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Fandom: fórmula 1

Criado: 25/10/2026

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Mar Aberto

O sol já começava a mergulhar no horizonte do Mediterrâneo, tingindo o mar da Sardenha em tons de dourado e lilás. No convés superior do iate, a música eletrônica tocava em volume médio, acompanhada pelas risadas altas de Pierre, Arthur e outros amigos que brindavam com taças de champanhe. Mas Luna Garcia não estava com eles. Ela preferira se refugiar na popa, com os pés descalços apoiados no deque de teca e a câmera profissional descansando sobre o colo.

Como fotógrafa esportiva da Fórmula 1, Luna passava a maior parte do tempo escondida atrás das lentes. O visor era seu escudo. Vinda de um relacionamento passado desgastante, marcado por críticas silenciosas e cobranças que minaram sua autoestima, ela ainda carregava o hábito de se encolher, com medo de ocupar espaço demais. Mas tudo havia mudado seis meses atrás, no Grande Prêmio de Mônaco, quando o piloto número 16 da Ferrari tropeçou no tripé dela nos bastidores do paddock — e, em vez de se afastar, decidiu ficar para sempre.

Passos suaves se aproximaram pelo piso de madeira. Dois braços fortes e bronzeados envolveram a cintura de Luna com extrema familiaridade, colando um peito largo e quente contra as costas dela. O cheiro de maresia e do perfume amadeirado de Charles invadiu seus sentidos de imediato.

— Sabia que eu ia te encontrar fugindo da festa — sussurrou Charles contra a curva do pescoço dela, depositando um beijo demorado ali.

Luna relaxou nos braços dele, soltando um suspiro involuntário.

— Não estou fugindo, Charles. A luz do entardecer estava perfeita demais para ignorar.

— Você trabalha até quando estamos de férias, mon amour — murmurou ele, virando-a suavemente pelos ombros para encará-la. Os olhos verdes de Charles brilhavam com uma intensidade que sempre fazia o estômago de Luna dar cambalhotas. — E você está linda demais nesse vestido. Mas já faz horas que não fico sozinho com você.

Luna vestia um vestido de linho branco, simples e esvoaçante, mas os olhos de Charles a despiam com uma adoração quase devota. Ele a amava de um jeito escancarado, sem reservas, daqueles que faziam o coração dela vacilar entre a euforia e o medo de acordar de um sonho.

— Seus amigos estão lá em cima — disse ela, tímida, abaixando o olhar. — Vão notar se sumirmos.

— Deixe que notem — respondeu Charles com um meio sorriso travesso nos lábios. — Este barco é meu, e você é a única pessoa com quem eu realmente quero estar agora.

Sem esperar por respostas, ele entrelaçou os dedos nos dela e puxou-a calmamente em direção à escada que levava à cabine principal.

O interior da cabine era silencioso, isolado do som da música externa, iluminado apenas pela claridade suave que entrava pelas vigias de vidro espelhado. A cama king-size parecia dominar o espaço, cercada por lençóis de linho claro e almofadas confortáveis. O leve balanço das ondas sob o casco criava um ritmo lento e convidativo.

Quando a porta se fechou atrás deles, a timidez de Luna ressurgiu com força total. Embora estivessem juntos há seis meses e tivessem compartilhado incontáveis beijos, carícias roubadas e noites de sono abraçados, aquela seria a primeira vez que se entregariam por completo. Luna sentiu as palmas das mãos suarem. As velhas inseguranças, aquelas vozes do passado dizendo que seu corpo não era suficiente, começaram a martelar em sua mente.

Charles percebeu. Ele a conhecia bem demais para não notar o tremor quase invisível em suas mãos.

Dando dois passos lentos, ele segurou o rosto de Luna com ambas as palmas, obrigando-a a erguer os olhos.

— Ei — chamou ele, com a voz aveludada e calma. — Olhe para mim, Luna.

Ela engoliu em seco, encarando a imensidão verde dos olhos do piloto.

— Eu estou um pouco nervosa, Charles — confessou em um fio de voz. — Não quero que você se decepcione.

— Se decepcionar com você? — Charles soltou uma risada baixa, quase incrédula, acariciando as maçãs do rosto dela com os polegares. — Luna, você é a mulher mais fascinante, linda e preciosa que eu já vi na minha vida. Eu esperei por este momento todos os dias desde que te conheci. Não há nada no mundo que eu deseje mais do que você. Nada.

