
just one kis
Fandom: diario de um banana
Criado: 03/11/2026
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Batidas Fora do Compasso
O calor sufocante do final de agosto pairava sobre o asfalto do subúrbio de Plainview, fazendo o horizonte tremeluzir como uma miragem distante. Era o último fim de semana antes do início do novo ano letivo, o momento exato em que todos os estudantes da cidade entravam em um estado coletivo de negação.
Na calçada em frente à casa dos Heffley, Loyd chutava distraidamente uma pedrinha contra o meio-fio. Ele vestia uma camisa xadrez aberta sobre uma camiseta preta folgada, com bermudas jeans e seus inseparáveis tênis surrados. Apesar da temperatura alta, ele parecia relaxado, ajeitando de vez em quando a franja castanha que teimava em cair sobre os olhos.
— Se o sol continuar derretendo os meus neurônios desse jeito, eu vou esquecer até a tabuada do dois antes da primeira aula de álgebra — comentou Loyd, soltando uma risada nasalada e virando-se para o lado.
— Deixa de drama, Loyd! O sol é maravilhoso, ele energiza a alma! — exclamou Yuna, que andava de costas pela calçada com uma facilidade invejável.
O cabelo de Yuna, tingido em um tom escarlate brilhante e elétrico, balançava conforme ela dava saltitos dramáticos. Seus olhos amendoados brilhavam com uma vivacidade quase caótica. Ela usava um top curto roxo, pulseiras barulhentas e uma jaqueta jeans amarrada na cintura. Para Yuna, o mundo era um palco gigantesco e todos ao seu redor eram plateia ou potenciais alvos de seu charme inesgotável.
— Diga isso quando o seu suor estiver colando a sua jaqueta nas costas — retrucou Loyd, as bochechas esquentando ligeiramente quando Yuna parou de frente para ele e piscou com os dois olhos em um gesto exagerado.
Loyd engoliu em seco, disfarçando o nervosismo com uma tosse fraca. Ele era um garoto trans incrivelmente engraçado e tranquilo, cuja ironia rápida costumava protegê-lo de qualquer situação embaraçosa, mas bastava Yuna respirar na mesma direção que seu cérebro parecia reiniciar como um computador velho. Loyd era bissexual, compreensivo e incrivelmente paciente, mas lidar com sua paixão nada secreta por Yuna exigia um fôlego que ele nem sempre tinha.
— Ah, cale a boca, garoto bonito — provocou Yuna, esticando a mão para bagunçar o cabelo de Loyd, que apenas baixou a cabeça com um sorriso tímido e resignado. — Nós temos assuntos mais importantes para nos preocupar hoje. O retorno triunfal da nossa garota!
Naquele exato instante, o barulho de pneus sobre o asfalto chamou a atenção de ambos. Um táxi parou logo adiante e o porta-malas foi aberto. Quando a porta traseira se abriu, Loyd e Yuna pararam de falar.
Era S/N.
Ela havia passado quase todo o verão longe, na casa dos avós à beira-mar, e a mudança não era nada menos que arrebatadora. Não se tratava apenas de ter crescido alguns centímetros ou do bronzeado suave que destacava sua pele macia. Havia uma leveza em seu caminhar, um brilho nos olhos inteligentes que sempre pareciam compreender tudo ao redor antes de qualquer um. Seus cabelos pareciam mais sedosos, emoldurando um rosto que conseguia a proeza de ser extraordinariamente fofo e ao mesmo tempo hipnotizante. Ela vestia um vestido leve de algodão claro com tênis brancos, segurando uma pequena bolsa de ombro com as duas mãos, um hábito carinhoso e tímido que ela nunca perdera.
— Meu Deus do céu, segurem os meus batimentos cardíacos! — gritou Yuna, esquecendo completamente qualquer protocolo social e disparando pela calçada.
S/N mal teve tempo de soltar a alça da bolsa antes de ser envolvida pelo abraço de urso mais apertado e perfumado da história.
