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Putaria

Fandom: Harry Potter

Criado: 17/10/2026

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O Prazer Amargo na Cabine Seis

O Expresso de Hogwarts cortava as colinas verdejantes com um ritmo hipnótico, mas dentro da última cabine do vagão da Sonserina, o ar estava denso, carregado de um calor abafado e o cheiro metálico de desejo desenfreado. Danny Winehouse estava pressionado contra a janela fria, sua pele pálida contrastando com o estofado escuro. Ele era a imagem da vulnerabilidade: os cabelos bagunçados, as bochechas coradas e o corpo trêmulo sob as vestes de escola que agora estavam amontoadas no chão.

Draco Malfoy, com seu sorriso aristocrático e cruel, mantinha as mãos firmes nos quadris de Danny. O loiro exalava uma confiança que beirava a predação. Seus olhos azuis, gélidos e famintos, percorriam cada curva do corpo do garoto à sua frente. Danny, apesar da timidez que costumava exibir nos corredores, arqueava as costas, oferecendo-se de uma maneira que denunciava sua própria natureza luxuriosa.

— Você gosta disso, não é, Winehouse? — sussurrou Draco, a voz arrastada e carregada de escárnio. — Gosta de ser usado como o brinquedinho que você nasceu para ser.

Danny soltou um suspiro trêmulo, fechando os olhos com força.

— Sim... Draco, por favor... — murmurou Danny, sua voz falhando enquanto ele sentia a pressão aumentar.

A porta da cabine, que já estava trancada por um feitiço silencioso, parecia ser a única barreira entre o segredo deles e o resto do mundo bruxo. Mas Draco não estava sozinho. Sentados nos bancos laterais, observando com sorrisos cúmplices e maliciosos, estavam Crabbe e Goyle. Eles não eram conhecidos pela sutileza, e a presença deles ali transformava o que poderia ser um encontro clandestino em algo muito mais sombrio e compartilhado.

Draco se afastou por um momento, apenas para dar espaço a Goyle, que se aproximou com uma lentidão ameaçadora. Danny sentiu o coração disparar. Havia um medo instintivo, sim, mas havia algo mais forte: uma necessidade avassaladora de ser preenchido, de sentir o peso de outros corpos contra o seu. Ele era um femboy que sabia exatamente o poder que sua aparência exercia sobre aqueles garotos, e naquele momento, ele queria cada grama dessa atenção.

— Minha vez — grunhiu Goyle, agarrando Danny pelos ombros e virando-o de frente.

O choque da mudança fez Danny soltar um gemido agudo. Ele olhou para Draco, esperando algum sinal de ciúme, mas o loiro apenas se recostou no assento, cruzando as pernas e observando a cena com um prazer sádico. Draco sempre fora assim: queria possuir, mas também gostava de ver o que era seu sendo manipulado por outros, como se isso validasse seu domínio.

— Olhe para ele — disse Draco, apontando para o rosto de Danny. — Ele está adorando. Veja como ele sorri.

E era verdade. Apesar da crueza da situação, apesar de Draco não ser exatamente dotado de uma anatomia impressionante — algo que Danny notara com uma pontada de decepção inicial, dada a arrogância do loiro —, a intensidade do momento compensava qualquer falta física. A humilhação misturada ao prazer físico criava um coquetel inebriante. Danny sentia-se completo, no centro de um furacão de mãos e respirações pesadas.

— Você é tão fácil, Danny — provocou Crabbe, aproximando-se por trás enquanto Goyle o mantinha ocupado na frente. — Um pequeno trapaceiro que finge ser santo.

— Eu não... eu não estou fingindo — ofegou Danny, sua cabeça pendendo para trás enquanto um sorriso involuntário e largo se espalhava por seus lábios.

O prazer era uma onda avassaladora. Cada toque, cada palavra de baixo calão proferida pelos sonserinos, agia como um combustível. Danny se perdia na sensação de ser macetado, de ser o objeto de desejo de três pessoas ao mesmo tempo. Ele se sentia poderoso em sua submissão. Seus dedos se cravavam no tecido do banco, e ele empurrava o corpo contra eles, buscando mais, exigindo mais.

Draco, vendo que Danny estava atingindo seu limite, levantou-se e voltou para o centro da ação. Ele segurou o queixo de Danny, forçando-o a olhar diretamente em seus olhos.

