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Vizinhas..?

Fandom: ATRAVÉS DA MINHA JANELA, 50 TONS DE CINZA

Criado: 16/10/2026

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Condomínio de Pecados

O contrato assinado sobre a bancada de mármore ainda parecia uma piada de mau gosto, mas nenhuma das duas estava disposta a dar o braço a torcer. Quando Samara virou a chave daquele apartamento de luxo, com janelas panorâmicas do chão ao teto que lembravam uma cobertura de bilionário em Seattle, esperava solidão e conforto. Em vez disso, encontrou Marcelle já instalada na sala, vestindo apenas um roupão de seda preta entreaberto, com uma taça de vinho na mão e um sorriso debochado nos lábios.

O proprietário havia cometido a proeza imperdoável de fechar negócio com duas mulheres no mesmo dia, embolsar os depósitos adiantados e viajar para o outro lado do mundo, deixando para trás um imbróglio e apenas um quarto funcional com uma cama king-size. Em qualquer situação normal, duas estranhas teriam chamado a polícia ou brigado até as vias de fato. Mas nem Samara nem Marcelle eram mulheres comuns. Havia uma fagulha perigosa, um instinto sombrio e lascivo que se acendeu no exato segundo em que seus olhares se cruzaram.

Dividir o aluguel pareceu, de repente, uma desculpa conveniente para não se afastarem daquele perigo silencioso.

Nas três semanas seguintes, o apartamento virou um campo minado de provocações. Era impossível ignorar a presença uma da outra. Samara desfilava pelos corredores com lingeries minúsculas, fingindo que esquecia a toalha no quarto, deixando que Marcelle visse cada curva de seu corpo esculpido. E Marcelle não disfarçava. Ela tinha aquela postura autoritária, fria e predadora, o tipo de mulher que não pedia permissão para olhar, que comandava qualquer espaço onde entrava com passos firmes e um brilho obscuro nos olhos escuros. Dormiam na mesma cama, separadas apenas por uma linha imaginária de lençóis de cetim que parecia queimar a cada respiração compartilhada na madrugada.

Naquela noite de sexta-feira, o relógio marcava quase oito horas e o caos se instaurou. Samara precisava estar em um evento de trabalho do outro lado da cidade, enquanto Marcelle tinha um compromisso com conhecidos em uma boate exclusiva. O trânsito estaria insuportável e o tempo escorria pelos dedos.

Samara invadiu o banheiro principal, puxando o zíper do vestido colado e jogando-o no chão com pressa. Ligou a água do chuveiro no nível mais quente, fazendo com que a névoa espessa tomasse conta do ambiente em questão de segundos, embaçando os espelhos e a cabine ampla de vidro temperado.

Quando ela deu o primeiro passo para dentro do box, a porta se abriu atrás dela com um rangido suave.

Marcelle estava parada sob o batente, completamente despida. O corpo dela era uma escultura imponente, musculatura delineada e postura dominante, o olhar fixo em Samara com uma intensidade que fez os pelos da nuca da outra mulher se arrepios imediatamente.

— O que você pensa que tá fazendo? — perguntou Samara, fingindo um tom de surpresa que sua respiração curta traía de imediato. — Eu entrei primeiro.

Marcelle deu um passo lento para a frente, entrando na cabine sem hesitar e fechando o vidro atrás de si. A água quente batia em seus ombros largos, escorrendo pelos seios firmes e pela barriga reta.

— Nós duas temos que sair em meia hora, Samara — disse Marcelle com a voz grave, arrastada, carregada de uma rouquidão que parecia vibrar no ar. — E eu não vou perder meu tempo esperando você fingir que é uma boa menina enquanto toma banho.

— Quem disse que eu sou uma boa menina? — retrucou Samara, empinando o queixo, embora seu coração parecesse um tambor contra a caixa torácica.

— Eu sei muito bem a vagabunda safada que você é — respondeu Marcelle, aproximando-se até que o calor de sua pele quase encostasse na de Samara. — Passou essas semanas todas rebolando pela casa, me secando pelo reflexo da janela, dormindo deitada do meu lado com a calcinha molhada de tesão. Acha mesmo que eu não percebi?

Samara entreabriu os lábios, mas a resposta morreu em sua garganta quando Marcelle avançou. Com um movimento rápido e firme, as mãos fortes de Marcelle seguraram a cintura de Samara, empurrando-a sem esforço contra a parede de azulejos escuros do box. O choque do porcelanato molhado nas costas contrastou violentamente com a brasa das mãos de Marcelle.

— Marcelle... — Samara suspirou, as mãos subindo involuntariamente para os ombros molhados da mulher à sua frente.

— Cala a boca — ordenou Marcelle, aproximando o rosto a ponto de sentir a respiração descompassada dela. — Você falou demais esses dias todos. Agora você vai calar a porra da boca e obedecer.

A boca de Marcelle caiu sobre a de Samara com uma voracidade selvagem. Não foi um beijo suave ou tímido; foi uma invasão impiedosa de línguas, dentes se chocando e saliva quente misturada à água abundante que caía do teto. Samara gemeu alto contra a boca autoritária de Marcelle, sentindo uma onda bruta de desejo atingir seu baixo-ventre como um raio. O gosto de Marcelle era viciante, agressivo e cru.

