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Fandom: fórmula 1

Criado: 28/10/2026

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No Ritmo da Saudade

O voo fretado de Nice para Barcelona pareceu mais longo do que as habituais duas horas. Para Lando Norris, acostumado a cruzar retas a mais de trezentos quilômetros por hora em seu McLaren, qualquer intervalo entre os fins de semana de corrida se tornava uma eternidade quando o destino não era o pódio, mas sim Alicia Garcia.

Eles estavam juntos há pouco mais de seis meses, um relacionamento que floresceu discretamente longe dos holofotes mais agressivos da imprensa europeia. Não era segredo entre amigos e familiares, mas ambos prezavam pelo pouco de privacidade que lhes restava. O grande obstáculo, no entanto, nunca fora a discrição, e sim o calendário. Enquanto Lando viajava pelo mundo seguindo o circo itinerante da Fórmula 1, Alicia enfrentava a rotina implacável de fisioterapeuta do elenco principal do FC Barcelona. Entre treinos intensos, jogos pela La Liga, viagens continentais e as sessões de recuperação muscular dos atletas — inclusive de seu próprio irmão —, o tempo livre dela era tão escasso quanto o dele.

Sete dias. Uma semana inteira sem um único toque, limitando-se a ligações de vídeo tarde da noite, sussurros cansados através de telas de celular antes que um dos dois apagasse de exaustão. Lando aproveitara a folga antes do Grande Prêmio seguinte para pegar um voo sem avisar. Queria vê-la. Precisava do calor da pele dela, do riso fácil e do abraço que sempre parecia desacelerar seus batimentos cardíacos depois da loucura das pistas.

O sol de fim de tarde banhava a cidade catalã em um tom dourado quando o carro de aplicativo o deixou em frente ao prédio moderno onde ela morava. Com uma mochila pequena pendurada em um ombro e uma cópia da chave que ela havia lhe dado semanas atrás guardada no bolso, ele preferiu tocar o interfone para não assustar ninguém. Para sua surpresa, a porta do apartamento foi aberta antes mesmo que ele pudesse pensar em usar o metal frio da chave.

Eric Garcia apareceu na entrada, vestindo calção esportivo e uma camiseta cinza do clube, segurando uma garrafa térmica de água. O zagueiro espanhol arqueou uma sobrancelha, visivelmente surpreso ao encarar o piloto britânico no corredor.

— Olha só quem resolveu aparecer sem avisar — disse Eric, abrindo um sorriso discreto enquanto dava espaço para Lando entrar.

— Não consegui esperar até o fim de semana — respondeu Lando em um espanhol compreensível, embora carregado de seu sotaque característico de Bristol. — Onde ela está? Na clínica?

— No quarto — respondeu o zagueiro, baixando o tom de voz enquanto calçava os tênis de corrida junto à porta. — Chegou do centro de treinamento destruída há uma hora. Disse que ia tomar um banho e tentar apagar um pouco até a noite. Estou saindo para correr no parque e depois encontro alguns caras do time. Não faça barulho se não quiser acordar o dragão.

— Eu sei cuidar dela — rebateu Lando com um meio sorriso cúmplice.

— Menos mal. A chave reserva está no aparador se precisarem sair. Vejo vocês mais tarde.

Eric deu um tapinha amigável no ombro de Lando e fechou a porta atrás de si, deixando o apartamento em um silêncio quase sepulcral.

Lando soltou o ar que nem percebera que estava segurando, tirou os tênis esportivos no hall de entrada para não fazer ruído sobre o piso de madeira e caminhou devagar pelo corredor familiar. O apartamento de Alicia tinha um cheiro suave e constante de lavanda e baunilha, algo que ele sempre associava instantaneamente a ela. O quarto da namorada ficava no fim do corredor, com a porta apenas encostada, deixando escapar uma fresta estreita de luminosidade dourada.

A intenção original de Lando era apenas deitar ao lado dela, envolver sua cintura e deixá-la descansar, contentando-se com a simples proximidade. No entanto, quando ele se aproximou a menos de dois metros da entrada, um som baixo, úmido e entrecortado quebrou o silêncio da casa.

Lando estacou.

Era um suspiro longo, arrastado, que se transformou em um gemido abafado contra o tecido da cama. O som fez cada terminação nervosa do corpo de Lando entrar em alerta máximo, muito mais potente do que qualquer descarga de adrenalina na largada de uma corrida.

