Fanfy
.studio
Imagem de fundo

Rocinha 🔞📍

Fandom: Não tem

Criado: 30/10/2026

Tags

RomanceDramaFatias de VidaFofuraCrimeLinguagem ExplícitaCiúmesHistória Doméstica
≡ Índice

Dono do Morro, Dono de Mim

O sol de meio-dia no Rio de Janeiro não dava trégua, espalhando aquele mormaço pesado sobre a Rocinha. Lá no topo, onde o vento do mar de São Conrado batia primeiro, o casarão dos Allegretti parecia uma fortaleza de vidro, mármore e concreto. Apesar do barulho distante de moto subindo viela e do funk estalando em alguma laje mais abaixo, dentro da suíte master o silêncio era absoluto por conta do isolamento acústico nas paredes e janelas.

Guilherme abriu os olhos verdes devagar, sentindo o peso familiar e quente contra o seu peito. Ele estava sem camisa, apenas de bermuda larga, os músculos do tronco largo e tatuado relaxados sob o ar-condicionado no talo. Com quase dois metros de altura, ocupava a cama inteira, mas fazia questão de puxar Letícia para o seu espaço até não sobrar um milímetro de ar entre os dois.

A mão dele, pesada e calejada, desceu pelas curvas do quadril da mulher. Catorze anos de casados, desde os tempos em que ele era só um menor revoltado com sangue nos olhos e ela a menina de quinze anos que tirava o juízo dele, e o efeito ainda era o mesmo.

— Já acordou, meu rabugento? — a voz de Letícia saiu arrastada, rouca de sono. Ela levantou o rosto, os cabelos pretos e lisos caídos pelo travesseiro, os olhos escuros encarando o marido com preguiça gostosa.

— Faz tempo, coração — Guilherme respondeu, a voz grave vibrando no peito dele. Ele deu um beijo estalado no topo da cabeça dela, ajeitando o cavanhaque no ombro macio da esposa. — Tu dorme que nem uma pedra, preta. Parece até que não tem quatro filhos pra cuidar.

— Quem tem que cuidar agora é o Kael, que roubou a Luna do berço de novo no meio da madrugada — Letícia resmungou com um sorriso contido, espreguiçando-se e colando o corpo curvilíneo no dele. — Eu ouvi a porta estalar às três da manhã. Nem me dei ao trabalho de levantar.

Guilherme soltou uma risada baixa, possessiva, apertando a cintura dela com firmeza.

— Aquele moleque não tem jeito. Puxou a minha marra todinha. Ninguém toca na garota, ele parece um pitbull em volta da irmã.

— Igualzinho a você, amor. Dois insuportáveis — ela provocou, mordendo de leve a clavícula tatuada dele.

— Insuportável que tu ama, né, vida? — Ele virou o corpo de repente, prendendo-a embaixo de si com a facilidade de quem tinha quase trinta centímetros a mais, os olhos verdes faiscando de malícia. — Fica esperta que daqui a pouco o morro chama e eu ainda nem cobrei o meu café da manhã direito.

— Gui, para... — ela riu, mas entrelaçou as pernas nas dele sem resistência alguma. — O Rick já deve tá subindo com a Ster.

— Deixa o Caveira esperar lá embaixo, caralho. O patrão aqui sou eu.

Enquanto no quarto principal o clima esquentava, no corredor do andar superior o movimento começava de outro jeito. A porta de um dos quartos se abriu com um estrondo quando Bernardo apareceu só de bermuda jeans clara, descalço, com o cabelo castanho bagunçado e os olhos verdes brilhando de puro deboche.

— Coé, Kael! Bora acordar, porra, que o dia já tá virando noite! — Bê empurrou a porta do quarto do irmão com o pé.

Kaelton estava jogado na cama king size, cercado por travesseiros, com a pequena Luna de nove meses dormindo profundamente em cima da barriga dele. A bebê, gordinha e branquinha, usava um macacão amarelo e segurava um pedaço da blusa do irmão com a mãozinha fechada. Kael nem abriu os olhos de imediato, apenas ergueu o dedo do meio na direção de Bernardo.