Marcelle desceu os beijos molhados pelo pescoço de Samara, mordendo com força a pele sensível entre o ombro e a clavícula, arrancando dela um grito abafado de dor e prazer.

— Puta que pariu, você é gostosa pra caralho — murmurou Marcelle, os lábios colados na orelha dela enquanto uma de suas mãos descia com brutalidade pelas costas de Samara, apertando a bunda redonda com força suficiente para deixar marcas vermelhas.

— Você fala demais, Marcelle... faz logo o que você quer fazer — provocou Samara, arqueando as costas, oferecendo o corpo, o veneno transbordando em seus olhos brilhantes em meio ao vapor.

— Ah, tá apressada, sua vadia? — Marcelle deu uma risada rouca e fria, os olhos brilhando de luxúria pura. — Vamos ver quanto tempo você aguenta sem implorar.

Sem dar chance para qualquer reação, Marcelle levantou uma das pernas de Samara, jogando a coxa lisa dela sobre o próprio quadril, mantendo-a presa com a força do braço. O movimento expôs completamente a intimidade de Samara à água corrente e ao olhar esfomeado de Marcelle.

Com a mão livre, Marcelle desceu os dedos pela virilha ensopada, encontrando a boceta de Samara completamente encharcada, quente e latejando em um ritmo desesperado.

— Olha isso aqui... — Marcelle deslizou dois dedos grossos entre os grandes lábios, abrindo-os com firmeza e roçando a ponta das unhas sobre o clitóris inchado. — Você tá pingando, caralho. Só de ouvir minha voz você já vira essa piscina de porra.

— Ai, meu Deus... caralho, Marcelle! — Samara jogou a cabeça para trás, batendo com força contra os azulejos enquanto seus dedos se cravavam nas costas de Marcelle, arranhando a pele lisa. O toque era elétrico, devastador.

— Diz pra mim de quem é essa boceta gostosa — exigiu Marcelle, enfiando dois dedos inteiros de uma vez só dentro da carne quente e apertada de Samara, esticando-a com uma possessividade que arrancou outro grito do peito da morena.

— Sua! É sua, porra! — Samara rebolava descontroladamente contra a mão de Marcelle, suas unhas cravando ainda mais fundo nos ombros da dominadora. — Fode... mete esses dedos mais fundo, caralho, fode logo!

Marcelle atendeu a ordem como um demônio faminto. Começou a estocar os dedos com um ritmo furioso e ritmado, curvando a mão para dentro, atingindo o ponto mais sensível e profundo de Samara com uma precisão cirúrgica. A cada investida, o som molhado do atrito se misturava ao barulho da água batendo contra o chão de vidro. Marcelle usava o polegar para esmagar impiedosamente o clitóris túrgido de Samara a cada estocada, criando uma sobrecarga sensorial que fazia Samara tremer dos pés à cabeça.

— Isso, chora de tesão pra mim — sibilou Marcelle, colando a boca molhada na mandíbula de Samara, a respiração queimando a pele molhada. — Rebola nessa minha mão, sua safada. Você não queria bancar a durona? Aguenta, porra. Não para agora.

— Eu não consigo... porra, Marcelle, eu vou gozar... tá gostoso demais, caralho! — Samara estava fora de si, o quadril se movendo em um desespero cego para engolir ainda mais a mão que a invadia sem piedade.

— Goza então, vadia. Despeja tudo em cima dos meus dedos agora! — rugiu Marcelle, acelerando ainda mais os movimentos, enfiando mais um dedo, preenchendo-a com uma brutalidade perversa enquanto sua boca sugava o bico do peito endurecido de Samara com força avassaladora.

O orgasmo atingiu Samara como um tsunami impiedoso. As paredes internas de sua intimidade se fecharam em torno dos dedos de Marcelle em espasmos violentos e repetidos, ordenhando a mão da mulher enquanto um jato de líquido quente e abundante escorria por suas coxas, misturando-se à água e caindo pelo ralo. Samara gritou alto, a voz ecoando pelas paredes de mármore do banheiro, sem se importar se os vizinhos do prédio luxuoso poderiam ouvi-la. Ela tremia tanto que seus joelhos cederam, mas Marcelle a segurou com firmeza, mantendo-a de pé, rindo baixo contra a sua garganta enquanto sentia as pulsações rítmicas e intensas do clitóris esgotado.

— Linda... tão obediente quando quer — sussurrou Marcelle, retirando lentamente os dedos encharcados e levando-os à boca, lambendo o próprio néctar de Samara na frente dos olhos vidrados dela. — Gostosa pra caralho.

Samara tentava recuperar o fôlego, apoiada no peito de Marcelle, mas a ativa ainda não tinha terminado seu jogo. O fogo nos olhos escuros de Marcelle não havia diminuído nem uma fração; pelo contrário, parecia alimentado pelo orgasmo alheio.