A sinceridade absoluta na voz dele desarmou a última barreira de proteção de Luna. Quando os lábios dele desceram sobre os dela, a sensação foi de afundar em um oceano morno. Foi um beijo lento, paciente e carregado de carinho, mas que logo ganhou profundidade quando as mãos de Charles encontraram os ombros nus da fotógrafa.

Com toques precisos e reverentes, ele deslizou as alças finas do vestido branco. O tecido escorregou suavemente pelo corpo dela, acumulando-se no chão e revelando uma lingerie de renda delicada. Charles recuou um passo apenas para contemplá-la. Não havia pressa em seu olhar, apenas pura admiração.

— Perfeita — sussurrou ele, como uma prece. — Você é absolutamente perfeita.

Ele tirou a própria camisa de linho em um movimento rápido, revelando o tronco delineado pelo treinamento implacável de atleta, a pele dourada pelo sol brilhando suavemente. Ele puxou Luna pela cintura, colando a pele quente dela contra a sua, fazendo com que ela sentisse o contraste entre a maciez de suas próprias curvas e a firmeza dos músculos dele.

Luna apoiou as mãos no peito largo de Charles, sentindo o coração dele martelar em um compasso tão acelerado quanto o seu.

— Você me deixa sem ar — confessou ela, enterrando o rosto na curva do pescoço dele enquanto os lábios quentes do monegasco traçavam um caminho de fogo pela sua clavícula.

— É essa a intenção — provocou Charles, a voz rouca ressoando no peito.

Ele a conduziu com gentileza para a cama, deitando-a sobre os lençóis frescos antes de se acomodar por cima dela, sustentando a maior parte do próprio peso com os cotovelos. Ele não parou de beijá-la: beijou sua testa, suas pálpebras, o contorno de seu maxilar, descendo devagar pelo pescoço até alcançar os seios, onde a renda da lingerie foi empurrada sem cerimônia. Cada toque vinha acompanhado de sussurros apaixonados, reafirmando o quanto ela era amada e desejada.

Quando a calcinha de Luna foi deslizada pelas pernas e descartada para o lado, Charles se posicionou entre as coxas dela. Ele abriu espaço com calma, separando as pernas de Luna com firmeza carinhosa, acomodando-se ali como se aquele fosse o único lugar onde ele pertencia.

Luna sentiu o coração disparar no peito quando a mão grande e quente dele começou a traçar a parte interna de suas coxas, aproximando-se lentamente do centro de sua intimidade. Ela soltou um suspiro entrecortado ao sentir os dedos dele finalmente tocarem o calor úmido que a dominava.

Charles começou a massagear o clitóris dela com movimentos circulares e pacientes, sentindo os quadris de Luna se erguerem involuntariamente ao encontro do toque.

— Charles... — o nome dele escapou como um gemido agudo.

— Shh, apenas sinta, mon amour — sussurrou ele contra a pele da barriga dela, observando atentamente cada reação no rosto de Luna.

Aumentando a pressão com o polegar no ponto mais sensível, Charles deslizou o dedo indicador para a entrada dela. Luna ofegou, contraindo-se levemente, surpresa com a intensidade da sensação. O calor escorria por entre as coxas dela, e Charles sentiu a umidade transbordar por seus dedos enquanto empurrava o primeiro dedo para dentro, bem devagar, permitindo que o corpo dela se acostumasse com a invasão.

— Tão macia... — murmurou Charles, a respiração dele ficando pesada ao sentir o calor apertado envolvendo-o. Ele inclinou a cabeça para cima, encarando-a com os olhos em chamas. — Olhe como você está melada para mim, Luna. Tão quente e apertada...

As bochechas de Luna arderam em um tom escarlate com as palavras diretas, mas seu corpo traiu a timidez, arqueando-se ainda mais contra a mão dele. Vendo o consentimento tácito e o desejo cru nos olhos castanhos dela, Charles deslizou o segundo dedo para dentro, alargando-a com calma, esticando as paredes internas que pulsavam ao redor de sua mão.

Ele estabeleceu um ritmo cadenciado, entrando e saindo com dois dedos enquanto mantinha o polegar esfregando o clitóris dela sem descanso. Luna cravou as unhas nos ombros largos do piloto, mordendo o lábio inferior para conter os gemidos que queriam ecoar pela cabine. O prazer construía uma onda densa em seu ventre, quase dolorosa de tão boa.

— Não precisa prender o ar — encorajou ele, beijando a curva da coxa dela enquanto seus dedos trabalhavam com precisão cirúrgica. — Deixe eu ouvir você.

