
Protocolo zero
Fandom: Original
Criado: 02/11/2026
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O Gosto Amargo da Cinza
ESTRUTURA DE DADOS CLASSIFICADOS: PROTOCOLO ZERO DOCUMENTO DE CONTROLE INTERNO — NÍVEL DE ACESSO VERMELHO
I. OS DEZ PARTICIPANTES (SUJEITOS DE TESTE)
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Kael Rocha (21 anos) Aparência: 1,82 m, porte magro e rígido, cabelos castanho-escuros cortados curtos de forma irregular, olhos castanhos atentos e fundos, cicatriz tênue na base da mandíbula esquerda. Personalidade: Reservado, altamente analítico e pragmático. Desconfiado por padrão; mede o espaço e as pessoas antes de falar. Tem senso de humor seco e afiado que usa como barreira protetora. Habilidades: Raciocínio espacial apurado, percepção de padrões, resistência física estável. Limitações: Dificuldade extrema em pedir ajuda; sob estresse agudo, tende ao isolamento frio e à teimosia inflexível.
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Victor Meirelles (20 anos) Aparência: 1,78 m, ombros largos, postura expressiva, cabelos pretos levemente ondulados, olhos escuros de olhar direto e desafiador, sorriso fácil que mascara inquietação. Personalidade: Espontâneo, irônico, orgulhoso e leal a quem ganha seu respeito. Não suporta autoritarismo nem injustiças óbvias. Habilidades: Rápida leitura de linguagem corporal, agilidade física, capacidade de improviso sob pressão. Limitações: Impulsivo; reage com agressividade verbal quando acuado; seu orgulho o impede de demonstrar fraqueza.
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Lívia Prado (22 anos) Aparência: 1,68 m, pele clara, cabelos castanhos compridos presos em rabo de cavalo prático, traços firmes e olhos amendoados frios. Personalidade: Racional e metódica. Processa o mundo como uma equação. Rígida com regras e protocolos. Habilidades: Memória semântica enciclopédica; noções avançadas de primeiros socorros e botânica aplicada. Limitações: Dificuldade crônica em lidar com o caos emocional alheio; paralisa momentaneamente quando as variáveis fogem da lógica.
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Tomás "Tom" Guimarães (19 anos) Aparência: 1,85 m, compleição atlética, mandíbula quadrada, cabelos raspados nas laterais, juntas dos dedos marcadas por calos. Personalidade: Impulsivo, confrontador e pavio curto. Esconde profunda insegurança atrás de agressividade física. Habilidades: Força física superior, velocidade de arrancada, disposição para combate imediato. Limitações: Baixo limiar de frustração; toma decisões precipitadas sem medir consequências colaterais.
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Maya Linhares (18 anos) Aparência: 1,60 m, traços delicados, cabelos ondulados castanho-claros, olhos grandes e expressivos com olheiras escuras. Personalidade: Sensível, perceptiva e empática ao extremo. Capta sutilezas sonoras e emocionais que outros ignoram. Habilidades: Audição aguçada, atenção extraordinária a detalhes ambientais e variações de tom de voz. Limitações: Propensa a crises de pânico sob choque extremo; fragilidade física evidente.
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Samuel "Sam" Borges (21 anos) Aparência: 1,75 m, pele negra, sorriso largo, cabelos crespos bem aparados, expressão descontraída. Personalidade: Sarcástico e sociável. Usa o humor como mecanismo de sobrevivência para evitar encarar o desespero. Habilidades: Facilidade de mediação, carisma, habilidade manual para destrancar trincos e fechaduras simples. Limitações: Evita conflitos sérios até explodir; fuga sistemática de responsabilidades vitais.
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Helena Castro (20 anos) Aparência: 1,70 m, cabelos ruivos escuros cortados na altura do queixo, olhar penetrante, postura defensiva constante. Personalidade: Reservada e pragmática. Observa em silêncio e age com economia brutal de energia e palavras. Habilidades: Foco inabalável, destreza na criação de ferramentas improvisadas e manutenção de abrigos. Limitações: Desconfiança doentia de qualquer tentativa de aproximação; zero disposição para altruísmo cego.
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Dante Alencar (19 anos) Aparência: 1,73 m, compleição magra, ombros levemente caídos, óculos de armação escura que teimam em escorregar pelo nariz. Personalidade: Curioso, questionador e quase obsessivo com causas e efeitos. Pergunta o "porquê" de tudo. Habilidades: Pensamento dedutivo rápido, compreensão intuitiva de mecanismos, elétrica e estruturas. Limitações: Inapto para confrontos físicos; ansiedade crônica que se manifesta em tiques e respiração curta.
