
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
Os dedos
Fandom: Enhpeyn Nishimura riki
Criado: 29/12/2025
Tags
RomanceFatias de VidaHistória DomésticaRealismoEstudo de PersonagemFofuraLinguagem Explícita
O Ponto de Ignição
Riki sentia o formigamento subir por sua espinha, um arrepio que não vinha do frio da noite de Seul, mas da mera proximidade de seu hyung. Sunoo, com seu sorriso que poderia derreter geleiras e seus olhos que guardavam segredos de um universo inteiro, era sua perdição. E Sunoo sabia disso. Sabia da adoração silenciosa de Riki, das trocas de olhares que duravam um segundo a mais do que o socialmente aceitável, dos toques acidentais que Riki prolongava com uma intenção quase palpável.
E Sunoo jogava com isso.
Não de forma cruel, mas com uma doçura calculada que deixava Riki sempre no limite, sempre desejando mais. Era um jogo perigoso, uma dança sutil de atração e hesitação, onde as regras eram escritas nas entrelinhas e as apostas eram os seus próprios corações.
Naquela noite, o dormitório estava estranhamente silencioso. Jake e Heeseung haviam saído para comprar algo para o jantar, enquanto Jay e Jungwon estavam imersos em seus jogos online, os fones de ouvido isolando-os do mundo. Sunghoon estava no chuveiro e, para a sorte ou desgraça de Riki, Sunoo estava sozinho na sala, assistindo a um drama qualquer na televisão.
Riki, que se preparava para ir para a cama, parou na soleira da porta. O coração começou a bater mais rápido, um ritmo descompassado que ele já conhecia bem. Sunoo estava deitado no sofá, um cobertor macio cobrindo suas pernas, os olhos fixos na tela, mas um sorriso pequeno brincava em seus lábios. A luz fraca da televisão pintava seu rosto em tons de azul e prata, acentuando a linha do seu queixo e o brilho em seus olhos.
"Hyung", Riki chamou, a voz um pouco mais rouca do que o normal.
Sunoo virou a cabeça, o sorriso se alargando. "Ah, Riki-yah. Não vai dormir?"
Riki pigarreou. "Estava indo. Mas... uh... você está assistindo algo interessante?"
Sunoo deu tapinhas no sofá ao lado dele. "Venha. É um clichê, mas divertido. A protagonista acabou de descobrir que o ex-namorado é na verdade um príncipe herdeiro."
Riki se aproximou, o corpo inteiro em alerta. O cheiro de Sunoo – uma mistura de sabonete de lavanda e algo docemente cítrico – o envolveu. Ele sentou-se, mantendo uma distância cautelosa, mas não o suficiente para não sentir o calor do corpo de Sunoo através do cobertor.
Os minutos se arrastaram, preenchidos pelos diálogos melodramáticos do drama e pelo silêncio carregado entre eles. Riki sentia a tensão crescendo, um nó apertando em seu estômago. Ele queria tocar, queria sentir, mas o medo de cruzar a linha e estragar tudo o paralisava.
Até que Sunoo se moveu.
Ele esticou um braço, bocejando, e seu punho roçou o ombro de Riki. O toque foi breve, quase imperceptível, mas enviou uma onda de eletricidade através do corpo de Riki. Sunoo, alheio ou fingindo estar, apenas se ajeitou mais confortavelmente, o braço repousando na parte de trás do sofá, perigosamente perto da cabeça de Riki.
Riki engoliu em seco. Ele podia sentir o cheiro do cabelo de Sunoo, uma fragrância suave que o embriagava. O drama na televisão se tornou um ruído distante, o mundo se encolhendo para incluir apenas eles dois, o sofá e a tensão crescente.
Sunoo, então, fez algo que Riki não esperava. Ele virou-se para Riki, os olhos brilhando com uma curiosidade divertida. "Riki-yah, você parece tenso. Aconteceu alguma coisa?"
Riki sentiu o rosto esquentar. "Não... não, hyung. Só... uh..." Ele não conseguiu formular uma desculpa convincente.
Sunoo sorriu, um sorriso que prometia travessuras. Ele estendeu a mão, e Riki prendeu a respiração. Os dedos de Sunoo eram longos e finos, com unhas bem cuidadas. Ele não tocou o rosto de Riki, mas sim o cabelo, afastando uma mecha que caía sobre os olhos do mais novo.
