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Fandom: Não tem
Criado: 24/10/2026
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Dono do Ouro e do Meu Coração
O sol do Rio de Janeiro não pedia licença, ele simplesmente invadia. Eram nove da manhã e o asfalto da subida da Rocinha já fervia, mas no topo do morro, na mansão dos Allegretti, o clima era de uma paz que só quem manda na porra toda consegue ter. O casarão, cercado por muros altos e segurança reforçada, era o refúgio do homem que fazia a base tremer só com o olhar.
Guilherme Allegretti, o Magnata, estava encostado na varanda do segundo andar, apenas de short tactel preto, exibindo o corpo que, aos 39 anos, botava muito moleque de vinte no chinelo. As tatuagens fechavam seus braços e parte do peito malhado, subindo pelo pescoço onde a corrente de ouro grosso brilhava. Ele tragava um cigarro de palha, os olhos verdes varrendo a comunidade que ele geria com mão de ferro.
— Já acordou com essa cara de quem vai mandar alguém pro micro-ondas, vida? — A voz doce veio de trás, seguida por braços macios que envolveram sua cintura.
Guilherme relaxou os ombros instantaneamente. Só ela tinha esse poder. Ele se virou, encontrando Letícia, sua "preta", a mulher que ele amava desde que os dois dividiam um picolé na calçada quando eram pivetes. Ela estava radiante, o cabelo liso batendo nos ombros e aquele corpo curvilíneo que o deixava louco, mesmo depois de três filhos.
— Tu sabe como é, coração. O bagulho não para. Tem que ficar de olho pra nenhum comédia achar que a gente tá dormindo no ponto — disse ele, puxando-a pela cintura e selando seus lábios com um beijo possessivo. — Mas contigo aqui, o mundo pode acabar que eu tô tranquilo.
— Menos, Magnata, bem menos — Letícia riu, dando um tapinha no peito dele. — Vai descer? O café tá na mesa e os teus clones já estão quase saindo pra escola.
No andar de baixo, o clima era menos romântico e bem mais barulhento. Kaelton e Bernardo, os gêmeos que eram a cópia fiel do pai, mas com a energia caótica de quem mandava na pista de São Conrado, já estavam devorando tudo o que viam pela frente.
Kaelton, o mais velho por minutos, era a seriedade em pessoa. Estava com a cara fechada, o cabelo castanho escuro perfeitamente cortado no disfarce. Já Bernardo, o "Bê", era o puro suco do deboche carioca, sempre com um sorriso de lado que derretia as garotas do colégio particular onde cursavam o último ano.
— Pô, manin, tu viu a cara daquela loirinha ontem no baile? A mina tava hipnotizada no teu vulgo, papo reto — Bernardo disse, pegando um pedaço de queijo e jogando pra cima antes de pegar com a boca.
— Tu fala demais, Bê. Mó neurose — Kael respondeu, a voz grossa e seca. — Quero saber de mulher não, foco é outro. E abaixa o tom que a pequena tá dormindo ainda.
— Ih, qual foi? Tá bravão porque a Luna não acordou pra te dar bom dia? — Bernardo provocou, rindo da cara do irmão.
Kael não respondeu, apenas lançou um olhar mortal pro irmão. A conexão entre os dois era absurda; dividiam tudo, dos segredos às missões que o pai às vezes delegava, mas quando o assunto era a irmã caçula, Kael perdia a linha. Ele era obcecado pela pequena Luna.
Nesse momento, a porta da cozinha se abriu e Stefanne entrou, como se a casa fosse dela — e tecnicamente, era. Ela e Ricardo moravam na casa ao lado e a amizade com os Allegretti vinha de berço.
— Bom dia, família! — Ster anunciou, dando um beijo no topo da cabeça de cada gêmeo. — Cadê minha afilhada gorda? E a Letícia?
