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Engel x Oliver

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 21/10/2026

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AngústiaSombrioPsicológicoCenário CanônicoEstudo de PersonagemDrama
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Entre Nós e Risos Presos

O silêncio na sala vazia da Paper School tinha uma textura pesada e áspera, quase como a folha de um caderno antigo deixada sob a umidade. Deitado no chão de tábuas polidas, Engel sentia a rigidez da própria postura antes mesmo de conseguir focar a visão. O ar entrava com dificuldade, cortado por um obstáculo incômodo e completamente inesperado que mantinha seus lábios entreabertos.

Quando tentou engolir em seco, percebeu a borracha lisa e firme que preenchia sua boca. Uma mordaça de bola, de um vermelho chamativo e lustroso, estava perfeitamente encaixada entre seus dentes, empurrando sua língua para baixo e forçando seus maxilares a permanecerem abertos. Tiras grossas de couro preto cruzavam suas bochechas pálidas, esticadas com firmeza até uma fivela prateada presa atrás de sua nuca, escondida sob o rabo de cavalo frouxo e despenteado de seus cabelos brancos.

— Mmmph?! — O som que escapou da sua garganta não passou de um gemido abafado e patético.

O choque fez seu coração disparar. Engel arregalou os olhos amendoados e tentou imediatamente mover os braços, mas a corda que prendia seus pulsos atrás das costas estava ainda mais apertada do que antes. Seus quatro dedos pontiagudos e escuros se fecharam em punhos inúteis contra a madeira fria. Sua pequena cauda branca, oculta sob a dobra traseira do macacão preto, começou a balançar com um nervosismo incontrolável, batendo de leve no chão em um ritmo errático.

Ele olhou para baixo. Seus sapatos pretos de pequenos saltos continuavam jogados a alguns metros de distância, perto de uma das mesas escolares. Seus pés estavam totalmente expostos, vestidos apenas pelas polainas listradas em azul e vermelho que terminavam nos tornozelos, deixando a pele pálida da sola e dos dedos completamente vulnerável. As duas penas presas ao topo da sua cabeça, tingidas de azul e alaranjado, estremeceram de pura vergonha.

Uma risadinha baixa, quase musical, cortou o silêncio da sala.

— Parece que a bela adormecida finalmente resolveu prestar atenção no que está acontecendo — disse Oliver, surgindo tranquilamente de trás da mesa do professor.

Oliver caminhava com a elegância preguiçosa de quem não tinha nenhuma pressa no mundo. Seus longos cabelos brancos, que chegavam à altura dos tornozelos, balançavam suavemente em um rabo de cavalo baixo, preso por um laço escuro. Os chifres pretos projetavam-se de sua testa, e a grande mecha dividida no topo da cabeça parecia quase expressar a sua malícia habitual. Em sua mão esquerda, ele segurava uma barra retangular de sabonete com cheiro de lavanda; casualmente, levou o sabão aos lábios e deu uma mordida audível, mastigando o pedaço sólido como se fosse a guloseima mais comum da escola.

— Mmm-mmph! O-oliver! — Engel tentou gritar, mas a bola vermelha apenas transformou suas palavras em murmúrios indistintos.

Oliver engoliu o pedaço de sabonete e deu um sorriso largo, exibindo a ponta de sua língua bifurcada que dançou rapidamente entre os dentes brancos. Seu braço direito, substituído por um lápis comprido de grafite escuro, apontou diretamente para o rosto corado de Engel.

— Shh, não precisa gastar sua voz, passarinho — disse ele, aproximando-se com passos lentos, as botas pretas ecoando com força pelo assoalho. — Quer dizer, não que você consiga usar ela agora de qualquer forma, não é? Aquele tombo quase me deixou sem tempo de colocar isso em você, mas a Zip me deu essa ideia brilhante antes de sair para vigiar o corredor com o Edward.

Engel balançou a cabeça em desespero, torcendo os ombros e tentando arrastar o corpo para trás. No entanto, o atrito de suas roupas contra o chão quase não o movia. A vergonha ardia intensamente em suas bochechas; o contraste da bola vermelha brilhante contra seu rosto claro era humilhante demais, e saber que Oliver o via naquele estado deplorável só piorava cada fração de segundo.