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Camila Duarte (21 anos) Aparência: 1,65 m, cabelos pretos ondulados, olhar caloroso mas cansado, presença acolhedora e firme. Personalidade: Protetora e profundamente emocional. Assume o fardo de cuidar dos outros como se fosse sua obrigação moral. Habilidades: Estabilidade emocional para amparar terceiros, noções de racionamento e cuidado interpessoal. Limitações: Tende a se anular pelos outros; suscetível a colapsos depressivos se alguém sob sua proteção morrer.
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Yuri Vane (20 anos) Aparência: 1,80 m, compleição esguia, cabelos loiro-cinzentos desalinhados, movimentos silenciosos e olhar desatento fingido. Personalidade: Independente e imprevisível. Moralmente ambíguo; calcula a própria sobrevivência antes de qualquer lealdade. Habilidades: Furtividade impressionante, orientação espacial, capacidade de permanecer horas estático e despercebido. Limitações: Individualista incorrigível; recusa-se a dividir recursos vitais a menos que haja troca vantajosa.
II. CRONOLOGIA SECRETA E A VERDADE CENTRAL
- Dia 0: O ônibus da linha estudantil regional 402 é interceptado em trecho de serra isolado por agentes da Divisão de Pesquisa Comportamental Avançada (DPCA).
- Procedimento: Indução de coma por neurotoxina volátil; bloqueio químico direcionado de memórias autobiográficas episódicas.
- Instalação: Biosfera Experimental Nível 7 (A Cúpula), um complexo militar subterrâneo autossustentável de 80 km² que simula ruínas de uma civilização dizimada.
- A Verdade Central: O mundo exterior não acabou. Os familiares continuam realizando vigílias e exigindo respostas enquanto o governo encobre o caso como "desaparecimento em massa inexplicado". O experimento visa isolar as variáveis de sobrevivência biológica, colapso psicológico e liderança sob trauma terminal em face dos "Pálidos" — armas biológicas humanoides com audição hiperestesiada, desenvolvidas em fases anteriores do projeto.
O gosto de ferro e poeira foi a primeira coisa que existiu.
Depois veio o som: o estalo seco de metal esfriando sob uma brisa que trazia cheiro de asfalto molhado e vegetação morta.
Kael abriu os olhos devagar. A claridade não era o sol ardente que esperava, mas uma luz cinzenta e opaca, filtrada por nuvens pesadas e imóveis que pareciam suspensas baixo demais sobre a linha do horizonte. A cabeça pulsava com a violência de uma lâmina enferrujada cravada entre as têmporas.
Ele tentou se mover e o corpo respondeu com dor. Estava deitado de lado, com o ombro direito afundado em pedregulhos e cacos de vidro temperado esfarelado. Usava uma calça de sarja escura rasgada no joelho, coturnos gastos e uma jaqueta grossa de lona cinza cujo zíper emperrara na altura do peito.
Sentou-se. As mãos tremiam involuntariamente, os nós dos dedos manchados de terra seca.
— Onde... — A voz saiu áspera, cortada na garganta seca.
Kael piscou várias vezes para forçar o foco da visão. Ao redor, uma rua larga e deteriorada se estendia entre carcaças de veículos enferrujados. Prédios residenciais de três e quatro andares ladeavam a via, com janelas estilhaçadas, varandas comidas pelo mofo e hera ressequida subindo pelas paredes descascadas. Não havia tráfego. Não havia buzinas. Não havia o zumbido característico de fiação elétrica.
Apenas silêncio. Um silêncio espesso, pesado, que parecia engolir os passos antes mesmo de serem dados.
Ele levou a mão à nuca. Sentiu um inchaço sensível logo abaixo da linha do cabelo, como uma picada profunda ou uma injeção mal administrada, mas a pele estava fechada.
Quem sou eu?
A resposta veio com relativa facilidade, ancorada em algum reflexo básico: Kael. Vinte e um anos.
Mas de onde?
O vazio que se abriu a seguir foi aterrador. Tentou lembrar da casa onde dormira na noite anterior. Nada. O rosto do pai ou da mãe. Uma tela cinza, estática e silenciosa. O nome de uma rua, o número de um telefone, a última conversa que tivera. Nada. Ele sabia que carros precisavam de combustível, sabia que ferimentos abertos infeccionavam se não fossem lavados, sabia o peso aproximado de um litro de água em uma mochila — mas sua própria história havia sido apagada como giz molhado em uma lousa negra.
Um calafrio percorreu sua espinha. O coração disparou, martelando contra as costelas.
— Respira — murmurou para si mesmo, os dentes cerrados. — Respira. Pensa.