— Cala a boca, viado. Não tá vendo a garota dormindo não, caralho? — Kael rosnou num sussurro rouco, a expressão fechada de sempre.

— Ah lá, o pai do ano — Bê se aproximou rindo, parando do lado da cama com os braços cruzados sobre o peito malhado. — Tu é muito babão, manin. Se o coroa vê que tu surrupiou a gorda de novo, vai te mandar descer pra conferir carga no sol quente só de sacanagem.

— Deixa ele falar. Quero ver quem tira ela daqui — Kael resmungou, abrindo os olhos e encarando o gêmeo. Ele passou a mão com cuidado inacreditável nas costas da bebê, que soltou um resmungo manhoso e enfiou a carinha no peito dele. — A menina só chora naquele berço escroto. Aqui ela dorme direto.

A porta do quarto ao lado bateu com força no corredor e passos pesados anunciaram a terceira gêmea. Violetta entrou no quarto dos meninos sem bater, a cara mais amarrada do que o normal, com o cabelo liso batendo na bunda e um shortinho de algodão que fazia os dois irmãos travarem o maxilar no mesmo segundo.

— Dá pra vocês dois pararem de gritar feito dois animais? — ela disparou, cruzando os braços e empinando o queixo. Os olhos verdes, idênticos aos dos irmãos e do pai, faíscavam. — Eu tava tentando dormir, caralho! Vocês são insuportáveis, na moral.

Bernardo mediu a irmã de cima a baixo, a veia do pescoço saltando.

— Primeiro: lava essa boca pra falar com a gente, garota. Segundo: tu vai sair desse quarto agora e botar uma calça, Violetta. Que porra de short é esse aí? Se tu descer assim com os caras do morro lá na contenção, eu te quebro na porrada.

— Vai quebrar o caralho, Bernardo! — Violetta bufou, marchando até a beirada da cama. Mas a marra dela durou exatamente três segundos, até bater o olho na irmãzinha. O rosto dela amoleceu por completo, um biquinho involuntário surgindo nos lábios. — Minha gordinha... acorda, meu amor. Deixa eu pegar ela, Kael.

— Sai pra lá, Vih. Tu tá estressada, vai passar energia ruim pra menina — Kael respondeu com a cara lisa, embora o canto da boca tenha tremido de vontade de rir.

— Me dá ela agora, Kaelton! — ela ameaçou, já com os olhos cheios de água de puro drama e carência matinal. — Por favor, manin... Eu faço aquele shake de proteína pra vocês dois antes de descer pro campinho.

Os dois gêmeos se entreolharam. Bernardo soltou uma risada sarcástica.

— Com pasta de amendoim e banana?

— É, porra! Com tudo que vocês gostam! — ela choramingou, batendo o pé no chão.

Kael suspirou, derrotado como sempre ficava quando se tratava da irmã. Ele ajeitou a bebê nos braços com extrema delicadeza e entregou para Violetta, que sentou na ponta da cama no mesmo instante, cobrindo o rosto de Luna de beijos. A bebê abriu os olhos verdes devagarzinho, soltou um gritinho banguelo e agarrou o cabelo longo da mais velha, babando na bochecha dela.

— Pronto, agora o quarto virou creche — Bê debochou, mas esticou a mão e fez cócegas na barriga da bebê, que gargalhou alto, jogando as perninhas gordas pro ar. — E aí, gorda? Mais tarde o tio Bê vai te jogar até o teto pra ver se tu aprende a voar.

— Se tu derrubar ela, eu te mato, Bernardo, papo reto — Kael avisou, levantando-se da cama e espreguiçando a carcaça de quase um metro e noventa, estalando o pescoço. — Bora descer logo. O coroa já deve tá bufando lá embaixo.