Oliver parou bem ao lado do corpo deitado de Engel, cruzando os braços — ou melhor, apoiando o lápis de grafite sobre o pulso esquerdo, onde um relógio marcava o tempo que eles ainda tinham sozinhos. Ele inclinou a cabeça para o lado, observando a marca vermelha de "A+" circular que decorava seu próprio cabelo balançar levemente.

— Você fica muito barulhento quando eu faço cócegas nos seus pés, sabia? — disse Oliver, fingindo um ar de decepção dramática. — Se a senhorita Circle passasse por aqui e ouvisse suas risadas escandalosas, ela viria com aquele compasso gigante e estragaria toda a minha diversão. Então achei mais prudente garantir que você ficasse bem quietinho.

— Nnh-nnn! — Engel gemeu contra a mordaça, com os olhos lacrimejando ligeiramente pela tensão.

Ele tentou puxar as pernas para perto do peito, querendo encolher os pés descalços para longe da vista de Oliver, mas a falta de mobilidade nos braços tornava qualquer movimento desajeitado.

Oliver agachou-se lentamente. A camisa preta de gola com detalhes brancos se ajustou ao movimento, e seus olhos fixaram-se nos de Engel com um brilho travesso e perigoso. O valentão não tocou imediatamente nos pés, como Engel esperava; em vez disso, estendeu a mão esquerda comum, pálida e macia, e aproximou os dedos do rosto do garoto amarrado.

Engel prendeu a respiração, tentando virar o rosto para o lado, mas o toque de Oliver foi inevitável.

Com uma lentidão calculada, a ponta dos dedos de Oliver deslizou pela bochecha quente de Engel, traçando a linha de couro que prendia a mordaça e subindo até o canto dos olhos assustados. O toque não era violento, e exatamente por isso era tão enlouquecedor. Era uma carícia provocadora, feita apenas para desarmar qualquer resquício de dignidade que a vítima ainda tentasse manter.

— Tão quente... — murmurou Oliver, soltando um riso abafado ao ver o tom escarlate se espalhar pelas têmporas de Engel até as pontas de suas orelhas. — Você cora com tanta facilidade, Engel. É quase um convite para continuar.

— Mmmph... pare... — gemeu o garoto gentil através da bola vermelha, embora as palavras soassem como uma sequência de vibrações abafadas.

A mão de Oliver deslizou suavemente sob o queixo de Engel, forçando-o de leve a olhar para cima. O contraste entre os dois era palpável: Oliver, relaxado, controlando a situação com um prazer sádico infantil, e Engel, preso, imóvel e incapaz de se defender até mesmo com palavras.

— Você tenta ser tão durão e amigo de todo mundo — disse Oliver, batendo a ponta sem corte do seu braço de lápis levemente contra a testa de Engel, fazendo as penas coloridas tremerem. — Mas olhe só para você agora. Não consegue nem dizer "por favor".

Engel fechou os olhos com força, mordendo a borracha involuntariamente. O calor em seu rosto parecia queimar, e seu peito subia e descia em um ritmo descompassado, a camisa branca de gola polo esticando-se a cada respiração truncada.

Satisfeito com a reação envergonhada, Oliver finalmente se afastou do rosto dele. Ele levantou-se um pouco, mudando sua posição até ficar ajoelhado entre a linha da cintura e os joelhos de Engel.

Os olhos de Engel se abriram em pânico assim que percebeu a nova proximidade.

— Agora, onde estávamos mesmo antes de eu ter que improvisar esse acessório lindo na sua boca? — perguntou Oliver com um tom falsamente pensativo.

Ele olhou para o chão ao lado, onde a pena fina e macia que havia encontrado antes ainda repousava sobre uma folha de papel solta. Oliver não a pegou de imediato; em vez disso, seus olhos desceram para as pernas de Engel. As polainas listradas terminavam bem no início das solas sensíveis, e as pernas do garoto estavam estendidas e juntas no chão, tensas pela expectativa do pior.

Oliver estendeu ambas as mãos — a de carne e o lápis comprido — e segurou os tornozelos de Engel com firmeza.

O contato repentino fez Engel soltar um arquejo sufocado pela mordaça.

— Mmmgh!

