
Sexo..?
Fandom: 50 tons de cinza, através da minha janela
Criado: 16/10/2026
Contrato de Duas
A chuva batia com força contra os imensos painéis de vidro da sala de estar, escorrendo em cascatas que distorciam a vista do jardim escuro. Samara jogou a mala sobre o tapete felpudo e respirou fundo, apreciando o silêncio e o luxo do imóvel que havia acabado de alugar por uma temporada. O lugar lembrava uma daquelas mansões cinematográficas, isolada, moderna, cheia de couro escuro e iluminação baixa, exalando um ar sofisticado e misterioso que mexia com a sua mente.
Ela já estava com um roupão de seda aberto sobre a lingerie rendada preta, segurando uma taça de vinho tinto, quando o som metálico de uma chave girando na fechadura quebrou a paz do ambiente.
Samara franziu a testa, dando um gole lento na bebida e esperando no topo dos degraus da sala rebaixada. A porta se abriu com um estalo e uma mulher entrou, sacudindo uma jaqueta de couro molhada. Tinha cabelos escuros colados à nuca, olhos afiados e uma postura tão dominante que parecia dona de tudo o que tocava.
Os olhares se cruzaram no meio da sala.
— Quem caralhos é você e o que faz na minha casa? — perguntou a mulher recém-chegada, fechando a porta com o calcanhar e largando a mochila esportiva no chão com desdém.
Samara não se intimidou. Desceu os dois degraus devagar, sustentando o olhar com um sorriso torto, puro deboche brincando nos lábios pintados de vermelho.
— Sua casa? — Samara soltou uma risada nasal, apoiando a mão na cintura. — Acho que você errou de endereço, linda. Eu paguei adiantado por essa cobertura hoje de manhã. O contrato tá assinado no meu e-mail.
A recém-chegada estreitou os olhos, tirando o celular do bolso da calça jeans justa.
— Meu nome é Marcelle. E eu recebi a chave do proprietário há duas horas num restaurante da esquina.
Foram precisos apenas dez minutos de ligação no viva-voz com o proprietário trêmulo e gago para entenderem a merda que havia acontecido. O homem havia colocado a casa em duas plataformas diferentes, confundiu as datas e agora estava num voo de conexão, sem poder expulsar nenhuma das duas ou devolver o dinheiro antes do fim de semana. A única outra casa disponível na região ficava a três horas dali, debaixo de um temporal que começava a interditar as estradas.
Marcelle desligou a chamada na cara do homem e jogou o aparelho sobre a mesa de centro. Ela encarou Samara de cima a baixo, avaliando o decote frouxo do roupão e a curva das coxas expostas.
— O velho é um idiota — constatou Marcelle, cruzando os braços musculosos. — E só tem uma cama king size montada lá em cima. A outra suíte tá trancada pra reforma.
— Que pena pra você — respondeu Samara, dando outro gole no vinho e piscando devagar. — O sofá parece bem macio. Quer que eu te empreste uma manta ou prefere dormir no chão feito um cachorrinho?
Marcelle deu um passo à frente, diminuindo a distância entre elas. A presença dela era magnética, pesada, quase sufocante de tão intensa.
— Eu não durmo no sofá nem fodendo, garota. Se você quiser deitar naquela cama, vai ter que dividir comigo. E se tiver sorte, eu deixo você ficar com metade do edredom.
— Você se acha muito, não é? — Samara provocou, inclinando o rosto para cima, quase colando a boca no queixo da outra. — Gosto de gente com marra. Dá muito mais prazer quando quebra a cara.
— Não sou eu que vou quebrar a cara aqui, sua debochada de merda — Marcelle sussurrou, a voz descendo uma oitava, rouca e cortante. — Pega outra taça. Se vamos ficar presas nessa porra dessa tempestade, pelo menos vamos beber direito.
O clima na casa mudou em questão de minutos. O que começou como uma disputa territorial no balcão da cozinha se transformou numa troca constante de farpas, provocações e tensão pura. A cada garrafa de vinho que abriam, o espaço entre elas ia encolhendo no sofá de couro. Marcelle bebia olhando fixamente para a boca de Samara, enquanto a outra fazia questão de cruzar as pernas devagar, deslizando a mão pelas próprias coxas como quem não quer nada.
— Você fica me encarando desse jeito por quê? — perguntou Samara, fingindo inocência. — Nunca viu uma mulher de verdade na sua frente?
— Eu já vi muita mulher — rebateu Marcelle, apoiando o cotovelo no encosto do sofá e se inclinando sobre ela. — Mas poucas com uma boca tão atrevida quanto a sua. Dá vontade de enfiar a mão na sua garganta pra ver se você continua rindo assim.
Samara soltou uma gargalhada rouca, inclinando a cabeça para trás, deixando o pescoço exposto.