O toque foi suave, quase etéreo, mas o efeito foi devastador. Riki sentiu um arrepio percorrer sua pele, e seu coração martelou contra suas costelas.
"Você está com sono, não está?", Sunoo sussurrou, a voz baixa e rouca, um convite silencioso.
Riki apenas balançou a cabeça, incapaz de falar. Seus olhos estavam fixos nos de Sunoo, buscando alguma resposta, algum sinal do que o hyung estava pensando.
Sunoo, então, fez a sua jogada. Lenta e deliberadamente, ele moveu a mão para baixo, seus dedos roçando o pescoço de Riki, depois a nuca. Riki fechou os olhos por um instante, a sensação era tão intensa que quase o fez gemer.
Ele sentiu o hálito quente de Sunoo em seu rosto, o cheiro doce e inebriante. Os dedos de Sunoo continuaram seu caminho audacioso, descendo pelas costas de Riki, parando na base da sua coluna, logo acima da linha do cós da sua calça.
O corpo de Riki se enrijeceu. Ele sabia o que Sunoo estava fazendo. Era um jogo, sim, mas um jogo com regras que estavam prestes a ser quebradas.
Sunoo pressionou levemente com a ponta dos dedos, um toque tão sutil que poderia ser imaginado, mas Riki sentiu. Sentiu o calor, a pressão, a intenção.
"Você está tão quieto hoje, Riki-yah", Sunoo murmurou, a voz quase um sussurro. "Aconteceu alguma coisa?"
A pergunta era retórica, e ambos sabiam disso. O que estava acontecendo era *aquilo*, o jogo que eles estavam jogando, o limite que estava sendo testado.
Riki abriu os olhos, encontrando o olhar de Sunoo. Os olhos do hyung estavam escuros, cheios de uma intensidade que Riki nunca tinha visto antes. Não era apenas divertido agora; havia desejo ali, um desejo espelhado no próprio coração de Riki.
Ele não aguentou mais.
Riki se virou, ficando de frente para Sunoo. A mão de Sunoo ainda estava em suas costas, e Riki sentiu a pressão se intensificar. Ele colocou a mão sobre a de Sunoo, sentindo a pele quente e macia sob a sua.
"Hyung...", Riki começou, a voz trêmula.
Sunoo não o deixou terminar. Ele inclinou-se para a frente, diminuindo a distância entre eles. O coração de Riki batia descontroladamente, seus pulmões se recusavam a funcionar.
"Hmm?", Sunoo murmurou, seu rosto a centímetros do de Riki. Os lábios de Sunoo estavam entreabertos, convidativos.
Riki sentiu o impulso incontrolável. Ele se inclinou, seus lábios encontrando os de Sunoo em um beijo hesitante, mas cheio de urgência.
O primeiro toque foi suave, quase uma pergunta. Sunoo respondeu com um suspiro, seus lábios se movendo contra os de Riki com uma doçura que fez Riki gemer. A mão de Sunoo apertou a base da coluna de Riki, puxando-o para mais perto.
O beijo se aprofundou, a hesitação dando lugar a uma paixão reprimida. Riki sentiu os dedos de Sunoo deslizarem para baixo, um toque audacioso e inesperado.
Riki arfou no beijo, afastando-se apenas o suficiente para respirar e olhar para Sunoo. Os olhos de Sunoo estavam semicerrados, os lábios vermelhos e inchados, um sorriso travesso curvando-se em seus cantos.
"Você realmente queria isso, não queria, Riki-yah?", Sunoo sussurrou, a voz rouca de desejo.
Riki não conseguiu falar. Ele apenas acenou com a cabeça, os olhos fixos nos lábios de Sunoo.
A mão de Sunoo continuou seu caminho, um toque leve, mas que enviava ondas de calor por todo o corpo de Riki. Riki fechou os olhos novamente, entregando-se à sensação.
Ele sentiu os dedos de Sunoo roçarem a barra da sua cueca, o tecido fino oferecendo pouca resistência. O toque foi tão íntimo, tão ousado, que Riki sentiu um choque elétrico percorrer seu corpo.
Sunoo riu baixinho, uma risada que era pura sedução. "Tão sensível, meu Riki-yah."
Riki não se importava com as palavras, apenas com a sensação. Ele queria mais, e Sunoo parecia disposto a dar.
Os dedos de Sunoo se moveram com uma delicadeza torturante, explorando a região. Riki sentiu seu corpo inteiro reagir, um calor se espalhando por suas veias. Ele mordeu o lábio inferior para conter um gemido.