Meia hora depois, a cozinha gigantesca da casa estava um caos organizado. A mesa de café da manhã parecia de hotel, cheia de frutas, pães e sucos. Letícia estava sentada na ponta, linda num vestidinho leve de alça, rindo com Stefanne, que tinha acabado de chegar e já estava se servindo de café. Rick, o Caveira, estava encostado na bancada conversando em tom baixo com Guilherme, ambos com rádios transmissores presos nas bermudas, atentos à rotina do morro.

— Coé, família — Bê anunciou a chegada do trio, entrando com Violetta ao lado — que já tinha sido obrigada pelos dois a trocar o short por um macacãozinho folgado — e Kael trazendo Luna nos braços.

— Demoraram pra caralho — Rick comentou, rindo e dando um tapa na nuca de Bernardo quando o afilhado passou. — A molecada lá da parte baixa já tá chamando pra pelada no campinho faz meia hora. Os caras tão achando que vocês tão com medo de levar olé.

— Medo de quem, tio? Daqueles comédia? — Kael rebateu com desdém, sentando e colocando Luna sentadinha no colo, alcançando um pedaço de mamão pra dar na boca da pequena. — Vou meter três gols no Paulinho só pra ele parar de ser folgado.

— Olha a marra do garoto — Guilherme comentou da cabeceira, encarando os filhos com um orgulho disfarçado de severidade. Ele olhou para Violetta, que já estava puxando uma cadeira do lado da mãe. — Tudo certo, princesa?

— Esses dois tavam me enchendo o saco de manhã de novo, pai — Violetta fez queixa imediatamente, jogando o cabelo pro lado e fazendo bico. — Ficam fiscalizando até a roupa que eu uso dentro de casa.

Guilherme olhou para os gêmeos e depois para a filha, sem hesitar:

— Fizeram certo. Aqui no morro tem muito gavião de bobeira. Se eu pegar algum otário olhando torto pra tu, não vai ser nem bronca, vai ser vala.

— Ai, Guilherme, para de alimentar a loucura desses meninos — Letícia interveio, revirando os olhos, mas rindo. Ela passou a mão no ombro do marido com carinho. — Deixa a menina em paz. Vamos descer logo todo mundo pro campinho que o dia tá lindo. Eu e a Ster queremos ver o jogo.

— Visão, tia — Bê concordou, pegando uma maçã da fruteira e mordendo. — Bora geral. Hoje o couro vai comer naquele terrão.

O trajeto da casa até o campinho de terra batida da comunidade era sempre um evento. Quando o Magnata descia a pé pelas ruas principais, acompanhado de Rick e cercado pelos três gêmeos e a mulher com a bebê, o clima na Rocinha mudava. Não por medo cego, mas por respeito puro. As crianças corriam pelas calçadas acenando, os comerciantes davam bom dia, e os crias que ficavam nos acessos cumprimentavam o patrão com acenos de cabeça firmes e postura ereta.

— Salve, Magnata! Salve, dona Letícia! — gritou um dos moleques que limpava uma moto na frente de uma oficina.

— Tranquilidade, Juninho. Vê se não fica dando grau nessa porra perto das crianças não — Guilherme respondeu no tom ríspido característico, mas jogou uma nota de cinquenta pro garoto comprar refrigerante, fazendo o moleque abrir um sorriso de orelha a orelha.

Kael e Bernardo andavam lado a lado, sem camisa por causa do calor infernal, de bermuda de tactel e chinelo de dedo, chamando a atenção de metade das garotas da rua. As meninas que estavam nas lajes ou na porta das lojas davam risadinhas, mas os dois sequer davam moral. Eles trocavam socos de brincadeira nos ombros, rindo de piadas internas que só os dois entendiam, o elo entre eles impenetrável.

— Coé, manin, se o time do Dudu vier com aquela marcação alta de merda, tu já puxa na esquerda que eu te acho — Bê falou, girando a garrafa de água na mão.

— Pô, parceiro, tu sabe que comigo é caixa — Kael respondeu com a voz rouca, cuspindo no chão. — Só não vai dar passe na fogueira igual na semana passada, seu animal.

— Tu que é manco e não correu, caralho.

