
Riley x oliver
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 15/10/2026
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Tinta e Obsessão: O Coração de Papel Manchado
Os corredores da Paper School estavam mergulhados em um silêncio opressor, quebrado apenas pelo som distante de ventiladores antigos. Escondida atrás de uma pilastra de papelão reforçado, Riley apertava uma pequena fotografia entre os dedos finos e pretos. Na imagem, Oliver exibia seu sorriso travesso de sempre, com aquela marca de "A+" orgulhosamente estampada em seus cabelos brancos e longos.
Riley sentiu um calafrio percorrer seu torso robusto. Ela era pequena em estatura, mas o sentimento que carregava por Oliver era vasto e distorcido. Com a mão esquerda, ela girou sua faca preta, a lâmina refletindo a luz pálida do corredor. Ela levou a foto aos lábios, sussurrando palavras desconexas antes de desenhar um coração imaginário no ar com a ponta da faca.
— Só meu... — sussurrou ela, as pupilas dilatadas em um frenesi de adoração e loucura. — Ele não precisa daquela... daquela coisa.
A "coisa" em questão era ∆lice. A namorada demônio de Oliver. Para Riley, a existência de ∆lice era um erro gráfico, uma mancha em um desenho que deveria ser perfeito. Se Oliver era o valentão engraçado que comia sabonete e pregava peças com Zip e Edward, ele precisava de alguém que entendesse sua natureza única. Alguém como Riley.
Com passos leves, suas botas pretas quase não faziam som enquanto ela se dirigia ao dormitório de ∆lice. A cauda curta e pontiaguda de Riley balançava de um lado para o outro, denunciando sua agitação maníaca. Ela não sentia medo. O que ela sentia era uma determinação afiada como o metal que carregava.
Ao chegar à porta do quarto de ∆lice, Riley não hesitou. A escuridão lá dentro era densa, quase palpável, mas os olhos da pequena yandere estavam acostumados a procurar o que desejavam nas sombras. ∆lice estava lá, uma silhueta de poder e terror que, naquela noite, foi pega de surpresa pela pureza do ódio de Riley.
O ataque foi rápido, um borrão de movimentos frenéticos. Riley não parou até que o silêncio voltasse a reinar. O sangue preto, espesso como tinta de nanquim, espirrou no rosto pálido de Riley, escorrendo por suas bochechas. Ela soltou uma risada abafada, um som quebrado que ecoou pelas paredes do quarto escuro. Ela se sentia leve. O obstáculo havia sido removido.
Minutos depois, o som de passos pesados e rítmicos aproximou-se. Era Oliver. Ele provavelmente vinha contar a ∆lice sobre alguma nova travessura que fizera com Zip, ou talvez estivesse apenas procurando um lugar tranquilo para mastigar um pedaço de sabão de lavanda.
Quando Oliver abriu a porta e a luz do corredor invadiu o quarto, o cenário de horror se revelou. ∆lice estava caída, imóvel, sua essência se esvaindo no chão de papel. O choque paralisou o garoto. Seus olhos se arregalaram, e a mecha de cabelo no topo de sua cabeça pareceu murchar.
— ∆-∆lice? — A voz de Oliver falhou. Ele deu um passo trêmulo à frente, o braço de lápis pendido ao lado do corpo. — Não... isso não... o que aconteceu?
O desespero tomou conta dele. Oliver, o valentão que não temia os professores, sentiu o mundo girar. Ele caiu de joelhos, as meias brancas manchando-se instantaneamente com o líquido escuro no chão.
Foi então que ele sentiu. Um hálito frio e uma presença pequena logo atrás dele. Riley se aproximou como uma sombra, inclinando-se até que seus lábios estivessem a milímetros do ouvido de Oliver.
— Agora não há mais ninguém para nos atrapalhar, Oliver... — sussurrou ela, a voz carregada de uma doçura doentia.
Oliver deu um salto, soltando um grito sufocado enquanto se virava bruscamente, arrastando-se para longe. Ele deu de costas contra a parede, olhando para a figura de Riley. Ela estava coberta pelo sangue de sua namorada, segurando a faca preta com uma naturalidade aterrorizante.
— Riley? Foi você? — Oliver gaguejou, o coração batendo tão forte que ele podia senti-lo nos chifres. — Por que... por que você faria isso?!
Riley deu um passo à frente, inclinando a cabeça para o lado. O rabo de cavalo branco balançou suavemente. Ela soltou uma risadinha, seus olhos brilhando com uma fixação que Oliver nunca tinha notado antes.
— Porque eu amo você, Oliver — disse ela, aproximando-se lentamente. — Aquela demônia só estava te distraindo. Ela não te via como eu vejo. Eu guardo cada foto sua. Eu sei cada marca de sabonete que você gosta.
Oliver sentiu o rosto esquentar, uma mistura bizarra de terror e uma reação fisiológica involuntária à proximidade intensa e às palavras dela. Ele corou, as bochechas tornando-se vermelhas sob o olhar maníaco da garota.
— Você é louca! — exclamou ele, embora sua voz não tivesse a força habitual. — Você matou ela! A escola... os professores vão te destruir!
Riley soltou outra risada, uma nota aguda que parecia cortar o ar. Ela levantou a faca, passando o dedo pela lâmina suja, observando o sangue preto manchar sua pele fina.
— Deixe que venham — disse ela, estendendo a mão livre para tocar o rosto de Oliver. — Eu limpo o caminho para nós dois. Você é o rei da Paper School, Oliver. E todo rei precisa de uma rainha que esteja disposta a sujar as mãos.
Ela pressionou a ponta da faca levemente contra o peito de Oliver, bem onde o tecido preto de sua camisa encontrava o coração acelerado.
— Não tenha medo, meu amor — continuou ela, provocando-o com um olhar que misturava malícia e uma devoção absoluta. — Eu vou cuidar de você muito melhor do que ela jamais cuidou.
Oliver olhou para o corpo de ∆lice e depois para a pequena figura à sua frente. O medo era real, mas havia algo na obsessão de Riley que o prendia ali, paralisado. Ele era um valentão, um mestre das pegadinhas, mas Riley... Riley era algo que ele não sabia como processar.
— Você... você realmente fez tudo isso por mim? — perguntou ele em voz baixa, a confusão nublando seus sentidos.
Riley sorriu, um sorriso largo que parecia grande demais para seu rosto pequeno.
— Tudo, Oliver. E eu faria de novo. — Ela se inclinou mais, forçando-o a olhar em seus olhos. — Agora, diga que você é meu. Diga que não precisa de mais ninguém.
O silêncio voltou ao quarto, mas agora era um silêncio compartilhado. Oliver olhou para a faca, para o sangue e para a garota que o olhava como se ele fosse a única coisa sólida em um mundo de papel. Ele não sabia se corria ou se aceitava aquele destino distorcido.
— Eu... — Oliver começou, mas as palavras morreram em sua garganta.
Riley apenas esperou, a faca pronta, o coração transbordando de uma escuridão que ela chamava de amor. Ela sabia que, no final, ele não teria escolha. Na Paper School, as regras estavam sendo reescritas com sangue preto, e Riley era quem segurava a caneta.
