
Entre Segredos e Janelas Abertas
A mansão dos Hidalgo não era o único refúgio de luxo naquela vizinhança de elite. Algumas casas adiante, a residência dos pais de Samara exalava o mesmo ar de sofisticação e mistério. Quando o carro parou diante do portão imponente, Marcelle sentiu um frio na barriga que não tinha nada a ver com a educação impecável que seus pais exigiam.
Marcelle desceu do carro, ajeitando a saia que subia por suas coxas fartas. Com 1,64m e uma cascata de cachos definidos que emolduravam seu rosto expressivo, ela sempre chamava atenção, mas naquela noite, seus olhos buscavam apenas uma pessoa. Assim que entraram no hall de entrada, ela a viu.
Samara estava encostada no corrimão da escada. Era menor que Marcelle, com seus 1,58m de pura atitude. O cabelo liso, negro como a asa de uma graúna, caía sobre os ombros, e a pele morena parecia brilhar sob a luz dos lustres de cristal. O olhar que Samara lançou para Marcelle não foi de cortesia entre filhas de amigos; foi um convite faminto.
— Que bom que vocês vieram — disse Samara, a voz aveludada, enquanto os adultos se perdiam em cumprimentos formais e taças de vinho.
— Eu não perderia por nada — respondeu Marcelle, sentindo a eletricidade estalar no ar.
O jantar foi uma tortura de formalidades. Sob a mesa, os pés de Samara buscavam as pernas de Marcelle, subindo e descendo, provocando. Quando a sobremesa terminou e os pais se acomodaram na biblioteca para tratar de negócios, Samara se levantou.
— Marcelle, quer ver minha coleção de discos lá em cima? — perguntou Samara, com um sorriso cínico.
— Adoraria.
Assim que a porta do quarto de Samara se fechou, o mundo exterior deixou de existir. O quarto era amplo, com uma janela enorme que dava vista para o jardim, mas a única coisa que Marcelle conseguia focar era na garota à sua frente.
— Puta que pariu, eu achei que você não ia chegar nunca — sussurrou Samara, prensando Marcelle contra a porta.
— Você está muito atrevida hoje, sabia? — Marcelle respondeu, passando as mãos pelos cabelos lisos de Samara, puxando a cabeça dela levemente para trás.
— É o efeito que você tem em mim, sua cacheada gostosa.
O beijo não foi calmo. Foi uma colisão de línguas e dentes, uma urgência que vinha sendo alimentada por mensagens trocadas às escondidas durante semanas. Marcelle sentiu as mãos de Samara descendo por suas costas, apertando sua bunda com força, enquanto a morena gemia baixo contra sua boca.
— Vamos para a cama, agora — ordenou Samara, a respiração curta.
Elas se jogaram nos lençóis de seda. Samara ficou por cima, as mãos ágeis desabotoando a blusa de Marcelle, revelando os seios fartos que saltaram para fora do sutiã de renda. Samara não perdeu tempo; abocanhou um dos mamilos, sugando com força enquanto sua mão livre descia para o cós da calcinha de Marcelle.
— Caralho, Sam... você está me deixando louca — Marcelle arqueou as costas, sentindo a umidade entre suas pernas aumentar a cada segundo.
— Eu quero sentir o seu gosto, Marcelle. Eu quero ver o quanto você está molhada para mim.
Samara deslizou para baixo, livrando Marcelle de suas roupas com uma pressa possessiva. Quando Marcelle ficou nua, as pernas abertas sobre o edredom, Samara parou por um segundo apenas para admirar. Os cachos de Marcelle estavam espalhados pelo travesseiro, e sua pele parecia incandescente.
— Você é linda demais, porra — Samara murmurou antes de mergulhar o rosto entre as coxas da outra.
O primeiro contato da língua de Samara com o clitóris de Marcelle fez a cacheada gritar, abafando o som no travesseiro. Samara era perita. Ela usava a língua em movimentos circulares, lentos, antes de sugar com força, fazendo Marcelle tremer da cabeça aos pés.
— Samara, por favor... mais... — implorou Marcelle, as mãos enterradas nos cabelos lisos da morena.
Samara não respondeu com palavras. Em vez disso, inseriu dois dedos de uma vez na fenda apertada e encharcada de Marcelle. O som do líquido sendo estimulado, aquele estalo úmido e obsceno, preenchia o quarto.
— Olha como você está molhada, sua vadia — Samara provocou, olhando para cima, vendo o rosto de Marcelle contorcido de prazer. — Você estava morrendo de vontade que eu fizesse isso, não estava?
— Sim! Enfia mais fundo, Sam, caralho, assim!
Marcelle não aguentou ficar apenas recebendo. Ela puxou Samara para cima, invertendo as posições com uma agilidade surpreendente. Agora era ela quem dominava. Ela arrancou a roupa de Samara com dentes e unhas, revelando o corpo moreno e perfeito da amiga. A buceta de Samara estava tão ensopada quanto a dela, o cheiro de desejo impregnando o ar.
— Minha vez de te foder — disse Marcelle, a voz rouca.
Ela se posicionou, deitando Samara de lado e trazendo suas próprias pernas para perto. Elas se encaixaram perfeitamente. O contato de buceta com buceta, o calor da fricção direta entre os lábios genitais, fez ambas soltarem um gemido uníssono. Marcelle começou o movimento de tesoura, esfregando seu clitóris contra o de Samara com uma força rítmica.
— Isso... porra, Marcelle, não para! — Samara cravou as unhas nos ombros da cacheada, as pernas entrelaçadas nas dela para aumentar a pressão.
O suor começou a brotar em suas peles, fazendo com que seus corpos deslizassem um no outro. O som das bucetas se batendo, molhadas e quentes, era a única música que importava. Marcelle acelerou o ritmo, sentindo o orgasmo chegando como uma onda gigante.
— Eu vou gozar, Sam! Eu vou... — Marcelle gemia, a voz falhando.
— Goza para mim, Marcelle! Goza na minha buceta, caralho!
Elas atingiram o ápice juntas, um tremor violento que as deixou sem fôlego, coladas uma à outra enquanto os espasmos diminuíam lentamente. A respiração era pesada, o cheiro de sexo dominando o quarto luxuoso.
Após alguns minutos de silêncio, apenas sentindo o batimento cardíaco uma da outra, Samara se afastou um pouco, limpando o canto da boca e sorrindo.
— Meus pais não fazem ideia do que a gente faz aqui em cima — comentou Samara, passando a mão pelo rosto de Marcelle.
— E é melhor que continue assim — Marcelle riu, puxando o lençol para cobri-las. — O segredo deixa tudo muito mais gostoso.
— Com certeza. Mas agora que eu sei o quanto você é apertada... eu não vou te deixar em paz tão cedo.
Marcelle sorriu, sabendo que aquela era apenas a primeira de muitas noites. O perigo de serem descobertas só alimentava o fogo que ardia entre a morena de cabelos lisos e a cacheada provocante. Elas se ajeitaram na cama, prontas para mais um round antes que os pais chamassem para ir embora, vivendo intensamente cada segundo daquele desejo proibido.