— Você pertence a nós agora, Winehouse. Lembre-se disso quando estiver jantando no Grande Salão sob o olhar de Dumbledore. Você é nosso.

— Sim... eu sou de vocês — Danny gemeu, o sorriso em seu rosto tornando-se quase extasiado.

A cabine parecia girar. O som do trem nos trilhos misturava-se aos sons carnais e aos risos abafados dos garotos. Danny estava em um estado de transe, onde a dor e o prazer eram indistinguíveis. Ele sentia cada movimento de Draco, cada investida bruta de Crabbe e Goyle, e a cada segundo, a euforia crescia.

No entanto, conforme o clímax se aproximava e o frenesi atingia o ápice, uma pequena semente de dúvida começou a brotar no fundo da mente de Danny. Ele olhou para Draco, que agora estava ofegante, o rosto vermelho de esforço. Draco se vangloriava tanto, agia como se fosse um deus entre os homens, mas a realidade física dele era... comum. Danny sentia o prazer, sim, mas havia uma parte dele que esperava algo mais "majestoso" do herdeiro dos Malfoy.

— É isso, Draco? — Danny pensou, embora não tivesse coragem de dizer em voz alta.

O prazer físico era imenso, mas a decepção emocional começou a se infiltrar. Ele queria que Draco fosse tudo o que prometia ser na teoria. A arrogância do loiro era excitante, mas a execução deixava a desejar. Danny continuava sorrindo, continuava gemendo, porque o momento em si era viciante, mas ele já começava a planejar como buscaria algo que realmente o preenchesse por completo em outro lugar.

Quando finalmente o silêncio caiu sobre a cabine, interrompido apenas pela respiração pesada dos quatro, Danny desabou no banco, suado e exausto. Draco limpou-se com um feitiço rápido, ajeitando a gravata com uma dignidade recuperada instantaneamente, como se nada tivesse acontecido.

— Vista-se — ordenou Draco, sem olhar para ele. — Estamos chegando.

Danny começou a se vestir lentamente, suas mãos ainda tremendo. O sorriso ainda estava lá, um resquício da endorfina que corria em suas veias, mas seus olhos agora carregavam uma sombra de melancolia.

— Foi... incrível — disse Danny, tentando convencer a si mesmo.

— Claro que foi — respondeu Draco, lançando-lhe um olhar de soslaio. — Você teve a honra de estar comigo. Não espere que isso se repita tão cedo.

Crabbe e Goyle riram, saindo da cabine logo em seguida. Draco parou na porta, olhando para Danny uma última vez.

— Tente não parecer tão satisfeito, Winehouse. As pessoas podem começar a fazer perguntas.

A porta se fechou com um clique seco. Danny ficou sozinho na cabine, terminando de abotoar sua camisa. Ele olhou pelo reflexo do vidro e viu a marca vermelha em seu pescoço. Ele tocou a pele, sentindo o calor. O prazer tinha sido real, intenso e bruto, mas o vazio que Draco deixara para trás era igualmente palpável.

Ele saiu da cabine e caminhou pelo corredor do trem, cruzando com outros alunos que falavam sobre as férias e as aulas de Poções. Ninguém desconfiava do que havia ocorrido a poucos metros dali. Danny manteve o sorriso, um segredo guardado entre seus lábios, mas por dentro, ele já sabia que Draco Malfoy era apenas uma promessa brilhante que, no final das contas, entregava muito pouco.

O Expresso de Hogwarts finalmente parou na estação de Hogsmeade. O ar frio da noite atingiu o rosto de Danny assim que ele desceu do vagão. Ele viu Draco à distância, caminhando com a cabeça erguida, cercado por seus capangas. Danny suspirou, ajustando a alça de sua bolsa. Ele era um garoto de prazeres, um garoto que amava o perigo, e se Draco não era suficiente, Hogwarts era um castelo cheio de segredos e corredores escuros esperando para serem explorados.

— Próxima parada — murmurou Danny para si mesmo, o sorriso tornando-se um pouco mais afiado, um pouco mais predador.

Ele seguiu em direção às carruagens puxadas pelos testrálios, sentindo o latejar de seu corpo e a promessa de que aquele ano letivo seria muito mais do que apenas estudos e quadribol. Draco achava que o possuía, mas Danny sabia a verdade: ele era quem estava no controle de seu próprio desejo, e a decepção de hoje era apenas o combustível para a busca de amanhã.

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