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Caos de Família, Rocinha, RJ 📍🔞

Fandom: Não tem

Criado: 24/10/2026

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RomanceCrimeRealismoHistória DomésticaLinguagem ExplícitaCiúmes
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Soberania e Sangue

O sol escaldante do meio de novembro já castigava as lajes da Rocinha antes mesmo das nove da manhã. No ponto mais alto da comunidade, onde a vista alcançava desde o verde fechado da mata até o azul infinito da praia de São Conrado, o casarão dos Allegretti se impunha como uma fortaleza. Vidros fumê blindados, três andares de puro mármore e concreto armado, piscina de borda infinita e portas com isolamento acústico pesado em cada um dos quartos, garantindo que nada do que acontecia entre quatro paredes vazasse para os corredores ou para os becos lá fora.

Dentro da suíte principal, o silêncio era absoluto até o ar-condicionado central chiar baixinho.

Guilherme abriu os olhos verdes lentamente, piscando contra a nesga de claridade que teimava em passar por uma fresta da cortina blecaute. A respiração ritmada de Letícia contra seu peitoral largo e tatuado era a única coisa no mundo capaz de baixar a adrenalina constante que corria nas suas veias. Com quase dois metros de altura e oitenta e tantos quilos de puro músculo forjado em ferro e anos de guerra, o homem que o asfalto temia e a favela respeitava como Magnata se reduzia a quase nada quando sentia o cheiro doce da mulher.

Ele desceu a mão pesada, calejada, pela curva acentuada da cintura dela, sentindo a pele morna sob a camisola fina de seda. Letícia se mexeu manhosa, jogando uma perna roliça por cima do quadril dele. Trinta e sete anos e dois partos nas costas — um deles de gêmeos de mais de quatro quilos —, mas o corpo continuava uma perdição de curvas que deixava o patrão desgraçado da cabeça de ciúme.

— Já tá acordado, meu rabugento? — murmurou ela, a voz rouca colada no pescoço dele, roçando os lábios no cavanhaque cerrado de Guilherme.

— O morro não dorme até tarde, preta — respondeu ele, a voz grave vibrando no peito, descendo um beijo estalado na testa da esposa antes de apertar a bunda dela com vontade por cima da seda. — E se você continuar rebolando em cima de mim desse jeito, quem não vai sair dessa cama hoje é você.

Letícia soltou uma risada baixa, erguendo o rosto para encarar os olhos claros do marido.

— Você fala demais, Guilherme. Quero ver sustentar essa marra toda antes do café.

— Quer pagar pra ver, coração? Sabe muito bem que por você eu viro essa porra dessa cama do avesso.

Ele a puxou pela nuca, selando a boca dela num beijo quente, urgente, que só vinte anos de casamento não conseguiam desgastar. Mas antes que as mãos dele pudessem rasgar o tecido fino que cobria a boceta molhada da mulher, um choro abafado de bebê, vindo do interfone interno, cortou o clima.

Guilherme soltou um suspiro pesado, encostando a testa na dela com um sorriso torto, marrento.

— A patroa pequena acordou. Certeza que o Kaelton já tá com ela. Aquele moleque não tem conserto, caralho.

No quarto do final do corredor, a teoria do chefe de família se confirmava.

O quarto de Kael era uma bagunça milimetricamente calculada: camisas de time penduradas, tênis de grife jogados a um canto e uma prancha de surfe encostada na parede decorada com fotos e pôsteres. Mas no centro da cama king-size, a cena era quase cômica. Kael, com seus um metro e oitenta e quatro, corpo largo coberto por tatuagens tribais e cara de poucos amigos, estava estirado de barriga para cima, sem camisa, vestindo apenas um short largo de basquete.

Espalhada sobre seu peito estava Luna. A garotinha de sete meses, bochechas gord

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