— Yuna! — S/N riu, um som doce e melodioso que fez Loyd abrir um sorriso genuíno ao se aproximar em passos lentos. — Eu senti tanta saudade!
— Saudade? Eu quase morri de desidratação emocional sem você! — Yuna segurou o rosto de S/N entre as mãos, virando a cabeça da amiga de um lado para o outro enquanto a analisava minuciosamente. — Olhe só para isso! Como você ousa voltar das férias parecendo uma deusa pintada à mão? Quer me matar? Loyd, venha ver isso! Se ela me pedir em casamento agora, eu aceito e fujo para Paris antes do pôr do sol!
S/N corou até a ponta das orelhas, abaixando os olhos com timidez, embora um sorriso carinhoso brincasse em seus lábios bem desenhados.
— Não exagere, Yu... eu sou a mesma de sempre.
— A mesma nada! Você é a perfeição em formato de gente — retrucou Yuna, piscando galanteadora e passando o braço com posse protetora e afetuosa pelos ombros de S/N.
— Não dê ouvidos a ela, S/N — disse Loyd, aproximando-se com as mãos nos bolsos e um sorriso caloroso no rosto. — Embora, dessa vez, eu tenha que concordar em pelo menos cinquenta por cento. Você está ótima. Tipo, incrivelmente bem. As férias fizeram milagres pelo seu estresse pré-vestibular.
— Obrigada, Loyd — respondeu S/N com suavidade, estendendo os braços para dar nele um abraço leve e acolhedor.
Loyd retribuiu com cuidado, sentindo o perfume suave de baunilha que emanava dela. S/N tinha essa aura passiva e pacífica; onde quer que ela estivesse, a tensão simplesmente se dissipava. Ela era o porto seguro de um grupo composto por duas personalidades imprevisíveis.
Enquanto os três conversavam animados, a porta da frente da casa dos Heffley rangeu ao se abrir. Greg Heffley saiu arrastando os pés pela varanda, com uma expressão azeda típica de quem acreditava piamente que o universo inteiro conspirava contra o seu sucesso social. Ele segurava um controle de videogame sem pilhas e olhava para o trio com certo desdém.
— Vocês estão fazendo muito barulho na calçada — reclamou Greg, descendo os degraus de madeira. — Se a minha mãe ouvir risadas antes das cinco da tarde, ela vai achar que eu estou entediado e vai me mandar limpar a garagem do Rodrick.
— Olá para você também, Greg — disse S/N docemente, inclinando a cabeça com simpatia genuína. Ela nunca tratava Greg com a grosseria que a maioria das pessoas reservava para ele.
Greg parou no meio do caminho. Seus olhos se arregalaram ligeiramente atrás das pálpebras sonolentas. Ele piscou uma, duas vezes, notando pela primeira vez a mudança drástica em S/N. Greg deu um passo para trás, pigarreou e tentou imediatamente parecer descolado, estufando o peito de maneira desajeitada.
— Ah... oi, S/N. Você... cortou o cabelo ou algo assim? Quer dizer, não que eu repare nessas coisas fúteis, porque estou ocupado planejando o meu império comercial para o próximo semestre, mas...
— Corta essa, nanico — interrompeu Yuna, revirando os olhos e quase atropelando o garoto com um aceno desdenhoso de mão. — Ninguém perguntou sobre seus esquemas de pirâmide. Vai procurar o Rowley.
Antes que Greg pudesse retrucar e salvar seu orgulho ferido, o ronco gutural e ensurdecedor de um motor velho ecoou pela esquina da rua.
Uma van branca e enferrujada, com as palavras "Frango de Cueca" pintadas de maneira tosca na lataria lateral, dobrou a esquina em uma velocidade um pouco acima da permitida para uma zona residencial. O veículo deu um solavanco violento e freou na entrada da garagem, levantando uma leve nuvem de poeira e fuligem.
A porta do motorista se abriu com um estalo metálico.