Ficar parado no meio do asfalto era um erro básico. Ele não sabia por que tinha tanta certeza disso, mas seu instinto gritava para buscar cobertura.
Kael se levantou apoiando a mão na lataria retorcida de uma caminhonete azul sem rodas. As pernas estavam bambas, como as de alguém que passara dias acamado. Ele olhou em volta com atenção meticulosa, catalogando o ambiente com o olhar afiado: postes de iluminação tortos, asfalto com rachaduras de onde brotavam ervas daninhas cinzentas, portas de lojas entreabertas ou arrombadas.
Cinquenta metros adiante, a fachada de uma antiga mercearia exibia uma placa de metal pendurada por apenas um parafuso, rangendo levemente ao vento.
Um ruído abafado quebrou a estática do ar.
Clang.
Kael congelou instantaneamente. O corpo abaixou o centro de gravidade em um reflexo puramente físico. Ele se encolheu contra a lateral da caminhonete, prendendo a respiração.
O som viera da mercearia.
Vidro estalando sob sola de sapato. Depois, um xingamento baixo, carregado de irritação genuína.
— Droga de tranca... anda logo, sua desgraçada.
Não era um animal. Era uma voz humana. Jovem, masculina, afiada pelo nervosismo.
Kael hesitou. Cada terminação nervosa ordenava que ele recuasse, encontrasse uma saída e observasse de longe antes de se expor. Mas a garganta ardia como brasa. Havia dias — ou horas, ele não sabia mensurar — que não bebia água. E se houvesse suprimentos ali dentro, quem quer que estivesse forçando a porta logo levaria tudo.
Ele olhou para o chão. Encontrou um pedaço de cano galvanizado de quarenta centímetros, descascado pela ferrugem, caído junto ao meio-fio. O peso era desequilibrado, mas servia. Pegou-o com a mão direita, sentindo o frio do metal contra a palma suada, e avançou rente às carcaças dos carros, pisando nas pontas dos pés para evitar os estilhaços de vidro.
A porta de ferro ondulado da mercearia estava erguida até a metade, amassada na parte inferior. Embaixo dela, de costas para a rua, um jovem forçava a maçaneta de uma porta interna de vidro fosco com o cabo de uma chave de fenda enferrujada.
O garoto usava uma jaqueta jeans desgastada, calça preta e coturnos manchados de fuligem. Seus ombros se moviam com fúria controlada enquanto alavancava a fechadura.
Kael parou a três metros, mantendo o cano abaixado, mas pronto.
— Essa porta vai quebrar antes da tranca ceder — disse Kael, a voz firme, embora rouca.
O rapaz girou nos calcanhares com a velocidade de um felino acuado. A chave de fenda foi erguida na direção do peito de Kael em um movimento quase involuntário.
Os dois se encararam.
O outro jovem tinha cabelos pretos revoltos, olhos escuros cravados em um misto de sobressalto e fúria defensiva, e o peito subindo e descendo com força. Parecia ter cerca de vinte anos. A postura não era de quem sabia lutar profissionalmente, mas de quem não hesitaria em enfiar uma ferramenta enferrujada no olho de alguém se sentisse medo.
— Dá mais um passo e a gente testa quem quebra primeiro — disparou o garoto da jaqueta jeans. O tom era irônico, mas a mão tremia ligeiramente na empunhadura da chave.
— Se eu quisesse te acertar, não teria falado antes de chegar perto — respondeu Kael, sem recuar um milímetro, sustentando o contato visual. — Abaixa isso.
O rapaz soltou uma risada curta, desprovida de qualquer humor.
— Claro. Porque no meio desse cenário de pesadelo, a primeira coisa que eu devo fazer é confiar num maluco segurando um cano de ferro.
— Meu nome é Kael.
O silêncio caiu pesado entre os dois por longos três segundos. O garoto analisou Kael de cima a baixo: a postura defensiva, a poeira nas roupas, os olhos atentos medindo as saídas da calçada. Aos poucos, a tensão nos ombros dele baixou um centímetro, embora a chave continuasse firme na mão direita.
— Victor — disse ele finalmente, cuspindo as palavras como se fossem um incômodo. — Agora que fomos apresentados civilizadamente, você se importa de me dizer que diabos de lugar é esse?
— Eu esperava que você soubesse.
Victor bufou, passando a mão esquerda pelos cabelos e deixando uma marca de sujeira na testa.
— Eu acordei há vinte minutos encostado numa lixeira no beco ali atrás com a cabeça parecendo uma britadeira. Não lembro de onde vim, não lembro de onde moro e não faço a menor ideia de por que essa cidade inteira parece ter sido mastigada e cuspida há dez anos.
