
Snape da castigo em hermione
Fandom: Harry potter
Criado: 07/11/2026
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A Lição das Sombras
A masmorra de Severo Snape estava mergulhada em um silêncio opressivo, interrompido apenas pelo som rítmico da pena de Hermione Granger raspando contra o pergaminho. O relógio na parede parecia zombar dela, cada tique-taque ecoando como uma sentença. Ela estava em detenção por ter respondido de forma ríspida durante a aula de Poções, uma explosão de frustração que vinha se acumulando há meses.
Severo estava sentado atrás de sua mesa, a silhueta escura emoldurada pelas prateleiras repletas de ingredientes grotescos em frascos de vidro. Ele não estava corrigindo trabalhos; ele a observava. Seus olhos negros, profundos como abismos, seguiam cada movimento da mão dela, cada suspiro pesado que escapava de seus lábios.
— A senhorita parece impaciente, Srta. Granger — disse ele, a voz baixa e aveludada, cortando o ar como uma lâmina fria.
Hermione parou de escrever e olhou para cima, encontrando o olhar dele. Seu coração deu um salto descompassado. Havia algo diferente na atmosfera naquela noite. Não era apenas a tensão habitual entre mestre e aluna; era algo mais denso, quase elétrico.
— Terminei a redação, Professor — respondeu ela, tentando manter a voz firme, embora suas mãos tremessem levemente.
Snape levantou-se lentamente, sua capa fluindo atrás dele como uma sombra viva. Ele caminhou até a mesa dela, parando tão perto que ela podia sentir o cheiro de sândalo e ervas amargas que sempre o acompanhava.
— Terminou? — Ele pegou o pergaminho, seus dedos roçando propositalmente os dela. O toque enviou um choque térmico pelo corpo de Hermione. — A qualidade parece... aquém do seu padrão habitual. Talvez sua mente estivesse em outro lugar.
— Eu fiz o meu melhor — sussurrou ela, desafiadora, embora a proximidade dele a deixasse sem fôlego.
Snape soltou o pergaminho, que flutuou de volta para a mesa. Ele se inclinou, apoiando as mãos na madeira, cercando-a.
— O seu "melhor" tem sido uma distração constante para mim, Hermione — confessou ele, a voz caindo para um sussurro perigoso. — Suas perguntas incessantes, sua necessidade de aprovação... e o modo como você me olha quando pensa que eu não estou vendo.
Hermione sentiu o rosto arder. Ela não conseguia desviar o olhar. A máscara de frieza dele estava rachando, revelando uma intensidade que a aterrorizava e a atraía ao mesmo tempo.
— O senhor sabe — disse ela, a voz quase inaudível.
— Eu sei de muitas coisas. — Ele se endireitou, a expressão endurecendo novamente. — Inclusive que a insolência de hoje exige uma punição que o pergaminho e a pena não podem satisfazer.
Ele apontou para o colo dele, que agora estava acomodado em uma cadeira de encosto alto que ele conjurara silenciosamente.
— Por favor, senhor... — Hermione começou, mas o desejo em seus olhos traía sua hesitação.
— Deite-se, Hermione. Agora.
Com as pernas trêmulas, ela obedeceu. O contato de seu corpo com as coxas firmes dele fez seu ventre se contrair. Ela sentiu a mão grande e quente dele pousar em suas costas, estabilizando-a.
— Oito centenas — disse ele suavemente perto de seu ouvido. — Uma para cada pensamento impróprio que você me causou este ano.
O primeiro impacto da palma da mão dele contra a carne dela foi um choque. Hermione soltou um arquejo, não de dor pura, mas de surpresa e de uma súbita descarga de adrenalina. Snape não estava sendo cruel, mas era firme. O ritmo era metódico, implacável.
— Dez... vinte... — Ele contava baixo, cada número acompanhado por um golpe que fazia a pele dela formigar e queimar.
À medida que a contagem avançava, a dor começou a se misturar com uma sensação avassaladora de liberação. Hermione enterrou o rosto nos braços, soltando pequenos gemidos a cada impacto. Ela sentia o calor se espalhar por seu corpo, concentrando-se entre suas pernas, que começavam a ficar úmidas contra o tecido de sua saia.
Snape não parou. Sua mão subia e descia, tingindo a pele dela de um rosa profundo, depois de um vermelho vivo. Ele estava possuído por uma energia que continha há anos. A cada palmada, ele parecia estar transferindo para ela toda a sua angústia, seu desejo reprimido e a solidão de sua vida dupla.
— Quatrocentos — murmurou ele, a voz falhando levemente pela primeira vez.
Hermione estava em transe. O mundo ao redor havia desaparecido, restando apenas o som das palmadas e a respiração pesada de ambos. Ela sentia que estava derretendo, sua resistência desmoronando sob o peso daquela atenção absoluta. Ela queria que ele parasse, mas, ao mesmo tempo, temia o fim daquele contato.
Quando ele finalmente atingiu a marca de oitocentos, a mão dele permaneceu pousada sobre ela, sentindo o calor irradiando da pele castigada. O silêncio que se seguiu foi carregado de uma tensão insuportável.
Snape a ajudou a se levantar com uma delicadeza inesperada. Hermione estava trêmula, o rosto banhado em lágrimas e suor, os olhos brilhando com uma mistura de choque e desejo. Ela olhou para ele e viu, pela primeira vez, o homem por trás do monstro de Hogwarts. Seus olhos negros estavam cheios de uma fome crua.
— Severo... — sussurrou ela.
Ele não respondeu com palavras. Ele a puxou pela cintura, colando o corpo dela ao seu, e a beijou. Foi um beijo faminto, desesperado, que provava anos de negação. A língua dele explorou a dela com uma urgência que a fez soltar um gemido abafado contra os lábios dele.
Hermione passou os braços pelo pescoço dele, puxando-o para mais perto, sentindo a dureza do corpo dele contra a sua maciez. Ela estava completamente molhada, a excitação transbordando enquanto ela se esfregava contra ele, buscando alívio para o fogo que ele mesmo havia acendido.
Snape interrompeu o beijo por um segundo, a respiração curta, a testa encostada na dela.
— Isso é loucura — disse ele, embora suas mãos estivessem apertando possessivamente os quadris dela.
— Então não sejamos sensatos — respondeu Hermione, puxando-o novamente para si.
Sem dizer mais nada, Snape a pegou no colo. Hermione envolveu as pernas na cintura dele, escondendo o rosto em seu pescoço enquanto ele caminhava em direção à porta oculta atrás de uma tapeçaria, que levava aos seus aposentos particulares.
O quarto dele era exatamente como ela imaginava: escuro, elegante e cheirando a livros antigos e magia poderosa. Ele a colocou sobre a cama de lençóis de seda negra, despojando-se de sua capa com um movimento fluido.
— Você tem certeza, Hermione? — perguntou ele, a voz rouca, parando na beira da cama. — Uma vez que cruzarmos esta linha, não haverá volta.
Hermione estendeu a mão, puxando-o pela gola da túnica.
— Eu nunca quis voltar, Severo.
Ele se inclinou sobre ela, e naquela noite, entre as sombras das masmorras, a dor da punição transformou-se no êxtase da entrega, enquanto dois corações solitários finalmente encontravam seu ritmo um no outro.