— Vamos ver o quão flexível você é sem poder reclamar — cantarolou Oliver com uma malícia evidente.

Com um puxão firme mas sem pressa, Oliver afastou os tornozelos de Engel, abrindo as pernas dele em um "V" amplo sobre o chão de madeira.

Engel tentou resistir instantaneamente, contraindo os músculos das coxas e puxando os calcanhares para dentro, mas a alavanca de Oliver era muito mais forte. Sentir suas pernas serem escancaradas daquela maneira, deixando seu corpo ainda mais desprotegido e sua postura completamente vulnerável, fez uma nova onda de vergonha explodir em sua mente. Ele se debateu inutilmente, a cauda branca chicoteando o chão com força.

— Não precisa se debater tanto, passarinho — zombou Oliver, soltando uma gargalhada genuína. — Eu só estou ajustando o espaço.

Antes que Engel pudesse processar o constrangimento, Oliver juntou os tornozelos dele novamente com um estalo seco, fechando as pernas do garoto até que os joelhos batessem suavemente um contra o outro.

Engel soltou um suspiro entrecortado pelo nariz, pensando que o tormento tinha acabado.

Mas não havia acabado.

Oliver abriu as pernas dele de novo, com um movimento largo e fluido, deslizando as meias pelas tábuas. Depois, fechou-as rapidamente. Abriu mais uma vez, esticando até o limite confortável da articulação de Engel, e fechou de novo, como se estivesse manuseando uma tesoura gigante ou um compasso de desenho geométrico.

— Abre... e fecha — dizia Oliver em um tom rítmico, rindo abertamente enquanto manipulava as pernas de Engel como se o garoto fosse um boneco de papel articulado. — Abre... e fecha! Olha só como você obedece direitinho agora!

— Mmmmph! N-nnh! — Engel gemia em protesto contínuo, as lágrimas de pura frustração e vergonha acumulando-se nos cantos dos olhos.

Sua respiração saía ofegante e quente pelas frestas laterais da mordaça. Cada vez que Oliver afastava suas pernas, a sensação de exposição era absoluta; cada vez que as fechava, a proximidade com o valentão parecia sufocante. A humilhação de ser tratado como um brinquedo sem voz fazia suas bochechas arderem como brasas vivas.

Oliver parou o movimento por um instante, mantendo as pernas de Engel abertas e prendendo os tornozelos dele com os joelhos para que não fechassem sozinhos. Livre das mãos, ele se inclinou para o lado e finalmente pegou a pena esquecida no chão.

A visão daquela pena macia, com sua ponta delgada e felpuda, fez o estômago de Engel despencar.

— Sabe de uma coisa, Engel? — disse Oliver, passando as farpas da pena pelos próprios lábios e sentindo a textura com um sorriso torto. — A mordaça foi uma excelente ideia. Agora eu posso fazer isso o quanto eu quiser sem me preocupar com ninguém vindo te salvar.

Engel arregalou os olhos ao extremo, balançando a cabeça em uma negativa desesperada. Suas solas estavam completamente à mercê de Oliver, descalças, esticadas e imobilizadas. Ele tentou encolher os dedos dos pés, arqueando as plantas sensíveis para longe do perigo, mas isso apenas ofereceu uma curva ainda mais convidativa.

— Mmm-nnn! Oliver, n-não! — Seus pensamentos gritavam alto, mas para o mundo exterior, soavam apenas como murmúrios abafados e patéticos contra a borracha vermelha.

— Vamos ver quanto tempo você aguenta sem rir... ou melhor, sem engasgar com a sua própria risada — disse Oliver, aproximando a ponta da pena diretamente da sola do pé direito de Engel.

O grafite de seu braço direito repousou levemente sobre a canela do garoto para mantê-lo firme, enquanto os chifres negros de Oliver pareciam reluzir sob a luz pálida da janela. A língua bifurcada deslizou para fora mais uma vez, saboreando a expectativa do tormento que estava prestes a começar.

Engel fechou os olhos com força, sentindo o primeiro toque quase imperceptível das cerdas macias raspando contra a curva macia de sua sola, preparando-se para o inferno de cócegas que não tinha como conter e, acima de tudo, que não tinha como gritar para que parasse.

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