Luna gemeu alto dessa vez, o som escapando trêmulo, sentindo-se totalmente dominada pelo toque dele. Quando ela sentiu que não suportaria mais sem se desmanchar, sua mão desceu timidamente, encontrando o cós da bermuda de Charles.

Sentindo o pedido tácito, o monegasco recuou os dedos por um instante, apenas o suficiente para se livrar do resto das próprias roupas. Quando ele voltou a se ajoelhar entre as pernas dela, completamente despido, Luna perdeu a fala.

O membro de Charles estava ereto, pesado e pulsando com veias evidentes, revelando o quanto ele estava contendo a própria urgência apenas para priorizá-la.

Com a respiração entrecortada, Luna estendeu a mão hesitante e envolveu a haste dele com os dedos. A pele era quente como brasa e incrivelmente aveludada. Ao fechar a mão ao redor dele, ela percebeu que mal conseguia cobrir toda a circunferência.

Charles soltou um rosnado baixo, fechando os olhos com força quando a mão dela começou a se mover para cima e para baixo.

— Meu Deus, Luna... — murmurou ele, a mandíbula travada enquanto ela o masturbava com curiosidade e carinho.

— Você é tão grande, Charles — disse ela em tom baixo, espantada e fascinada com a firmeza que sentia na palma da mão. — É quase assustador.

Ele abriu os olhos, soltando um riso rouco e carregado de desejo antes de segurar a mão dela e beijar os nós dos dedos que o tocavam.

— Eu vou cuidar de você, prometo. Vou devagar até você estar pronta.

Charles se deitou completamente sobre ela, guiando a ponta de seu membro até a entrada encharcada e pulsante de Luna. Ele a olhou nos olhos, esperando uma confirmação. Luna assentiu, enlaçando os braços no pescoço dele e puxando-o para perto.

Ele começou a entrar. O impacto foi avassalador para ambos. A sensação de preenchimento fez Luna arquear as costas, os olhos se arregalando com a pressão deliciosa enquanto Charles empurrava com extrema lentidão, centímetro por centímetro, dando tempo para que o corpo apertado dela se moldasse à espessura dele.

— Olhe para mim — pediu Charles, a voz quase inaudível pelo esforço de não perder o controle. — Você é tão linda, Luna. Tão incrivelmente apertada... é perfeita.

Quando ele afundou por completo, encostando a pelve contra a dela, ambos soltaram um gemido uníssono. Ele permaneceu imóvel por alguns segundos, beijando as lágrimas de pura sobrecarga emocional que escapavam dos cantos dos olhos dela, sussurrando declarações de amor em francês e em italiano, até que Luna começou a mexer os quadris, convidando-o a se mover.

Charles começou com estocadas suaves, longas e calculadas. A cada impulso, o atrito úmido e o som dos corpos se encontrando preenchiam o quarto. Luna logo perdeu qualquer resquício de vergonha, acompanhando o ritmo dele, arranhando suas costas musculosas, rendida àquela intensidade nunca antes experimentada.

O ritmo estava aumentando, tornando-se mais rápido, mais profundo e urgente, a cama rangendo sutilmente sob a força dos movimentos de Charles, quando um barulho metálico estalou na maçaneta da cabine.

A porta se abriu com um solavanco antes que qualquer um dos dois pudesse reagir.

— Charles, você viu onde deixaram a chave do... — Pierre Gasly entrou falando a toda velocidade, com uma garrafa de vinho na mão, mas estancou no meio da cabine como se tivesse sido atingido por um raio.

O choque foi imediato. O piloto francês arregalou os olhos, o queixo caindo quase até o chão ao registrar a cena bem diante de si: a amiga tímida que fotografava os carros na pista totalmente nua na cama, com as pernas erguidas e entrelaçadas na cintura de Charles, e Charles cravado profundamente dentro dela.

Luna congelou. O pânico gelou suas veias, o sangue fugindo de seu rosto antes de retornar como um incêndio incontrolável de vergonha. Ela tentou puxar o lençol em desespero, escondendo o rosto no peito de Charles.

— Ai, meu Deus... — murmurou ela, querendo que o chão do iate se abrisse e a engolisse até o fundo do oceano.

No entanto, Charles sequer vacilou.

Para o espanto absoluto de Luna, o monegasco não puxou o corpo para trás, não se cobriu e nem mesmo interrompeu o movimento dos quadris. Ele apenas reduziu ligeiramente a velocidade de suas estocadas, mantendo o ritmo profundo dentro dela, enquanto virava casualmente o rosto para olhar na direção da porta, tão calmo como se estivesse discutindo uma estratégia de pneus no rádio da equipe.