— Agora você vira — ordenou Marcelle com frieza, dando um tapa estalado na bunda empinada de Samara que ecoou alto na cabine. — Apoia as mãos nesse vidro.

Samara nem pensou em desobedecer. Seu corpo estava tomado por uma submissão dócil e excitada que ela nunca imaginara possuir. Virou-se de frente para o vidro do box, apoiando as palmas das mãos na superfície fria, empinando o quadril para trás, oferecendo-se de forma despudorada para quem mandava ali.

Marcelle colou seu corpo inteiro nas costas de Samara. A água escorria entre os dois corpos nus e colados. Marcelle segurou o quadril de Samara com força de aço, puxando-o para trás enquanto encaixava sua própria pélvis com violência contra a bunda arredondada de Samara. O atrito direto, pele com pele, clitóris com carne, fez as duas soltarem gemidos roucos simultâneos.

— Você quer mais, não quer? — provocou Marcelle, enfiando uma das mãos por baixo do ventre de Samara, encontrando a boceta ainda sensível e convulsionando, esfregando a palma aberta contra a fenda molhada enquanto usava a outra mão para puxar o cabelo de Samara para trás, forçando-a a olhar para o próprio reflexo embaçado no vidro à frente. — Olha pra você nessa porra de espelho. Olha a cara de vadia insaciável que você tem.

— Por favor, Marcelle... me come... faz o que você quiser comigo! — implorou Samara, as unhas escorregando pelo vidro molhado enquanto esfregava sua bunda com voracidade contra a virilha de Marcelle, procurando fricção, buscando alívio para o tesão insano que parecia infinito.

Marcelle começou a bombear o quadril contra ela em um ritmo impiedoso e cru, aproveitando o sabão e a água para criar um atrito escorregadio e quente entre as intimidades das duas. Ao mesmo tempo, sua mão trabalhava o clitóris de Samara de novo com dois dedos furiosos, mergulhando na fenda aberta e massacrando o botão do prazer sem um pingo de clemência.

— Você é minha, Samara — ditava Marcelle entre dentes, respirando pesado no ouvido dela, os dentes cravando de leve na pele molhada da nuca. — Essa casa toda pode ser de quem for, mas essa sua bunda e essa sua boceta pertencem a mim agora. Entendeu, porra?

— Entendi! São suas... tudo seu, caralho! — Samara gemia fora de si, as palavras saindo quebradas em meio a suspiros entrecortados. O prazer que subia por sua espinha era dolorosamente bom, uma carga elétrica implacável.

A fricção acelerou. Marcelle não dava trégua. O som de corpos batendo um contra o outro, peles molhadas estalando, o vapor denso que quase tornava o ar irrespirável de tanto calor. Marcelle gemia cada vez mais alto, sua respiração perdendo o controle frio e dominante para dar lugar à luxúria pura e avassaladora. Ela cavalgava contra o corpo de Samara por trás, esfregando seu próprio clitóris com agressividade na curva da bunda dela, enquanto seus dedos trabalhavam freneticamente dentro e fora da morena.

— Caralho... eu vou gozar junto com você, porra! — gritou Marcelle, a voz finalmente perdendo toda a pose, tornando-se animalesca. — Goza de novo pra mim, Samara! Goza nessa caralha agora!

O comando foi o gatilho final. Samara explodiu em um segundo orgasmo ainda mais violento que o primeiro. As contrações foram tão brutais que ela sentiu as pernas falharem de vez, o corpo inteiro arqueando enquanto ela gritava contra o vidro, chorando de tanto tesão. Quase no mesmo segundo, Marcelle empurrou o quadril contra ela com força máxima, travando os dentes e soltando um gemido rouco e longo, seu corpo inteiro estremecendo quando o próprio orgasmo arrebatou seus sentidos, derramando calor e espasmos incontroláveis contra a pele ensopada de Samara.

Ficaram assim por longos minutos. Apenas o som compassado do chuveiro caindo sobre elas, o vapor girando ao redor, duas respirações ofegantes tentando desesperadamente encontrar o ar nos pulmões.

Marcelle soltou devagar os cabelos de Samara, deslizando as mãos molhadas com cuidado pelas costas dela, depositando um beijo quase terno — mas ainda possessivo — no ombro marcado pela mordida anterior.

— Acho que nós vamos nos atrasar pros nossos compromissos — disse Samara depois de um tempo, virando o rosto de lado, os olhos pesados de prazer e um sorriso ladino no canto dos lábios avermelhados.

Marcelle a virou devagar em seus braços, puxando-a para junto de si sob o fluxo da água, os olhos escuros brilhando com um divertimento perigoso.

— Que se foda a porra do compromisso — disse Marcelle com autoridade, passando o polegar pelos lábios inchados de Samara. — A gente vai sair daqui agora, ir direto praquela cama king-size, e eu vou te foder até você esquecer o seu próprio nome.

Samara não respondeu com palavras. Apenas puxou Marcelle pela nuca e colou suas bocas mais uma vez, sabendo perfeitamente que nenhuma das duas jamais deixaria aquele apartamento.

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