Ele deu mais um passo silencioso, o coração batendo com força contra as costelas. Parou junto à ombreira da porta entreaberta, olhando pela fresta.

Alicia estava deitada de bruços sobre o edredom branco bagunçado. A janela semicerrada filtrava a luz do pôr do sol, criando sombras compridas sobre as curvas perfeitas de seu corpo. Ela usava apenas uma camiseta larga de algodão cinza — que ele reconheceu imediatamente como uma das suas —, puxada até a altura da cintura fina, expondo as costas arqueadas, os quadris redondos e a pele dourada.

Entre as coxas torneadas, ela mantinha um travesseiro macio prensado com firmeza, contra o qual esfregava a pelve em um ritmo constante, desesperado e faminto. A respiração dela preenchia todo o quarto, entrecortada por pequenos suspiros agudos que denunciavam o quanto estava fora de si.

— Lando... — o nome escapou dos lábios dela em um lamento quase suplicante, rouco e trêmulo. — Droga... Lando...

Ouvir o próprio nome pronunciado naquele tom de pura luxúria atingiu o piloto como um choque elétrico. As mãos de Lando fecharam-se em punhos ao lado do corpo, a garganta secando instantaneamente. Ele ficou congelado, incapaz de desviar o olhar da cena diante de si.

Alicia enterrava os dedos na fronha do travesseiro de apoio com uma das mãos, enquanto a outra deslizava para baixo, buscando o próprio centro. O tecido do edredom rangeu suavemente quando ela ergueu o quadril, empinando a bunda redonda no ar enquanto mantinha o peito colado ao colchão. A posição deixava tudo perfeitamente exposto ao ângulo de visão de Lando.

Mesmo a alguns metros de distância, sob a luz âmbar que banhava o cômodo, ele conseguia ver o brilho espesso e reluzente entre suas coxas. Ela estava absurdamente molhada, o suficiente para que cada movimento suave de sua mão fizesse ecoar um som úmido e obsceno. Alicia deslizou a palma contra a própria intimidade com força, buscando o atrito que o travesseiro sozinho não conseguia proporcionar, antes de deslizar dois dedos para dentro de si mesma com um movimento firme.

— Ah... merda... — gemeu ela, jogando a cabeça para trás, os cabelos castanhos espalhando-se pelos ombros enquanto seu corpo inteiro estremecia com a penetração.

Ela começou a foder os próprios dedos em um ritmo compassado, esticando a pele, deslizando com facilidade por conta da lubrificação abundante. Seus quadris balançavam no ar, acompanhando o movimento que ela mesma ditava, as unhas bem feitas cravando-se no lençol. A camiseta de Lando subia cada vez mais em suas costas com os espasmos de prazer, revelando a linha sinuosa de sua coluna arrepiada.

Lando sentiu o sangue pulsar furiosamente em suas têmporas. A calça jeans subitamente parecia apertada demais, sufocante. A visão da mulher que amava, tão vulnerável, tão tomada pelo desejo e chamando por ele na solidão do próprio quarto, apagou qualquer vestígio de cansaço ou hesitação.

Ele empurrou a porta com cuidado, mas sem tentar esconder totalmente sua presença dessa vez. A madeira rangeu levemente, o suficiente para cortar o ritmo das respirações dela.

Alicia congelou no mesmo instante, os dedos ainda enterrados profundamente dentro de si, a cabeça virando-se em pânico em direção à entrada. Seus olhos castanhos escuros encontraram a figura alta de Lando parado na soleira, o olhar dele escurecido por uma intensidade que ela raramente via fora de uma pista de corrida.

O choque paralisou os músculos dela por uma fração de segundo, as bochechas corando furiosamente em um misto de vergonha e choque.

— L-Lando?! — A voz dela falhou, quase inaudível, o peito subindo e descendo com violência.

Lando não respondeu imediatamente. Ele deu dois passos largos para dentro do quarto, empurrou a porta atrás de si com o calcanhar e girou o trinco com um clique seco e definitivo. Em seguida, desfez-se da mochila, jogando-a em uma poltrona próxima, e começou a caminhar em direção à cama com passadas medidas e seguras.