Sunoo se inclinou novamente, seus lábios encontrando o ouvido de Riki. "Posso?", ele sussurrou, a voz rouca e carregada de malícia.
Riki não precisou de mais convite. Ele assentiu vigorosamente, sua mente nublada pelo desejo.
Os dedos de Sunoo seguiram em frente, com uma ousadia que fez Riki prender a respiração. O toque inicial foi suave, quase um roçar, mas o efeito foi imediato e avassalador. Riki sentiu um arrepio intenso, um choque que percorreu seu corpo da cabeça aos pés.
Ele arqueou as costas, um gemido baixo escapando de seus lábios. A mão de Sunoo se moveu com confiança, os dedos explorando com uma precisão que fez Riki sentir como se estivesse pegando fogo.
"Oh, hyung...", Riki murmurou, sua voz quase inaudível.
Sunoo sorriu contra o pescoço de Riki, os lábios roçando sua pele. "Gostou, Riki-yah?"
Riki não conseguiu responder. Ele apenas se apertou mais contra Sunoo, seus dedos agarrando o tecido da camisa do hyung. Ele sentiu o corpo de Sunoo se mover, ajustando-se para dar a ele mais acesso.
Os dedos de Sunoo eram habilidosos, explorando cada curva, cada ponto sensível com uma destreza que fez Riki tremer. A tensão em seu corpo era quase insuportável, uma mistura de prazer e antecipação.
Ele podia sentir o coração de Sunoo batendo rápido contra o seu, um ritmo que espelhava o seu próprio. O cheiro de Sunoo o envolvia, uma névoa doce que o deixava tonto.
Riki sentiu um gemido escapar de seus lábios, alto e desesperado. Os dedos de Sunoo se intensificaram, e Riki sentiu o prazer crescer, uma onda avassaladora que ameaçava consumi-lo.
Ele sentiu o corpo inteiro tremer, a cabeça girando. Os lábios de Sunoo encontraram os seus novamente, um beijo profundo e urgente que roubou o ar de seus pulmões.
No meio do beijo, Riki sentiu a onda de prazer o atingir. Ele arqueou as costas, um grito abafado escapando de seus lábios. O corpo inteiro se contraiu, e Riki sentiu a tensão se dissipar em uma explosão de puro êxtase.
Ele ofegou, o corpo mole, apoiado contra Sunoo. O hyung o segurava firme, seus braços envolvendo Riki em um abraço protetor.
Sunoo se afastou um pouco, os olhos brilhando com triunfo e carinho. Ele beijou a testa suada de Riki. "Meu Riki-yah", ele sussurrou, a voz cheia de ternura.
Riki estava sem fôlego, o corpo ainda tremendo suavemente. Ele olhou para Sunoo, seus olhos cheios de uma mistura de surpresa, gratidão e um desejo ainda mais profundo.
"Hyung...", Riki conseguiu murmurar, a voz ainda rouca.
Sunoo sorriu, um sorriso suave e satisfeito. Ele beijou Riki novamente, um beijo mais lento e doce desta vez, cheio de promessas.
"Acho que agora você está pronto para dormir", Sunoo disse, um brilho divertido em seus olhos.
Riki riu, um som rouco e feliz. Ele sabia que aquela noite havia mudado tudo. O jogo havia terminado, e algo muito mais real e intenso havia começado.
Ele se aninhou contra Sunoo, sentindo o calor do corpo do hyung, o cheiro familiar e reconfortante. Ele fechou os olhos, sabendo que esta era apenas a primeira de muitas noites. E ele não poderia estar mais feliz por isso.
O som da porta de entrada se abrindo e as vozes de Jake e Heeseung ecoaram pelo dormitório.
Sunoo e Riki se separaram rapidamente, mas não antes que Sunoo desse um último beijo suave na bochecha de Riki.
"Boa noite, Riki-yah", Sunoo sussurrou, um sorriso cúmplice em seus lábios.
Riki apenas sorriu de volta, o coração ainda batendo forte, mas agora com uma sensação de paz e satisfação. Ele sabia que o segredo que eles compartilhavam seria seguro, guardado entre eles, uma promessa silenciosa de um futuro que ele mal podia esperar para explorar. Ele se levantou, seus passos um pouco trôpegos, e foi para seu quarto, a imagem de Sunoo e a sensação de seus dedos ainda vívidas em sua mente. O jogo havia acabado, e a verdadeira história havia apenas começado.