— Bom dia, dinda — Bernardo respondeu com um sorriso largo. — A coroa tá lá em cima com o rabugento do meu pai. E a Luna tá no berço, mas o Kael já tá com crise de abstinência.
— Vai se foder, Bernardo — Kael resmungou, levantando-se da mesa.
Ele não foi pra escola. Seus pés o levaram direto para o quarto da irmã. O quarto de Luna era o único lugar da casa que não exalava autoridade, mas sim doçura. A bebê de sete meses, uma bolota branquinha de olhos verdes expressivos, estava começando a despertar.
Kael se aproximou do berço e o seu semblante de "brabo" derreteu na hora. Luna, ao ver o irmão, abriu um sorriso banguela e esticou os bracinhos, soltando um ganido manhoso.
— Coisa linda do irmão... — ele murmurou, pegando a menina no colo com uma delicadeza que ninguém acreditaria que vinha dele. — Tu é a única que manda em mim, sabia?
Ele a apertou contra o peito, sentindo o cheirinho de talco. Kael tinha esse hábito: muitas noites, ele simplesmente a tirava do berço e a levava para dormir com ele, só para garantir que nada, absolutamente nada, chegaria perto da sua pequena.
Enquanto isso, na rua principal da Rocinha, o movimento estava a todo vapor. Ricardo, o Caveira, estava encostado em um dos carros da escolta, conversando com alguns moradores. Ele era o braço direito de Guilherme, o cara que resolvia os problemas quando o Magnata não queria sujar as mãos.
— E aí, Caveira! Vai ter aquele fut hoje no campinho? — um dos rapazes da comunidade perguntou.
— Com certeza, pô! Final de tarde a gente desce. Mas avisa lá pros moleques: se entrar pra brincar, entra pra ganhar. Não quero ver ninguém de bobeira no campo não — Ricardo respondeu, ajeitando o fuzil no ombro com naturalidade.
Guilherme e Letícia desceram as escadas de mãos dadas. O Magnata já estava com sua camisa de time tailandesa e o radinho na cintura.
— Rick! — Guilherme gritou da porta. — Como é que tá o movimento na entrada?
— Tudo no esquema, patrão. Os cana tentaram dar um rolê ali perto da curva, mas já recuaram. Tá tudo sob controle — Ricardo respondeu, aproximando-se.
— Ótimo. Vamos dar um pião pelo morro. Preciso falar com o pessoal do comércio — Guilherme disse, mas antes de sair, olhou para os filhos. — Kael, Bernardo! Vão pro colégio. E nada de gracinha em São Conrado, hein? Se eu souber que vocês estão arrumando problema com playboy, o bicho vai pegar.
— Relaxa, pai. A gente só vai estudar... e talvez ver o movimento — Bernardo piscou, pegando a mochila.
— Estudar o caralho, Bernardo. Se eu ver nota baixa, tu vai ficar de plantão na contenção até aprender o que é vida dura — Guilherme rosnou, embora no fundo tivesse orgulho da marra dos filhos.
O dia passou rápido, com o calor típico do Rio. À tarde, como prometido, o campinho de terra batida ficou lotado. Era o momento em que a hierarquia do morro se misturava com a alegria do povo. Guilherme jogava sem camisa, o corpo suado brilhando sob o sol, mostrando uma agilidade impressionante para o seu tamanho. Kael e Bernardo estavam no mesmo time, jogando com uma sincronia que deixava os adversários tontos.
— Passa a bola, manin! — Bernardo gritou, recebendo o passe perfeito de Kael e estufando a rede improvisada. — Goool, porra! Respeita os Allegretti!
Na lateral, Letícia e Stefanne assistiam, sentadas em cadeiras de praia, tomando uma cerveja gelada e cuidando de Luna, que estava devidamente protegida por um chapéu de sol, batendo palminhas toda vez que via o pai ou os irmãos correrem.
— Olha pra eles, Lê — Stefanne comentou, rindo. — O Guilherme parece que tem a idade dos meninos quando tá nesse campo.