— Não para — pediu ele, a voz tão grave e rouca que parecia vibrar no ar.

Alicia engoliu em seco, tentando puxar a camiseta para baixo em um reflexo de pudor, mas seus dedos ainda estavam molhados, e o quadril continuava erguido, a respiração presa na garganta.

— Você... como você entrou? O Eric...

— Seu irmão foi correr — disse Lando, parando ao lado da cama. Ele levou as mãos à barra da própria camiseta preta e a puxou pela cabeça com um movimento fluido, revelando o peito delineado e a pele clara que ela conhecia tão bem. — E você estava muito ocupada chamando meu nome para ouvir a porta abrir.

A menção explícita fez o rubor de Alicia se espalhar do pescoço até as bochechas.

— Você... você ouviu?

— Ouvi cada palavra — respondeu ele, curvando-se sobre o colchão. Suas mãos firmes pousaram nos quadris de Alicia, os polegares cravando-se suavemente nas covinhas acima dos glúteos dela. — E vi o que você estava fazendo. Céus, Alicia... você não tem ideia de como está linda desse jeito.

O elogio despudorado desarmou qualquer resquício de constrangimento que ainda restasse nela. O desejo, já fervendo abaixo da superfície, explodiu novamente com a proximidade física de Lando, com o calor que emanava de suas mãos grandes e calejadas.

— Eu estava com tanta saudade... — sussurrou ela, as pálpebras pesadas, o corpo inteiro tremendo quando os dedos dele começaram a acariciar a pele sensível da parte interna de suas coxas.

— Não mais do que eu — garantiu ele contra o ouvido dela.

Lando subiu no colchão, ajoelhando-se logo atrás dela. Seu toque não perdeu tempo; ele afastou a mão molhada de Alicia do centro dela e assumiu o controle. Seus dedos longos e hábeis — que dominavam volantes sob as forças gravitacionais mais brutais do mundo — tocaram a carne quente e inundada com uma precisão cirúrgica. Alicia soltou um soluço manhoso quando ele pressionou a polpa do polegar diretamente contra seu clitóris intumescido, enquanto dois dedos escorregavam para dentro dela sem nenhuma resistência, banhados pela umidade abundante.

— Olhe para isso — murmurou Lando, inclinando-se para beijar o ombro nu dela, sentindo o gosto salgado e doce de sua pele. — Você estava totalmente pronta para mim, não estava?

— Sim... por favor, Lando... — ela implorou, a testa afundada no travesseiro, empurrando o quadril contra a mão dele, buscando o ritmo que ele agora impunha.

— Eu passei a semana inteira pensando em como você ficava deitada aqui — continuou ele, aumentando o ritmo dos dedos, sentindo o calor apertado das paredes internas de Alicia pulsando ao redor de sua mão. — Pensando no som da sua voz me pedindo mais. E a primeira coisa que eu vejo é você se tocando enquanto diz meu nome.

— Porque eu só queria você — Alicia gemeu alto, sem se importar se as paredes eram grossas o bastante ou não. O prazer vinha em ondas esmagadoras, ampliadas pela semana de abstinência e pelo choque súbito da presença dele. — Só você... mais rápido, Lando, por favor...

Lando obedeceu, mas não por muito tempo com as mãos. Ele retirou os dedos brilhantes e, em um movimento rápido, desabotoou a própria calça jeans, empurrando-a para baixo junto com a cueca. Seu membro ereto pulsava contra o ar fresco do quarto, pesado e exigente.

Ele segurou os quadris dela com as duas mãos, posicionando-se logo atrás de sua entrada empinada. Alicia estremeceu inteira em antecipação, arqueando a coluna ainda mais, oferecendo-se sem reservas.

— Olha para trás — pediu ele, a voz falhando um pouco pelo desejo quase incontrolável. — Quero ver seus olhos.

Alicia virou o rosto para o lado, apoiando a bochecha no braço dobrado, os olhos brilhantes focados nele. Lando desceu o quadril com lentidão e firmeza, guiando a cabeça de seu pau de encontro à fenda encharcada antes de empurrar para a frente.

O som do ar escapando dos pulmões de Alicia foi quase musical. Lando deslizou para dentro dela até o fim em um único impulso longo e profundo, arrancando um gemido rouco e longo da garganta dela. As paredes internas de Alicia o abraçaram com uma pressão avassaladora, tão quente e apertada que Lando precisou fechar os olhos por um segundo para não perder o controle imediatamente.