Rodrick Heffley desceu do veículo com a habitual postura de quem não dava a mínima para nada no planeta Terra. Ele vestia uma regata preta desbotada de alguma banda de metal obscura, calças pretas rasgadas nos joelhos e botas de motociclista gastas. Tinha um par de baquetas enfiadas no bolso de trás da calça, o cabelo escuro e bagunçado caindo de qualquer jeito pela testa e restos de delineador preto borrado ao redor dos olhos castanhos e afiados.
Rodrick bateu a porta da van com o quadril, limpando as mãos cheias de graxa em um pano velho. Ele estava prestes a soltar algum insulto direcionado a Greg quando seus olhos percorreram a calçada e pararam bruscamente.
O tempo pareceu congelar por alguns segundos.
Rodrick nunca prestara muita atenção nos amigos do irmão e, para ser sincero, mal notava as pessoas que frequentavam sua rua, a não ser que fossem fãs de sua banda ou garotas de faculdade. Ele vagamente se lembrava de S/N como a menina quieta, inteligente e educada demais que às vezes ajudava Greg com tarefas ou sentava na calçada para ouvir música com a louca do cabelo vermelho. Mas aquela garota parada ali, sob a luz dourada do final de tarde... não parecia a mesma imagem borrada de suas memórias.
S/N estava radiante. Havia uma suavidade inacreditável em seus traços, uma doçura que contrastava brutalmente com a energia crua e caótica de Rodrick. A brisa suave levantava levemente a barra de seu vestido claro, e quando seus olhares se cruzaram, ela não desviou de imediato. Em vez disso, seus lábios se curvaram em um meio-sorriso tímido, as bochechas tingindo-se de um tom rosado encantador.
Rodrick sentiu algo estranho revirar em seu estômago — uma batida errada no compasso, como se o pedal do seu bumbo tivesse falhado no meio do solo mais importante da noite.
Ele parou de andar. O pano de graxa quase escorregou de seus dedos compridos.
— Que foi, Rodrick? Esqueceu como se anda? — zombou Yuna, que nunca perdia a chance de provocar o irmão mais velho de Greg. Ela aproveitou para dar um abraço de lado em S/N, puxando-a contra si com um sorriso debochado. — Cuidado para não babar na calçada, a prefeitura acabou de limpar.
O comentário de Yuna puxou Rodrick de volta à realidade, mas algo dentro dele mudou instantaneamente. Uma fagulha de irritação possessiva queimou na boca do estômago ao ver os braços da ruiva ao redor da cintura delicada de S/N. Rodrick odiava admitir qualquer tipo de vulnerabilidade, então sua defesa imediata foi adotar seu habitual ar de superioridade, embora seus olhos continuassem cravados exclusivamente em S/N.
Ele caminhou até eles com passadas lentas e decididas, emanando aquela aura despretensiosa e confiante de baterista rebelde que ele dominava tão bem.
— Olha só o que o vento trouxe — disse Rodrick, sua voz saindo mais grave e rouca do que o habitual enquanto ele parava a apenas um passo de S/N, ignorando totalmente a presença de Greg e Loyd. — As férias acabaram, é?
— Oi, Rodrick — respondeu S/N, inclinando o rosto para cima para encará-lo. Ela era pequena perto dele, sua postura passiva e carinhosa fazendo com que Rodrick parecesse ainda mais alto, largo e imponente. — Sim, acabei de chegar de viagem.
Rodrick cruzou os braços sobre o peito magro e definido, inclinando ligeiramente o corpo para a frente, invadindo sem nenhuma vergonha o espaço pessoal dela. O cheiro dele era uma mistura de café frio, tabaco, metal e desodorante amadeirado — um contraste completo com o aroma doce que saía dela.
— É... deu pra notar — murmurou ele, com um sorriso de canto que fazia qualquer garota do colégio suspirar, mas com um brilho no olhar que traía seu verdadeiro fascínio. — O sol lá fora deve ter feito muito bem para você, gracinha. Nem parece aquela pirralha que vivia com o nariz enfiado nos livros de biologia.