— Meu rabugento não cresce, Ster. Mas é isso que eu amo nele — Letícia suspirou, olhando para o marido com a mesma paixão de vinte anos atrás.
Quando o sol começou a se pôr, pintando o céu do Rio de laranja e rosa, a família retornou para o casarão. O jantar foi animado, cheio de gírias, risadas e a habitual disputa dos gêmeos para ver quem ficaria com a Luna no colo.
— Ela vai dormir comigo hoje, Bernardo. Nem tenta — Kael sentenciou, limpando a boca após o jantar.
— Ah, qual foi, manin? Ontem ela ficou contigo. Hoje eu quero jogar ela pro alto, ela adora — Bernardo rebateu.
— Ela acabou de comer, se tu jogar ela pro alto ela vai golfar na tua cara, seu animal — Kael cortou, pegando a bebê que já estava começando a ficar manhosa de sono.
Guilherme apenas observava a cena, abraçado a Letícia no sofá da sala imensa. Ele sentia um orgulho absurdo de tudo o que tinha construído. O poder era bom, o dinheiro era ótimo, mas aquela união ali era o que realmente importava.
— Vai lá, coração. Coloca a pequena pra descansar que hoje eu quero você só pra mim — Guilherme sussurrou no ouvido de Letícia, a voz ficando mais rouca, as mãos grandes descendo para as curvas do quadril dela.
— O quarto tem isolamento acústico por um motivo, não tem, vida? — ela respondeu com um sorriso malicioso, mordendo o lábio inferior.
— Com certeza... E hoje eu vou te foder de um jeito que tu vai esquecer até o próprio nome.
Ele a puxou para um beijo profundo, ignorando os filhos que já subiam as escadas. No topo do morro, onde a lei era dele, Guilherme Allegretti só se curvava para uma rainha.
Horas depois, o silêncio reinava na mansão, interrompido apenas pelos sons abafados que vinham do quarto principal. A proteção acústica era uma necessidade, não só pela privacidade, mas pela intensidade com que o casal se entregava.
Guilherme tinha Letícia prensada contra a porta fechada, as pernas dela entrelaçadas na cintura dele. Ele a possuía com uma fome que parecia nunca saciada, cada estocada profunda fazendo-a arquear as costas e enterrar as unhas nos ombros tatuados dele.
— Porra, preta... tu é muito apertada... — ele rosnou contra o pescoço dela, sentindo o cheiro da pele suada. — É toda minha, não é? Fala!
— Sou... toda sua, Magnata... Ah, Guilherme! — ela gemeu alto, a cabeça jogada para trás, entregue ao prazer bruto e certeiro que só ele sabia proporcionar. — Me fode, meu amor... me fode firme!
Ele não precisou ouvir duas vezes. O ritmo aumentou, a pele batendo contra a pele em um som rítmico e úmido. Guilherme a levou para a cama sem desmanchar a conexão, virando-a de quatro e segurando firme em seus cabelos, admirando a visão daquela mulher magnífica que era o centro do seu universo. Ele a penetrou com força, sentindo a boceta dela pulsar em volta do seu membro, sugando-o, pedindo por mais.
— Tu é a dona dessa porra toda, Letícia... — ele disse, a voz falhando enquanto chegava ao seu limite. — O morro é meu, mas eu sou teu.
O ápice veio para os dois quase ao mesmo tempo, um grito abafado dela e um rosnado gutural dele, enquanto se afundavam um no outro, selando mais uma vez o pacto de amor e domínio que regia a vida dos Allegretti.
Lá fora, a Rocinha pulsava, luzes brilhando como estrelas terrestres, mas dentro daquela casa, o mundo se resumia ao calor de dois corpos que se pertenciam desde sempre. E no quarto ao lado, Kaelton dormia profundamente, com a pequena Luna aninhada em seu braço, protegida por um amor que, assim como o do pai, não conhecia limites.