Quando chegaram ao campinho cercado de alambrado, a animação já estava no teto. Tinha caixa de som tocando trap alto na beira do campo, um churrasquinho de gato improvisado estalando na brasa e uma galera da comunidade sentada nos bancos de cimento ao redor.

Letícia, Stefanne e Violetta se ajeitaram numa das partes mais altas da arquibancada improvisada, sob a sombra de uma árvore grande. Violetta pegou Luna no colo e sentou a irmãzinha entre as pernas, rindo enquanto a bebê batia as mãozinhas na grade, fascinada pelo movimento da bola rolando lá dentro.

Guilherme e Rick ficaram encostados perto da entrada do campo, conversando com alguns moradores mais velhos e de olho em tudo. Mesmo em momento de lazer, o olhar do patrão varria o perímetro a cada dois minutos, garantindo que a mulher e os filhos estivessem cem por cento seguros.

— Vai começar a humilhação! — Bê gritou, jogando o chinelo pra fora do campo e entrando descalço na terra vermelha, batendo palma pra chamar o jogo. — Brota, molecada! Quero ver quem segura o bonde hoje!

Kael entrou logo atrás, ajeitando a bermuda, a cara fechada de sempre mesmo na hora do lazer. O jogo começou num ritmo frenético, típico da pelada de favela: muita dividida dura, risada, gritaria e poeira subindo a cada arrancada. Bernardo era o clássico jogador liso, dava caneta, debochava na cara do adversário e ainda ficava rindo quando levava um carrinho. Já Kael jogava com a força bruta, usando o corpo grosso de quase um metro e noventa pra trombar e arrancar a bola de qualquer um que ousasse passar pelo meio.

— Toca a bola, fominha do caralho! — Kael berrou pro irmão depois que Bê tentou dar um chapéu desnecessário no zagueiro.

— Fica pianinho aí, manin, que o pai tá com a visão limpa! — Bê devolveu rindo, dominou no peito e meteu uma pancada de chapa no canto do gol improvisado com dois tijolos. A rede balançou e a galera na beirada foi à loucura, gritando e batendo lata.

Lá em cima, Violetta batia palminhas junto com Luna, rindo das palhaçadas de Bernardo, que comemorou mandando beijo no ar pras tias e fazendo dancinha de TikTok no meio da terra.

— Seus irmãos são duas figuras, Vi — Ster comentou, ajeitando os óculos escuros enquanto bebia água de coco. — Não sei como você aguenta a marra desses dois o dia inteiro.

— Nem me fala, tia — Violetta suspirou, dengosa, encostando a cabeça no ombro da mãe enquanto Luna brincava com os botões da blusa dela. — Eles são insuportáveis, mas quando eu preciso que eles vão buscar açaí pra mim às dez da noite, eles vão quietinhos.

— Claro que vão — Letícia riu, acariciando o cabelo comprido da filha. — Eles fingem que mandam em você, mas você dobra os dois com duas lágrimas. Puxou todinha a mãe.

A harmonia do momento, no entanto, balançou por um segundo. Um grupo de rapazes mais novos, que não eram da área principal do morro e tinham subido pra assistir a pelada, parou perto da arquibancada. Um deles, de boné virado pra trás e corrente no pescoço, bateu o olho em Violetta e ficou descaradamente encarando a garota de cima a baixo, soltando um comentário baixo com o amigo ao lado e dando um sorrisinho de canto.

Violetta percebeu e fechou a cara na hora, virando o rosto com desdém. Mas não precisou falar nada.

Dentro do campo, a bola estava em jogo, mas Kael parou no meio da corrida como se tivesse um radar. Ele seguiu a linha de visão do estranho e travou. Bernardo, que tinha acabado de recuperar a bola, percebeu a mudança de postura do irmão e olhou na mesma direção. Em questão de dois segundos, o semblante brincalhão de Bê sumiu, dando lugar à mesma frieza perigosa de Kael.

