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Fandom: blue lock

Criado: 17/10/2026

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O Ritmo Silencioso do Desejo

O dormitório da Blue Lock estava mergulhado em um silêncio denso, quebrado apenas pelo som distante da ventilação e pelo bater rítmico da chuva contra as janelas reforçadas. A luz azulada do corredor filtrava-se por baixo da porta, criando uma linha tênue que dividia o quarto em sombras e penumbra. Gino Dun estava sentado na beira de sua cama, os dedos apertando o lençol com uma força desnecessária.

Ele sempre fora o tipo que passava despercebido, ou ao menos tentava. Com sua natureza tímida e voz baixa, Gino preferia que seus pés falassem por ele no campo. No entanto, fora das quatro linhas, ele carregava uma consciência aguda de seu próprio corpo. Ele sabia como os uniformes colados da Blue Lock acentuavam suas coxas grossas, fruto de um treino incansável, e como a curvatura de seu quadril atraía olhares que ele fingia não notar.

A porta rangeu levemente. Gumiru entrou, fechando-a com um clique suave que pareceu um trovão no quarto vazio.

— Pensei que você já estivesse dormindo — disse Gumiru, sua voz vibrando baixo, carregada de uma confiança que sempre deixava Gino um pouco tonto.

— Eu... eu não consegui pegar no sono — respondeu Gino, desviando o olhar para os próprios joelhos. — O treino de hoje foi intenso demais.

Gumiru aproximou-se, cada passo calculado. Ele não parou a uma distância socialmente aceitável; em vez disso, postou-se bem à frente de Gino, forçando o outro a olhar para cima. A iluminação escassa esculpia os músculos de Gumiru, dando-lhe uma aura predatória, mas estranhamente acolhedora.

— Você está tenso, Gino — comentou Gumiru, estendendo a mão para tocar o ombro do rapaz. — Suas pernas estão tremendo.

— É só cansaço — mentiu Gino, embora sentisse o calor da mão de Gumiru atravessar o tecido fino da camiseta.

— Não parece só cansaço — retrucou Gumiru, deslizando a mão do ombro para o pescoço de Gino, o polegar acariciando a linha da mandíbula. — Parece antecipação.

Gino sentiu o rosto arder. Ele era tímido, sim, mas não era ingênuo. O clima entre eles vinha se transformando há semanas, uma tensão elétrica que surgia em cada dividida de bola e em cada banho compartilhado.

— E se for? — sussurrou Gino, finalmente reunindo coragem para encarar os olhos de Gumiru.

A resposta veio na forma de um beijo. Não foi um beijo hesitante, mas sim uma reivindicação. Gumiru pressionou seus lábios contra os de Gino, invadindo seu espaço pessoal com uma urgência que fez o coração do rapaz disparar. Gino soltou um suspiro trêmulo, suas mãos subindo para agarrar os braços fortes de Gumiru, buscando equilíbrio.

— Você não tem ideia de quanto tempo eu quis fazer isso — murmurou Gumiru entre os beijos, descendo para o pescoço de Gino.

— Gumiru... aqui não... os outros podem voltar — arquejou Gino, embora seu corpo estivesse traindo suas palavras, arqueando-se em direção ao toque.

— Eles não voltam antes de uma hora. O refeitório está servindo a ceia especial — disse Gumiru, sua voz ficando mais rouca. — Somos só nós.

Gumiru ajoelhou-se entre as pernas de Gino, suas mãos subindo pelas coxas fartas e musculosas do rapaz. O contraste entre a pele clara de Gino e a pressão firme dos dedos de Gumiru era visualmente inebriante. Ele apertou a carne macia e firme das coxas de Gino, arrancando um gemido abafado do mais baixo.

— Você é tão bonito, Gino — elogiou Gumiru, subindo as mãos para a cintura dele e puxando-o para a ponta da cama. — Tão tímido, mas seu corpo diz coisas tão diferentes.

Gino sentiu-se exposto, mas a maneira como Gumiru o olhava — como se ele fosse o prêmio mais valioso da Blue Lock — desarmava qualquer defesa. Com movimentos ágeis, Gumiru livrou Gino de suas roupas. O rapaz tentou cobrir-se instintivamente, mas Gumiru segurou seus pulsos com delicadeza.

— Não se esconda de mim — pediu Gumiru.

Gino relaxou, permitindo que o olhar de Gumiru percorresse suas curvas. O foco de Gumiru desceu para os quadris largos e a bunda redonda e convidativa de Gino, que agora estava exposta sob a luz fraca. O rapaz sentiu um frio na barriga quando Gumiru o virou com cuidado, posicionando-o de quatro sobre o colchão estreito.

— Por favor... — pediu Gino, a voz falhando de vergonha e desejo.

— Shh, eu vou cuidar de você — prometeu Gumiru.

A exploração foi lenta e torturante. Gumiru usou os dedos para preparar Gino, notando a sensibilidade extrema do rapaz. Cada toque fazia Gino estremecer, suas coxas grossas tensionando contra o lençol. Quando Gumiru finalmente se posicionou atrás dele, a respiração de Gino tornou-se errática.

— Está pronto? — perguntou Gumiru, a voz carregada de uma ternura inesperada.

— Sim... por favor, Gumiru... agora.

A entrada foi lenta, preenchendo Gino de uma forma que o fez perder o fôlego. Ele enterrou o rosto no travesseiro para abafar os gritos, sentindo cada centímetro de Gumiru dentro dele. A pele rosada e sensível de Gino reagia a cada movimento, e o prazer começou a sobrepor-se ao choque inicial.

Gumiru começou a se mover em um ritmo constante, suas mãos descendo para apertar as nádegas de Gino, moldando a carne com possessividade. O som da pele batendo contra a pele e os gemidos contidos de Gino preenchiam o pequeno cubículo.

— Você é tão apertado... — arfou Gumiru, aumentando a velocidade. — Tão perfeito.

Gino não conseguia responder com palavras. Ele apenas balançava a cabeça, os cabelos suados grudando na testa, enquanto seu corpo era empurrado para frente a cada estocada. Ele se sentia preenchido, não apenas fisicamente, mas por uma atenção que ele nunca permitira a ninguém lhe dar.

— Olha para mim, Gino — comandou Gumiru.

Gino virou o rosto por cima do ombro, os olhos úmidos e as bochechas coradas. A visão de Gumiru, focado e entregue ao prazer que Gino lhe proporcionava, foi o gatilho final. O prazer explodiu em ondas, começando na base de sua coluna e espalhando-se por cada nervo. Gino desabou contra o colchão, seu corpo tremendo violentamente enquanto Gumiru atingia seu próprio ápice logo em seguida, segurando a cintura de Gino com força.

O silêncio retornou, mas agora era um silêncio confortável, preenchido pelo som de duas respirações recuperando o fôlego. Gumiru deitou-se ao lado de Gino, puxando o rapaz para perto e cobrindo ambos com o lençol fino.

— Você está bem? — perguntou Gumiru, beijando o topo da cabeça de Gino.

Gino escondeu o rosto no peito de Gumiru, a timidez retornando agora que a adrenalina baixara, mas ele não se afastou.

— Sim — respondeu Gino baixinho. — Eu estou bem.

— Ótimo — disse Gumiru, fechando os olhos. — Porque eu não pretendo deixar você ir a lugar nenhum tão cedo.

Gino sorriu contra a pele de Gumiru, sentindo-se, pela primeira vez na Blue Lock, completamente em casa. As coxas ainda doíam levemente e o coração ainda batia rápido, mas o calor que emanava de Gumiru era tudo o que ele precisava para finalmente conseguir dormir.

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