— Porra... — ele praguejou baixinho, os nós dos dedos ficando brancos onde seguravam o quadril dela. — Você é tão apertada, amor... perfeita.

— Lando... fundo... continua... — ela pediu, as unhas cravadas no lençol novamente, o corpo inteiro moldado ao dele.

Ele começou a se mover. No início com estocadas lentas e profundas, garantindo que ela sentisse cada centímetro da invasão após tantos dias de separação. Cada vez que ele empurrava o quadril para a frente, o contato pele com pele produzia um som úmido e compassado que ecoava pelo quarto silencioso.

Aos poucos, a lentidão deu lugar à urgência que ambos vinham acumulando ao longo da semana. Lando inclinou o tronco sobre o dela, uma de suas mãos escorregando por baixo do abdômen de Alicia para erguer seu quadril ainda mais alto, enquanto a outra mão subia até sua nuca, os dedos embaraçando-se nos fios castanhos. Seus lábios desceram para o pescoço dela, beijando, sugando e mordiscando a pele sensível enquanto aumentava a cadência das estocadas.

Alicia choramingava de prazer a cada impacto, balançando para a frente e para trás contra o colchão, perdida no ritmo impiedoso que ele ditava. Ela nunca se sentira tão cheia, tão dominada e simultaneamente tão conectada a alguém. O travesseiro que antes servira de consolo temporário agora estava esquecido em algum lugar da cama, substituído pelo peso real, pelo calor e pela força do homem que amava.

— Você está perto? — perguntou ele em um sussurro ofegante contra o ouvido dela, estocando com força redobrada, o suor fino colando os corpos de ambos.

— Estou... meu Deus, Lando, eu vou... — as palavras dela se transformaram em um gemido agudo e desesperado quando ele acertou aquele ponto exato e profundo dentro dela que a fazia perder o ar.

Lando deslizou a mão livre para a frente mais uma vez, alcançando o clitóris exposto e aplicando uma pressão circular rápida enquanto continuava a foder por trás com força implacável. Foi o toque final. O corpo de Alicia se contraiu violentamente, os músculos internos travando ao redor dele em espasmos incontroláveis de um orgasmo avassalador que a fez gritar contra o colchão, as pernas tremendo sem controle.

Sentir as contrações dela ordenhando seu membro foi a ruína de Lando. Ele deu mais três estocadas curtas, fortes e desesperadas, enterrando-se o mais fundo que conseguia antes de soltar um grunhido rouco contra a pele dela. O calor do próprio clímax inundou o corpo dele, derramando-se dentro dela em pulsações densas e prolongadas que o deixaram sem fôlego, o peito colado às costas dela, ambos arfando na mesma frequência cardíaca acelerada.

Por vários minutos, o único som no quarto foi o ritmo compartilhado de suas respirações desacelerando aos poucos. O sol finalmente havia se posto, mergulhando o quarto em uma penumbra suave e azulada.

Lando não se afastou de imediato. Ele permaneceu deitado sobre ela, sustentando parte do próprio peso com os cotovelos para não sufocá-la, depositando beijos suaves e ternos na curva de seu ombro suado.

— Bem-vindo a Barcelona — murmurou Alicia com a voz rouca, virando o rosto devagar para conseguir encará-lo, um sorriso exausto e incrivelmente satisfeito curvando seus lábios.

Lando riu baixo, um som rouco e feliz que vibrou contra as costas dela antes de ele deslizar para fora com lentidão. Ele se deitou de lado, puxando o edredom para cobrir os dois do ar condicionado suave do quarto, e envolveu a cintura de Alicia com o braço, puxando-a contra o próprio peito.

— Melhor recepção impossível — respondeu ele, beijando a ponta do nariz dela com carinho. — Da próxima vez, avise se for pensar em mim desse jeito. Eu posso acelerar o avião.

Alicia escondeu o rosto na curva do pescoço dele, dando-lhe uma mordidinha de leve antes de suspirar, completamente relaxada em seu abraço.

— Só se você prometer não demorar tanto para voltar.

— Prometo — disse Lando com firmeza, fechando os olhos e sentindo, finalmente, que estava exatamente onde precisava estar.

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