— Paga pra ver, Marcelle. Falar bosta é fácil, quero ver ter culhão pra aguentar o tranco.
Marcelle não respondeu com palavras. Em um movimento rápido e bruto, ela puxou a gola do roupão de Samara, arrancando a taça da mão da mulher e jogando-a com força no tapete, sem se importar com a mancha vermelha que se espalhou na lã clara. Com a outra mão, segurou firme a nuca de Samara, cravando os dedos nos cabelos dela e puxando para trás até que os olhares ardessem a poucos centímetros de distância.
— Você quer ver? — Marcelle rosnou, o hálito quente com cheiro de vinho contra os lábios de Samara. — Tá muito cheia de gracinha pro meu gosto. Tá pedindo pra levar um corretivo faz duas horas.
— Então me cala, porra — Samara desafiou, os olhos dilatados de puro tesão. — Cala a minha boca logo se for capaz.
Marcelle prensou os lábios nos dela com ferocidade. Não foi um beijo suave ou delicado; foi uma colisão cheia de fome, dentes se chocando e línguas se engolindo sem trégua. Samara gemeu alto na boca de Marcelle, passando as unhas pelas costas largas da morena, sentindo o calor insano que emanava debaixo da camiseta de algodão.
A puxada de cabelo ficou mais forte, forçando Samara a abrir mais a boca enquanto Marcelle invadia tudo, tomando posse de cada centímetro com uma autoridade que fez a virilha de Samara latejar instantaneamente.
— Puta que pariu... — Samara praguejou entre os beijos, tentando se mover para cima dela. — Você é bruta pra caralho.
— Você não queria ver a marra? — Marcelle respondeu contra a sua mandíbula, descendo beijos mordidos até a base do pescoço, chupando a pele até deixar uma marca arroxeada. — Cala essa boca e abre as pernas.
Marcelle empurrou Samara contra as almofadas do sofá, rasgando o laço do roupão de seda com um puxão ríspido. A peça deslizou para os lados, revelando a calcinha de renda preta, que já estava ensopada no meio das coxas. Marcelle desceu o olhar, soltando uma risada sarcástica e triunfante.
— Olha só pra isso — Marcelle provocou, enfiando dois dedos por dentro da renda molhada, sentindo o calor fervendo da outra. — Cheia de deboche, mas tá se desmanchando toda só com um beijo. É uma vadiazinha safada mesmo, não é?
— Vai se foder, Marcelle... — Samara arfou, rebolando o quadril contra a mão que a tocava, os olhos semicerrados de prazer. — Enfiou a mão aí pra bater papo ou vai fazer alguma coisa que preste?
— Eu vou te rasgar no meio se você não parar de latir — ameaçou Marcelle, arrancando a calcinha de Samara de uma vez pelas pernas e jogando o pano rasgado no chão.
Sem aviso prévio, Marcelle enfiou dois dedos inteiros dentro dela, sem anestesia, com firmeza e ritmo bruto.
Samara arqueou as costas no sofá, cravando as unhas no couro e soltando um gemido rasgado que ecoou alto pela sala vazia.
— Ah, caralho! Marcelle!
— Que foi? Não gostou da grossura? — Marcelle aumentou a velocidade, curvando os dedos lá dentro, encontrando aquele ponto exato que fez o corpo de Samara se contorcer todo em choque. — Diz pra mim, porra. Não tava cheia de graça até agora? Fala se não tá gostoso pra caralho.
— Tá... Porra, tá muito bom! — Samara gritou, sem conseguir manter a pose, os olhos virando para o teto. Ela puxou a camiseta de Marcelle para cima com desespero. — Tira essa roupa, inferno! Tira tudo e vem aqui!
Marcelle atendeu ao pedido em segundos. Arrancou a camiseta e a calça jeans, ficando totalmente nua, o corpo definido e imponente sobre a outra. Ela não parou de mover a mão nem por um segundo, girando os dedos com uma força absurda, dedando Samara com raiva e volúpia, lambendo o suor que descia pelo colo da mulher.
— Você é muito gostosa, Samara. Mas fala demais — Marcelle cuspiu as palavras contra o ouvido dela, enfiando um terceiro dedo com um movimento seco que fez Samara quase chorar de prazer. — Fica bem quietinha enquanto eu te fodo do jeito que você merece.
O som molhado das estocadas rápidas era alto, misturando-se com os trovões que sacudiam as janelas lá fora. A boca de Samara estava aberta, os dentes cravados no próprio lábio inferior enquanto seu corpo entrava em combustão. Marcelle usava a mão livre para apertar o clitóris inchado, esmagando-o em círculos vorazes enquanto os três dedos iam fundo, revirando tudo por dentro com uma precisão cirúrgica e sádica.
— Eu vou gozar... Caralho, Marcelle, eu vou gozar na sua mão! — Samara avisou, ofegante, o quadril subindo violentamente ao encontro do ritmo desenfreado.