— Está no segundo armário da cozinha, Pierre — disse Charles, com a voz incrivelmente firme e sem qualquer traço de constrangimento. — Fecha a porta quando sair.

Pierre continuou paralisado por dois segundos inteiros, piscando atordoado, antes de fechar a boca, dar meia-volta e quase tropeçar nos próprios pés ao sair correndo da cabine.

— Desculpa! Desculpa, cara, eu bato da próxima vez! — gritou o francês do corredor, batendo a porta de madeira com força.

O clique da tranca ecoou no quarto. O silêncio reinou por um breve segundo, quebrado apenas pela respiração ofegante de ambos.

Luna ergueu o rosto, completamente atônita, encarando Charles com os olhos arregalados.

— Charles! — sibilou ela, num misto de choque, riso nervoso e incredulidade. — Ele viu a gente! Você não parou! Você respondeu ele enquanto... enquanto estava dentro de mim!

Charles abriu um sorriso largo, incrivelmente charmoso e descarado, abaixando a cabeça para morder delicadamente o lábio inferior dela.

— Eu não ia sair de você nem se o próprio chefe de equipe entrasse por aquela porta, mon amour — respondeu ele com naturalidade desarmante. — Além disso, Pierre não vai morrer por causa disso. Mas eu morreria se tivesse que parar agora.

O descaramento e a segurança dele eram tão absurdos que Luna não conseguiu conter uma risada trêmula. Mas a risada logo se transformou em um gemido abafado quando Charles retomou as estocadas, dessa vez com uma força ainda maior, aproveitando o aperto que a contração do susto havia provocado no corpo dela.

— Ele já foi — sussurrou Charles, os olhos faiscando de desejo renovado enquanto segurava as coxas de Luna com firmeza, abrindo-as ainda mais. — Só nós dois aqui. Sinta isso, Luna. Sinta como você é minha.

A vergonha evaporou em um estalar de dedos, substituída por uma onda de excitação avassaladora provocada pela audácia dele. Luna arqueou o corpo, entregando-se sem medo, movendo os quadris em sincronia perfeita com os dele. As estocadas de Charles eram profundas, ritmadas, atingindo exatamente o ponto que a fazia perder a razão.

— Charles... eu não vou aguentar — gemeu ela, as mãos segurando com força nos braços dele. — Está perto demais...

— Vem comigo — pediu ele, a voz rouca e desesperada em seu ouvido, o peito suado colado ao dela. — Deixa acontecer, Luna. Vem comigo.

Mais três impulsos fortes, precisos e implacáveis levaram Luna ao limite. Um grito abafado escapou de sua garganta quando o clímax a atingiu como um trovão, fazendo suas paredes internas se contraírem com força violenta ao redor do membro dele, pulsando em espasmos incontroláveis de puro prazer.

O aperto avassalador foi demais para a resistência de Charles. Soltando um gemido rouco e gutural, ele empurrou até o fundo, enterrando-se completamente nela enquanto seu próprio orgasmo o dominava, derramando-se em ondas quentes dentro do corpo de Luna.

Por longos minutos, o único som na cabine foi a respiração entrecortada dos dois, diminuindo o ritmo aos poucos enquanto o iate continuava a balançar suavemente sobre as águas calmas.

Charles desabou com cuidado ao lado dela, puxando os lençóis de linho para cobri-los até os ombros. Ele não perdeu tempo e puxou Luna imediatamente para seu peito, enrolando as pernas nas dela, recusando-se a deixá-la afastar-se sequer um centímetro.

Luna deitou a cabeça sobre o coração dele, ainda sentindo o bater descompassado sob a pele quente. Uma sensação de paz e plenitude que ela nunca havia experimentado antes tomou conta de cada canto de sua alma. As velhas inseguranças pareciam tolas e distantes agora, afogadas no oceano de carinho que Charles dedicava a ela.

— Você está bem? — perguntou ele em voz baixa, beijando o topo da cabeça dela com delicadeza.

Luna sorriu contra o peito dele, desenhando círculos invisíveis com o indicador na pele de Charles.

— Estou maravilhosa — admitiu ela. — Mas nunca mais vou conseguir olhar na cara do Pierre durante o café da manhã.

Charles soltou uma gargalhada genuína, apertando-a ainda mais forte contra si.

— Não se preocupe com o Pierre — disse ele, levantando o queixo dela para selar seus lábios em mais um beijo doce e prolongado. — Amanhã eu garanto que ele só vai ter inveja de mim. Porque eu tenho a mulher mais incrível do mundo inteiro bem aqui nos meus braços.

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