— Eu continuo lendo meus livros de biologia — defendeu-se ela baixinho, os olhos brilhando com uma inteligência doce que atingiu Rodrick em cheio no peito.
— Aposto que sim — respondeu ele, a voz descendo meio tom, quase aveludada, revelando por um instante a face carinhosa que ele raramente mostrava a qualquer ser humano.
— Ei, cara de pau, tira o olho — intrometeu-se Loyd, cruzando os braços com um sorriso irônico e divertido, assumindo seu papel clássico de alívio cômico para tentar quebrar a tensão quase cortante no ar. — A S/N tem pedigree e cérebro, você vai queimar os fusíveis dela se chegar muito perto.
Rodrick virou a cabeça devagar na direção de Loyd. Os olhos escuros do baterista se estreitaram em uma fração de segundo, faiscando de um ciúme cego e territorial que ele sequer sabia que era capaz de sentir por alguém que mal conhecia a fundo. Ele deu um passo sutil para o lado, cortando deliberadamente o campo de visão entre Loyd e S/N.
— Quem te chamou na conversa, garoto? — rosnou Rodrick, a voz áspera, medindo Loyd de cima a baixo com pura arrogância defensiva. — Por que você não vai pentear esse cabelo e me deixa falar com ela?
Loyd apenas ergueu as mãos em sinal de rendição fingida, rindo baixo:
— Ui, que perigoso. O baterista do Frango de Cueca está bravo.
Yuna soltou uma gargalhada escandalosa, achando a cena hilária, e cutucou Loyd com o cotovelo, piscando para ele como se premiasse sua audácia. Loyd sentiu o coração disparar com o toque de Yuna, esquecendo completamente a carranca assassina que Rodrick lançava em sua direção.
— Não precisa ser grosso com eles, Rodrick — interveio S/N com suavidade, colocando delicadamente a mão pequena e macia no antebraço tatuado dele para acalmar os ânimos.
O contato físico foi como um choque elétrico. Rodrick congelou no lugar. Ele baixou os olhos para a mão dela descansando sobre sua pele pálida, sentindo o calor suave através das pontas dos dedos dela. Toda a pose de motoqueiro durão e indiferente desmoronou em questão de milissegundos. Seu maxilar relaxou, e o olhar feroz se transformou em algo quase hipnotizado, completamente cativo pela doçura inata da garota.
— Eu não estou sendo grosso... — murmurou Rodrick, subitamente incapaz de sustentar o tom áspero diante daqueles olhos pidões e adoráveis. Ele pigarreou, tentando recuperar o controle da situação, e voltou a encará-la com um sorriso desafiador, porém incrivelmente terno. — Só não gosto que fiquem me interrompendo quando eu estou tendo uma conversa importante.
— Importante? — perguntou ela, inclinando a cabeça, um fio rebelde de cabelo caindo sobre sua testa.
Sem pensar duas vezes, agindo por puro instinto protetor e ativo, Rodrick estendeu os dedos calejados pelas baquetas e tocou o rosto dela com uma delicadeza espantosa, afastando a mecha de cabelo e prendendo-a atrás da orelha pequena de S/N. A ponta de seus dedos roçou a bochecha corada dela, demorando-se ali por uma fração de segundo a mais do que o necessário.
S/N prendeu a respiração, o coração disparado contra a caixa torácica. O toque dele era surpreendentemente gentil para alguém que quebrava pratos de bateria por diversão.
— É — disse Rodrick, a voz baixa, quase como um segredo só para os dois, ignorando completamente os olhares chocados de Yuna e Greg logo atrás. — Importante. Eu tenho um ensaio na garagem daqui a pouco. Novas músicas autorais. Os caras da banda não prestam pra muita coisa, mas eu quebrei um prato novo que você precisa ver.
— Eu... eu não entendo muito de bateria — confessou ela, a voz saindo como um sussurro meigo.