— Goza, porra. Encharca tudo — Marcelle ordenou, acelerando as dedadas com ferocidade bruta. — Quero ver você pingando a minha mão inteira. Goza pra mim, Samara!
Com um grito rouco, Samara apertou as paredes internas com violência, as pernas tremendo descontroladas enquanto uma onda espessa e quente inundava os dedos de Marcelle. As contrações duraram longos segundos, pulsando e espremendo, enquanto Samara jogava a cabeça para trás, completamente esgotada e rendida pelo orgasmo brutal.
Mas Marcelle não pretendia dar trégua. Antes que Samara pudesse recuperar o ar, Marcelle retirou os dedos brilhantes e escorrendo, limpou parte do excesso na própria boca com um olhar predador e subiu de vez no sofá.
— Minha vez, princesa — avisou Marcelle, puxando uma das pernas de Samara e cruzando as virilhas.
— Tesoura agora? — Samara abriu um sorriso safado, ainda trêmula, passando a língua pelos lábios secos. — Pensei que você gostasse só de dar ordem.
— Eu gosto de foder — rebateu Marcelle, descendo o próprio corpo com força, colando a sua intimidade encharcada direto no clitóris hipersensível de Samara.
O choque da pele nua e molhada escorregando uma na outra arrancou outro berro da garganta de Samara. Marcelle travou as coxas nas dela, montando de lado e esfregando os quadris num ritmo assassino. A umidade combinada fazia um barulho ensopado, cru e devasso a cada fricção pesada.
Marcelle segurou o queixo de Samara com a mão esquerda, forçando-a a olhar fixamente nos seus olhos castanhos e insaciáveis enquanto estocava contra ela na tesoura mais violenta e gostosa que já haviam experimentado.
— Debocha agora, vadia — Marcelle rosnou entre dentes, os cabelos grudados na testa, arfando pesado. — Debocha dessa buceta esfregando na sua!
— Vadia é você, Marcelle! — Samara devolveu com ódio e tesão puros, empurrando a própria bacia para cima, colando os ossos pubianos com tanta pressão que parecia que iam se fundir. — Mais rápido, sua desgraçada! Me esmaga mais forte!
Elas gemiam em uníssono, as bocas se caçando e se mordendo, os seios suados colados e roçando um no outro. A fricção implacável das duas peles lubrificadas foi acumulando uma tensão insustentável. Marcelle cravou as unhas nos quadris de Samara, acelerando o movimento em espasmos desesperados, deslizando de frente para trás sem piedade.
— Caralho... Samara! Porra, Samara! — Marcelle quebrou a pose de durona pela primeira vez, a voz falhando em meio a um gemido agudo e desesperado. — Tá gostoso demais, puta que pariu!
— Não para, porra! Vem comigo, goza comigo agora! — Samara implorou, agarrando o pescoço de Marcelle e puxando-a para um beijo desajeitado e cheio de saliva.
O segundo orgasmo veio como uma explosão violenta. Samara travou o corpo inteiro, choramingando contra a boca de Marcelle enquanto jorrava de novo, e o espasmo foi o gatilho final para a morena. Marcelle empurrou o quadril uma última vez com toda a força que tinha, gritando um palavrão rouco no meio do beijo, tremendo dos pés à cabeça enquanto sua própria carne pulsava em jatos quentes, banhando a intimidade de Samara num ápice conjunto que durou uma eternidade.
Os corpos desabaram sobre o couro do sofá, ensopados de suor, secreção e exaustão. A respiração das duas preenchia o cômodo, alta e entrecortada, competindo apenas com os trovões que ainda sacudiam as vidraças da mansão.
Marcelle rolou para o lado depois de longos minutos em silêncio, apoiando a cabeça no peito arfante de Samara. As duas estavam coladas, a pele pegajosa e as coxas vermelhas da fricção.
Samara passou os dedos pelos cabelos bagunçados de Marcelle, sentindo o calor baixar aos poucos. Um sorriso lento e provocador voltou a desenhar seus lábios machucados.
— E aí? — murmurou Samara com a voz rouca, cheia de deboche. — Ainda acha que o sofá é pequeno demais pras duas?
Marcelle levantou um pouco o rosto, encarando-a com os olhos brilhantes de malícia, mordendo de leve a ponta do nariz de Samara antes de falar.
— O sofá é pequeno, a cama lá em cima é grande — disse Marcelle, passando a mão suja de porra pela coxa lisa da outra. — E a noite mal começou, sua insolente. Descansa dez minutos, porque eu ainda vou te foder até você esquecer como se fala.
Samara deu uma risada baixa, puxando Marcelle para mais um beijo demorado e salgado.
— Então é bom você ter fôlego, linda. Porque eu não canso tão fácil.