Kael sentiu um aperto no estômago. A confirmação não trouxe alívio, apenas a certeza gelada de que a amnésia não era um problema isolado.
— Você também não lembra? — perguntou Kael. — Da sua família? De onde estava ontem?
Victor parou. Por uma fração de segundo, a máscara de ironia e arrogância se desfez, revelando um terror cru no fundo das pupilas escuras. Mas ele piscou rápido e endureceu a mandíbula antes que a vulnerabilidade se instalasse.
— Nada. Só meu nome, minha idade e o fato de que eu odeio acordar no chão. O resto parece... um buraco negro. — Ele apontou a chave de fenda para a porta emperrada. — E agora eu estou morrendo de sede. Se você não vai ajudar a arrombar essa droga, sai do caminho.
— Fazer barulho aqui fora é uma péssima ideia — rebateu Kael, olhando para o final da rua deserta. O instinto formigava em sua nuca.
— Por quê? Você está vendo alguém? Porque eu só estou vendo concreto quebrado e ferrugem.
— Exatamente por isso. Cadê os corpos?
Victor congelou com a mão ainda estendida em direção à tranca.
— O quê?
— Olha em volta — insistiu Kael, gesticulando com o queixo em direção à avenida cinzenta. — Se houve uma guerra, uma praga ou um desastre natural que destruiu tudo isso, cadê as pessoas? Cadê os ossos? Os carros foram abandonados no meio da pista, as portas foram forçadas, mas não tem uma única gota de sangue seca no chão. Nada apodrecendo. Só... vazio.
Victor engoliu em seco. O sarcasmo sumiu de sua expressão, substituído por uma inquietação genuína que ele tentou disfarçar ajeitando a jaqueta.
— Ótimo. Além de sem memória, virei colega de quarto de um filósofo paranoico.
— Sou prudente. É diferente.
— Prudência não mata sede, gênio.
Victor se virou novamente para a porta de vidro fosco da mercearia. Enfiou a ponta da chave de fenda entre o batente e a fechadura de ferro, jogando o peso do corpo para o lado. O metal gemeu alto.
— Victor, para — avisou Kael, dando um passo à frente. — O som reverbera na rua inteira.
— Só mais um...
O vidro da porta cedeu antes da tranca. Com um estalo agudo e ensurdecedor, a vidraça temperada estourou em milhares de pedrinhas brilhantes que despencaram no chão da loja como uma cascata de gelo seco.
O estrondo ecoou pela avenida vazia, ricocheteando nas fachadas de concreto dos prédios com uma clareza assustadora.
Victor recolheu o braço rapidamente, pequenos cortes sangrando na lateral do punho.
— Merda — praguejou ele entre dentes.
— Parabéns — disse Kael, a voz gélida. — Agora qualquer coisa num raio de um quilômetro sabe exatamente onde nós estamos.
— Foi um acidente! A tranca emperrou...
— Cala a boca.
Kael não disse aquilo por raiva. Disse porque seus ouvidos haviam captado algo.
Ele deu dois passos para fora da marquise da mercearia, o cano de ferro erguido, os olhos vasculhando a linha dos telhados e as janelas escuras dos edifícios. O vento soprava frio, fazendo poeira girar em pequenos redemoinhos sobre o asfalto.
E então, bem longe, vindo do interior de uma galeria pluvial ou do subsolo de um dos blocos residenciais a duzentos metros de distância, surgiu uma resposta ao som do vidro quebrado.
Não era um latido. Não era o motor de um carro.
Era um clique úmido e ritmado, seguido por um estalo gutural — como ossos pequenos estalando dentro de uma garganta sem cordas vocais.
Victor se aproximou devagar, esquecendo o sangramento na mão. A ironia havia desaparecido por completo.
— O que foi aquilo? — sussurrou ele.
— Não sei — respondeu Kael, o coração acelerado batendo contra a garganta. — Mas não está feliz com o barulho.
— Tem água ali dentro. Eu vi garrafas de plástico numa prateleira perto do caixa antes do vidro estourar.
Kael olhou para o interior escuro da mercearia e depois para a rua deserta, onde as sombras das nuvens pesadas começavam a se mover lentamente. A luz do dia parecia estar esmaecendo com uma rapidez anormal, tingindo o horizonte de um tom violeta sujo.
— Dois minutos — determinou Kael, entrando com cuidado por cima dos cacos. — A gente pega o que der para carregar e sai daqui antes que essa luz suma de vez.
Victor não discutiu. Pela primeira vez desde que abrira os olhos naquele mundo arruinado, ele apenas concordou com um aceno curto de cabeça e seguiu Kael para dentro da escuridão.