Kael simplesmente largou a jogada, caminhou até a beirada do alambrado com passos pesados e apoiou as duas mãos na grade enferrujada, o peito subindo e descendo pelo esforço, os olhos verdes brilhando de puro ódio.

— Qual foi o teu papo aí, ô comédia? — a voz de Kael cortou o som da música ambiente, rouca e violenta.

O rapaz do boné levou um susto, olhando em volta e percebendo tarde demais onde tinha se metido.

Bernardo chegou logo atrás do irmão, o sarcasmo voltando na ponta da língua, mas daquele jeito venenoso que antecipava confusão:

— Tá olhando o que pra arquibancada, seu arrombado? Perdeu a noção da vida ou quer que eu te ensine onde é que tu tem que enfiar essa tua cara de pau?

O silêncio caiu pesado no campinho. Até a música pareceu abaixar. Guilherme, que estava a poucos metros dali, deu dois passos à frente, as mãos nos bolsos da bermuda, o semblante de pura autoridade. Ele nem precisou abrir a boca; bastou uma olhada do patrão para que os outros caras da contenção se aproximassem daquele grupo em silêncio.

O garoto do boné empalideceu, engolindo em seco ao ver o tamanho dos dois gêmeos na grade e o peso do Magnata observando a cena de longe.

— Foi nada não, pô... Tranquilidade, tamo só assistindo o jogo — o moleque gaguejou, dando dois passos pra trás, com as mãos erguidas.

— Então abaixa a porra da cabeça e rala daqui antes que eu pule essa grade e te quebre no meio — Kael avisou, o maxilar trincado, a veia do pescoço saltada. — Rala do meu morro agora, cuzão.

Os moleques não esperaram uma segunda ordem; deram meia-volta e desceram a ruela quase correndo, sumindo na primeira curva.

— Bando de comédia — Bernardo resmungou, cuspindo no chão de novo e balançando a cabeça. Ele olhou pra cima, encarando Violetta com a cara feia. — E tu, hein? Fica aí rindo à toa, parece que gosta de chamar atenção, caralho.

— Eu não fiz nada, Bernardo! — Violetta gritou de volta, brava, levantando-se com Luna no quadril. — O cara que era um idiota! Vocês são dois doentes da cabeça!

— Doente é o caralho! — Kael rebateu da grade, apontando o dedo pra ela. — Bota uma blusa por cima desse macacão antes que eu mande te levarem pra casa agora.

— Vai se foder, Kaelton! — ela xingou de volta, mas já virou de costas bufando, enquanto Letícia segurava o riso, acostumada com aquela guerra diária.

Guilherme se aproximou da grade, olhando para os dois filhos suados e cobertos de terra vermelha.

— Já deu o show de vocês, né? — o mais velho falou baixo, uma sombra de aprovação nos olhos verdes, embora mantivesse a postura de chefe. — Agora voltem pro jogo e ganhem essa porra logo, que o sol tá de foder e a mãe de vocês quer almoçar em paz.

— Já tá ganho, coroa — Bê sorriu de lado, a marra voltando no mesmo instante enquanto dava um toque de punho com Kael. — Vamo amassar esses otários e subir pro casarão.

O jogo recomeçou com ainda mais intensidade, a poeira subindo contra o céu azul límpido da Rocinha. Enquanto os meninos corriam e xingavam lá dentro, Letícia se encostou no peito largo de Guilherme, que tinha subido até a arquibancada só pra passar o braço pesado pelos ombros dela, beijando o topo da cabeça da esposa com posse e carinho.

Ali em cima, olhando a favela inteira espalhada aos seus pés e a família barulhenta e intocável ao seu redor, Guilherme sabia que não existia nada no mundo capaz de quebrar aquele império.

≡ Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic

Novidades do Fanfy

Um novo modelo para suas histórias

Atualizamos o modelo de geração para deixar suas histórias ainda melhores. O novo modelo já está ativado.

Se preferir a versão anterior, escolha «Anterior» no menu do perfil: clique no seu avatar no canto superior direito.

Seus capítulos já escritos serão mantidos. Sua escolha vale para as próximas gerações.