer físico, sentiu algo frio cair em seu ombro. Ele parou imediatamente e olhou para cima.

Luna estava chorando em silêncio, as lágrimas escorrendo pelo rosto pálido.

— Luna? Ei, o que houve? Eu te machuquei? — A voz dele mudou instantaneamente de luxúria para preocupação pura.

— Não... não é você — soluçou ela, cobrindo o corpo com os braços. — É que... meu ex... ele dizia coisas horríveis. Que meus seios eram grandes demais e caídos, que minha bunda era mole, que minha barriga era inchada e minhas coxas magras. Ele dizia que eu era feia, Charles. E quando eu não queria... ele me batia. Ele me forçava.

Charles sentiu uma onda de fúria pelo homem que fizera aquilo, mas a sufocou para focar na mulher à sua frente. Ele a puxou para um abraço apertado, beijando o topo de sua cabeça.

— Escuta aqui — disse ele, segurando o rosto dela com as duas mãos. — Você é a mulher mais linda que eu já vi, Luna. Cada curva sua é perfeita. Eu amo seu corpo, eu amo o jeito que você se encaixa em mim. Eu nunca, jamais, faria algo que você não quisesse. Nós podemos parar agora, se você quiser.

Luna olhou nos olhos verdes dele e viu apenas verdade e adoração.

— Não para — pediu ela em um sussurro. — Eu quero que seja você.

Com uma paciência infinita, Charles se posicionou entre as pernas dela. Ele entrou lentamente, centímetro por centímetro, dando tempo para que o corpo dela se acostumasse.

— Isso... relaxa para mim, linda — ele gemia, intercalando carícias doces com palavras sujas. — Você é tão gostosa, Luna. Puta merda, como você é apertada. Você é minha, só minha.

O ritmo aumentou, uma dança de entrega e cura. Charles a possuía com uma intensidade que a fazia esquecer de cada insulto que já ouvira. Quando o ápice chegou, ele se afundou nela, liberando-se completamente.

Minutos depois, enquanto o silêncio retornava, Luna sentiu o líquido quente escorrer por suas coxas. Ela entrou em pânico instantaneamente, sentando-se e tocando o próprio ventre.

— Charles... você... você gozou dentro? — A voz dela tremeu, o medo da perda de controle voltando.

Ele a puxou de volta para o seu peito, envolvendo-a com os braços fortes.

— Calma, calma. Está tudo bem. Eu me perdi no momento, mas eu cuido de você, Luna. Nada de ruim vai acontecer. Eu estou aqui.

Ela relaxou gradualmente, adormecendo exausta nos braços do homem que, finalmente, havia quebrado suas correntes.


Na manhã seguinte, a luz do sol de Mônaco invadia o quarto. Luna dormia de barriga para baixo, com o lençol cobrindo apenas metade de seu corpo. Charles, que já estava acordado há algum tempo, estava apoiado em um cotovelo, observando-a. Sua atenção estava presa na curva da bunda dela, que ficava empinada naquela posição.

Luna começou a despertar, sentindo o olhar intenso sobre si. Ela se virou devagar, encontrando o sorriso travesso de Charles.

— Bom dia, campeão — murmurou ela, a voz rouca de sono.

— Bom dia, mon ange. Eu estava aqui pensando em como começar bem o dia — disse ele, a mão descendo para apertar a nádega dela.

— Você não cansa, não é? — provocou ela, sentindo um calor familiar subir pelo corpo.

Charles fez menção de se levantar da cama.

— Vou pegar uma camisinha. Não quero te assustar de novo como ontem.

Luna, porém, esticou a mão e segurou o pulso dele. O olhar dela era decidido, desprovido da insegurança da noite anterior.

— Não precisa usar... se você não quiser. Eu posso começar a tomar o remédio hoje mesmo. Eu confio em você, Charles.

O coração de Charles deu um salto. Ele se inclinou e a puxou para cima, fazendo-a sentar em seu colo.

— Então mostra para mim o quanto você confia — desafiou ele, com um brilho safado nos olhos. — Senta em mim, Luna.

Ela corou, desviando o olhar.

— Eu... eu não sei como fazer.

— Eu te guio — sussurrou ele, as mãos grandes segurando os quadris dela e posicionando-a.

Ele a ajudou a descer sobre ele, e o prazer foi imediato. Mas Charles queria vê-la por todos os ângulos. Ele a moveu suavemente, pedindo para que ela ficasse de quatro sobre o colchão.

— Assim, linda... desse jeito.

Ao se posicionar atrás dela, a luz do dia revelou o que a penumbra da noite havia escondido. Charles sentiu um nó na garganta. No corpo de Luna, havia marcas que o tempo não conseguiu apagar totalmente: pequenas cicatrizes nos flancos e marcas de dedos que pareciam permanentes na lateral de seus seios, lembranças cruéis do homem que a ferira.

Charles se aproximou, mas em vez de um movimento brusco, ele começou a beijar cada uma daquelas marcas. Ele beijou a cicatriz na costela, as marcas nos seios, tratando cada ferida antiga com uma reverência quase religiosa.

— Eu vou apagar cada uma dessas lembranças, Luna — prometeu ele, a voz vibrando contra a pele dela. — De agora em diante, seu corpo só vai conhecer o meu toque. E eu vou te lembrar todos os dias o quanto você é perfeita.

Luna fechou os olhos, sentindo as lágrimas — desta vez de alívio — caírem. Enquanto Charles a possuía novamente, com uma mistura de possessividade e ternura, ela finalmente se sentiu inteira. O passado ainda estava lá, mas o futuro tinha o nome dele, e o cheiro de vitória que só Charles Leclerc poderia proporcionar.

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