— Eu te ensino — respondeu ele na mesma hora, os olhos brilhando com uma intensidade predadora e ao mesmo tempo doce, sem dar espaço para que ela recusasse. Ele adorava ter o controle, mas ali, com ela, o desejo de protegê-la e mantê-la por perto falava muito mais alto. — Você vai sentar do meu lado e eu te mostro como funciona o ritmo. Nada daquele barulho que o Greg escuta. Coisa de verdade.
— Rodrick, a mãe disse que você tem que arrumar a tralha antes do ensaio! — gritou Greg da varanda, desesperado por atenção ou simplesmente querendo arruinar o momento de glória do irmão mais velho.
Rodrick sequer virou o rosto para olhar para Greg. Ele apenas puxou do bolso da frente uma palheta preta com o logotipo tosco de sua banda desenhado em caneta prateada e segurou a mão de S/N, virando a palma dela para cima. Ele colocou o pequeno triângulo de plástico ali e fechou os dedos dela delicadamente ao redor do objeto, apertando de leve a mão macia.
— Guarda isso — ordenou ele em um tom que não admitia réplicas, mas que soava incrivelmente afetuoso. — É o seu passe VIP para a garagem. Se esses dois palhaços tentarem te arrastar para outro lugar, você diz que está ocupada comigo.
Yuna abriu a boca em um "O" perfeito, cruzando os braços e fitando Rodrick com uma sobrancelha arqueada e um sorriso astuto nos lábios.
— Olha só quem decidiu que sabe ser romântico... — zombou a ruiva, dando um passo à frente com intenção clara de puxar S/N de volta.
Antes que Yuna pudesse encostar na amiga, Rodrick deu um passo possessivo à frente, lançando um olhar mortal para a garota de cabelo vermelho que deixava bem claro que qualquer intromissão naquele momento resultaria em guerra aberta. Ele era territorial demais quando algo realmente capturava sua atenção, e agora, nada tiraria seu foco de S/N.
— Vejo você daqui a pouco, gracinha — disse Rodrick, dando dois toques suaves com o indicador na ponta do nariz arrebitado de S/N, arrancando dela uma risadinha envergonhada que fez o baterista sorrir de verdade, com os dentes à mostra, algo que ele raramente fazia.
Ele girou nos calcanhares com a agilidade despreocupada de sempre, guardando o pano de graxa no bolso e caminhando em direção à porta da garagem aberta. Antes de entrar na penumbra do cômodo cheio de amplificadores e instrumentos velhos, ele parou, olhou por cima do ombro uma última vez e piscou para S/N, que ainda segurava a palheta preta contra o peito.
Assim que a porta da garagem bateu, o silêncio na calçada foi quebrado por um grito abafado de Yuna.
— MEU DEUS DO CÉU! — Yuna agarrou os ombros de S/N, sacudindo-a com força, os olhos vermelhos brilhando como brasas. — O que diabos acabou de acontecer aqui?! O Rodrick Heffley acabou de flertar com você na maior cara de pau e me ameaçou de morte com os olhos?! Loyd, você viu isso?!
— Eu vi — respondeu Loyd, rindo enquanto balançava a cabeça, impressionado com o nível de caos que aquela tarde acabara de atingir. Ele olhou para S/N com um sorriso cúmplice e divertido. — Parece que as suas férias foram mais perigosas do que a gente imaginava, S/N. Você acabou de domar a fera mais problemática de Plainview sem nem levantar a voz.
— Eu não domei ninguém... — murmurou S/N, sentindo o calor subir pelas bochechas enquanto abria a palma da mão para olhar a pequena palheta preta.
O coração dela ainda batia fora do ritmo usual, um reflexo nítido e inevitável da intensidade crua de Rodrick. Aquele ano letivo, que prometia ser comum e pacato, parecia ter acabado de entrar em uma sintonia completamente diferente — barulhenta, arriscada e absurdamente viciante.
